terça-feira, 16 de agosto de 2011

ATÉ SEMPRE (PARA O DUARTE NUNES DE ALMEIDA)

Laura Harring e Naomi Watts em Mulholland Drive (2001) de David Lynch


CAMINHADA EM ABERTO OU ESTRADA SEM FIM À VISTA

Este postal ilustrado aqui publicado com uma morena e uma loira deve ser visto e revisto com ajuda de um manual de instruções para abertura de caixas azuis que podem tornar-se de pandora sem mais nem menos nem demora e à mesma velocidade da troca de identidades ou de cores de cabelos na roda que roda da vida aparentemente tranquila mas que subitamente dispara e já não pára enquanto dura a música planante que vem de outro planeta à velocidade da luz que ilumina esta bela cena e projecta sombras lá para onde se escondem terríveis seres lunares ou só a continuação do nosso inacessível lado obscuro habitado por um inconfessável objecto de desejo e antes que se gaste a tinta ou que rebentem as teclas sob o meu violento martelar cadenciado vou parar se conseguir pois o balanço é muito e a memória que foi quase toda gasta na recordação desta história já não dá sinal do local dos travões para abrandar esta nave lançada em alta aceleração rasgando as trevas nocturnas com clarões sensuais próprios das melhores tempestades da cidade dos sonhos e por isso isto quedar-se-á apenas por falta de gás não sem antes dizer que esta conversa toda vai direitinha para quem a conseguir apanhar mas aviso já previamente que é recomendada principalmente a jogadores e reconstrutores de puzzles e conhecedores e manipuladores do subconsciente e assim sendo dirige-se muito especialmente de mim para o Duarte Nunes de Almeida.


Nota: Porque me faltam as palavras, republico este postal que escrevi aqui no Eternas Saudades do Futuro em 30.03.07.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

DE HOMEM PARA HOMEM — V

Para contrabalançar o excesso de mulherio que por aqui anda, indico, de seguida, três grandes amigos meus presentes na blogosfera. Homens à antiga portuguesa, ainda para mais, e todos de nome Duarte: Duarte Nunes de Almeida, Duarte Barrilaro Ruas e Duarte Branquinho.

sexta-feira, 30 de março de 2007

CAMINHADA EM ABERTO OU ESTRADA SEM FIM À VISTA

Laura Harring e Naomi Watts em Mulholland Drive (2001) de David Lynch.
Este postal ilustrado aqui publicado com uma morena e uma loira deve ser visto e revisto com ajuda de um manual de instruções para abertura de caixas azuis que podem tornar-se de pandora sem mais nem menos nem demora e à mesma velocidade da troca de identidades ou de cores de cabelos na roda que roda da vida aparentemente tranquila mas que subitamente dispara e já não pára enquanto dura a música planante que vem de outro planeta à velocidade da luz que ilumina esta bela cena e projecta sombras lá para onde se escondem terríveis seres lunares ou só a continuação do nosso inacessível lado obscuro habitado por um inconfessável objecto de desejo e antes que se gaste a tinta ou que rebentem as teclas sob o meu violento martelar cadenciado vou parar se conseguir pois o balanço é muito e a memória que foi quase toda gasta na recordação desta história já não dá sinal do local dos travões para abrandar esta nave lançada em alta aceleração rasgando as trevas nocturnas com clarões sensuais próprios das melhores tempestades da cidade dos sonhos e por isso isto quedar-se-á apenas por falta de gás não sem antes dizer que esta conversa toda vai direitinha para quem a conseguir apanhar mas aviso já previamente que é recomendada principalmente a jogadores e reconstrutores de puzzles e conhecedores e manipuladores do subconsciente e assim sendo dirige-se muito especialmente de mim para o Duarte Nunes de Almeida.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

NA HORA DA MORTE DE UM AMIGO

Morreu o meu mais antigo e maior amigo do Liceu.
Conhecemo-nos aos 12 anos e logo fundámos uma amizade baseada no Eça, no Woody Allen, no Rock, em mais dois ou três pilares essenciais, e outras tantas coisas boas desta vida. Além disso, partilhava com ele — como com mais ninguém — um sentido de humor muito nosso. Temos também em comum extraordinárias histórias que vivemos em conjunto. Aliás, contadas ninguém acredita. O Duarte Nunes de Almeida era daquelas especialíssimas pessoas a quem ninguém conseguia ficar indiferente. Possuía uma inteligência brilhante, uma sensibilidade apurada e um requintado bom-gosto. Amava as mulheres e tudo o que de bom havia neste mundo. Era, ainda, uma força da Natureza. Por estas e por outras, viverá para sempre na memória de quem teve o privilégio de com ele conviver.
Por mim, agradeço-te todos os inesquecíveis momentos que tivemos, Duarte. Até sempre. Deus te guarde.

terça-feira, 6 de março de 2007

DE HOMEM PARA HOMEM — IV



C'Était Un Rendez-Vous — um Filme underground, realizado em plano-sequência, nas ruas de Paris, em 1978 —, por Claude Lelouche.

Vai todo para o meu amigo Duarte Nunes de Almeida, com aquele abraço de sempre!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

O ETERNAS SAUDADES DO FUTURO FAZ HOJE DOIS ANOS

Obrigado por estarem desse lado.
Agradeço — sem palavras, porque me deixaram sem elas, mas com beijos calorosos e abraços apertados — os especialíssimos Parabéns dados pelas queridas confrades e pelos caros confrades que se seguem:
Nota 1: Irei actualizando alfabeticamente esta tocante lista, ao longo dos dias (há tolerância de ponto...!), e rezando para que nenhum nome me escape.
Nota 2: Outros bloguistas houve — e muitos, benza-os Deus! — que optaram por dar-me os Parabéns apenas em «off», não fosse a sua ligação ao Eternas Saudades do Futuro manchar-lhes a reputação...

domingo, 26 de outubro de 2008

BLOGUE DO DIA (18)

Janela com Cortinados, de Duarte Nunes de Almeida.

sábado, 29 de novembro de 2008

FEMME FATALE POR FEMME FATALE

Asia Argento.
Esta vai, por troca com aquela, para o meu amigo Duarte Nunes de Almeida, que gentilmente me atribui qualidades que manifestamente não possuo. E cuida-te, que esta menina é da pesada, pois quem sai aos seus não degenera, e o papá dela é da velha guarda.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

JÁ NÃO ERA SEM TEMPO!

O meu velho amigo Duarte Nunes de Almeida — a quem já me referi directamente três vezes aqui, como consta dos meus arquivos — estreia-se finalmente a solo na blogosfera portuguesa com Janela com Cortinados.