quinta-feira, 26 de maio de 2016

FESTA DE GUARDA DO CORPO DE CRISTO

Procissão Corpus Christi, 1913
AMADEO DE SOUZA-CARDOSO (1887 — 1918)
Óleo sobre Madeira, 29 x 50,8 cm
Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão, Lisboa.

AO CUIDADO DOS FUTUROS CHEFES NACIONAIS OCIDENTAIS (2)

Não odeies o inimigo pois isso tira-te discernimento e impede-te de o vencer.

AO CUIDADO DOS FUTUROS CHEFES NACIONAIS OCIDENTAIS (1)

Nunca deixes que o inimigo descubra o que estás a pensar.

terça-feira, 24 de maio de 2016

QUEM É ANTÓNIO LOPES RIBEIRO?

António Lopes Ribeiro (Lisboa, 1908 — Lisboa, 1995) é cineasta, jornalista e crítico de Cinema. Entenda-se aqui a palavra cineasta na sua acepção total: Lopes Ribeiro foi realizador, argumentista, produtor, director artístico e montador. Temos, assim, um homem que respira Cinema.

Estudou engenharia no Instituto Superior Técnico, mas logo o abandonou, em 1929, para se entregar à Sétima Arte a tempo inteiro.
Nos anos 20, dedica-se ao jornalismo; e, estreia-se na crítica cinematográfica no Diário de Lisboa com uma página própria, «Arte Cinematográfica — O Claro-Escuro Animado», onde usa as iniciais A. R. e o pseudónimo Retardador, a partir de 1927; esta rubrica terá sido a primeira — em todo o Mundo — dedicada exclusivamente ao Cinema num jornal diário. De seguida, funda e dirige as revistas especializadas Imagem (1928), Kino (1930) e Animatógrafo (1933). Colabora ainda, ao longo de toda a sua longa vida, nas seguintes publicações, entre outras: A Bola, Diário Popular, Cine-Jornal, A Revista de Portugal e A Rua.
Inicia-se como realizador, em 1928 — aos 20 anos de idade —, com o documentário artístico Bailando ao Sol. Lança-se, a partir daí, numa carreira que terá mais de 100 títulos e que só será interrompida — à força! — em 1974. Nessa vasta Obra, encontramos documentários, adaptações literárias, dramas, e comédias. O arranque da sua actividade cinematográfica encontra-se fortemente enraizado nos conhecimentos técnicos que adquiriu em visitas aos estúdios alemães e russos (um bom exemplo do amor à arte e à estética quebrando fronteiras políticas e ideológicas).
Foi, enquanto teórico, um apologista do Cinema Sonoro, contrariando muitos dos seus camaradas de ofício da época, que viam no Sonoro um desvirtuar do Cinema como forma de expressão artística, pois passaria a ser — segundo eles — um mero meio de reprodução da realidade. Lopes Ribeiro viu, antes de todos, que o Som — se bem utilizado — poderia ajudar o Cinema a crescer como Arte. Assim foi.
Os seus documentários são, na sua maior parte, encomendas do Estado Novo, através de vários Organismos. Mostrar-se-á, neste domínio, um Autor rigoroso, do ponto-de-vista histórico, e com um fino sentido estético. Destacaria, nesta área, os seguintes documentários: A Exposição do Mundo Português (1941), Inauguração do Estádio Nacional (1944), A Morte e a Vida do Engenheiro Duarte Pacheco (1944), O Cortejo Histórico de Lisboa (1947), Jubileu de Salazar (1953), Rainha Isabel II em Portugal (1957). Se quisermos conhecer a História de Portugal do Século XX, teremos de vê-los a todos — dezenas de títulos, de semelhante nível técnico-artístico e igual valor histórico, repartidos entre curtas-metragens e longas-metragens documentais. Um olissipógrafo que se preze deverá visionar os seus documentários sobre Lisboa, antes de escrever o que quer que seja sobre a antiga Capital do Império.
Quanto ao Cinema de ficção, Lopes Ribeiro saberá integrar muito bem nas suas equipas um conjunto de luxo de técnicos provenientes da Alemanha, e assegurar, desta forma, um sentido visual apurado — na luz, nos enquadramentos, e nos movimentos de câmara — nos seus filmes. A sua primeira longa-metragen de ficção — Gado Bravo (1934) — irá logo deixar bem à vista do público essas marcas. Note-se que a propósito desta fita rodou um documentário («making-of», no vocabulário técnico de hoje; coisa inédita à época).
António Ferro — que sabia, como ninguém, detectar talentos — vai desafiá-lo a rodar uma película sobre a Revolução Nacional de 28 de Maio de 1926, a fim de Comemorar os seus 10 anos. O argumento é escrito por António Lopes Ribeiro e pelo próprio António Ferro (com os pseudónimos de Baltazar Fernandes e Jorge Afonso, respectivamente) e terá a produção assegurada pelo Secretariado de Propaganda Nacional. Sobre esta fita — A Revolução de Maio (1937) —, não resisto a relembrar aqui o sucedido, há uns anos, quando algum «especialista» de programação da RTP decidiu exibir este filme, no 1.º de Maio, julgando tratar-se de uma película panegírica da data...! Ia caindo o Carmo e a Trindade!...
A partir de 1938, na sua nova responsabilidade de director artístico da Missão Cinegráfica às Colónias de África, visita e trabalha — supervisionando e dirigindo produções — nas Províncias Ultramarinas. Resultante desta aproximação a África, surge Feitiço do Império (1940); ainda hoje um filme de grande escala e enredo cativante, e a necessitar de urgente reposição para que as novas gerações digam de sua justiça.
Em 1941, cria as Produções Lopes Ribeiro, com o objectivo de produzir longas-metragens de ficção, ou filmes de fundo, entre os quais temos a nata do Cinematografia Portuguesa do Século XX: O Pátio das Cantigas (1942), de Francisco Ribeiro (seu irmão «Ribeirinho»); Aniki-Bóbó (1942), de Manoel de Oliveira; Camões (1946), de Leitão de Barros; para além de todas as Comédias Portuguesas que iluminaram a Época de Ouro do Cinema Nacional.
Para podermos avaliar convenientemente a genialidade heterodoxa deste Autor, esplanada em géneros cinematográficos tão distintos, basta referir O Pai Tirano (1941), que representa um certo paradigma da Comédia Portuguesa, e Amor de Perdição (1943), exemplo perfeito de como se pode obter êxito comercial com adaptações de qualidade de clássicos da Literatura Portuguesa.
Toda esta Obra Cinematográfica foi construída a par de uma outra carreira como Homem de Teatro. Fundou a Companhia «Os Comediantes de Lisboa», que actuou sucessivamente no Teatro da Trindade, no Teatro Avenida, e no Teatro Apolo; e, em 1952, fundou o «Teatro do Povo», que levou à cena desde Gil Vicente até peças da sua própria autoria.
Numa outra frente, traduziu Tchekov, Maeterlinck, Pagnol, Maugham e Giradoux, entre outros.
Como escritor, publicou O Livro de Aventuras (1939) e O Livro das Histórias (1940) — colectâneas de sonetos e poemas; editou ainda as várias compilações das suas crónicas, destacando-se: Esta Pressa de Agora (1962), Anti-Coisas & Tele-Coisas (1963) e Belas-Artes & Malas-Artes (1964).
Na televisão, ficou na memória de várias gerações de famílias portuguesas com o seu programa semanal Museu do Cinema, fazendo dupla com o famoso pianista «mudo» António Melo, entre 1957 (ano de fundação da RTP) e 1974 (ano do não desejado fim da sua brilhante carreira).
Homens destes já não existem hoje, em 2016. Saibamos merecê-los; e, para isso, comecemos por conhecê-los.

Nota: Artigo escrito para a revista Alameda Digital. Republicado em novas versões nos blogues Eternas Saudades do Futuro e Jovens do Restelo e no jornal O Diabo.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

FILME CLÁSSICO PORTUGUÊS DO CINEMA DE PROPAGANDA NACIONAL

A Revolução de Maio (Portugal, 1937), de António Lopes Ribeiro, hoje, às 22 horas, na RTP Memória.

INSPIRAÇÃO E REFERÊNCIAS NAS LETRAS

Como seriam Eça sem Ramalho, Pessoa sem Sá-Carneiro e Agustina sem Camilo?

DO CINEMA AMERICANO

O cinema americano conta histórias com muito espaço, pouco tempo e grande velocidade. Reside aí o segredo do seu fascínio.

DA LITERATURA AMERICANA

A literatura americana conta histórias com muito espaço, pouco tempo e grande velocidade. Reside aí o segredo do seu fascínio.

domingo, 22 de maio de 2016

MARXISMO CULTURAL VERSUS DOUTRINA SOCIAL DA IGREJA

O desgoverno laico, republicano e socialista decidiu retirar o apoio a vários colégios, muitos deles católicos. A acção faz parte de todo um agressivo programa ideológico. Os colégios continuarão, graças a Deus e à sua qualidade, a funcionar. Contudo, fruto dessa malévola atitude, os alunos mais pobres deixarão de poder estudar neles. Fica assim por cumprir a importante função social que estes estabelecimentos de ensino têm. Consiste esta muito simplesmente em, pondo em contacto pessoas de proveniências diversas, criar uma harmoniosa sinergia cultural que transcenda a origem social de cada um. O catolicismo tradicional orgânico é isto, bem expresso na Doutrina Social da Igreja. Mas esta malta não gosta.

FELIZ COINCIDÊNCIA

O novo Chefe de Estado vê o seu Clube do coração vencer a Taça de Portugal. Parabéns ao Braga, que merece isto e muito mais. Boa sorte para os guerreiros do Minho, nessa Europa do Futebol.

sábado, 21 de maio de 2016

TODA A GERAÇÃO TEM O SEU SOM

O da beat é o bop, o da minha é o rock.

domingo, 15 de maio de 2016

VIVA O BENFICA!

 
Não sendo meu hábito escrever aqui sobre Futebol, abro hoje uma excepção para referir o Benfica. Já agora, explico que não costumo falar deste assunto porque sou contra a profissionalização de todo e qualquer ramo dessa nobre actividade humana chamada Desporto. Dito isto, falo do Benfica na medida em que este grandioso e glorioso Clube transcende essa limitação, pois é uma comunidade de destino comum que tem muito mais a ver com uma Nação do que com uma simples agremiação ou empresa. Além do mais, possui uma dimensão universal; aliás, como o verdadeiro nacionalismo português, todo ele católico. Remato então dizendo que estou a ter neste Domingo uma grande alegria, como não tinha nesta matéria desde os meus queridos idos 11 anos de idade, quando o Benfica foi, na vez anterior a esta, vencedor, também por três vezes seguidas, do Campeonato Nacional.

BENFICA

Dá-me o 35.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

TEMPO DE NEVOEIRO


terça-feira, 3 de maio de 2016

RECORDANDO AS 14 OBRAS DE MISERICÓRDIA NO ANO SANTO DA MISERICÓRDIA

Obras Corporais:
1.ª — Dar de comer a quem tem fome;
2.ª — Dar de beber a quem tem sede;
3.ª — Vestir os nus;
4.ª — Dar pousada aos peregrinos;
5.ª — Assistir aos enfermos;
6.ª — Visitar os presos;
7.ª — Enterrar os mortos.
Obras Espirituais:
1.ª — Dar bons conselhos;
2.ª — Ensinar os ignorantes
3.ª — Corrigir os que erram;
4.ª — Consolar os tristes;
5.ª — Perdoar as injúrias;
6.ª — Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo;
7.ª — Rogar a Deus por vivos e defuntos.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

MARAVILHOSO MÊS DE MAIO

Maio oferece-nos algumas das mais belas espécies de flores em todo o seu esplendor de aroma e cor. Algumas das mais belas mulheres que conheci também nasceram neste mês. Simbólica convergência.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

DO CICLO HISTÓRICO EM QUE ESTAMOS HÁ JÁ 200 ANOS

Portugal caiu em 1820 num ciclo histórico do qual ainda não saiu. Chama-se liberalismo. Desde lá para cá todos os regimes e sistemas que têm vigorado são dominados por essa estrangeirada visão político-económica. Antes disso vivemos durante 700 anos numa comunidade tradicional orgânica. Tratava-se, simplesmente, do Reino de Portugal.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

MELHOR PORTAL DE GENEALOGIA DO MUNDO

Geneall. Digo eu, eterno apaixonado mas ainda e sempre não mais do que neófito destas matérias, e dizem eruditos investigadores de História e Genealogia. E, ainda por cima, é «made in Portugal».

quinta-feira, 21 de abril de 2016

CONCLUSÃO DA MINHA ANÁLISE DA REPÚBLICA PORTUGUESA

Está simplesmente senil.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

FEITIOS

Tenho um bom e velho amigo que nunca atendia telefones: deixava-os tocar; e, justificando-se, dizia que essas chamadas só deviam trazer «chatices». Quando chegaram os telemóveis, arranjou um. No entanto, nunca telefonava; penso que, por sovinice, para poupar dinheiro (embora não o afirmasse). Por estas e por outras, terá acabado a viver isolado no mais remoto Portugal profundo. Há momentos em que me apetece fazer exactamente o mesmo. Mas, logo a seguir, sinto-me um animal social sedento de mundo. Graças a Deus!

sábado, 16 de abril de 2016

OS PORQUÊS DA RESTAURAÇÃO DA MONARQUIA PORTUGUESA

Por uma razão Ética e por uma questão Estética. 

quinta-feira, 14 de abril de 2016

DOS TIOS

Tios são, em primeiro lugar, os de sangue. Depois, vêm os que, por terem casado com os anteriores, o são por afinidade. Finalmente, surgem os que, por serem amigos dos pais ou pais dos amigos, são por nós assim tratados.
Certo amigo snob disse-me um dia que esta minha definição era perfeita mas que estas coisas não se deviam explicar a quem não pertence ao nosso meio. Eu, que tenho a mania da pedagogia, publico-a aqui.  

LABIRINTOS MENTAIS

Cruzo o olhar com uma bonita rapariga. Numa fracção de segundo, dá-se um reconhecimento mútuo, traduzido numa troca de sorrisos. Penso instintivamente que não a vejo há imensos anos e como irá ser bom podermos pôr a conversa em dia. Oiço: «— Olá, tio!». Caio na realidade. Passaram 30 anos e trata-se da filha com a mesma idade em que me dei com a mãe...! Será este o primeiro degrau da senilidade?...

sábado, 9 de abril de 2016

C'EST LA VIE


GIRL...