sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

CLUBE DOS CAVALHEIROS COM BIBLIOTECA

À medida que a vida avança, vou trocando o convívio entre as pessoas pela intimidade com os livros. Será a idade da sabedoria a chegar ou apenas uma fase de misantropia? Contudo, contrariando esta tendência e tentando conciliar as coisas, e seguindo o meu velho impulso para fazer sínteses e lançar pontes, acabei de criar o Clube dos Cavalheiros com Biblioteca. Espero que esta tertúlia venha a ter existência tão longa como o Clube dos Amigos da Sétima Arte, que já vai em 15 anos!

DEUS ME LIVRE DE VIVER SEM LIVROS

Uma só razão me faz lamentar não ser rico: não poder ter a biblioteca que desejo.

DA COMUNICAÇÃO NA INTERNET

Dou mais uma vez uma explicação aos meus amigos que simpática e repetidamente me têm convidado para aderir ao LinkedIn e ao Twitter. Até agora, não senti necessidade de aderir a essas duas redes, pelas seguintes razões: em relação ao primeiro caso, o meu site (convido todos a visitarem-no) cobre essa área de comunicação profissional; com respeito ao segundo, as mensagens que escrevo neste blogue pessoal são quase todas num estilo que me parece ser também o dessa outra rede, ou seja, «blogo» como «twittaria». Contudo, peço que me convençam do contrário, em ambos os casos. Se assim for, aderirei entusiasticamente – logo que tenha tempo para tal – às referidas plataformas. Já agora, quanto ao Facebook, não tenciono voltar a navegar nessas águas chilras e pantanosas. 

PARA VER A BEBER UM WHISKEY* E A FUMAR UM CHARUTO

Directed by John Ford (EUA, 1971) de Peter Bogdanovich e Directed by John Ford (EUA, 2006), de Peter Bogdanovich.
Não, não estou a ver a dobrar. É mesmo documentarismo em dose dupla: com o segundo filme documental a acrescentar depoimentos novos, actualizando a visão sobre John Ford; e, demonstrando, assim, a intemporalidade estética do Mestre, caso dúvidas ainda restassem. Se todos os Países olhassem, com olhos de ver, para as obras dos seus cineastas espirituais, de que Ford será um dos exemplos máximos para os EUA (e por que não para a Irlanda também?), muitas crises existenciais evitariam e teriam meio caminhado andado para reencontrar a sua identidade perdida.
*Assim mesmo, grafado à irlandesa.

DA ELIPSE

A elipse enquanto figura de estilo literária e cinematográfica é o mais mágico recurso estilístico da narrativa porquanto leva quem lê a construir uma ponte imaginária entre os dois pontos que vê e a decifrar assim a partir daí a invisível zona intermédia onde se encontra a síntese reveladora do pleno significado da mensagem que o autor quer transmitir.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

CHEGOU O MOMENTO DE (RE)LERMOS TODOS ESTE LIVRO

Nova Direita Nova Cultura — Antologia Crítica das Ideias Contemporâneas, de Alain de Benoist, nota à edição portuguesa de José Miguel Júdice, tradução de Diogo Pacheco de Amorim, Florentino Goulart Nogueira, João Salvador Pacheco de Amorim, Jorge de Morais, José Preto da Costa, Júlia Xavier de Brito, Maria da Graça Câmara, Maria João de Serpa Pacheco de Amorim, Roberto de Morais, capa de Paulo-Guilherme D'Eça Leal, colecção Doutrina / Intervenção, edição de Fernando Ribeiro de Mello / Edições Afrodite, Lisboa, Março de 1981.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

SEGURANÇA NACIONAL

Ao longo de seis temporadas, a excelente série ficcional Homeland não refere uma só vez o «Império Florido do Meio», contrariamente ao que faz em relação ao «Reino da Serenidade Matutina». Não nomear o principal inimigo pode ser uma regra estratégica; mas, não tratá-lo numa narrativa geopolítica como esta, parece-me um erro.

IDENTIDADES NACIONAIS E AFINIDADES CULTURAIS

Embora prezando ambos acima de tudo a identidade nacional, um culto cavalheiro português e um culto cavalheiro francês (ou espanhol, italiano, alemão, russo, inglês, etc.) sentem mais afinidades entre si do que com a ignorante gente dos seus próprios povos.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

MONARQUIA REALISTA

A Monarquia Portuguesa terá um Rei que governará, à frente dum governo escolhido e presidido por ele próprio, será hereditária, católica, nacional, patriótica, tradicionalista, orgânica, e terá Cortes Gerais, com poderes consultivos e deliberativos, sendo compostas pelos representantes eleitos de todas as corporações (associações profissionais) e regiões (províncias e municípios). Simples e eficaz. Será assim no futuro, na linha da tradição nacional; ou então não valerá a pena restaurá-la. 

DO PODER E ESPLENDOR DA MONARQUIA PORTUGUESA

Coisa rara é ver-se uma boa reportagem de produção nacional na televisão portuguesa. Eis aqui uma honrosa e bela excepção. Clicai e deliciai-vos:
https://www.rtp.pt/play/p5280/e383793/linha-da-frente.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

NO DIA DA MORTE DE UM MESTRE

Faz hoje 94 anos que morreu António Sardinha (1887 — 1925).
Um dos Autores que mais, e mais cedo, me influenciaram.
Mal o descobri —  aos 14 anos —, logo senti com ele uma enorme afinidade, muito por causa da sua Poesia, quase toda ela consagrada ao nosso comum ancestral Alentejo; e, por outro lado, fiquei fortemente fascinado pela sua doutrina do Integralismo Lusitano  — inteligentíssima renovação do Pensamento Político Português.
Enfim: Poesia, História de Portugal, Filosofia Política, Crítica das Ideias e Estudos variados; num só homem, pensando pela sua própria cabeça, é Obra!
Deus não o tivesse levado tão cedo e a nossa querida Nação Portuguesa seria hoje certamente uma realidade diferente.  

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

ESSA É QUE É EÇA

Eça traça de forma fina o carácter de nós outros, os Lusitanos, nos seus romances. Igualmente genial é a maneira como pinta outras Nações, em especial nas suas crónicas. Ao lê-lo percebe-se que tinha a certeza que escrevia para a posteridade; e, de facto, um século e picos depois, os seus livros continuam no topo da literatura mundial. Isto porque os leitores gostam de rever-se nas obras dos autores e ele soube captar a identidade de cada Povo, a qual, por mais que nos tentem convencer do contrário, não muda. 

domingo, 6 de janeiro de 2019

DO REENCONTRO DAS NAÇÕES COM A TRADIÇÃO

A História é uma imortal e sábia senhora que mais ou menos de cem em cem anos volta a pôr as Nações no rumo da Tradição.

DIA DE REIS E DA EPIFANIA DO SENHOR

Para festejarmos enquanto os republicanos, laicos e socialistas que nos desgovernam deixarem, pois eles detestam Reis, não podem ver o Menino Jesus nem pintado e fogem como o diabo da Cruz.

DE KUNDERA A HOUELLEBECQ

Para além dos «clássicos», que já atingiram a eternidade, consagrados pelo facto de passados cem anos sobre a sua morte continuarem a ser lidos, há os escritores do nosso tempo. Destes, é sempre um tiro no escuro apontar para os que pensamos se irão juntar àqueles. Não gasto muito tempo com esse exercício, mas cheira-me que o meu faro não me engana. Assim, considero ter sorte por alguns dos meus escritores contemporâneos preferidos, dos quais fui lendo os livros à medida que iam sendo publicados, darem sinais de virem pelas suas obras a tornar-se imortais.
Dito isto, confesso que o prazer que tenho retirado, no início deste milénio, da leitura de Houellebecq só é comparável ao que tive, nos anos 80 do século passado, com Kundera. São romancistas de mão cheia, bom gosto e fino — mas mui cortante — humor; enfim, senhores de um estilo próprio, inconfundível e incomparável.
Mas há mais: se Kundera foi premonitório na implosão do totalitarismo comunista a Leste, Houellebecq perfila-se como visionário da queda do mundialismo demo-liberal a Ocidente. Ambos escritores do espírito, vivem, testemunham e, inteligentemente criticando, aceleram — à sua maneira, e de que maneira!— o fim do materialismo na Europa. 

DO FIO-CONDUTOR INVISÍVEL DA TRADIÇÃO

Releio fascinado O Arco de Sant'Ana de Almeida Garrett. Volto a surpreender-me com algumas passagens do mais puro tradicionalismo. Levanto-me e vou à estante oposta buscar No Saguão do Liberalismo de Fernando Campos. Encontro, transcritas neste livro, as mesmas frases do desencantado romântico liberal, a par de outras, igualmente impressionantes, de tantos homens de semelhante calibre: Antero, Eça, Herculano, Oliveira Martins, Ramalho Ortigão... Valham-nos compilações assim, para termos à mão de semear o profundo pensamento político dos mestres literários que são conhecidos apenas superficialmente nos dias de hoje. 

DEPOIS DO TEMPO DA RESISTÊNCIA CHEGOU O TEMPO DA RECONQUISTA

Modéstia à parte, ter saudades do futuro é ter razão antes de tempo. Leiam-se minhas previsões de 2001 e de 2015 aqui. 

sábado, 5 de janeiro de 2019

SABEDORIA ANTIGA — SABEDORIA ETERNA

Moribus antiquis stat res Romana virisque — «Roma deve a sua consistência aos velhos costumes e aos grandes homens».

DEUS ME LIVRE DE VIVER SEM LIVROS

Uma só razão me faz lamentar não ser rico: não poder ter a biblioteca que desejo.

A FILOSOFIA DO NACIONALISMO PORTUGUÊS

O Nacionalismo Português tem uma Filosofia que se chama Sebastianismo (que nasceu antes de D. Sebastião e vive para além dele). É uma Filosofia de Pensamento e Acção, porque só tem Saudades do Futuro. Levou-nos a descobrir e conquistar o encoberto Mundo, em nome de Deus e da Pátria, criando assim a Cultura Lusíada — verdadeiro Império do Espírito. Permitiu-nos ainda várias vezes resistir e vencer, como nos trágicos tempos da ocupação espanhola e das invasões francesas. Saibam agora os Portugueses de hoje em dia senti-la e estudá-la. É de novo a Hora. 

DO SOM NO FEMININO

O que distingue cada mulher é a sua voz. Ouvindo-a falar, sabemos logo de onde vem e até onde nos pode levar. E não me refiro ao discurso; mas, apenas e só, a esse pequeno nada, que é tudo, chamado tom.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

DO PODER MAGNÉTICO DO ETÉREO FEMININO

Troco uma culta tertúlia masculina por um passeio com uma mulher bonita.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

DICA PARA OS POLÍTICOS DO FUTURO (DIRECTAMENTE DA GRÉCIA ANTIGA)

Pensa como pensam os sábios, mas fala como falam as pessoas simples.
ARISTÓTELES
(384 A. C. — 322 A. C.)

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

DIA DE SANTA MARIA, MÃE DE DEUS

Um ano que começa com a tomada de posse de Jair Bolsonaro como Presidente do Brasil é um ano que começa bem. Bom Ano Novo!

domingo, 30 de dezembro de 2018

DO TRIUNFO DA METAPOLÍTICA NACIONAL(ISTA)

Décadas de livros, revistas e — mais recentemente — blogues criaram o caldo de cultura para a imparável série de vitórias nacionais em eleições por todo o Mundo. Apenas pode estar espantado com a luminosa realidade quem fingiu de forma malévola que esses autores e essas publicações não existiam. Agora só já falta cumprir-se Portugal.