terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

CARNAVAL SEM BAILE DE MÁSCARAS NÃO É CARNAVAL


IRMÃS SÁBIAS E INSEPARÁVEIS

Geografia, História e Genealogia.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

DO ÁLBUM DE FAMÍLIA [TETRAVÔ JOÃO MANUEL E SUA LINHA BAGORRO]

I — BEATRIZ (ou BRITES) BAGORRO (n. Alter do Chão, Alter do Chão, c. 1590 ) cc António Fernandes (n. Alter do Chão, Alter do Chão, c. 1590).
Têm: Leonor Dias Bagorro (qs) cc Domingos Vaz (qs); e Maria Dias Bagorro cc Domingos Fernandes, viúvo de Isabel Fernandes, (cg).

II — LEONOR DIAS BAGORRO (n. Alter do Chão, Alter do Chão, c. 1620) cc (Alter do Chão, Alter do Chão, 14.08.1650) Domingos Vaz (n. Alter do Chão, Alter do Chão, c. 1620), filho do casamento de Álvaro Gonçalves (n. Alter do Chão, Alter do Chão, c. 1590) com Maria Vaz (n. Alter do Chão, Alter do Chão, c. 1590).
Têm:

III — BEATRIZ (ou BRITES) BAGORRO (n. Alter do Chão, Alter do Chão, c. 1650) cc I (Alter do Chão, Alter do Chão, 16.12.1672) António Mendes Grego (n. Elvas, São Lourenço), filho do casamento de Manuel Fernandes Grego com Maria Mendes (n. Alter do Chão).
Ficando viúva cc [II de ambos] (Elvas, Assunção, 09.12.1703) João Fernandes, viúvo de Ana Lopes.
Não há descendência do 2.º casamento.
Do 1.º casamento tem: Maria (smn); Manuel (smn); e Catarina (qs).

IV —  CATARINA GONÇALVES (n. Alter do Chão, c. 1680) cc (Elvas, Assunção, 18.07.1697) Manuel Gonçalves (n. Fronteira, Fronteira), filho do casamento (Fronteira, Fronteira, 1663) de Manuel Rodrigues com Maria Gonçalves (n. Fronteira, Fronteira).
Têm: Maria (smn); Francisco Gonçalves Bagorro cc Maria Florência (estes têm um dos netos, Caetano José Bagorro, Tabelião Proprietário de Notas do Cartório Notarial de Borba, Procurador da Câmara de Borba e Irmão da Santa Casa da Misericórdia de Borba; e um dos bisnetos, Francisco do Carmo Bagorro, Padre); Brites (smn); Joana (smn); Rosa Maria Bagorro cc António Martins Borges (cg); João Mendes Bagorro (qs) cc Maria Fraústo (qs); Manuel Gonçalves Bagorro (Lavrador e Proprietário na Terrugem); e Teresa (smn).

V — JOÃO MENDES BAGORRO (n. Elvas, Vila Boim, 03.10.1708) cc I (Elvas, Vila Boim, 05.03.1732) Maria Fraústo (n. Elvas, Vila Boim, bp 20.03.1708), filha do casamento (Elvas, Vila Boim, 08.10.1699) de António Rodrigues com Maria Fraústo (n. Elvas, Vila Boim), neta paterna de Pedro Francisco cc Ana Francisca e materna de Baltazar Fernandes (n. Elvas, Vila Boim) cc (Elvas, Vila Boim, 20.10.1670) Catarina Pires (n. Elvas, Vila Boim).
Do 1.º casamento tem: Manuel Mendes Bagorro (qs) cc Francisca Caetana (qs); e Antónia Maria Bagorro cc António Cordeiro Travanca, filho do casamento de Domingos Fernandes Travanca com Guiomar Cordeiro, (cg).
Do 2.º casamento, com Vitória do Nascimento, filha do casamento de Francisco de Sande com Maria Rodrigues, tem: Luís Mendes Bagorro cc Ana Joaquina, filha de José Gonçalves e Ana Maria, (cg); Francisca Rita Vitória cc Estêvão Martins Barrenho, filho de António Martins Barrenho e Maria Inácia, (cg); e Maria Vitória Bagorro cc Nicolau José do Amaral, Lavrador da Herdade do Texugo, Foreiro da Casa de Bragança.

VI —  MANUEL MENDES BAGORRO (Elvas, Vila Boim, 14.06.1741 — Elvas, Terrugem, 05.06.1819), Juiz Ordinário, Tabelião do Cartório Notarial de Vila Boim, Professor Régio de Primeiras Letras em Vila Boim, Lavrador da Herdade da Atalaia, Foreiro da Casa de Bragança, cc (Elvas, Vila Boim, 16.08.1762), tendo como Testemunha o Padre Dom Frei João de Santa Ana Bagorro*,  Francisca Caetana (n. Estremoz, Santiago, 12.97.1739), filha do casamento de Martinho de Sousa (n. Estremoz, Santa Maria) com Maria Rosado (n. Estremoz, Santo André), neta paterna de António Gonçalves (n. Estremoz) cc Leonor de Sousa (n. Estremoz) e materna de Paulo Rosado (n. Estremoz, Santiago) cc (Estremoz, Santo André, 06.07.1698) Catarina da Ascensão (n. Estremoz, Santo André).
Têm: Caetano José Mendes Bagorro / Frei Caetano de S. José, O. P., dominicano, missionário em Malaca (1791-1799), professou aos 09.03.1783 na capelinha da casa dos noviços no Convento de S. Domingos em Goa, sendo ordenado sacerdote aos 24.09.1785 pelo Arcebispo de Santa Catarina, em 1786 era Mestre de Noviços no referido Convento de S. Domingos de Goa, aos 02.05.1791 foi nomeado [...]; João Mendes Bagorro cc Ana Maria, filha de Manuel Dias da Rosa e Leonor Joaquina Figueira, (cg); Catarina (smn); Ana (smn); Padre Manuel José Bagorro, Pároco da Terrugem; Catarina Eugénia Bagorro cc Francisco José Martins, filho de João Martins e Brites Luísa, Lavrador da Herdade do Vale, Foreiro da Casa de Bragança; António (smn); e José Caetano Bagorro (qs) cc Catarina Rosa (qs).

VII —  JOSÉ CAETANO BAGORRO (n. Elvas, Vila Boim, 02.02.1781), o mais novo de 8 irmãos, cc Catarina Rosa (n. Elvas, Vila Fernando, 23.12.1781), filha do casamento [2.º dele e 1.º dela] de Luís José Rodrigues Gonçalves (n. Elvas, Vila Fernando, 11.02.1744), o mais novo de 11 irmãos, com Isabel Maria do Rey de la Reyna Pinheiro (n. Badajoz, Alburquerque, 1747), neta paterna de Domingos Gonçalves (n. Elvas, Barbacena), Lavrador e Proprietário da Herdade da Atalaia (ou da Fonte) dos Sapateiros, cc [II dele e I dela] (Elvas, Vila Boim, 10.10.1725) Inês Rodrigues Correia (n. Elvas, Vila Boim) e materna de Filipe José Lopes Pinheiro (n. Elvas, Barbacena, 11.12.1727) cc Catarina Maria do Rey de la Reyna (n. Badajoz, Alburquerque).
Têm: João Manuel Bagorro (qs); e Manuel (smn).

VIII — JOÃO MANUEL BAGORRO (Elvas, Alcáçova, 25.01.1817 — Sousel, Sousel, 29.08.1879). Lavrador e Proprietário em Sousel. Casado e com geração.

* Ainda não o entronquei mas será certamente destes Bagorros, estando aliás eu cada vez mais convencido de que todos os Bagorros procedem do mesmo tronco comum.

Desentroncados (por enquanto, pois está-se mesmo a ver que são todos dos mesmos) estão:
  • António Dias Bagorro — casa com Maria Delicada no Crato em 1566.
  • Isabel Bagorro — casa com João Lopes em Alter do Chão em 1578.
  • Beatriz Bagorro — madrinha de baptismo em Alter do Chão em 1587.
  • António Dias Bagorro — casado com Maria Dias, pais de Maria Caldeira Bagorro, que casa no Crato em 1711.
  • Testemunha de casamento no Crato em 1700. Referido num testamento de 1712.
  • Manuel Fernandes Bagorro  — casado com Maria Caldeira, pais do seguinte. Referido em testamento de 1675.
  • Manuel Fernandes Bagorro — filho do anterior. Casa com Isabel Caldeira no Crato em 1700.  
  • Manuel Dias Bagorro — casado com Catarina Gonçalves, pais de Margarida Dias, que casa no Crato em 1707, e de Maria Gonçalves, idem, em 1712. Morre antes de 1707.
  • Padre António Dias Bagorro — beneficiado na Igreja de Nossa Senhora da Conceição em Lisboa. Referido num processo de habilitação "de genere" em 1732/1734.
  • Padre Dom Frei João de Santa Ana Bagorro — Religioso da Ordem de São Paulo. Testemunha de casamento de Manuel Mendes Bagorro em Vila Boim em 1762.
  • Manuel Caldeira Bagorro  — administrador da capela de António Gonçalves e sua mulher Margarida Tavares entre 1753 e 1769.
  • Capitão Luís José Caldeira Bagorro — padrinho de baptismo em Alpalhão em 1804.
  • Manuel Caldeira Bagorro — nasce em Vale do Peso, Crato, em 1835, e faz parte, como os dois anteriores, de um ramo (ramo porque pertencem certamente a esta família, mas ainda não entroncados aqui) que usa estes dois apelidos juntos, durante várias gerações, passando-os ora por via varonil ora feminina. 
  • Manuel Garcia Bagorro — nasce em 1715 e morre em 1775.
  • Manuel Madeira Bagorro — referido em testamento de 1759.
  • José Bagorro — administrador da capela de Manuel Gonçalves Moniz entre 1746 e1796.
  • Domingos da Silva Bagorro — capitão-mor de Vila Fernando. Padrinho de um filho de Joaquim Cordeiro Bagorro em 1794. Irmão do seguinte.
  • Padre Manuel Carlos da Silva Bagorro — pároco de Vila Fernando, capelão da Ordem Terceira de S. Francisco em Vila Boim. Morre em 1832. Irmão do anterior.
  • Padre Dom Frei Manuel de São José Bagorro.
  • Frei Gaspar Mendes Bagorro.

Fonte bibliográfica:
In 1.º esboço do estudo Subsídios para a Genealogia da Família Bagorro de João Miguel Costa Pinto Marchante (Autor do blogue Eternas Saudades do Futuro).


ÓSCARES À MEIA-NOITE

Jon Voight
em Midnight Cowboy (EUA, 1969)
de John Schlesinger.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

AUTÓPSIA PSICOLÓGICA DOS ANIMAIS POLÍTICOS

Sempre houve e sempre haverá, apenas e só, três tipos de homens, no mundo: os que não servem para nada; os que servem interesses estrangeiros e anti-nacionais; e — os últimos são os primeiros —  os que servem a sua Terra e o seu Povo acima de tudo.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

PARA A COMPREENSÃO DE ÁFRICA

Jogos Africanos, de Jaime Nogueira Pinto, A Esfera dos Livros, Novembro de 2016 (5.ª edição).
... E para encerrar de vez o ultramarino e universal Império Português de 560 anos e começar a preparar o continental e identitário Império da Europa das Nações.  

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

DA SECÇÃO DE LIVROS PREMONITÓRIOS

Guerras contra a Europa: Bósnia — Kosovo — Chechénia..., de Alexandre del Valle, tradução de Margarida Menezes, Hugin Editores, Lisboa, Abril de 2001 (1.ª edição). 

sábado, 11 de fevereiro de 2017

UM HERÓI DO PASSADO QUE TEM FUTURO

Henrique Paiva Couceiro
(30.12.1861 — 11.02.1944)
Acabei agora mesmo, a propósito da efeméride histórica de hoje, de reler, mais uma vez, a biografia de Henrique Paiva Couceiro, escrita por Vasco Pulido Valente.
O autor não resiste a tentar apoucar, aqui e ali, o Herói Português. No entanto, o livrinho tem méritos. A saber: é mais uma achega para a criação de hábitos de leitura na área da arte da biografia; género raro em Portugal, vá-se lá saber porquê — por falta de homens interessantes no nosso passado histórico não será, certamente. Por outro lado, VPV demonstra maus fígados (fruto das libações perigosas?...) na análise que faz de certos episódios da vida e obra de Paiva Couceiro, mas até assim desperta no leitor curiosidade de conhecer o eterno capitão. Falo por mim.
Devo confessar que, estranhamente, na idade do culto dos heróis — nacionais e outros —, sendo eu já monárquico militante, nunca coloquei Paiva Couceiro no meu altar de santos, heróis e sábios. E hoje, na maturidade da meia idade, já sei identificar a causa da coisa: cá para mim, Mouzinho de Albuquerque ocupava, em toda a plenitude, o lugar que outros reservavam a Couceiro. Continuo fiel a Mouzinho, mas este livrinho deu-me uma enorme vontade de partir à (re)descoberta de Henrique Paiva Couceiro — homem de fé profunda e carácter férreo. Características estas caídas em desuso, e que devem incomodar bastante os intelectuais a que hoje temos direito; os quais, no que diz respeito a consistência de valores e personalidade, são, em geral, pouco mais do que gelatina.
Leia-se, pois.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

NAÇÃO VERSUS GLOBALIZAÇÃO

Os inúmeros e bem-remunerados comentadores expertos dos merdia convencionais andam desnorteados com a queda em dominó do mundialismo (vulgo globalização) às mãos dos diferentes movimentos nacionais que se baseiam nas diversas ideologias identitárias. Talvez começando por estudar honestamente estas se lhes abra a visão, até agora formatada pelas palas do politicamente correcto, para a realidade. Há dezenas de sítios e blogues nacionais e livres onde poderão encontrar, sem falsas mediações ditadas pelo politicamente correcto, os fundamentos doutrinários das múltiplas alternativas de síntese nacional que germinam e triunfam dia após dia nas agora ressuscitadas pátrias.      

domingo, 5 de fevereiro de 2017

ETERNAS MÁXIMAS TRADICIONAIS POPULARES

Mal vai a casa onde a galinha canta e o galo cala.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

LIVRO PARA HOJE E SEMPRE

João de Brito — Herói da Fé e do ImpérioJoão Ameal, Edições SPN, Lisboa, 1941.

SANTO DO DIA

S. João de Brito (01.03.1647 — 04.02.1693). Mártir.
Lisboeta Missionário no Ultramar Português.

COM A AJUDA DA DIVINA PROVIDÊNCIA E A ACÇÃO DOS TRADICIONALISTAS

No terceiro milénio todas as nações terão finalmente os governos que merecem.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

NOVA TERTÚLIA PARA O TERCEIRO MILÉNIO

Círculo de Estudos Lusíadas de Tradição e Acção.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

NOVO MILÉNIO, NOVO PARADIGMA GEOPOLÍTCO

Atendendo ao que se vai vendo, mais do que uma viragem de século, estamos perante um novo milénio.

SABORES LUSÍADAS

Um café, acompanhado por um pastel de nata com açúcar e canela, e uma cigarrilha.

INTEMPORAIS DITOS POPULARES

Se não queres acabar entalado, não te metas onde não és chamado.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

MONARQUIA PORTUGUESA E CINEMA NACIONAL EM DIA DE REGICÍDIO

Manuel Maria da Costa Veiga inicia a sua actividade cinematográfica como exibidor de filmes estrangeiros em Lisboa. Embora residente em Algés, era uma típica figura da Capital na viragem do século XIX para o XX — dandy alto e espadaúdo, de farta mas cuidada barba à moda. Além do mais, era um curioso e especialista em mecânica e electricidade, o que lhe conferia uma aura de mágico, nesses tempos da iluminação a gaz.

Costa Veiga ajudou Edwin Rousby na primeira exibição em Portugal de imagens em movimento, que decorreu no Real Coliseu da Rua da Palma (hoje desaparecido, para dar lugar a tristes pseudo-arquitectónicos caixotes pós-modernos); sessão essa que teve na assistência o Infante D. Afonso, irmão do Rei D. Carlos I, o que revela o empenho da Casa Real nas novidades científicas e artísticas que estavam a surgir, na Europa, na sequência da primeira apresentação pública — em Paris, a 28 de Dezembro de 1895 — de imagens captadas, reveladas e projectadas pelos irmãos Lumière, com a sua maravilhosa máquina Cinématographe.

A referida estreia lisboeta aconteceu em Junho de 1896 e nela foram projectadas fitas rodadas à volta do Mundo por operadores do pioneiro londrino Robert-William Paul. Foi um sucesso público, esta iniciativa do misterioso exibidor itinerante (húngaro ou americano, ninguém sabe) Edwin Rousby, «o electricista de Budapeste». Este, em Setembro, propicia nova sessão pública em Lisboa, agora com películas já filmadas no nosso País, pelo operador Harry Short, que Paul mandara para o sul da Europa à caça de imagens. A Cinemateca Portuguesa possui dois destes filmes: A Boca do Inferno e A Praia de Algés na Ocasião dos Banhos. Em Janeiro de 1897, Rousby parte definitivamente de Portugal, mas deixa em Lisboa a semente da cinefilia.

Depois deste flashback, para enquadramento histórico da aparição do Cinema («Animatógrafo», nas palavras de então) em Lisboa, vamos ao nosso pioneiro: Costa Veiga, após várias tentativas falhadas nesse sentido, conseguiu estabelecer-se como exibidor, inaugurando o Éden Concerto, aos Restauradores, e a Esplanada D. Luiz Filipe, em Cascais. Não tardou, no entanto, a dar o salto para a produção de filmes. Assim, aproveitando a estada sazonal do Rei D. Carlos em Cascais, no Verão de 1899, filma a Pessoa Real na praia, capta mais algumas vistas da então famosa estância balnear, e, finalmente, apresenta a sua primeira película: Aspectos da Praia de Cascais.

Foi o início de uma carreira de grande actividade como documentarista (palavra e conceito inexistentes à época, mas é disso que se trata), que atravessará toda a primeira década do século XX, registando os principais acontecimentos sociais e políticos, com a sua câmara inglesa Urban.

As vindas a Portugal de Chefes de Estado, e outras altas figuras, não lhe escaparam; e, temos, assim, a Série — interessante e fundamental para a compreensão da História da Europa — «Visitas a Lisboa»: Eduardo VII (1903), Afonso XIII (1903), Duques de Connaught (1903) Imperador da Alemanha Guilherme II (1905), Presidente de França Émile Loubet (1905), Rei de Saxe (1908).

Por este motivo, ficou conhecido por «Cineasta dos Reis», em oposição jocosa ao seu contemporâneo Aurélio da Paz dos Reis, «o Reis Cineasta», do Porto — primeiro português a dar à manivela uma câmara de filmar; e, revolucionário republicano, por sinal… Deste, falaremos noutro dia.

Entretanto, Costa Veiga fundou uma empresa produtora de Cinema — Portugal Filme —, continuando ainda a sua actividade profissional nos ramos da exibição e distribuição de fitas. Descobriu também, para o Cinema Português, Artur Costa de Macedo, que viria a ser um dos nossos melhores directores de fotografia, decisivo na Época de Ouro do Cinema Português (décadas de 1930 e 1940), e que trabalhava antes na garagem Auto-Palace, ao Rato.

Num tempo muito anterior ao advento da Televisão, era através do Cinema que os Estados comunicavam com os seus cidadãos e passavam para o exterior as imagens do País. Neste contexto, os filmes de Costa Veiga fizeram parte de uma grande e última ofensiva diplomática da Monarquia Portuguesa. A já referida Série «Visitas a Lisboa» foi distribuída por toda a Europa, com o apoio do Rei D. Carlos, mostrando Lisboa, como capital cosmopolita, acolhendo as principais figuras políticas do Mundo.

Note-se que os filmes, embora numa fase embrionária da Sétima Arte — em formato de curtas-metragens, a preto-e-branco, mudos —, eram um negócio rentável; e, Costa Veiga pôde enriquecer com a produção, distribuição e exibição de fitas, despertando, desta maneira, o apetite de muitos outros para esta indústria, os quais não tardaram a aparecer, em força, em Lisboa.

Sendo Costa Veiga «O Cineasta dos Reis», de facto, pode também dizer-se que a sua carreira sofre um grande abalo com o horrível Regicídio de 1 de Fevereiro de 1908 no Terreiro do Paço. Temos assim — simbolicamente — como uma das últimas obras do realizador: Os Funerais de S. M. El-Rei D. Carlos I e do Príncipe Real D. Luiz Filipe (1908).

Agora, em 2017, depois de passados 109 anos sobre o cobarde crime que foi o assassinato à traição do Chefe de Estado no Terreiro do Paço, não será a hora de se desenterrarem e exibirem os filmes do pioneiro lisboeta — do Cinema Nacional — Manuel Maria da Costa Veiga?