sábado, 21 de janeiro de 2017

DEZ ANOS DE ETERNAS SAUDADES DO FUTURO

Sem palavras.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

A FILOSOFIA DA MONARQUIA PORTUGUESA

A Monarquia Portuguesa tem uma Filosofia que se chama Sebastianismo (que nasceu antes de D. Sebastião e vive para além dele). É uma Filosofia de Pensamento e Acção, porque só tem Saudades do Futuro. Levou-nos a descobrir e conquistar o encoberto Mundo, em nome de Deus, Pátria e Rei, criando assim a Cultura Lusíada — verdadeiro Império do Espírito. Permitiu-nos ainda várias vezes resistir e vencer, como nos trágicos tempos da ocupação espanhola e das invasões francesas. Saibam agora os Portugueses de hoje em dia senti-la e estudá-la. É de novo a Hora? 

DOM SEBASTIÃO

El-Rei Dom Sebastião, 1565
CRISTÓVÃO DE MORAIS (activo: 1551 — 1571)
Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa

SÃO SEBASTIÃO

São Sebastião, 1473
SANDRO BOTTICELLI (1445 — 1510)

SEBASTIANISTA ME CONFESSO COM ETERNAS SAUDADES DO FUTURO

20.01.288 — Morre S. Sebastião, Defensor da Igreja, Mártir.
20.01.1554 — Nasce D. Sebastião, O Desejado, Rei de Portugal.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

MUNDO ANTIGO VERSUS MUNDO MODERNO

A filosofia nasce do ócio e a corrupção do negócio.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

DO SOM NO FEMININO

O que distingue cada mulher é a sua voz. Ouvindo-a falar, sabemos logo de onde vem e até onde nos pode levar. E não me refiro ao discurso; mas, apenas e só, a esse pequeno nada, que é tudo, chamado tom.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

SANTIAGO

Santiago Apóstolo, cujo dia se celebra a 25 de Julho, é o Santo Padroeiro da Guerra Santa contra o Islão. Daí ser igualmente conhecido por Santiago Mata-Mouros.
Terão os portugueses que fizeram deste nome o mais registado nos nascimentos de 2016 em Portugal consciência desta conotação tão politicamente incorrecta?...

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

MARCELICES DO PASSADO E DO FUTURO

Um Marcello, com dois «ll» e sem saber bem como, abriu as portas à III República; outro Marcelo, só com um «l» mas também sem saber como e quando, acabará com ela. Wait and see.

DEUS PÁTRIA E PRESIDENTE-REI EM 2017

2017 é Centenário de Fátima e Sidónio. Pensem nisso.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

QUANDO DADO O SINAL...

Quando, dado o Sinal, o Império for
e quando o Ocidente ressurgir,
no momento marcado hão-de tinir
pelos ares as trombetas do Senhor.
E haverá, pelos céus, só paz e amor.
Um só cálix de oiro há-de fulgir,
Uma só Cruz na terra há-de existir
Sem inspirar receio nem temor...
Será a hora estranha da verdade
E morta a pompa do pagão sentido
Surgirá, então, a outra idade.
Acabará este viver incerto.
Será o Império, único e unido,
Quando der o Sinal o Encoberto.

AUGUSTO FERREIRA GOMES
(1892 — 1953)

NEVOEIRO

Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer —
Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogo-fátuo encerra.


Ninguém sabe que coisa quer.
Ninguém conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...


É a hora!



Valete, Frates.


FERNANDO PESSOA
(1888 — 1935)

DA ELIPSE

A elipse enquanto figura de estilo literária é o mais mágico recurso estilístico da narrativa porquanto leva quem lê a construir uma ponte imaginária entre os dois pontos que vê e a decifrar assim a partir daí a invisível zona intermédia onde se encontra a síntese reveladora do pleno significado da mensagem que o autor quer passar.

CONSERVADORISMO NOS CONTEÚDOS + MODERNISMO NAS FORMAS = TRADICIONALISMO

Cada vez mais, dou por mim a quebrar elementares regras de redacção, movido por opções estilísticas pessoais. Está errado; mas, se consigo assim transmitir melhor as minhas ideias, está certo.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

NO DIA DA MORTE DE UM MESTRE

Faz hoje 92 anos que morreu António Sardinha (1887 — 1925).
Um dos Autores que mais, e mais cedo, me influenciaram.
Mal o descobri —  aos 14 anos —, logo senti com ele uma enorme afinidade, muito por causa da sua Poesia, quase toda ela consagrada ao nosso comum ancestral Alentejo; e, por outro lado, fiquei fortemente fascinado pela sua doutrina do Integralismo Lusitano  — inteligentíssima renovação do Pensamento Político português.
Enfim: Poesia, História de Portugal, Filosofia Política, crítica das Ideias e Estudos variados; num só homem, pensando pela sua própria cabeça, é obra!
Deus não o tivesse levado tão cedo e a nossa querida Nação Portuguesa seria hoje certamente uma realidade diferente.  

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

DIA DA EPIFANIA DO SENHOR

A Adoração dos Magos, 1828
DOMINGOS ANTÓNIO DE SEQUEIRA (1768 – 1837)
Óleo sobre Tela, 100 x 140 cm
Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

AS AVENTURAS SEM DESVENTURAS DE JOHNNY FIRE (1)

Johnny Fire, certo dia da década de 80 do século passado em Lisboa, partiu em deambulação, por praia e serra, com uma famosa — e muito dada — cortesã da época. Sabia que maior do que o prazer de a possuir seria o de não lhe tocar sequer. Assim o fez. Sendo culta — além de atraente —, teve com ela uma simpática jornada de conversa variada. E ficou-se por aí. Por estas e outras lhe chamavam também Johnny Ice.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

ANO DÉCIMO DO ETERNAS SAUDADES DO FUTURO

No próximo dia 21 de Janeiro de 2017 o Eternas Saudades do Futuro completará 10 anos de vida. É o meu primeiro pensamento do ano. Tentarei trazer aqui surpresas aos meus fiéis leitores (especialmente aos da primeira hora, dos quais aguardo mensagens com sugestões).
 

sábado, 31 de dezembro de 2016

DA POLÍTICA QUE SE SEGUE

As futuras revoluções conservadoras serão feitas eleitoralmente em múltiplos países europeus por milhões de pessoas oriundas da empobrecida e desiludida classe média.  Gente que disse definitivamente «basta!» à desinformação dos merdia e começou a pensar pela sua própria cabeça. Os homens que nessas diversas pátrias souberem interpretar o sentimento nacional e falar a linguagem desses povos serão os chefes do futuro.

CINCO POLÍTICOS PUROS E DUROS

Cinco Homens que Abalaram a Europa — Biografias Cruzadas, Jaime Nogueira Pinto, A Esfera dos Livros, Lisboa, 2016.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

AS AVENTURAS SEM DESVENTURAS DE JOHNNY FIRE

Assim se intitula uma história que aqui será vertida em formato folhetim. 

MAIS UM LIVRO DE NATAL

Pequeno Presépio de Poemas de Natal, Rodrigo Emílio, edição Antília Editora, Porto, 2005.

LIVRO DE NATAL

Natal... Natais — Oito Séculos de Poesia sobre o Natal, antologia organizada por Vasco Graça Moura, edição do jornal Público, Lisboa, 2005.
Livro obrigatório numa boa biblioteca portuguesa (pública ou particular). Poemas de Natal, da autoria dos melhores poetas portugueses, numa bela edição, com capa dura e tudo.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

O ESSENCIAL DO NATAL

 O Menino Jesus Salvador do Mundo, 1673
JOSEFA DE ÓBIDOS (1630 — 1684)
Óleo sobre Tela, 95 x 116,5 cm
Igreja Matriz de Cascais.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

SOBRE O SOLSTÍCIO DE INVERNO

A CHAMA
Este fogo resume uma tradição viva. Não uma imagem vaga, mas uma realidade. Uma realidade tão tangível como a dureza desta pedra ou o sopro do vento. O símbolo do Solstício é que a vida não pode morrer. Os nossos antepassados acreditavam que o Sol não abandona os homens e que volta todos os anos ao encontro da Primavera.
Cremos, como eles, que a vida não morre e que, para lá da morte dos indivíduos, a vida colectiva continua.
Que importa o que será amanhã. É levantando-nos hoje, afirmando que queremos permanecer como somos, que o amanhã pode vir.
Levamos em nós a chama. A chama pura deste fogo de fé. Não um fogo de lembrança. Não um fogo de piedade filial. Um fogo de alegria e de intensidade que temos que acender sobre a nossa terra. Lá queremos viver e cumprir o nosso dever como homens, sem renegar nenhuma das particularidades do nosso sangue, da nossa história, da nossa fé, amalgamadas nas nossas recordações e nas nossas veias...
Tudo isto não é a ressurreição de um rito abolido. É a continuação de uma grande tradição. De uma tradição que mergulha as suas raízes no mais profundo das idades e que não quer desaparecer. Uma tradição em que, cada modificação, só deve reforçar o sentido simbólico. Uma tradição que a pouco e pouco revive.

JEAN MABIRE
(1927 — 2006)