terça-feira, 7 de julho de 2020

NOTA EDITORIAL

Nunca é de mais voltar a chamar a atenção aos meus queridos leitores para o facto de as mensagens publicadas na série temática «DA GENEALOGIA», contrariamente a todas as outras do blogue Eternas Saudades do Futuro, irem sendo actualizadas (que é como quem diz: reeditadas, revistas e aumentadas) à medida que vão surgindo novos dados nas minhas investigações genealógicas. Portanto, não se esqueçam os meus amigos interessados na matéria de volta e meia dar uma vista de olhos nos arquivo deste diário.

sábado, 4 de julho de 2020

DA GENEALOGIA [BISAVÔ MARIANO E SEUS/MEUS ANTEPASSADOS MOREIRA DE CARVALHO] (3.ª VERSÃO — REVISTA E AUMENTADA)

I — SEBASTIÃO CARVALHO (nasce cerca de 1600 — morre... ).
Casa com D. FRANCISCA LUÍS (nasce cerca de 1600 — morre... ).
Tiveram, pelo menos, o seguinte filho:

II — FRANCISCO CARVALHO [que também é referido como FRANCISCO DE CARVALHO, entre outros sítios, na obra Biblioteca Lusitana de Diogo Barbosa Machado na entrada sobre o seu filho Jerónimo Moreira de Carvalho (tratado a seguir)] (n. Estremoz, Santo André, c. 1635 — m. ).
Casa, em Estremoz, Santa Maria, aos 27.03.1656, com D. MARIA FERREIRA [que também é referida como D. MARIA RIBEIRA, entre outros sítios, na obra Biblioteca Lusitana de Diogo Barbosa Machado na entrada sobre o seu filho Jerónimo Moreira de Carvalho (tratado a seguir)] (n. Estremoz, Santa Maria, c. 1635 — m. ), filha de António Fernandes e de sua mulher D. Catarina Ferreira.
Tiveram 6 filhos, entre os quais este com quem seguimos:

III — JERÓNIMO MOREIRA DE CARVALHO (Estremoz [Santo André ou Santa Maria], c. 1673 — c. 1748). Médico, Cirurgião e Escritor. Formado em Medicina pela Universidade de Coimbra (1697). Médico do Partido da Universidade de Coimbra, Médico dos Exércitos da Província do Alentejo, Físico-Mór da Gente de Guerra do Reino do Algarve. Médico em Sousel e em Lisboa (nas Cortes de D. Pedro II e D. João V). Compôs uma massa, que intitulou «Pedra de David», com a qual curou várias doenças e a ele se deve o primeiro tratamento para problemas de uretra. Escreveu e traduziu vários livros, de Medicina, Cirurgia, História e Romances de Cavalaria, entre os quais se destacam as seguintes publicações: Método verdadeiro para curar radicalmente as carnosidades (Lisboa, 1721), História do Imperador Carlos Magno e dos doze Pares de França (Lisboa, 1728), História do Grande Roberto, Duque da Normandia e Imperador de Roma, etc. (Lisboa, 1733), História das Guerras Civis de Granada (1735).
Casa, 1.ª vez, no concelho e freguesia de Sousel, aos 22.09.1699, com D. ROSA MARIA DA SILVEIRA (Sousel, Sousel, baptizada aos 11.09.1673 — Sousel, Sousel, 09.02.1715), filha de Manuel Madeira Gil (Sousel, Sousel, c. 1640 — Sousel, Sousel, 28.10.1717), Cirurgião, e de sua mulher D. Brites da Silveira Fidalga (Sousel, Sousel, c. 1640 — Sousel, Sousel, 19.11.1712).
Casa, 2.ª vez, depois de viúvo, em Lisboa, Santa Engrácia, 04.10.1723, com D. Isabel Teresa Cordeiro (Vila Viçosa, Nossa Senhora da Conceição, bp. 07.01.1672 — ), filha do Alferes Francisco Fernandes Cordeiro (Borba, Santa Bárbara, c. 1640 — Vila Viçosa, Nossa Senhora da Conceição, 16.08.1690) e de sua mulher D. Maria da Conceição (Vila Viçosa, Nossa Senhora da Conceição, c. 1640 — ), e neta pela parte paterna de Manuel Fernandes e de  sua mulher D. Catarina Cordeiro, casados em Borba, Santa Bárbara, em 1638.
Do 2.º casamento não teve filhos.
Do 1.º casamento teve 8 filhos:
Quatro raparigas, das quais adiante falarei de uma, e quatro rapazes — destes, o primeiro morreu menor, seguindo-se outro, como era hábito, com o mesmo nome, que será tratado no próximo capítulo; sendo o penúltimo mais novo o Padre António Moreira (Lisboa, Castelo, 28.05.1710 — Almeida, Almeida, 01.05.1760),  Jesuíta, Missionário, Professor, Naturalista, Escritor, ingressou na Companhia de Jesus aos 19.02.1728 e neste mesmo ano deixou a Capital do Império como Irmão Estudante e membro da 46.ª Missão dos Jesuítas para o Maranhão e Grão-Pará, aos 15.08.1745 fez a sua Profissão Solene na Igreja do Maranhão, foi Missionário no rio Tapajós, Professor de Filosofia e de Prima de Teologia no Colégio Jesuíta do Maranhão,  escreveu Declaração das Raridades do Maranhão, de Peixes, Aves, etc., cujo manuscrito se encontra em depósito na Torre do Tombo, e na sequência da expulsão da Companhia de Jesus, de Portugal e dos seus domínios ultramarinos, foi mandado regressar e encarcerar pelo Marquês de Pombal e morreu prisioneiro no Forte de Almeida; seguiu-se ainda, como 8.º e último filho, o Padre Jerónimo Moreira de Carvalho (Sousel, Sousel, 09.02.1715 — ) [homónimo de seu pai], Religioso, Bacharel pela Universidade de Coimbra, Procurador da Coroa e Fazenda da Cidade do Rio de Janeiro, o qual, depois de escolher e tomar o estado clerical (1749),  foi Pároco de Nossa Senhora do Rosário, em Goiás (1749-1754), e de Santa Luzia, paróquia desanexada da anterior (1757-), e membro da comissão responsável pela construção da nova Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Santa Luzia, celebrando a sua missa inaugural, no  Bairro do Rosário, Cidade de Luziânia, Estado de Goiás, Brasil (-1769); e, por fim, o mais velho, com o qual seguimos:

IV — MANUEL MOREIRA DE CARVALHO (Vila Viçosa, Nossa Senhora da Conceição, bp. 31.01.1704 — Estremoz, Santa Maria, 01.10.1741). Engenheiro-Militar e Escritor. Assentou praça como Soldado na Corte e foi Ajudante-Engenheiro na Província do Alentejo. Deixou manuscritos inéditos. Publicou História das Fortunas de Sempriles e Generodano, pelo doutor João Henriques de Zuñiga (Lisboa, 1735). Jaz sepultado na Igreja Matriz de Santa Maria de Estremoz.
Casa, no concelho de Lisboa, na freguesia de Santa Engrácia, aos 04.10.1723, com D. LUÍSA TERESA LEONOR (Lisboa, São Julião, c. 1704 — Sousel, Sousel, 17.07.1782), filha do Coronel Francisco Cordeiro Vinagre (Vila Viçosa, Nossa Senhora da Conceição, bp. Borba, Santa Bárbara, 26.12.1678 — c. 1750), Quartel-Mestre-General, Engenheiro-Militar (filho do Alferes Francisco Fernandes Cordeiro e de sua mulher D. Maria da Conceição [ver III]), e de sua primeira mulher D. Maria Ana Teresa Furtado de Mendonça [surge em vários documentos também como D. Maria Ana Teresa Furtado, ou D. Mariana Furtado de Mendonça, ou D. Mariana Furtado, ou ainda D. Mariana Teresa Furtado] (Lisboa, São Julião, c. 1680 — Montemor-o-Novo, Nossa Senhora do Bispo, 26.09.1716) [está sepultada no Convento de Nossa Senhora da Conceição, na atrás referida freguesia do óbito], o qual, viúvo desta, casa também, na mesma freguesia e na mesma data, com D. Leonor Joana da Silveira (Sousel, Sousel, bp. 23.11.1700 — ), filha do Doutor Jerónimo Moreira de Carvalho e de sua primeira mulher D. Rosa Maria da Silveira [ver III]. A supradita, por seu lado, depois de ficar viúva, casa com Inácio Ferreira de Andrade (c. 1710 — c. 1780), Escudeiro Fidalgo da Casa Real, filho de Belchior Ferreira de Andrade.
(Não posso deixar de abrir aqui parêntesis para destacar os três casamentos que ocorrem na mesma Igreja no mesmo dia: Francisco Cordeiro Vinagre casa com D. Leonor Joana da Silveira; Jerónimo Moreira de Carvalho cc D. Isabel Teresa Cordeiro; Manuel Moreira de Carvalho cc D. Luísa Teresa Leonor — sendo as duas Testemunhas, de todos, João Bressane Leite, Superintendente da Contadoria Geral da Guerra, e o Coronel José da Silva Pais).
Tiveram, pelo menos, que se conheçam, três filhos e duas filhas, sendo o mais velho dos varões o Tenente-Coronel Jerónimo Moreira de Carvalho (Lisboa, Lisboa, c. 1724 — Brasil, Colónia do Sacramento, 1766) [homónimo de seu avô], que embarca para o Brasil para ocupar um posto de Alferes e aí virá a ser Capitão de Artilharia da Praça do Rio de Janeiro e Tenente-Coronel  do Regimento da Praça da Nova Colónia do Sacramento, o mais novo Joaquim José Moreira de Carvalho [também usa  Joaquim José Moreira de Carvalho e Mendonça] (Lisboa, São Nicolau, 02.02.1742 — ), e o do meio o seguinte:

V — FRANCISCO MOREIRA DE CARVALHO (Lisboa, Santa Engrácia, bp. 15.12.1727 — Sousel, Sousel, 04.12.1769). Tabelião do Judicial e Notas de Sousel.
Casa, no concelho e freguesia de Sousel, aos 23.07.1752, com D. MARIA FARINHA BARREIROS GODINHO (Sousel, Sousel, bp. 22.05.1732 — ), filha de José Rodrigues Roque (Estremoz, Santa Vitória do Ameixial, bp. 03.02.1686  — Sousel, Sousel, 20.01.1767) e de sua segunda mulher, D. Inês de Andrade Barreiros Godinho (Sousel, Sousel, bp. 07.05.1695 — Sousel, Sousel, 28.08.1766), e trineta, por via desta, de Clemente Pires Farinha Barreiros (Sousel, Sousel, c. 1590 — ), Fidalgo de Cota de Armas, teve Carta de Brasão de Armas para Barreiros aos 27.08.1616 [ver linha Barreiros].
Tiveram, que se saiba, apenas um filho (que morreu menor) e uma filha, com quem seguimos:

VI — D. JOANA LEONOR MOREIRA (Sousel, Sousel, bp. 29.06.1756 — ).
Casa, 2.ª vez, depois de ficar viúva de Custódio da Silveira Preto (Sousel, Sousel — Sousel, Sousel, 03.06.1782), filho de Diogo da Silveira Preto (Fronteira, Fronteira — ) e de sua mulher D. Joana da Cunha Feio (Sousel, Sousel — ), no concelho e freguesia de Sousel, aos 24.06.1783, com BONIFÁCIO JOSÉ DA COSTA (Sousel, Sousel, bp. 01.11.1758 — ), filho de Domingos José Boino (Gouveia, Arcozelo — ) e de sua mulher D. Maria de Jesus da Costa (Sousel, Sousel, bp. 21.10.1725 — ).
Teve 5 filhos do 1.º casamento.
Teve 8 filhos do 2.º casamento; e, morrendo menor o primogénito, ficou como varão mais velho o segundo deste nome, com o qual seguimos:

VII — JOÃO RODRIGUES MOREIRA (Sousel, Sousel, bp. 13.10.1790 — Sousel, Sousel, 22.03.1872). Lavrador e Proprietário.
Casa, no concelho e freguesia de Sousel, aos 16.10.1808, com D. ANA DA CONCEIÇÃO BELÉM [também usa D. ANA DA CONCEIÇÃO SILVEIRA, como, por exemplo, é referida no registo de óbito da sua filha D. Maria da Orada Moreira (madrinha de baptismo de Mariano Moreira da Costa Pinto, aqui em baixo no IX)] (Sousel, Sousel, 12.09.1791 — ), filha de José Fernandes (Gouveia, Vila Nova de Tazem — ) e de sua mulher D. Ana de Belém (Sousel, Sousel, bp 28.07.1748 — ), e bisneta pelo lado desta de Manuel Rodrigues (Santarém, Torres Novas — ) e de sua mulher D. Faustina Silveira (Sousel, Sousel, bp. 01.01.1698 — ), os quais são igualmente bisavós do Cantor, Professor de Canto, Compositor e Empresário Teatral António Felizardo Porto (Sousel, Sousel, 27. 06.1793 — Lisboa, Lisboa, 01.10.1863), do Alferes António Felizardo Silveiro e de Francisco Felizardo Silveiro, Sargento-Mór das Ordenanças da Vila de Sousel (01.11.1814) [estes dois últimos são irmãos entre si e primos co-irmãos do anterior, sendo portanto todos primos-segundos da supradita D. Ana da Conceição Belém].
Tiveram 11 filhos, dos quais a quarta, D. Guilhermina do Espírito Santo Moreira (Sousel, Sousel, 01.01.1818 — Sousel, Sousel, 05.06.1892), casa com Joaquim António Beato (morre em Sousel, Sousel, 19.081876) e são pais do Professor Catedrático António Moreira Beato (Sousel, Sousel, 01.06.1860 — Lisboa, Camões, 22.06.1937), sendo a décima a seguinte:

VIII — D. LEONOR DO CARMO MOREIRA (Sousel, Sousel, 26.02.1835 — Sousel, Sousel, 31.08.1892). Jaz sepultada juntamente com seu marido no jazigo de seu filho-segundo no Cemitério de Sousel (tem a seguinte inscrição: «Jazigo de Carlos Moreira Costa Pinto e de sua Esposa D. Joana Chaveiro Costa Pinto»).
Casa, no concelho e freguesia de Sousel, aos 01.06.1863, com JOAQUIM PEREIRA DA COSTA PINTO (Fronteira, Fronteira, 29.11.1835 — Sousel, Sousel, 05.11.1891), Grande Lavrador e Proprietário, Senhor da Herdade da Revenduda, Tronco da Família Costa Pinto, do Alentejo, filho de Carlos da Costa Pinto da Fonseca (Fronteira, Fronteira, 24.11.1794 — Fronteira, Fronteira, 01.04.1857) [e, sempre por varonia, é: neto do Capitão José da Costa Ramos (Cinfães, Santiago de Piães, bp. 08.07.1759 — Fronteira, Fronteira, 04.09.1811), Capitão agregado a um dos Regimentos de Ordenanças da Corte (01.12.1806); 5.º neto de Bartolomeu Pinto da Fonseca (Cinfães, Tarouquela, bp. 31.08.1631 — Cinfães, Tarouquela, 13.12.1715), Senhor da Quinta do Outeiro, em Tarouquela, Homem Nobre, que vive das suas fazendas, Escrivão de uma das Varas de Meirinho da Relação da Casa do Porto, jaz sepultado no Igreja de Tarouquela ; 6.º neto de Gaspar Pinto da Fonseca (Cinfães, Travanca — Cinfães, Tarouquela, 20.08.1638), Rendeiro do Mosteiro de Tarouquela e, por casamento com D. Ana Moreira (Cinfães, Tarouquela — Cinfães, Tarouquela, 17.10.1656) (a qual era bisneta de António Pires Moreira, Capitão e Juiz do Couto de Tarouquela, Procurador das Freiras Beneditinas do Mosteiro de São Bento de Avé-Maria, no Porto, Senhor da Casa e Quinta do Outeiro e da Casa de Paços, em Tarouquela, que usou brasão de armas dos Moreiras, concedido a Diogo Moreira de Campos, Chanceler da cidade do Porto), Senhor da atrás referida Casa e Quinta do Outeiro, em Tarouquela; 17.º neto de Afonso Rodrigues de Magalhães, Fidalgo da Casa Real, Senhor da Quinta e Torre de Magalhães, primeiro a usar o apelido Magalhães (ver linha Magalhães)], Lavrador e Proprietário, Miguelista — juntamente com três dos seus irmãos —, e de sua mulher D. Teresa Carolina Pereira (Sousel, Santo Amaro, 02.03.1801 — Fronteira, Fronteira, 01.05.1862), Lavradora e Proprietária, em viúva, a qual é trineta, sempre por linha feminina, de Manuel Dias Serra (Sousel, Casa Branca, bp. 20.09.1670 — ) e de sua mulher Isabel Gião (Sousel, Casa Branca, c. 1670 — ), os quais  têm, pelo menos, dois filhos varões, Manuel Gião (que será o trisavô por varonia de Joaquim José Gião, 1.º Visconde de Gião) e Francisco Dias Serra, que virá a professar com o nome de Padre Francisco Dias Gião, e uma filha, Isabel Gião, de quem a supradita é bisneta [ver linha Gião].
Tiveram 6 filhos (destes, uma rapariga e dois rapazes morreram menores), ficando como varão mais velho o seguinte:

IX — MARIANO MOREIRA DA COSTA PINTO (Sousel, São João Baptista da Ribeira, 31.10.1868 — Monforte, Vaiamonte, 26.04.1930). [Teve como Padrinho de Baptismo o seu tio paterno Francisco da Costa Ramos Pinto da Fonseca (Fronteira, Fronteira, 12.05.1841 — Fronteira, Fronteira, 16.01.1897),  Grande Lavrador e Proprietário em Fronteira, e como Madrinha a sua tia materna D. Maria da Orada Moreira (Sousel, Sousel, 26.12.1809 — Sousel, Sousel, 04.08.1890), Proprietária em Sousel, e recebeu o nome do seu falecido tio materno Mariano Rodrigues Moreira (Sousel, Sousel, 20.11.1812 — Sousel, Sousel, 13.12.1861), Grande Lavrador e Proprietário em Sousel.] Grande Lavrador e Proprietário Agrícola. Político. Activo militante regionalista e republicano, desde os tempos da Monarquia. Presidente da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Monforte, Presidente da Junta de Paróquia de Vaiamonte, Juiz de Paz de Vaiamonte, Presidente do Triângulo N.º 169 da Maçonaria de Rito Francês (iniciado em 14.05.1911, no referido Triângulo de Monforte, com o nome Simbólico de «Alma»). Senhor das Herdades de Samarruda, Nora, Courelas de Valverde (as duas últimas anexas à primeira), Palhinha, Gis, Picão (estas três anexas umas às outras), Vale dos Homens, Tapadão de Alter, Esquerdos, Relvacho, Asseca, Pintas, Torradas, Sernila, Matança e Reguengo. Rendeiro da Herdade de Torre de Palma, etc.
Segue...

Fonte bibliográfica:
In 3.º draft do livro Mariano Moreira da Costa Pinto — Vida, Antepassados e Descendentes dum Grande Lavrador Alentejano, de João Miguel Costa Pinto Marchante (Autor do blogue Eternas Saudades do Futuro).

DA GENEALOGIA [TIO-6.º AVÔ JERÓNIMO]

Jerónimo Moreira de Carvalho
(Lisboa, Lisboa, c. 1724 — Brasil, Colónia do Sacramento, 1766)
Filho de Manuel Moreira de Carvalho, Engenheiro-Militar, e de D. Luísa Teresa Leonor, neto por via paterna do Doutor Jerónimo Moreira de Carvalho, Médico dos Exércitos da Província do Alentejo e Físico-Mór do Reino do Algarve, e de D. Rosa Maria da Silveira, neto por via materna do Coronel Francisco Cordeiro Vinagre, Quartel-Mestre-General, Engenheiro-Militar, e de D. Maria Ana Teresa Furtado de Mendonça.
Tenente-Coronel.
Praticante da Academia Militar de Artilharia e Fortificações.
Vai para o Brasil para ocupar o posto de Alferes de uma das Companhias do novo Terço de Artilharia do Rio de Janeiro. (1739)
Sargento do Número de uma das Companhias do Rio de Janeiro. (1743)
Capitão de Artilharia da Praça do Rio de Janeiro. (1749)
Sargento-Mór de Infantaria da Praça da Nova Colónia do Sacramento. (1756)
Tenente-Coronel do Regimento da Praça da Nova Colónia do Sacramento. (1766)


sexta-feira, 3 de julho de 2020

DA GENEALOGIA [TIO-7.º AVÔ JERÓNIMO]

Padre Jerónimo Moreira de Carvalho
(Sousel, Sousel, 09.02.1715 — )

Filho do Doutor Jerónimo Moreira de Carvalho, Médico dos Exércitos da Província do Alentejo e Físico-Mór da Gente de Guerra do Reino do Algarve, e de D. Rosa Maria da Silveira.

É baptizado no próprio dia do nascimento, em casa, por necessidade, por Frei Álvaro Rodrigues Figueira, que lhe porá os Santos Óleos na Igreja da Misericórdia de Sousel aos 23.02.1715, e terá como padrinho João de Lemos Zagalo do Carvalhal.
A sua mãe morre no parto, sendo ele assim o 8.º e último filho do acima mencionado casal.

Religioso.
Bacharel pela Universidade de Coimbra.
Procurador da Coroa e Fazenda da Cidade do Rio de Janeiro.
Depois, em 1749, escolhe e toma o estado clerical.
Padre.
Pároco da Paróquia de Nossa Senhora do Rosário, em Goiás. (1749-1754)
Pároco da Paróquia de Santa Luzia, desanexada da anterior. (1757-)
Membro da comissão responsável pela construção da nova Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Santa Luzia, celebrando a sua missa inaugural, no  Bairro do Rosário, Cidade de Luziânia, Estado de Goiás, Brasil.(-1769)

[Em breve tenciono ter, e revelar aqui, mais notícias sobre este fascinante tio de antanho]

terça-feira, 30 de junho de 2020

NOTÍCIAS DO QUERIDO QUINTO IMPÉRIO

A necessária futura Quarta República abrirá caminho à desejada eterna Quinta Dinastia.

domingo, 21 de junho de 2020

DA INFLUÊNCIA DO PADRE ANTÓNIO VIEIRA NESTE BLOGUE

Talvez por ter sempre preferido os textos «messiânicos» do Padre António Vieira aos seus Sermões, igualmente brilhantes, desenvolvi uma especial atenção às palavras que me parecem ir além da mera espuma dos dias.

DA VIDA EM SOCIEDADE

Quem nada tem de interessante a dizer, dever-se-ia limitar a falar do clima. Os ingleses fazem-no bem.

VENTO REDENTOR E TÍLIAS EM FLOR

A nortada, que habitualmente varre Lisboa em Junho, além de purificar o poluído ar da cidade, transporta, desde o Campo Grande até às Avenidas Novas, o delicioso aroma das Tílias em flor.

sábado, 20 de junho de 2020

DO CÂNONE OCIDENTAL COMO FUNDAMENTO DA EUROPA DAS NAÇÕES

Camões, Cervantes, Hugo, Dante, Shakespeare, Goethe, Tolstoi.

MEMÓRIAS DO FACEBOOK

Fez por estes dias 11 anos que entrei na famosa rede social; e, já agora, 6 anos que saí. Logo vi que estávamos perante um sítio que, embora apenas virtualmente social, fazia lembrar os saudosos lugares das animadas noites dos anos 80 do século passado. Estes, quando abriam, e durante o primeiro ano, eram óptimos, pois só tinham pessoas conhecidas (daquelas cujos nossos pais e avós também já se conheciam), ou seja, os nossos amigos; no segundo ano, começavam a aparecer caras desconhecidas, mas bonitas, o que nos fazia continuar a frequentar o local; no terceiro ano, estando na pista a dançar, olhávamos em volta e sentíamos, subitamente, que aquele espaço, outrora familiar, tinha sido invadido por bárbaros mirones. O facebook é igual. Graças a Deus deixei de dar para esse peditório.

SOLSTÍCIO DE VERÃO

A partir de hoje, e até ao dia do Solstício de Inverno — momento do anti-clímax —, as noites vão crescendo e os dias diminuindo, muito lentamente. A simples observação diária desta regra da Natureza sempre constituiu para mim um suave deleite. Nada melhor do que seguir e sentir o Sol, e a sua presença entre nós, iluminando-nos e aquecendo-nos. Vindas estas palavras de um noctívago, são ainda mais verdadeiras, acreditam. Gosto das longas noites; mas, também admiro os intermináveis dias banhados pela crepuscular luz quente do Astro-Rei, para viver em plena sintonia com a equilibrada harmonia da Natureza.

quinta-feira, 11 de junho de 2020

DAS ÁRVORES MÁGICAS

Nesta época pré-solsticial, a mais bela árvore da cidade é a monumental Tipuana do Jardim Botânico da Universidade de Lisboa. Estará já, certamente, em flor; e, quando assim é, estende-nos um tapete amarelo, tecido pelas suas folhas caídas, para nos receber. Além disso, acolhe-nos e abriga-nos, generosamente, à sua sombra. Neste ano ainda não fui visitá-la. E tenho saudades dela. 

LEVANTAMENTO DAS ÁRVORES PORTUGUESAS (PORQUE O QUE É NACIONAL É BOM)

Letra C: Carrasco, Carrasco-Arbóreo, Carvalho-Alvarinho, Carvalho-Cerquinho, Carvalho-de-Monchique, Carvalho-Negral, Carvalho-Português, Carvalho-Roble, Castanheiro, Catapereiro, Cerejeira-Brava, Cerejeira-de-Santa-Lúcia, Cevadilha, Choupo-Branco, Choupo-Negro, Cornalheira.

BLOGUE EM DESTAQUE

portadaloja, de josé.

FESTA DE GUARDA DO CORPO DE CRISTO

Procissão Corpus Christi, 1913
AMADEO DE SOUZA-CARDOSO (1887 — 1918)
Óleo sobre Madeira, 29 x 50,8 cm
Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão —
— Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa

AINDA O 10 DE JUNHO — DIA DO SANTO ANJO DA GUARDA DE PORTUGAL



Pagela alusiva ao Anjo Custódio de Portugal, que me acompanha desde a adolescência.
(Não tem indicação de autoria nem de local e data de impressão).

quarta-feira, 10 de junho de 2020

10 DE JUNHO — DIA DE PORTUGAL

Todos os anos neste dia gosto de retirar do baú e remirar este autocolante que usei — do alto dos meus 14 anos — na primeira manifestação do 10 de Junho em que participei. Foi em 1980. Fui sozinho. Juntei-me à concentração no Largo do Príncipe Real e incorporei-me no desfile até à Praça dos Restauradores. Num e noutro lugar ouvi inflamados e inflamantes discursos de fascinantes figuras da Cultura Nacional.
Nesse mesmo ano, passados alguns meses, fundei o NEM — Núcleo dos Estudantes Monárquicos (do Liceu Nacional de D. Filipa de Lencastre); e, a partir daí, passei a estar nos 10 de Junho e nos 1.º de Dezembro à cabeça do referido núcleo liceal — que era de facto um escol —, até 1985.
Bons tempos.

DA ENCARNAÇÃO SIMBÓLICA DA NAÇÃO

Camões (Portugal, 1946), de Leitão de Barros.
Quiseram outros que Leitão de Barros tivesse criado um Camões estudioso, um vate bem comportado, um «português sério», mas o cineasta preferiu o «Trinca-Fortes», amante da vida, amoroso sempre, solitário, perseguido, derrotado, doente, mas que, nisso mesmo, no excesso barroco, no contraste entre um quotidiano vulgar e uma visão grandiosa, no coração, no sentido da viagem e da distância, pudesse simbolizar Portugal. Por isso o poeta, no final da película, morre com a Pátria, pois quando ele morre é Portugal que morre também.
In História do Cinema Português, de Luís de Pina, edição Publicações Europa-América, colecção Saber, n.º 190, Lisboa, 1986.

DA CULTURA LUSÍADA

Luís Vaz de Camões
(Lisboa, 04.02.1524 — Lisboa, 10.06.1580)


LIVRO PARA HOJE E SEMPRE

Os Lusíadas, de Luís de Camões, grande edição ilustrada (com ilustrações de Roque Gameiro e Manuel de Macedo), revista e prefaciada pelo Dr. Sousa Viterbo, editada pela Empresa da História de Portugal, Lisboa, 1900.

segunda-feira, 8 de junho de 2020

BLOGUE EM DESTAQUE

Por causa dos meus trabalhos de investigação genealógica, descobri um blogue de superior interesse para a História de Portugal e muito especialmente para a História Militar. Ei-lo, à distância de um clique: Guerra da Restauração.

sexta-feira, 5 de junho de 2020

DA VITÓRIA DA LUZ SOBRE AS TREVAS OU DO IRISAR BOREAL

Os longos crepúsculos solsticiais estivais têm, em Portugal, muito por causa da presença a poente do Atlântico Norte, infinitas e indizíveis matizes cromáticas. Contemple-se.

segunda-feira, 1 de junho de 2020

MÊS DE JUN(H)O

Júpiter e Juno, 1597-1602
ANNIBALE CARRACCI
(Bolonha, 1560  — Roma, 1609)
Fresco
Galleria Farnese, Palazzo Farnese, Roma

ESCRITORES MUITO MEUS

Sete escritores franceses fundamentais com apelidos começados pela letra B:
— Jacques Bainville.
— Honoré de Balzac.
— Georges Bernanos.
— Louis de Bonald.
— Abel Bonnard.
— Paul Bourget.
— Pierre Boutang.

LEVANTAMENTO DAS ÁRVORES PORTUGUESAS (PORQUE O QUE É NACIONAL É BOM) [2]

Letra B: Barrete-de-Padre, Bétula, Borrazeira-Preta, Buxo.