sábado, 28 de fevereiro de 2009
Deixa-me a Caríssima Confrade Luísa um contributo de todo o tamanho para a minha modesta mas obsessiva pesquisa sobre o «eterno feminino». Ainda para mais, com uma passagem de um Autor muito cá de casa, que amava as mulheres, colocando-as no centro das suas cativantes narrativas — para mim, não há contos como os dele —, e que morreu louco aos 43 anos (estou quase a conseguir passar essa marca...!).
quinta-feira, 15 de março de 2007
DO ETERNO FEMININO — III
Escrevi, apaguei, reescrevi, recortei, tentei o formato codificado, revi à lupa, não publiquei, desisti, tentei as notas explicativas, tive uma última arrancada de inspiração, fiz uma pausa, demorei-me, voltei à carga, fiquei sem palavras, decidi deixar em branco, pensei que fosse melhor assim, mas, afinal vou carregar no botão!
Ah... — Isto tudo vem a propósito de eu estar à espera dos seguintes três textos (não há dois sem três): a 3.ª parte (três, outra vez) de «O Fio de Ariadne», que vai direitinha para o pé das outras duas em armário-livreiro fechado ao público; um comentário a um post à escolha, sem revisão nem nada, para publicação em postal cá na casa blogosférica; e, ainda, uma recensão crítica, para consumo pessoalíssimo, dos meus artigos sobre Cinema na revista Alameda Digital (um está à vista, os outros estão no arquivo — é só procurar).
O postal saiu assim, tripartido e atabalhoadito de todo, devido a insondáveis magnetismos do eterno feminino.
Ah... — Isto tudo vem a propósito de eu estar à espera dos seguintes três textos (não há dois sem três): a 3.ª parte (três, outra vez) de «O Fio de Ariadne», que vai direitinha para o pé das outras duas em armário-livreiro fechado ao público; um comentário a um post à escolha, sem revisão nem nada, para publicação em postal cá na casa blogosférica; e, ainda, uma recensão crítica, para consumo pessoalíssimo, dos meus artigos sobre Cinema na revista Alameda Digital (um está à vista, os outros estão no arquivo — é só procurar).
O postal saiu assim, tripartido e atabalhoadito de todo, devido a insondáveis magnetismos do eterno feminino.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
DO ETERNO FEMININO — VI
Tudo o que morre e passa
É símbolo somente;
O que se atinge,
Aqui temos presente;
O mesmo indescritível
Se realiza aqui;
O feminino eterno
Atrai-nos para si.
É símbolo somente;
O que se atinge,
Aqui temos presente;
O mesmo indescritível
Se realiza aqui;
O feminino eterno
Atrai-nos para si.
Tendo eu acabado de citar estes versos finais do Fausto, de Goethe, com que rematei a aula que dei sobre «O Cineasta das Mulheres», George Cukor, abro a caixa de correio electrónico e tenho 8 mensagens, de outras tantas Mulheres, 7 delas bloguistas, incentivando-me a prosseguir esta minha caminhada solitária. Descubro ainda mais Outras 3, que me fizeram postais alusivos. (Diga-se, de passagem, que, gajos, nem um.) Por deformação sentimental, não sei dizer não às Senhoras. Visto isto, cá estou eu.
terça-feira, 27 de março de 2007
DO ETERNO FEMININO — V
Tudo o que morre e passa
É símbolo somente;
O que se não atinge,
Aqui temos presente;
O mesmo indescritível
Se realiza aqui;
O feminino eterno
Atrai-nos para si.
In Fausto, de Goethe.
É símbolo somente;
O que se não atinge,
Aqui temos presente;
O mesmo indescritível
Se realiza aqui;
O feminino eterno
Atrai-nos para si.
In Fausto, de Goethe.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
PROVA DE VIDA E PALAVRA DADA
Pedem-me, por e-mail, que volte a abordar o tema «Eterno Feminino». Sendo o assunto eterno, como anuncia a sua própria designação, não morrerá às minhas mãos. Pois venho então aqui dizer que o tratarei; e, com todos os cuidados, pois, as senhoras não merecem tratos de polé, embora algumas dêem com os pés aos desprevenidos rapazes. Não sei é quando será feita a coisa, mas fica dito; e escrito, preto no branco. Com a garantia de que — cá para mim (bem sei que já não se usa) — dito... é «dito e feito».
segunda-feira, 12 de setembro de 2016
MAIS UM LIVRO PARA A RENTRÉE
Um Amor Feliz, de David Mourão-Ferreira, colecção Novos Continentes, n.º 15, edição Editorial Presença, Lisboa, 1986.
Romance dum poeta feito escultor, em busca do eterno feminino, durante os anos 80 do século passado, na eterna cidade branca.
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
O BELO SEXO NO CINEMA
Todos os países têm o seu cineasta das mulheres. Encontrá-lo, e beber-lhe da filmografia pessoal, é meio caminho andado em direcção aos mistérios do eterno feminino. Curiosamente, ou talvez não, esses autores são sempre simultaneamente os maiores trágicos das respectivas cinematografias nacionais. Caracterizam-se ainda por superarem, nos seus filmes, as limitações mortais do erótico amor físico e do inocente amor platónico, através da redenção propiciada pelo amor louco, o qual é todo ele síntese — de corpo e alma —, porque fruto da força transgressora e libertadora — logo, criadora — da paixão, no seu profundo significado etimológico (passio), que nos convoca para a sacrificial dimensão do sofrimento pelo outro.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
DO PODER MAGNÉTICO DO ETERNO FEMININO
Troco uma erudita tertúlia masculina por um passeio com uma mulher bonita.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
O BELO SEXO NO CINEMA
Todos os países têm o seu cineasta das mulheres. Encontrá-lo, e beber-lhe da filmografia pessoal, é meio caminho andado em direcção aos mistérios do eterno feminino. Curiosamente, ou talvez não, esses autores são sempre simultaneamente os maiores trágicos das respectivas cinematografias nacionais. Caracterizam-se ainda por superarem, nos seus filmes, as limitações mortais do erótico amor físico e do inocente amor platónico, através da redenção propiciada pelo amor louco, o qual é todo ele síntese — de corpo e alma —, porque fruto da força transgressora e libertadora — logo, criadora — da paixão, no seu profundo significado etimológico (passio), que nos convoca para a sacrificial dimensão do sofrimento pelo outro.
terça-feira, 21 de abril de 2009
SILOGISMOS ROMÂNTICOS
É sabido que as mulheres não são românticas. Porém, adoram homens românticos. Portanto, pensem no azar dos homens que não são românticos — nunca terão mulheres que se lhes dão totalmente. Por outro lado, imaginem a sorte dos homens românticos — só eles experimentam as misteriosas delícias do eterno feminino.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
PARA O ARQUIVO DO ETERNO FEMININO
«Menino bem comportado», que sou, agradeço, à Mlee, a belíssima série de mensagens.
segunda-feira, 9 de março de 2009
O ETERNO FEMININO (ADENDA AO POSTAL ANTERIOR)
Vou igualmente rever as obras integrais dos nossos Monteiro e Oliveira, deparando-me aqui com o problema desta última estar — Graças a Deus — ainda em aberto. Depois falamos.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
ACHAS PARA A FOGUEIRA QUE ARDE SEM SE VER II
Cara Confrade Once: Fico contente por ver que destacou — do pacote que lhe dediquei — a primeira frase que escrevi sobre o tema do «eterno feminino», prova viva de que lê tudo até ao fim, como deve ser, coisa que também eu tento fazer. A cinematográfica fala com que remata o raciocínio é uma delícia, e fica aqui guardada — à mão de semear. Bem-Haja, pois, pela elevada troca de galhardetes. Um beijo.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
ACHAS PARA A FOGUEIRA QUE ARDE SEM SE VER
À laia de achega a este seu post — e para lhe desassossegar o fim-de-semana... —, dedico à Once uma compilação de mensagens cá da casa, onde se fala do eterno feminino, pois parece-me que a cara confrade tem muitas certezas femininas sobre esse mistério.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
AINDA E SEMPRE O ETERNO FEMININO
A mulher perfeita é: bonita, inteligente e culta — trilogia sublime, feita de dons inseparáveis. Tudo o mais, serão lugares-comuns. Uma só destas qualidades a menos, deita tudo a perder.
DO PODER MAGNÉTICO DO ETERNO FEMININO
Troco uma erudita tertúlia masculina por um passeio com uma mulher bonita.
quarta-feira, 16 de abril de 2008
DO CINEMA DE DIMENSÃO ESPIRITUAL
Todos os países têm o seu «cineasta de mulheres». Encontrá-lo, e beber-lhe da filmografia pessoal, é meio caminho andado em direcção aos mistérios do «eterno feminino». Curiosamente, ou talvez não, esses autores são sempre simultaneamente os maiores trágicos das respectivas cinematografias nacionais. Caracterizam-se ainda por superarem, nos seus filmes, as limitações mortais do erótico amor físico e do inocente amor platónico, através da redenção propiciada pelo «amor louco», que é todo ele síntese — de corpo e alma — total, porque fruto da força transgressora e libertadora — logo, criadora — da «paixão», no seu profundo significado etimológico (passio), que nos convoca para a sacrificial dimensão do «sofrimento» pelo outro. Cristo na Cruz — morrendo pelos homens — é O mais alto exemplo do que digo.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
TUDO EM PRATOS LIMPOS
Não gosto do «mundo das mulheres». O chamado mundo das mulheres é composto por galinhas e víboras — para usar as sempre certeiras alegorias e simbologias animais vertidas nos sábios bestiários medievais e renascentistas — que se dedicam a papaguear futilidades e a lançar veneno. Gosto do «eterno feminino»; mas, esta é outra conversa. E gosto, portanto, de Mulheres (as maiúculas servem para estas ocasiões). As Mulheres alimentam espiritualmente a minha vida; e, são desta categoria as que estão ligadas a mim, aqui, através da coluna da direita.
Nota: Já vim duas ou três vezes burilar este postal, mas dá-me ideia que ainda não está au point. Enxotar galinhas, esmagar víboras e louvar Senhoras — de uma só assentada — não é tarefa fácil.
sexta-feira, 3 de agosto de 2007
OUTRA MÓNICA MEDITERRÂNICA
Um País que gera Monica Vitti e Monica Bellucci é, certamente, eleito por Deus. Cá para mim, a manifestação do eterno feminino, na sua plenitude, só se dá na diversidade dos corpos e dos rostos como espelhos da alma. Abençoada seja, pois, a bela Itália. Saibamos lá voltar sempre em busca da nossa matriz estética e ética de orgulhosos europeus cultos. E não tenhamos medo de mandar a descaracterizada treta new age — feita para formatar por igual desprevenidos consumidores culturais — àquela parte!
segunda-feira, 9 de julho de 2007
MULHERES DE PORTUGAL QUE FIZERAM HISTÓRIA
Neste dias, em que nos entram pela casa dentro as superiores e magníficas mulheres de Roma — todas as santas segundas-feiras, via série Rome, na RTP 2 —, para que nos lembremos que também nesta matéria, sob a mágica forma de eterno feminino, demos mundos ao mundo — algumas vezes a partir dos reinos vizinhos, connosco centros disseminadores da matriz civilizacional europeia —, trago aqui mais uma referência bibliográfica: Infantas de Portugal — Rainhas em Espanha, de Marsilio Cassotti (tradução de Francisco Paiva Boléo, edição A Esfera dos Livros, 2007).

