sexta-feira, 24 de maio de 2019

MOVIMENTO PELA EUROPA DAS NAÇÕES E DAS LIBERDADES

quinta-feira, 23 de maio de 2019

DO MEU PESSOALÍSSIMO PORTAL PARA CONSUMO DE NOTÍCIAS POLÍTICAS INTERNACIONAIS

Por falta de informação condigna cá no rectângulo (onde os me[r]dia — e, o povo, já agora  — continuam a leste do paraíso), sobre as mui próximas e importantíssimas eleições europeias e não só, decidi abrir conta no Twitter. Não tenciono lá publicar nada. Espero sim que, seguindo pessoas e instituições interessantes e importantes, possa, deste modo, acompanhar a imparável caminhada das Nações da Europa rumo a um futuro que se antevê repleto de bom-senso e bem-comum. Digamos que passará a ser (estando ainda em construção) o meu mais avançado portal para consumo de notícias políticas internacionais.

UMA ALIANÇA QUE NÃO PÁRA DE CRESCER E QUE NO DOMINGO VAI VENCER

quarta-feira, 22 de maio de 2019

DA FRESCURA DAS ALFACINHAS

Basta olhá-las à boa luz de Lisboa, para ver que as mulheres desta cidade estão cada vez mais bonitas. Refiro-me exclusivamente às lisboetas, propriamente ditas, aqui nadas e criadas, e tenho para mim como certo e sabido que o apuramento da sua graça e raça está relacionado com a afirmação que fazem questão de fazer perante as turistas estrangeiras que nos visitam. Coisas do foro da saudável competição, a qual ajuda a elevar o nível, em tudo, até porque, já se sabe, as mulheres não se embelezam para agradar aos homens mas sim para impressionar as outras mulheres.

DA CINEFILIA

Fez ontem dez anos que João Bénard da Costa nos deixou. E, a RTP 2 exibiu ao serão o documentário João Bénard da Costa: Outros Amarão as Coisas Que Eu Amei, de Manuel Mozos. É bom saber que há memória na televisão pública. Rebobine-se (que é como quem diz, puxe-se para trás na box) e veja-se.

terça-feira, 21 de maio de 2019

DO PARADOXAL MISTÉRIO DA RAZÃO

Quanto mais exercito o meu pensamento racional mais ele me reconduz à minha congénita mentalidade mística.

DA LITERATURA

A literatura pura e dura (sem ilustrações nem nada) é por excelência a arte da meia-idade e da consequente maturidade porque só nessa fase da vida já vimos e vivemos o suficiente para podermos traduzir em pessoalíssimas imagens mentais as palavras que lemos. 

QUEM É ANTÓNIO LOPES RIBEIRO?

António Lopes Ribeiro (Lisboa, 1908 — Lisboa, 1995) é cineasta, jornalista e crítico de Cinema. Entenda-se aqui a palavra cineasta na sua acepção total: Lopes Ribeiro foi realizador, argumentista, produtor, director artístico e montador. Temos, assim, um homem que respira Cinema.

Estudou engenharia no Instituto Superior Técnico, mas logo o abandonou, em 1929, para se entregar à Sétima Arte a tempo inteiro.

Nos anos 20, dedica-se ao jornalismo; e, estreia-se na crítica cinematográfica no Diário de Lisboa com uma página própria, «Arte Cinematográfica — O Claro-Escuro Animado», onde usa as iniciais A. R. e o pseudónimo Retardador, a partir de 1927; esta rubrica terá sido a primeira — em todo o Mundo — dedicada exclusivamente ao Cinema num jornal diário. De seguida, funda e dirige as revistas especializadas Imagem (1928), Kino (1930) e Animatógrafo (1933). Colabora ainda, ao longo de toda a sua longa vida, nas seguintes publicações, entre outras: A Bola, Diário Popular, Cine-Jornal, A Revista de Portugal e A Rua.

Inicia-se como realizador, em 1928 — aos 20 anos de idade —, com o documentário artístico Bailando ao Sol. Lança-se, a partir daí, numa carreira que terá mais de 100 títulos e que só será interrompida — à força! — em 1974. Nessa vasta Obra, encontramos documentários, adaptações literárias, dramas, e comédias. O arranque da sua actividade cinematográfica encontra-se fortemente enraizado nos conhecimentos técnicos que adquiriu em visitas aos estúdios alemães e russos (um bom exemplo do amor à arte e à estética quebrando fronteiras políticas e ideológicas).

Foi, enquanto teórico, um apologista do Cinema Sonoro, contrariando muitos dos seus camaradas de ofício da época, que viam no Sonoro um desvirtuar do Cinema como forma de expressão artística, pois passaria a ser — segundo eles — um mero meio de reprodução da realidade. Lopes Ribeiro viu, antes de todos, que o Som — se bem utilizado — poderia ajudar o Cinema a crescer como Arte. Assim foi.

Os seus documentários são, na sua maior parte, encomendas do Estado Novo, através de vários Organismos. Mostrar-se-á, neste domínio, um Autor rigoroso, do ponto-de-vista histórico, e com um fino sentido estético. Destacaria, nesta área, os seguintes documentários: A Exposição do Mundo Português (1941), Inauguração do Estádio Nacional (1944), A Morte e a Vida do Engenheiro Duarte Pacheco (1944), O Cortejo Histórico de Lisboa (1947), Jubileu de Salazar (1953), Rainha Isabel II em Portugal (1957). Se quisermos conhecer a História de Portugal do Século XX, teremos de vê-los a todos — dezenas de títulos, de semelhante nível técnico-artístico e igual valor histórico, repartidos entre curtas-metragens e longas-metragens documentais. Um olissipógrafo que se preze deverá visionar os seus documentários sobre Lisboa, antes de escrever o que quer que seja sobre a antiga Capital do Império.

Quanto ao Cinema de ficção, Lopes Ribeiro saberá integrar muito bem nas suas equipas um conjunto de luxo de técnicos provenientes da Alemanha, e assegurar, desta forma, um sentido visual apurado — na luz, nos enquadramentos, e nos movimentos de câmara — nos seus filmes. A sua primeira longa-metragen de ficção — Gado Bravo (1934) — irá logo deixar bem à vista do público essas marcas. Note-se que a propósito desta fita rodou um documentário («making-of», no vocabulário técnico de hoje; coisa inédita à época).

António Ferro — que sabia, como ninguém, detectar talentos — vai desafiá-lo a rodar uma película sobre a Revolução Nacional de 28 de Maio de 1926, a fim de Comemorar os seus 10 anos. O argumento é escrito por António Lopes Ribeiro e pelo próprio António Ferro (com os pseudónimos de Baltazar Fernandes e Jorge Afonso, respectivamente) e terá a produção assegurada pelo Secretariado de Propaganda Nacional. Sobre esta fita — A Revolução de Maio (1937) —, não resisto a relembrar aqui o sucedido, há uns anos, quando algum «especialista» de programação da RTP decidiu exibir este filme, no 1.º de Maio, julgando tratar-se de uma película panegírica da data...! Ia caindo o Carmo e a Trindade!...

A partir de 1938, na sua nova responsabilidade de director artístico da Missão Cinegráfica às Colónias de África, visita e trabalha — supervisionando e dirigindo produções — nas Províncias Ultramarinas. Resultante desta aproximação a África, surge Feitiço do Império (1940); ainda hoje um filme de grande escala e enredo cativante, e a necessitar de urgente reposição para que as novas gerações digam de sua justiça.

Em 1941, cria as Produções Lopes Ribeiro, com o objectivo de produzir longas-metragens de ficção, ou filmes de fundo, entre os quais temos a nata do Cinematografia Portuguesa do Século XX: O Pátio das Cantigas (1942), de Francisco Ribeiro (seu irmão «Ribeirinho»); Aniki-Bóbó (1942), de Manoel de Oliveira; Camões (1946), de Leitão de Barros; para além de todas as Comédias Portuguesas que iluminaram a Época de Ouro do Cinema Nacional.

Para podermos avaliar convenientemente a genialidade heterodoxa deste Autor, esplanada em géneros cinematográficos tão distintos, basta referir O Pai Tirano (1941), que representa um certo paradigma da Comédia Portuguesa, e Amor de Perdição (1943), exemplo perfeito de como se pode obter êxito comercial com adaptações de qualidade de clássicos da Literatura Portuguesa.

Toda esta Obra Cinematográfica foi construída a par de uma outra carreira como Homem de Teatro. Fundou a Companhia «Os Comediantes de Lisboa», que actuou sucessivamente no Teatro da Trindade, no Teatro Avenida, e no Teatro Apolo; e, em 1952, fundou o «Teatro do Povo», que levou à cena desde Gil Vicente até peças da sua própria autoria.

Numa outra frente, traduziu Tchekov, Maeterlinck, Pagnol, Maugham e Giradoux, entre outros.

Como escritor, publicou O Livro de Aventuras (1939) e O Livro das Histórias (1940) — colectâneas de sonetos e poemas; editou ainda as várias compilações das suas crónicas, destacando-se: Esta Pressa de Agora (1962), Anti-Coisas & Tele-Coisas (1963) e Belas-Artes & Malas-Artes (1964).

Na televisão, ficou na memória de várias gerações de famílias portuguesas com o seu programa semanal Museu do Cinema, fazendo dupla com o famoso pianista «mudo» António Melo, entre 1957 (ano de fundação da RTP) e 1974 (ano do não desejado fim da sua brilhante carreira).

Homens destes já não existem hoje, em 2019. Saibamos merecê-los; e, para isso, comecemos por conhecê-los. 

segunda-feira, 20 de maio de 2019

FESTA DE GUARDA DO CORPO DE CRISTO

Procissão Corpus Christi, 1913
AMADEO DE SOUZA-CARDOSO (1887 — 1918)
Óleo sobre Madeira, 29 x 50,8 cm
Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão —
— Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa

SÉTIMA ARTE À SEGUNDA-FEIRA (2)

A expressão «Sétima Arte» anda na boca de todo mundo. Falemos, então, sobre a origem dessa — feliz — designação para o Cinema.

Foi o escritor, jornalista, crítico e dramaturgo italiano Ricciotto Canudo (Bari, 1879 — Paris, 1923) quem baptizou o Cinema de Sétima Arte. Canudo fundou a revista Montjoie! (1913-1914), sedeada em Paris, e manteve uma tertúlia com — entre outros — Léger, Apollinaire e D’Annunzio. Em 1920, cria o «Clube dos Amigos da 7.ª Arte», que é, assim, precursor do movimento do cine-clubismo. Edita, finalmente, em 1923, a Gazette des sept arts, revista fundamental como suporte teórico das vanguardas estéticas da época.

Se, por esta altura, os meus leitores já perceberam que estamos perante um teórico da Arte, não estranharão saber que Canudo lança, em 1923, o Manifeste des Sept Arts, após uma série de outros textos preparatórios, o primeiro dos quais data de 1908; e, num deles, em 1912, cunhou a nossa expressão. Esta publicação definitiva das suas inovadoras ideias, surge como legitimação estética do Cinema, elevando-o à categoria das restantes Artes.

Em primeiro lugar, chama a atenção, no seu Manifesto, para o facto de o Cinema ser muito mais do que apenas indústria e comércio, resgatando-o à mera tentação material e convocando-o para as fileiras da espiritualidade criadora. De facto, o Cinema é — antes de tudo — Arte.

Depois, Canudo diz-nos, do seu ponto-de-vista, quais são as seis Artes que antecedem cronologicamente o Cinema. Desde a Antiga Grécia que as Artes têm andado numa roda-viva, no que diz respeito à sua catalogação (convém nunca perder de vista as nove musas inspiradoras). Ainda bem que se trata de uma conversa (ou debate, como agora se diz) em aberto, pois isso representa um sinal da vitalidade dos nossos pensadores. Para este escritor italiano do século XX, as Sete Artes são: Arquitectura, Escultura, Pintura, Música, Dança, Poesia e Cinema. Se as três primeiras — artes plásticas, porque do espaço — aparecem, segundo Canudo, por necessidades materiais (abrigo, no caso da Arquitectura, com as suas complementares Pintura e Escultura), para, no entanto, logo depois se afirmarem artisticamente, já a Música é fruto duma vontade espiritual de elevação e vai irmanar-se com os fundamentos rítmicos da Dança e da Poesia. Curiosamente, no pensamento do teórico italiano, a Dança e a Poesia antecedem a Música, que só se autonomizará destas quando se liberta e chega à sinfonia, como forma de música pura.

É óbvio que a génese das Artes aqui descrita tem de ser contextualizada na época em que foi criada — início do século XX, em toda a sua pujança Futurista (Graças a Deus!) — e entendida como visão pessoal do seu autor. No entanto, se aqui a trago, é porque sem ela não poderemos compreender a expressão «Sétima Arte».

Por fim, entramos naquilo que me parece ter resistido ao crivo do tempo (esse destruidor de mitos de vão de escada) e manter, ainda hoje, enorme actualidade.

Canudo apresenta o Cinema como síntese de todas as Artes e como Arte Total — ao que não é alheio o pensamento de Wagner; assim, na plenitude da sua linguagem estética, a Sétima Arte integra elementos plásticos da Arquitectura, da Pintura e da Escultura e elementos rítmicos da Música, da Dança e da Poesia, que se vão todos revelar nos filmes nas seguintes áreas técnicas (podendo nós tentar fazer um jogo de concordâncias): imagem ou fotografia (ainda a preto-e-branco, em vida de Ricciotto Canudo); som ou, mais tarde, banda sonora (note-se que, quando o italiano teorizou, o Cinema era Mudo e os filmes eram acompanhados, apenas, pela interpretação ao vivo de uma partitura musical durante a sua projecção nas salas); montagem, que confere um sentido às imagens; cenografia, que entretanto evolui para direccção artística, alargando o seu campo de intervenção; realização, que tem como missão a planificação do filme, a orquestração dos vários elementos aqui referidos, assegurados por outras tantas equipas técnicas, e a direcção dos actores; e, por último, sendo no entanto o princípio de tudo, argumento.

Mais ainda: como grande síntese criadora — para além de fusão —, o Cinema une Ciência e Arte, num casamento feliz, e produz uma novíssima Linguagem, para a qual as outras Artes tenderam desde sempre, de imagens em movimento e som — formas e ritmos à velocidade da luz!

É, portanto, a última das Artes, fechando o ciclo da Estética. E, acima de tudo, aquela que, incorporando todas as outras, melhor transporta o nosso Património histórico, estético e cultural — projectando-o no futuro —, através da permanente reformulação e actualização das ancestrais e intemporais narrativas da nossa matriz identitária.

Haja sempre cineastas portugueses à altura desta missão universal.

domingo, 19 de maio de 2019

EUROPA DO FUTURO QUE JÁ É PRESENTE!


37. RUMO AO 38!


sexta-feira, 17 de maio de 2019

BLOGUE EM DESTAQUE

Já se sabe que por pessimismo, que nada mais é do que uma forma de realismo radical, costumo dizer que a blogosfera portuguesa está transformada num deserto. Contudo, tenho esperança de um renascimento, com novos e belos blogues, não tivesse eu saudades do futuro. E, volta e meia, porque quem espera sempre alcança, tenho uma surpresa realmente agradável, como a seguinte. Ei-la, à distância de um clique: Jacarandando — por aqui e por ali. Com um beijo à Autora, que faz o favor de ser minha Amiga.

CULTIVAR AS RAÍZES

Asseguram-me que a jardinagem é o hobby com mais praticantes a nível mundial, e que a genealogia é o segundo. Os dois passatempos têm mais em comum do que aparentam, porque ambos tratam de cultivar as raízes.

AINDA A IDENTIDADE ALTO-ALENTEJANA

Estremoz e o seu Termo «Regional», de Marques Crespo, edição do Centro Social Paroquial de Santo André —  Estremoz, Vila Viçosa, 1987 (2.ª edição — fac-similada) [1.ª edição: 1950]. 

DA IDENTIDADE ALTO-ALENTEJANA

Através dos Campos — Usos e costumes agrícolo-alentejanos (concelho de Elvas), de José da Silva Picão, colecção Portugal de Perto — Biblioteca de Etnografia e Antropologia, edição das Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1983 [1.ª edição: 1903; 2.ª edição: 1947 — texto aqui seguido].

NOTA EDITORIAL

Chamo a atenção aos meus queridos leitores para o facto de as mensagens publicadas na série temática «DA GENEALOGIA», contrariamente a todas as outras do blogue Eternas Saudades do Futuro, irem sendo reeditadas (que é como quem diz, revistas e aumentadas) à medida que vão surgindo novos dados nas minhas investigações genealógicas.

quinta-feira, 16 de maio de 2019

AINDA E SEMPRE OS ANOS 20

O que é que os anos 20 do século XX tiveram?

Esteticamente, foram vanguardistas. Ideologicamente, foram tradicionalistas. E, assim sendo, produziram uma nova e inovadora síntese histórico-cultural.

Cedo me cheirou e logo afirmei em 2001 e aqui escrevi desde 2007 que os anos 20 do século XXI também trariam uma renovada e renovadora síntese para Portugal e para a Europa.

E de facto a mudança até já chegou antes de tempo e tudo a quase toda a Europa e aos principais lugares do Ocidente. Agora só falta cumprir-se Portugal. É a Hora?

AINDA A LISBOA DOS LOUCOS ANOS 20

Com o objectivo de celebrar sessenta anos de existência, a «Coleccção Vampiro», da Editora Livros do Brasil, lançou, em Março de 2007, o seu volume n.º 700:
Memórias de um Chauffeur de Táxi, de Reinaldo Ferreira (Repórter X).

Isto é um tiro no escuro, ou uma lança em África, num País sem tradição de literatura policial; e, surge, ainda, como um impulso para as novas gerações conhecerem a obra de um genial escritor — e jornalista, e cineasta, e tudo! — que introduziu por cá a novela policial.

Reunindo as diversas partes de um folhetim publicado na imprensa no início dos anos 30 (Reinaldo Ferreira morreria, como Fernando Pessoa, em 1935), o livro faz-nos viajar na Lisboa dos «loucos anos 20», com todas as suas personagens características — cheias de charme e mistério —, e por lugares para sempre perdidos — cafés, hotéis, cabarets e clubes nocturnos —, que faziam da Capital, nos anos 20 e 30, um centro cosmopolita — ponto de chegada e partida de enigmáticas figuras — e um verdadeiro cenário de filme policial.

Todas as histórias têm como fio-condutor Juca — «o Menju da Estefânia» —, taxista e profundo conhecedor do bas-fond alfacinha (ou do underground, em vocabulário contemporâneo), que nos narra peripécias extraordinárias por ele observadas — qual voyeur, numa fascinante Lisboa que não volta mais.

Para ler de um só fôlego! 

A PROPÓSITO DE FESTAS RIJAS DE OUTRORA

Os Night Clubs de Lisboa nos Anos 20,  de Júlia Leitão de Barros, Lucifer Edições, Lisboa, 1990.

RECORDANDO A MELHOR FESTA DA DÉCADA PASSADA [FAZ HOJE DEZ ANOS]

DA ORTOGRAFIA NO ETERNAS SAUDADES DO FUTURO

Ao longo de muitos e bons séculos, durante a quase oito vezes centenária saudosa Monarquia Lusitana, a Língua Portuguesa cresceu bem e evoluiu ainda melhor, de forma natural e orgânica, tendo sempre a guiá-la, na sua ortografia, como sábios quadrantes orientadores, a etimologia e o bom-gosto.
Depois, veio a República e tentou «reformá-la», logo em 1911. E, de lá para cá, tem sido um desvario de famigerados «acordos»: 1945, 1973, 1975, 1986, 1990; enfim, a famosa pulsão igualitária, unificadora e ditatorial da Revolução, que quer fazer  — à má-fila e à viva força  — tábua-rasa da Tradição.
Contra ventos e marés, desprezando modas passageiras, no Eternas Saudades do Futuro continuar-se-á a escrever do modo que o autor aprendeu, na certeza de que resistir às efémeras injustiças é meio caminho andado para vencê-las. 


quarta-feira, 15 de maio de 2019

INÍCIO DA ÉPOCA SOLAR

Brigitte Bardot
num fotograma do filme
Et Dieu... créa la femme (França, 1956)
de Roger Vadim

terça-feira, 14 de maio de 2019

O QUE É QUE AS TIPUANAS TÊM?

As Tipuanas estão sombrias e parecem mortas, no início duma semana; no fim da semana seguinte, apresentam-se frondosas e refulgentes de amarelo. Por estas e outras, são árvores mágicas. 

O QUE É QUE AS CEREJEIRAS TÊM?

As Cerejeiras (árvore que é árvore grafa-se com maiúscula) dão flôr (assim mesmo, como deveria ser, com acento circunflexo e tudo) antes das folhas. São mistérios assim que nos levam à contemplação da Natureza. Saibamos retirar ensinamentos dos simbólicos sinais da Flora.