terça-feira, 3 de maio de 2016

RECORDANDO AS 14 OBRAS DE MISERICÓRDIA NO ANO SANTO DA MISERICÓRDIA

Obras Corporais:
1.ª — Dar de comer a quem tem fome;
2.ª — Dar de beber a quem tem sede;
3.ª — Vestir os nus;
4.ª — Dar pousada aos peregrinos;
5.ª — Assistir aos enfermos;
6.ª — Visitar os presos;
7.ª — Enterrar os mortos.
Obras Espirituais:
1.ª — Dar bons conselhos;
2.ª — Ensinar os ignorantes
3.ª — Corrigir os que erram;
4.ª — Consolar os tristes;
5.ª — Perdoar as injúrias;
6.ª — Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo;
7.ª — Rogar a Deus por vivos e defuntos.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

MARAVILHOSO MÊS DE MAIO

Maio oferece-nos algumas das mais belas espécies de flores em todo o seu esplendor de aroma e cor. Algumas das mais belas mulheres que conheci também nasceram neste mês. Simbólica convergência.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

DO CICLO HISTÓRICO EM QUE ESTAMOS HÁ JÁ 200 ANOS

Portugal caiu em 1820 num ciclo histórico do qual ainda não saiu. Chama-se liberalismo. Desde lá para cá todos os regimes e sistemas que têm vigorado são dominados por essa estrangeirada visão político-económica. Antes disso vivemos durante 700 anos numa comunidade tradicional orgânica. Tratava-se, simplesmente, do Reino de Portugal.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

MELHOR PORTAL DE GENEALOGIA DO MUNDO

Geneall. Digo eu, eterno apaixonado mas ainda e sempre não mais do que neófito destas matérias, e dizem eruditos investigadores de História e Genealogia. E, ainda por cima, é «made in Portugal».

quinta-feira, 21 de abril de 2016

CONCLUSÃO DA MINHA ANÁLISE DA REPÚBLICA PORTUGUESA

Está simplesmente senil.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

FEITIOS

Tenho um bom e velho amigo que nunca atendia telefones: deixava-os tocar; e, justificando-se, dizia que essas chamadas só deviam trazer «chatices». Quando chegaram os telemóveis, arranjou um. No entanto, nunca telefonava; penso que, por sovinice, para poupar dinheiro (embora não o afirmasse). Por estas e por outras, terá acabado a viver isolado no mais remoto Portugal profundo. Há momentos em que me apetece fazer exactamente o mesmo. Mas, logo a seguir, sinto-me um animal social sedento de mundo. Graças a Deus!

sábado, 16 de abril de 2016

OS PORQUÊS DA RESTAURAÇÃO DA MONARQUIA PORTUGUESA

Por uma razão Ética e por uma questão Estética. 

quinta-feira, 14 de abril de 2016

DOS TIOS

Tios são, em primeiro lugar, os de sangue. Depois, vêm os que, por terem casado com os anteriores, o são por afinidade. Finalmente, surgem os que, por serem amigos dos pais ou pais dos amigos, são por nós assim tratados.
Certo amigo snob disse-me um dia que esta minha definição era perfeita mas que estas coisas não se deviam explicar a quem não pertence ao nosso meio. Eu, que tenho a mania da pedagogia, publico-a aqui.  

LABIRINTOS MENTAIS

Cruzo o olhar com uma bonita rapariga. Numa fracção de segundo, dá-se um reconhecimento mútuo, traduzido numa troca de sorrisos. Penso instintivamente que não a vejo há imensos anos e como irá ser bom podermos pôr a conversa em dia. Oiço: «— Olá, tio!». Caio na realidade. Passaram 30 anos e trata-se da filha com a mesma idade em que me dei com a mãe...! Será este o primeiro degrau da senilidade?...

sábado, 9 de abril de 2016

C'EST LA VIE


GIRL...


sexta-feira, 8 de abril de 2016

DO ÁLBUM DE FAMÍLIA [BISAVÔ MARIANO E SUA VARONIA]

I — AFONSO VAZ (c. 1250 — ) cc D. Sancha de Novais. Têm:
II — AFONSO RODRIGUES DE MAGALHÃES (c. 1280 — ), Fidalgo da Casa Real, Senhor da Quinta e Torre de Magalhães, 1.º a usar o apelido Magalhães, cc D. Aldonça Martins de Castelões, filha de João Martins de Castelões, O Moço. Têm:
III — RODRIGO AFONSO DE MAGALHÃES (c. 1310 — ), Senhor da Quinta e Torre de Magalhães, cc D. Inês Vasques (c. 1315 — ), filha de Vasco Mendes de Sousa. Têm:
IV — AFONSO RODRIGUES DE MAGALHÃES (c. 1340 — ), Alcaide-Mór do Castelo da Nóbrega, Senhor da Quinta e Torre de Magalhães, cc D. Teresa Freire de Andrade (c. 1340), filha de D. Nuno Rodrigues Freire de Andrade (La Coruña, c. 1315 — 1372), 6.º Mestre da Ordem de Cristo, e de D. Clara Martins (c. 1320 — ). Têm:
V — DIOGO AFONSO DE MAGALHÃES (c. 1360 — ), Senhor da Quinta e Torre de Magalhães e do Couto da Fonte da Arcada, cc D. Inês Vasques de Urrô (c. 1360 — c. 1454) , Senhora do Couto de Rebordões, filha de Álvaro Gil Durro, Senhor do Couto de Rebordões, «Fidalgo ingles que veio a este reyno com o Duque de Lencastro, q. outros chamão Gil Duro, e dezia um brazão q. vi ser descendente de Dioglo Glz q. morreo na batalha do Campo de Ourique, q. era f.o de D.Gonçalo Vasques, irmào de S.Theotonio, Prior e Fundador do Mostero de S.Cruz de Coimbra», e de D. Leonor Vasques. Têm:
VI — JOÃO DE MAGALHÃES (c. 1390 — ), 1.º Senhor de Ponte da Barca, Senhor de Vila Chão e Larim, cc D. Isabel de Sousa (c. 1390 — ), filha de Rui Vasques Ribeiro (c. 1360 — ), 2.º Senhor de Figueiró e Pedrógão, e de D. Violante de Sousa (c. 1380 — ) [filha de D. Lopo Dias de Sousa (Coimbra, c. 1362 — Pombal, 09.02.1435), Senhor de Mafra, Ericeira e Enxara de Cavaleiros, trineto de D. Afonso III, Rei de Portugal, e, portanto, 6.º neto de D. Afonso Henriques, Rei de Portugal, e de D. Maria Ribeiro (Leiria, Pombal, c. 1365 —)]. Têm:
VII — RUI PERES DE MAGALHÃES (c. 1420  — ), Clérigo, Prior em Lousã, Deão em Coimbra, c. D. Maria Afonso (c. 1440 — ). Têm:
VIII — JOÃO DE MAGALHÃES (Amarante, c. 1460 — ) cc D. Maria de Basto, filha de Gonçalo de Basto, Abade de Louredo. Têm:
IX — ANTÓNIO DE MAGALHÃES E MENEZES (c. Amarante, 1500 — ), Cavaleiro Fidalgo da Casa Real, cc D. Genebra Teixeira (Porto, Lousada, c. 1520 — ), filha de João Teixeira de Azevedo, Alcaide-Mór de Vila Pouca de Aguiar, e de D. Brites de Macedo. Têm:
X — FERNÃO DE MAGALHÃES TEIXEIRA (c. 1540 — ), Fidalgo da Casa Real, Cavaleiro da Ordem de Cristo, Senhor da Quinta da Porta, cc D. Ana Moreno, Senhora da Quinta do Covo, em Terra da Feira, filha de Pedro Moreno de Almeida, Senhor da Quinta do Covo, e de D. Violante Fernandes. Têm:
XI — HEITOR DE MAGALHÃES (c. 1560 — ), Fidalgo da Casa Real, Senhor da Quinta de Mariz, no Concelho de Unhão, Serviu em África, casa no concelho do Porto, na freguesia de Lousada, com D. Leonor da Rocha (Porto, Lousada, Torno — ), filha de D. Gomes da Rocha, Bispo de Titopoli, Prior Comendatário dos Mosteiros de Refóios do Lima e de Vila Nova de Muia, Administrador Perpétuo do Mosteiro de S. Martinho de Crasto. Têm:
XII — JOÃO DE MAGALHÃES (Cinfães, Travanca, Ortigosa, c. 1575 — ) cc D. Maria Pinto de Azevedo (c. 1575 — ), filha de Cristóvão Pinto da Fonseca (Porto, Baião, Quinta de Ambrões, c. 1550 — ), Abade de Guilhufe [filho de Duarte Pires de Altero (Marco de Canaveses, Paços de Gaiolo, Quinta de Ambrões, c. 1520 — ), Senhor da Quinta de Ambrões, em Paços de Gaiolo, e de D. Susana Pinto da Fonseca (Baião, Santa Leocádia, Casa da Lage, c. 1485  — ), 1.ª a usar este «apelido composto», 11.ª neta de Paio Soares Pinto ( — 1126) , Cavaleiro que viveu, no tempo do Conde D. Henrique, na sua Quinta do Paço na Terra de Santa Maria da Feira. Cognominado O Pinto, porque combateria contra os mouros usando «pinturas de guerra». Começa nele a mui antiga (anterior à Fundação Nacional), nobre e ilustre Família Pinto.]. Têm:
XIII — GASPAR PINTO DA FONSECA (Cinfães, Travanca, Ortigosa, c. 1600 — Cinfães, Tarouquela, 20.08.1638), Rendeiro do Mosteiro de Tarouquela, casa no concelho de Cinfães, freguesia de Tarouquela, aos 22.09.1619, com  D. Ana Moreira, Senhora da Casa e Quinta do Outeiro, em Tarouquela, onde morou com seu marido, filha de Francisco de Magalhães (Cinfães, Travanca — Cinfães, Tarouquela, Quinta do Outeiro, 10.05.1618), Senhor dos Prazos da Quebrada da Barroca, em Travanca, onde sucedeu a sua mãe, D. Leonor de Magalhães, e das Lavandeiras, pelo Mosteiro de S. Bento de Avé Maria [neta paterna de João de Arrifana, Tabelião do Concelho de Sanfins], e de D. Maria Moreira (Cinfães, Tarouquela, Quinta do Outeiro — Cinfães, Tarouquela, Quinta do Outeiro, 11.03.1641), Senhora da Casa e Quinta do Outeiro [neta materna de D. Cecília Antónia Moreira, Senhora da Casa e Quinta do Outeiro, bisneta de António Pires Moreira, Capitão do Couto de Tarouquela, Juiz do Couto de Tarouquela, Procurador das Freiras Beneditinas do Mosteiro de São Bento de Avé-Maria, no Porto, Senhor da Casa e Quinta do Outeiro, Senhor da Casa de Paços, em Tarouquela, usou brasão de armas dos Moreiras, concedido a Diogo Moreira de Campos, Chanceler da cidade do Porto, e trineta de Pedro Gonçalves Moreira (1473 — Cinfães, Tarouquela, 31.12.1520), Capitão, Senhor do Casal do Outeiro no Couto de Tarouquela (Prazo feito a 06.10.1512), Senhor das Terras da Quebrada de Dónega na Freguesia de São Cristóvão de Espadanedo no Couto de Tarouquela.]. Têm:
XIV — BARTOLOMEU PINTO DA FONSECA (Cinfães, Tarouquela, bp. 31.08.1631 — Cinfães, Tarouquela, 13.12.1715), Senhor da Quinta do Outeiro, em Tarouquela, «Homem Nobre, que vive das suas fazendas», conforme consta num Prazo que recebeu em Setembro de 1691, Escrivão de uma das Varas de Meirinho da Relação da Casa do Porto (Mercê do Rei D. Afonso VI), c D. Francisca Vaz (Cinfães, Nespereira — ), filha de Martinho Vaz e D. Maria Jorge. Têm:
XV — ANTÓNIO PINTO DA FONSECA (Cinfães, Tarouquela, c. 1660 — ) cc D. Teresa Ribeiro (Porto, Foz do Douro — ), filha de Maurício Ribeiro (Porto, Foz do Douro — ) e de D. Luísa da Silva da Fonseca (Porto, Foz do Douro — ). Têm:
XVI — DOMINGOS PINTO DA FONSECA (Cinfães, Souselo, Louredo, bp. 18.02.1700 — ) casa no concelho de Cinfães, freguesia de Santiago de Piães, aos 25.11.1723, com D. Catarina Pinto do Espírito Santo (Cinfães, Santiago de Piães, Bouça — ), filha de Manuel Moreira (Cinfães, Santiago de Piães. Bouça — ) e de D. Francisca Pinto (Cinfães, Santiago de Piães, Bouça — ). Têm:
XVII — JOSÉ CAETANO DA FONSECA (Cinfães, Santiago de Piães, Bouça, bp. 20.04.1724 — ) casa no concelho de Cinfães, freguesia de Santiago de Piães, aos 10.06.1754, com D. Maria Quitéria da Costa (Marco de Canaveses, Penha Longa, Cardia, bp. 29.07.1726 — ), filha de Manuel da Costa Ramos (Cinfães, São Cristóvão de Nogueira, Mourilhe, bp. 11.04.1683 — ) e de D. Maria da Costa (Marco de Canaveses, Penha Longa, Cardia — ). Têm:
XVIII — JOSÉ DA COSTA RAMOS (Cinfães, Santiago de Piães, Bouça, bp. 08.07.1759 — Fronteira, Fronteira, 04.09.1811), Capitão, cc D. Josefa Joaquina do Loreto (Lamego, Sé, 1761  — Fronteira, Fronteira, 02.12.1844), filha de Manuel Gaspar e de D. Joana. Têm:
XIX — CARLOS DA COSTA PINTO DA FONSECA (Fronteira, Fronteira, 24.11.1794 — Fronteira, Fronteira, 01.04.1857), Proprietário e Lavrador, activo miguelista,  casa no concelho e freguesia de Fronteira, aos 03.03.1830, com D. Teresa Carolina Pereira (Sousel, Santo Amaro, 02.03.1801 — Fronteira, Fronteira, 01.05.1862), Proprietária e Lavradora, em viúva, filha de Jacinto Pereira da Cruz (Sousel, Santo Amaro — ) e de sua mulher D. Ana Maria da Silva (Sousel, Santo Amaro — ). Têm:
XX — JOAQUIM PEREIRA DA COSTA PINTO (Fronteira, Fronteira, 29.11.1835 — Fronteira, Fronteira, 05.11.1891), Proprietário e Lavrador, Senhor da Herdade da Revenduda, Tronco da Família Costa Pinto, do Alentejo, casa no concelho e freguesia de Sousel, aos 01.06.1863, com D. Leonor do Carmo Moreira (Sousel, Sousel, 26.02.1835 — Sousel, Sousel, 31.08.1892), filha de João Rodrigues Moreira (Sousel, Sousel, bp.13.10.1790 — Sousel, Sousel, 22.03.1872), Proprietário e Lavrador, e de sua mulher D. Ana da Conceição de Belém (Sousel, Sousel, 12.09.1791 — ). Têm:
XXI — MARIANO MOREIRA DA COSTA PINTO (Sousel, São João Baptista da Ribeira, Herdade da Revenduda, 31.10.1868 — Monforte, Vaiamonte, Herdade de Torre de Palma, 26.04.1930), Proprietário e Lavrador, Político, activo regionalista e republicano, Senhor das Herdades de Samarruda, Nora, Palhinha, Gis, Picão, Vale dos Homens, Tapadão de Alter, Esquerdos, Relvácho, Asseca, Pintas, Torradas e Sernila, Rendeiro da Herdade de Torre de Palma, Presidente da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Monforte, Presidente da Junta de Paróquia de Vaiamonte, Juiz de Paz de Vaiamonte, Presidente do Triângulo N.º 169 da Maçonaria de Rito Francês (iniciado em 14.05.1911, no referido Triângulo de Monforte, com o nome Simbólico de «Alma»).
 
Fonte bibliográfica:
In 1.º draft do livro Mariano Moreira da Costa Pinto — Vida, Antepassados e Descendentes dum Grande Lavrador Alentejano, de João Miguel Costa Pinto Marchante (Autor do blogue Eternas Saudades do Futuro).


quinta-feira, 7 de abril de 2016

AGORA É QUE É!

Primavera, c. 1482
SANDRO BOTTICELLI (1445 — 1510)
Têmpera sobre Papel, 203 x 314 cm
Galleria degli Uffizi, Florença, Itália.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

NOTA EDITORIAL

Contrariamente a todas as outras mensagens que publico no blogue Eternas Saudades do Futuro, as da série «Do Álbum de Família» vão sendo actualizadas em consequência da evolução das respectivas pesquisas. Portanto, vale a pena, volta e meia, voltar a espreitá-las. Deixo aqui este link, à laia de atalho, para facilitar a tarefa aos leitores interessados nestas matérias genealógicas.

terça-feira, 5 de abril de 2016

SAUDADES DE MIM

Perdi-me dentro de mim
porque eu era labirinto,
E hoje, quando me sinto,
é com saudades de mim.
MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO
(1890 — 1916)
[Nota: Excerto inicial do poema Dispersão — 7.º de 12, da sua Obra de Poesia, de 1913, com o mesmo título.]

domingo, 3 de abril de 2016

À ESPERA DO SOL DA PRIMAVERA


sábado, 2 de abril de 2016

CONTEMPLAR O MAR


DANÇA DA CHUVA


CÉU DE ABRIL


quarta-feira, 30 de março de 2016

DO ÁLBUM DE FAMÍLIA [BISAVÔ MARIANO E SEUS ANTEPASSADOS MOREIRAS ALENTEJANOS]

I — JERÓNIMO MOREIRA DE CARVALHO (Estremoz, c. 1673 — c. 1748). Médico, Cirurgião e Escritor. Formado em Medicina pela Universidade de Coimbra (1697). Médico do Partido da Universidade de Coimbra, Médico dos Exércitos da Província do Alentejo, Físico-Mór da Gente de Guerra do Reino do Algarve. Médico em Sousel e na Corte. Compôs uma massa, que intitulou «Pedra de David», com a qual curou várias doenças e a ele se deve o primeiro tratamento para problemas de uretra. Publicou Método verdadeiro para curar radicalmente as carnosidades (Lisboa, 1721), História do Imperador Carlos Magno e dos doze Pares de França (Lisboa, 1728), História do Grande Roberto, Duque da Normandia e Imperador de Roma, etc. (Lisboa, 1733), História das Guerras Civis de Granada (1735). Casa, no concelho e freguesia de Sousel, aos 22.09.1699, com D. Rosa Maria da Silveira (Sousel, Sousel, bp. 11.09.1673 — Sousel, Sousel, 09.02.1715), filha de Manuel Madeira Gil (Sousel, Sousel — Sousel, Sousel, 28.10.1717), Cirurgião, e de sua mulher D. Beatriz da Silveira ( — Sousel, Sousel, 19.11.1712), Fidalga. Tiveram, que haja notícia, 4 filhos: uma rapariga, de que adiante se falará, e três rapazes — destes, o primeiro morreu menor, seguindo-se outro, como era hábito, com o seu nome, que se tratará mais adiante; sendo o mais novo o Padre António Moreira (Lisboa, Castelo, 28.05.1710 — Almeida, Almeida, 01.05.1760) [que teve como Padrinho de Baptismo D. Manuel José de Castro, 8.º Conde de Monsanto e 3.º Marquês de Cascais, do Conselho de Guerra de D. João V, General de Batalha],  Jesuíta, Missionário, Professor, Naturalista, Escritor, ingressou na Companhia de Jesus aos 19.02.1728, membro da 46.ª Missão dos Jesuítas para o Maranhão e Grão-Pará, Missionário no rio Tapajós, Professor de Filosofia e de Prima de Teologia no Colégio Jesuíta do Maranhão,  escreveu Declaração das Raridades do Maranhão, de Peixes, Aves, etc., cujo manuscrito se encontra em depósito na Torre do Tombo, foi mandado regressar e encarcerar pelo Marquês de Pombal e morreu prisioneiro no Forte de Almeida; e, por último, o mais velho:

II — MANUEL MOREIRA DE CARVALHO (Vila Viçosa, Nossa Senhora da Conceição, bp. 31.01.1704 — Estremoz, Santa Maria, 01.10.1741). [Teve com Padrinho de Baptismo Pedro de Melo e Castro, 2.º Conde das Galveias, 1.º Couteiro-Mór da Casa de Bragança, Tenente-General e General de Batalha, herói das Guerras da Restauração e da Sucessão de Espanha.] Engenheiro-Militar e Escritor. Assentou praça como Soldado na Corte e foi Ajudante-Engenheiro na Província do Alentejo. Deixou manuscritos inéditos. Publicou História das Fortunas de Sempriles e Generodano, pelo doutor João Henriques de Zuñiga (Lisboa, 1735). Casou, no concelho de Lisboa, na freguesia de Santa Engrácia, aos 04.10.1722, com D. Luísa Teresa Leonor (Lisboa, São Julião, c. 1704 — Sousel, Sousel, 17.07.1782), filha do Coronel Francisco Cordeiro Vinagre (Vila Viçosa, Nossa Senhora da Conceição, bp. Borba, Santa Bárbara, 26.12.1678 — c. 1750) [o qual, filho de Francisco Fernandes Cordeiro e de D. Maria da Conceição, viúvo de sua primeira mulher, que adiante se indica, viria a casar, no concelho de Lisboa, na freguesia de Santa Engrácia, aos 04.10.1723, com D. Leonor Joana da Silveira (Sousel, Sousel, bp. 23.11.1700 — ), irmã de seu genro Manuel Moreira de Carvalho, filha do Doutor Jerónimo Moreira de Carvalho e de sua mulher D. Rosa Maria da Silveira, todos acima apresentados], Engenheiro-Militar, Quartel-Mestre-General, Cavaleiro da Ordem de Cristo, e de sua mulher D. Maria Ana Teresa Furtado (Lisboa, São Julião, c. 1680 — c. 1719). Tiveram, que se conheça, um único filho:

III — FRANCISCO MOREIRA DE CARVALHO (Lisboa, Santa Engrácia, bp. 15.12.1727 — ). Tabelião do Judicial e Notas de Sousel. Casa, no concelho e freguesia de Sousel, aos 23.07.1752, com D. Maria de Farinha Barreiros Godinho (Sousel, Sousel, bp. 22.05.1732 — ), filha de José Rodrigues Roque (Estremoz, Santa Vitória do Ameixial, bp. 03.02.1686  — Sousel, Sousel, 20.01.1767) e de sua mulher D. Inês de Andrade Barreiros Godinho (Sousel, Sousel, bp. 07.05.1695 — Sousel, Sousel, 28.08.1766). Tiveram, que se saiba, apenas um filho (que morreu menor) e uma filha:

IV — D. JOANA LEONOR MOREIRA (Sousel, Sousel, bp. 29.06.1756 — ). Casa, segunda vez, depois de ficar viúva de Custódio da Silveira Preto (Sousel, Sousel — Sousel, Sousel, 03.06.1782), filho de Diogo da Silveira Preto (Fronteira, Fronteira — ) e de sua mulher D. Joana da Cunha Feio (Sousel, Sousel — ), no concelho e freguesia de Sousel, aos 24.06.1783, com Bonifácio José da Costa (Sousel, Sousel, bp. 01.11.1758 — ), filho de Domingos José Boino (Gouveia, Arcozelo — ) e de sua mulher D. Maria de Jesus da Costa (Sousel, Sousel, bp. 21.10.1725 — ). Tiveram 8 filhos; e, morrendo menor o primogénito, ficou como varão mais velho o segundo deste nome:

V — JOÃO RODRIGUES MOREIRA (Sousel, Sousel, bp. 13.10.1790 — Sousel, Sousel, 22.03.1872). Lavrador e Proprietário. Casa, no concelho e freguesia de Sousel, aos 16.10.1808, com D. Ana da Conceição de Belém (Sousel, Sousel, 12.09.1791 — ), filha de José Fernandes (Vila Nova de Faria [?] — ) e de sua mulher D. Ana de Belém (Sousel, Sousel, bp 28.07.1748 — ). Tiveram 11 filhos, sendo a n.º 10:

VI — D. LEONOR DO CARMO MOREIRA (Sousel, Sousel, 26.02.1835 — Sousel, Sousel, 31.08.1892). Casa, no concelho e freguesia de Sousel, aos 01.06.1863, com Joaquim Pereira da Costa Pinto (Fronteira, Fronteira, 29.11.1835 — Sousel, Sousel, 05.11.1891), Grande Lavrador e Proprietário, Senhor da Herdade da Revenduda, Tronco da Família Costa Pinto, do Alentejo, filho de Carlos da Costa Pinto da Fonseca (Fronteira, Fronteira, 24.11.1794 — Fronteira, Fronteira, 01.04.1857) [e, sempre por varonia: neto do Capitão José da Costa Ramos (Cinfães, Santiago de Piães, bp. 08.07.1759 — Fronteira, Fronteira, 04.09.1811); 6.º neto de Gaspar Pinto da Fonseca (Cinfães, Travanca — Cinfães, Tarouquela, 20.08.1638), Rendeiro do Mosteiro de Tarouquela e, por casamento com D. Ana Moreira (Cinfães, Tarouquela — Cinfães, Tarouquela, 17.10.1656), Senhor da Casa e Quinta do Outeiro, em Tarouquela; 17.º neto de Afonso Rodrigues de Magalhães, Fidalgo da Casa Real, Senhor da Quinta e Torre de Magalhães, primeiro a usar o apelido Magalhães], Lavrador e Proprietário, activo militante miguelista — antes, durante, e depois do Reinado de D. Miguel —, e de sua mulher D. Teresa Carolina Pereira (Sousel, Santo Amaro, 02.03.1801 — Fronteira, Fronteira, 01.05.1862), Lavradora e Proprietária, em viúva. Tiveram 5 filhos (destes, uma rapariga e um rapaz morreram menores), ficando como varão mais velho:

VII — MARIANO MOREIRA DA COSTA PINTO (Sousel, São João Baptista da Ribeira, 31.10.1868 — Monforte, Vaiamonte, 26.04.1930). [Teve como Padrinho de Baptismo o seu tio-paterno Francisco da Costa Ramos Pinto da Fonseca, Grande Proprietário em Fronteira, e como Madrinha a sua tia-materna D. Maria da Orada Moreira, e recebeu o nome do seu falecido tio-materno Mariano Rodrigues Moreira, Grande Lavrador e Proprietário em Sousel.] Grande Lavrador e Proprietário Agrícola. Político. Activo militante regionalista e republicano, desde os tempos da Monarquia. Presidente da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Monforte, Presidente da Junta de Paróquia de Vaiamonte, Juiz de Paz de Vaiamonte, Presidente do Triângulo N.º 169 da Maçonaria de Rito Francês (iniciado em 14.05.1911, no referido Triângulo de Monforte, com o nome Simbólico de «Alma»). Senhor das Herdades de Samarruda, Nora, Palhinha, Gis, Picão, Vale dos Homens, Tapadão de Alter, Esquerdos, Relvácho, Asseca, Pintas, Torradas e Sernila. Rendeiro da Herdade de Torre de Palma.

Fonte bibliográfica:
In 1.º draft do livro Mariano Moreira da Costa Pinto — Vida, Antepassados e Descendentes dum Grande Lavrador Alentejano, de João Miguel Costa Pinto Marchante (Autor do blogue Eternas Saudades do Futuro).

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terça-feira, 29 de março de 2016

DO ALCANCE ESPÁCIO-TEMPORAL DOS LIVROS SETECENTISTAS PORTUGUESES


Reedição dum livro do 8.º Avô Jerónimo digitalizada pelos bons dos americanos e síntese biográfico-genealógica da autoria deste seu pobre descendente actualizada aqui: Jerónimo Moreira de Carvalho.

domingo, 27 de março de 2016

RESSURREIÇÃO

A Ressurreição de Cristo, 1463
PIERO DELLA FRANCESCA (c. 1420 — 1492)
Mural em Fresco e Têmpera, 225 x 200 cm
Museo Civico, Sansepolcro, Toscana, Itália
.

quinta-feira, 24 de março de 2016

SESSÃO DUPLA SOBRE A PAIXÃO DE CRISTO

 

quarta-feira, 23 de março de 2016

DAS CASAS E DOS JARDINS

Uma casa sem livros é como um jardim sem flores.

SAUDADES DAS FESTAS DOS ANOS 80 DO SÉCULO PASSADO


terça-feira, 22 de março de 2016

DA EUROPA CERCADA, INVADIDA E ATACADA

Os meus leitores e os meus amigos sabem bem que venho chamando a atenção para a ameaça islâmica há já longos anos. Muito antes do famoso 11 de Setembro de 2001. Estou cansado, porque pregar no deserto cansa. Não tenciono sequer voltar a tocar no assunto. As tragédias a que vamos assistindo são aquelas que previ nos meus piores pesadelos. Agora estão aí à vista de todos.

segunda-feira, 21 de março de 2016

DA MISTERIOSA COMPLEXIDADE DAS FLORES DE CEREJEIRA

Sei que chegou a Primavera porque vi, durante o fim-de-semana, o deslumbrante espectáculo das Cerejeiras em flor. Flores estas que possuem um duplo e contraditório significado: por um lado, simbolizam, liricamente, a beleza feminina; por outro, epicamente, estão associadas ao código samurai. Cá para mim, este paradoxo tem o condão de torná-las ainda mais atraentes.  

domingo, 20 de março de 2016

À ESPERA DO EQUINÓCIO DA PRIMAVERA


EQUINÓCIO DA PRIMAVERA

Será hoje, precisamente às 4 horas e 30 minutos do dia 20 de Março, porque este ano é bissexto e Fevereiro teve 29 dias e não só.
E já sinto claramente a Primavera no corpo e na alma.

sábado, 19 de março de 2016

DIA DO PAI

É Dia do Pai, porque é Dia de S. José.
E é hoje. Mas, só por enquanto..., porque, estas bestas ateias que nos desgovernam, e que teimam em apagar sistematicamente todos os Fundamentos Cristãos da Europa, podem sempre lembrar-se de mudá-lo de dia, como fizeram com o Dia da Mãe.
Sendo este o 7.º ano que passo o Dia do Pai sem o meu Pai, dedico-lhe o seguinte estudo, que estou a escrever, com vista a ser editado em livro, sobre a nossa Família (sei que vai gostar), do qual deixo aqui publicadas e ligadas as que muito provavelmente serão as suas linhas iniciais: Mariano Moreira da Costa Pinto — Vida, Antepassados e Descendentes dum Grande Lavrador Alentejano.   

sexta-feira, 18 de março de 2016

DO PRÉ-APOCALIPSE

Chegará o tempo em que os papas não serão católicos e os reis não serão monárquicos.
Digo eu.
E digo mais: já faltou mais.

quinta-feira, 17 de março de 2016

TRABALHEMOS

http://www.joaomarchante.com/

terça-feira, 15 de março de 2016

DOS 50 ANOS DE VIDA (E QUASE 10 NA BLOGOSFERA)

Agradeço as dezenas e dezenas de Mensagens de Parabéns que recebi no e-mail associado ao meu Perfil de Blogger.
Entupiram-me — literalmente! — a respectiva caixa-de-entrada. O que, neste caso, não deixa de ser uma bela prova de simpatia.
Tentarei, nas Férias de Páscoa — e, às tantas, prolongando a tarefa pelas de Verão adentro... —, responder personalizadamente a todas.
Bem-Hajam!

NICE DAY FOR A RIDE


DO ÁLBUM DE FAMÍLIA [12.º AVÔ HEITOR]

Heitor de Magalhães

Fidalgo da Casa Real.
Senhor da Quinta de Mariz.
Serviu, com heroísmo, em África.

Viveu na sua, acima referida, Quinta de Mariz, no Concelho de Unhão.
Casou em Lousada, Torno, cerca de 1480, com D. Leonor da Rocha, a qual morreu no mesmo concelho e freguesia em 21.10.1544.
Tiveram João de Magalhães (meu 11.º Avô), que casou com D. Maria Pinto de Azevedo (minha 11.ª Avó).
Os quais, por sua vez, tiveram, entre outros Filhos, o meu 10.º Avô Gaspar Pinto da Fonseca (n. Cinfães, Travanca — m. Cinfães, Tarouquela, 20.08.1638), Rendeiro do Mosteiro de Tarouquela, que casou com D. Ana Moreira, minha 10.ª Avó, Senhora da Casa e Quinta do Outeiro, em Tarouquela, onde ambos viveram.
Curiosamente, o meu Tio-Bisavô Carlos Moreira da Costa Pinto, que tem, por varonia, Heitor de Magalhães como 9.º Avô, adoptou na Maçonaria o nome simbólico de «Magalhães». As voltas que o mundo dá...

Nota: Não sendo possível para já indicar com precisão os locais e as datas de nascimento e morte de Heitor de Magalhães, prefiro não o fazer.

Bibliografia e Arquivos:
Nobiliário das Famílias de Portugal, Felgueiras Gaio, Carvalhos de Basto, Braga, 1989 (2.ª edição).
Arquivo-Museu da Diocese de Lamego.
Arquivo Distrital de Portalegre.
Arquivo Particular de João Miguel Costa Pinto Marchante (Autor do blogue Eternas Saudades do Futuro e desta síntese biográfica sobre Heitor de Magalhães).

DA CONSEQUÊNCIA DO BLOGUE

Honni soit qui mal y pense.

DA CAUSA DO BLOGUE

Verba volant, scripta manent.

segunda-feira, 14 de março de 2016

RENDA PRETA SOBRE VELUDO ENCARNADO


TIPOS SOCIAIS [1]

O metediço. Indívíduo que está sempre a meter o nariz onde não é chamado. Mais tarde ou mais cedo, acaba entalado.

DA GENEALOGIA

Descobrir um antepassado por dia dá saúde e alegria.

domingo, 13 de março de 2016

EIS AS CINCO MENSAGENS MAIS LIDAS DE SEMPRE NESTE BLOGUE (VÁ-SE LÁ SABER PORQUÊ)

sábado, 12 de março de 2016

DA ARTE CINEMATOGRÁFICA

A expressão «Sétima Arte» anda na boca de todo mundo. Falemos, então, sobre a origem dessa — feliz — designação para o Cinema.

Foi o escritor, jornalista, crítico e dramaturgo italiano Ricciotto Canudo (Bari, 1879 — Paris, 1923) quem baptizou o Cinema de Sétima Arte. Canudo fundou a revista Montjoie! (1913-1914), sedeada em Paris, e manteve uma tertúlia com — entre outros — Léger, Apollinaire e D’Annunzio. Em 1920, cria o «Clube dos Amigos da 7.ª Arte», que é, assim, precursor do movimento do cine-clubismo. Edita, finalmente, em 1923, a Gazette des sept arts, revista fundamental como suporte teórico das vanguardas estéticas da época.

Se, por esta altura, os meus leitores já perceberam que estamos perante um teórico da Arte, não estranharão saber que Canudo lança, em 1923, o Manifeste des Sept Arts, após uma série de outros textos preparatórios, o primeiro dos quais data de 1908; e, num deles, em 1912, cunhou a nossa expressão. Esta publicação definitiva das suas inovadoras ideias, surge como legitimação estética do Cinema, elevando-o à categoria das restantes Artes.

Em primeiro lugar, chama a atenção, no seu Manifesto, para o facto de o Cinema ser muito mais do que apenas indústria e comércio, resgatando-o à mera tentação material e convocando-o para as fileiras da espiritualidade criadora. De facto, o Cinema é — antes de tudo — Arte.

Depois, Canudo diz-nos, do seu ponto-de-vista, quais são as seis Artes que antecedem cronologicamente o Cinema. Desde a Antiga Grécia que as Artes têm andado numa roda-viva, no que diz respeito à sua catalogação (convém nunca perder de vista as nove musas inspiradoras). Ainda bem que se trata de uma conversa (ou debate, como agora se diz) em aberto, pois isso representa um sinal da vitalidade dos nossos pensadores. Para este escritor italiano do século XX, as Sete Artes são: Arquitectura, Escultura, Pintura, Música, Dança, Poesia e Cinema. Se as três primeiras — artes plásticas, porque do espaço — aparecem, segundo Canudo, por necessidades materiais (abrigo, no caso da Arquitectura, com as suas complementares Pintura e Escultura), para, no entanto, logo depois se afirmarem artisticamente, já a Música é fruto duma vontade espiritual de elevação e vai irmanar-se com os fundamentos rítmicos da Dança e da Poesia. Curiosamente, no pensamento do teórico italiano, a Dança e a Poesia antecedem a Música, que só se autonomizará destas quando se liberta e chega à sinfonia, como forma de música pura.

É óbvio que a génese das Artes aqui descrita tem de ser contextualizada na época em que foi criada — início do século XX, em toda a sua pujança Futurista (Graças a Deus!) — e entendida como visão pessoal do seu autor. No entanto, se aqui a trago, é porque sem ela não poderemos compreender a expressão «Sétima Arte».

Por fim, entramos naquilo que me parece ter resistido ao crivo do tempo (esse destruidor de mitos de vão de escada) e manter, ainda hoje, enorme actualidade.

Canudo apresenta o Cinema como síntese de todas as Artes e como Arte Total — ao que não é alheio o pensamento de Wagner; assim, na plenitude da sua linguagem estética, a Sétima Arte integra elementos plásticos da Arquitectura, da Pintura e da Escultura e elementos rítmicos da Música, da Dança e da Poesia, que se vão todos revelar nos filmes nas seguintes áreas técnicas (podendo nós tentar fazer um jogo de concordâncias): imagem ou fotografia (ainda a preto-e-branco, em vida de Ricciotto Canudo); som ou, mais tarde, banda sonora (note-se que, quando o italiano teorizou, o Cinema era Mudo e os filmes eram acompanhados, apenas, pela interpretação ao vivo de uma partitura musical durante a sua projecção nas salas); montagem, que confere um sentido às imagens; cenografia, que entretanto evolui para direccção artística, alargando o seu campo de intervenção; realização, que tem como missão a planificação do filme, a orquestração dos vários elementos aqui referidos, assegurados por outras tantas equipas técnicas, e a direcção dos actores; e, por último, sendo no entanto o princípio de tudo, argumento.

Mais ainda: como grande síntese criadora — para além de fusão —, o Cinema une Ciência e Arte, num casamento feliz, e produz uma novíssima Linguagem, para a qual as outras Artes tenderam desde sempre, de imagens em movimento e som — formas e ritmos à velocidade da luz!

É, portanto, a última das Artes, fechando o ciclo da Estética. E, acima de tudo, aquela que, incorporando todas as outras, melhor transporta o nosso Património histórico, estético e cultural — projectando-o no futuro —, através da permanente reformulação e actualização das ancestrais e intemporais narrativas da nossa matriz identitária.

Haja sempre cineastas portugueses à altura desta missão universal.

CALL ME


SLOW DA SÉRIE «QUEM ME DERA TER OUTRA VEZ 18 ANOS» [7]


SLOW DA SÉRIE «QUEM ME DERA TER OUTRA VEZ 18 ANOS» [6]


sexta-feira, 11 de março de 2016

POETAÇOS MODERNAÇOS

Não usam maiúsculas porque não têm olhos para ver nem humildade para reconhecer que acima deles está Deus, a Pátria e o Rei.

LIVRO PARA DEVORAR NO FIM-DE-SEMANA

Homem de Palavra[s], Ruy Belo, colecção Obra Poética de Ruy Belo, n.º 4, Editorial Presença, Lisboa, Junho, 1997 (5.ª edição).

DEUS ME LIVRE DE VIVER SEM LIVROS

Uma só razão me faz lamentar de não ser rico: não poder ter a biblioteca que desejo.

quinta-feira, 10 de março de 2016

SÍTIO DA PRODUÇÃO ARTÍSTICA PROFISSIONAL

AFINIDADES ELECTIVAS

Escrevi aqui em tempos que, quando as conversas entre pessoas que não se encontram há anos começam como se tivessem sido interrompidas no dia anterior, estamos perante uma comunhão espiritual só acessível a amigos que se fizeram nos tempos puros da desinteressada e desinteresseira — mas mil vezes interessante — idade da adolescência.
Tive recentemente uma prova provada disso quando reencontrei Primos que não via desde a infância; sendo que, neste caso, a afinidade foi potenciada por um marcante Bisavô que temos em comum e cuja memória nos foi passada por nossos Avós e Pais.
Contudo, inesperado mesmo, cá para mim, foi outro convívio social, igualmente recente, em formato de sarau musical, estilo século XIX, em que, também aí, as conversas entre as pessoas, que nem sequer se conheciam, muito menos eram parentes ou amigas de longa data, começaram como se tivessem sido interrompidas no dia anterior...! Estamos, aqui sim, talvez, perante a forma mais radical, e inesperadamente agradável, de comunhão espiritual.

MÚSICA CLÁSSICA (PORQUE A MÚSICA POPULAR TAMBÉM TEM CLÁSSICOS)


BOM SOM


quarta-feira, 9 de março de 2016

HORA DA SESTA


DO AMOR

O verdadeiro conquistador deixa-se ser conquistado por quem ele quer realmente conquistar.

terça-feira, 8 de março de 2016

MUSA LUSA


PORQUE UM BOM TRABALHO TEM SEMPRE GENTE QUE AJUDA SEM SE VER

Recebi elogios por causa dos apontamentos histórico-genealógicos que tenho disseminado no blogue. Muito me sensibilizaram, porque vieram de pessoas que tenho em alta consideração. Sendo o trabalho de pesquisa em genealogia extremamente solitário, é, por isso mesmo, fundamental recebermos incentivos e termos apoios. Quero portanto aproveitar para agradecer publicamente às seguintes pessoas: à Prima Sofia Costa Pinto, pela iconografia; ao Cunhado Rodrigo Bettencourt da Camara, pelos estímulos e ajudas; ao Amigo António Assis, pela orientação profissional.

APETECE-ME FOTOGRAFAR MAS ANDO SEM MUSA...


domingo, 6 de março de 2016

DO ÁLBUM DE FAMÍLIA [8.º AVÔ FRANCISCO]

Francisco Cordeiro Vinagre
(Vila Viçosa, Nossa Senhora da Conceição, bp. Borba, Santa Bárbara, 26.12.1678 —
— c. 1750)
Coronel. Engenheiro-Militar. Quartel-Mestre-General do Exército Português. Cavaleiro da Ordem de Cristo.
Filho de Francisco Fernandes Cordeiro e de D. Maria da Conceição.
Nasce na freguesia de Nossa Senhora da Conceição, de Vila Viçosa, mas é baptizado na de Santa Bárbara (actualmente extinta e anexada à Matriz), de Borba.
Tem sete irmãs.
Casa com D. Maria Ana Teresa Furtado, nascida na freguesia de São Julião  da cidade de Lisboa.
Viúvo, casa 2.ª vez  com D. Leonor Joana da Silveira, filha do seu compadre (uma filha sua era casada com um filho deste) Doutor Jerónimo Moreira de Carvalho, Médico dos Exércitos do Alentejo e Físico-Mór do Algarve, e de D. Rosa Maria da Silveira, nascidas, mãe e filha, em Sousel.
Tem seis filhos.
Tem, além do já falado Doutor Jerónimo Moreira de Carvalho, como principais amigos, os seguintes vultos: Coronel José da Silva Pais, engenheiro, administrador colonial, fundador da cidade de Rio Grande, 1.º Governador da Capitania de Santa Catarina; João Bressane Leite, Superintendente da Contadoria Geral da Guerra; D. Fernando Mascarenhas, 2.º Marquês de Fronteira, Governador das Armas do Alentejo; D. João de Sousa, 3.º Marquês das Minas, Tenente-General de Cavalaria. Sobre as aventuras e desventuras de toda esta extraordinária plêiade, aqui darei em breve notícias.
Bibliografia e Arquivos:
História Orgânica e Política do Exército Português, Cristóvão Ayres de Magalhães Sepúlveda, Imprensa Nacional, 1929.
D. João V e a Arte do Seu Tempo, Armindo Ayres de Carvalho, Edição do Autor, 1962.
Memórias de Vila Viçosa, José Joaquim da Rocha Espanca, Câmara Municipal de Vila Viçosa.
Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira
, Editorial Enciclopédia, Lisboa e Rio de Janeiro, 1936-1960.
Revista de História das Ideias, Universidade de Coimbra, 1999.
Gazeta de Lisboa, 1833.
Arquivo Distrital de Évora.
Arquivo Distrital de Portalegre.
Arquivo Paroquial de Santa Engrácia (Lisboa).
Registo Geral das Mercês do Reinado de D. João V.
Arquivo Particular de João Miguel Costa Pinto Marchante (Autor do blogue Eternas Saudades do Futuro e desta síntese biográfica sobre Francisco Cordeiro Vinagre).


ACIMA DA MONARQUIA E DA REPÚBLICA

O avô miguelista e o neto sidonista convergem no desprezo pelo niilismo liberal.

sexta-feira, 4 de março de 2016

PRIMAVERA É RENOVAÇÃO E PÁSCOA É RESSURREIÇÃO

Entrámos no maravilhoso quadrimestre em que a maioria das plantas portuguesas atinge o seu auge. Saibamos contemplar a Natureza — em Março, Abril, Maio e Junho — no seu máximo esplendor: folhas, flores e frutos irromperão por toda a parte; recordando-nos, destarte, que a vida é bela e que a Primavera é Renovação como a Páscoa é Ressurreição

quarta-feira, 2 de março de 2016

PORQUE SEM MUSAS NÃO HÁ CRIAÇÃO ARTÍSTICA


À S. [COM SAUDADE(S)]

A bailarina mignone dança nua
sob a luz boa do Sol nascente
no terraço sobre o Tejo
em Lisboa
e a sua muitíssimo longa sombra é projectada lá longe
em baixo
na calçada
e pisada
por gente que caminha sonâmbula
mal acordada
e indiferente
na rua.

PARA A. E C. [QUE ME RECORDARAM A TORRE DE I.]

A última imagem que ele viu
enquanto permanecia deitado de costas
no idílico leito
foi a do corpo dela
sentado sobre o seu
e esculpido pela luz difusa da Lua Cheia
que banhava o quarto redondo do último piso da torre
ao qual se tinha acesso através de uma estreitíssima escada
de caracol
onde outrora as criadas dormiam
e propício a amores furtivos
como este
imediatamente antes do florão
da velha cama de ferro
cedendo aos frémitos da paixão carnal
cair
e lhe rachar a cabeça
matando-o
e ensopando de sangue quente os alvos lençois de linho puro.

terça-feira, 1 de março de 2016

PRIMAVERA À ESPREITA


SINAIS SENSORIAIS DA ESTAÇÃO QUE SE AVIZINHA

Sei que a Primavera se aproxima porque os longos e sedosos cabelos das raparigas na flor da idade já refulgem sob a bela luz dourada do Sol do Equinócio.

CONVERGÊNCIA DA ASCENDÊNCIA E DA DECADÊNCIA

Claudia Cardinale e Burt Lancaster em
Il Gattopardo (Itália/França, 1963),
realizado por Luchino Visconti,
com argumento de Suso Cecchi d'Amico,
a partir do romance homónimo de
Giuseppe Tomaze di Lampedusa.

MARÇO

Marçagão.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

DO ÁLBUM DE FAMÍLIA [TETRAVÔ CARLOS]

Carlos da Costa Pinto da Fonseca
(Fronteira, 24.11.1794 — Fronteira, 01.04.1857)

Foi, simultaneamente, o primeiro a nascer na Província Transtagana e o primeiro a usar o apelido Costa Pinto, nesta Família do Alentejo.
Filho do Capitão José da Costa Ramos (Cinfães, Santiago de Piães, bp. 08.07.1759 — Fronteira, Fronteira, 04.09.1811).
É bisneto paterno-paterno de Domingos Pinto da Fonseca (Cinfães, Souselo, bp. 18.02.1700) e bisneto paterno-materno de Manuel da Costa Ramos (Cinfães, São Cristóvão de Nogueira, bp. 11.04.1683).
Costa Pinto resulta pois da contracção dos apelidos destes seus dois Bisavôs.
Por varonia é trineto, tetraneto e pentaneto de, respectivamente, António Pinto da Fonseca, Bartolomeu Pinto da Fonseca e Gaspar Pinto da Fonseca.
Casou duas vezes e teve 13 Filhos.
Lavrador e Proprietário em Fronteira.
Miguelista, participou na Aclamação d'El-Rei D. Miguel I na referida Vila e assinou o respectivo Auto (16.07.1833).

Arquivos:
Arquivo-Museu da Diocese de Lamego.
Arquivo Distrital de Portalegre.
Arquivo Particular de João Miguel Costa Pinto Marchante (Autor do blogue Eternas Saudades do Futuro e desta breve síntese biográfico-genealógica sobre Carlos da Costa Pinto da Fonseca, onde se fala também da origem da Família Costa Pinto).

domingo, 28 de fevereiro de 2016

DO ÁLBUM DE FAMÍLIA [PRIMO-AVÔ MÁRIO]

Mário Lopes da Costa Pinto de Castro
(Avis, 08.04.1901 — Lisboa, 11.05.1977)
Advogado e Escritor.
Filho de Luís Sérgio Lopes de Castro e D. Ana Teresa Moreira da Costa Pinto (Irmã de Mariano Moreira da Costa Pinto e de Carlos Moreira da Costa Pinto).
Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra (1926).
Membro do Conselho Superior da Ordem dos Advogados.
Membro do Conselho Regional da Casa do Alentejo.
Colaborador da revista Seara Nova.
Activo e destacado regionalista e republicano.
Etc.
Escreveu e publicou, entre outros, os seguintes Livros:
Uma Questão Académica na Faculdade de Direito de Lisboa, Gráfica Eborense, Évora, 1925.
Ideário Republicano, Tipografia da Seara Nova, Lisboa, 1931.
Alentejo, Terra de Promissão Linha Geral de um Pensamento Agrário, Tipografia da Seara Nova, Lisboa, 1933.
Ensaio de Ensaio sobre a Ética do Arbítrio Judicial como Função Adjuvante da Lei na Criação do Direito.
Bibliografia e Arquivos:
Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Editorial Enciclopédia, Lisboa e Rio de Janeiro, 1936-1960.
Dicionário de Maçonaria Portuguesa, A. H. Oliveira Marques, Editorial Delta, Lisboa, 1986.
A Maçonaria no Distrito de Portalegre (1903-1935), António Ventura, Caleidoscópio — Edição e Artes Gráficas, Portugal, 2007.
Arquivo Particular de João Miguel Costa Pinto Marchante (Autor do blogue Eternas Saudades do Futuro e desta síntese biográfica sobre Mário Lopes da Costa Pinto de Castro).

DA GENEROSIDADE NA BLOGOSFERA

Há pessoas que disponibilizam publicamente, sem qualquer intenção comercial, trabalhos que lhes tomaram décadas de investigação. Indico aqui, com um enorme bem-haja, dois excelentes exemplos:
Alengenea.
Genealogia FB.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

SLOWS DE SEXTA À NOITE


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

DA VIDA VIVIDA

Momentos fugazes vividos intensamente produzem recordações duradoras e suaves. Daquelas que quando vêm à memória provocam um doce ardor no estômago. Bastaria isso para valer a pena tê-los.

DA VIDA SOCIAL

Há gente que desperdiça a vida a dizer mal dos outros pelas costas. Coisa feia que acaba sempre por se virar contra quem o faz. Perfeito boomerang. Graças a Deus.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

LEITORA ATENTA


terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

DA GENEALOGIA

Já não é a primeira nem a segunda vez que me dizem que é óptimo quando ligamos («entroncamos», na gíria profissional) um antepassado aqui ou ali e vamos por aí fora recuando gerações e gerações e concomitantes décadas. Pois cá para mim isso tira-me a piada toda à coisa porque o que me fascina na pesquisa genealógica (qual investigação de detective) é precisamente ser eu próprio a descobrir um a um os avoengos e a compor assim as peças do puzzle.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

DO ÁLBUM DE FAMÍLIA [TRISAVÔ JOAQUIM E TRISAVÓ LEONOR COM OS FILHOS]

De pé: Carlos Moreira da Costa Pinto (Sousel, 18.02.1871 — Lisboa, 28.03.1944) e D. Ana Teresa Moreira da Costa Pinto (Sousel, 16.02.1873 — Lisboa, 28.12.1954).
Sentados: D. Leonor do Carmo Moreira (Sousel, 26.02.1835 — Sousel, 31.08.1892), Joaquim Pereira da Costa Pinto (Fronteira, 29.11.1835 — Sousel, 05.11.1891) e Mariano Moreira da Costa Pinto (Sousel, 31.10.1868 — Monforte, 26.04.1930).
Arquivos e Iconografia:
Arquivo Distrital de Portalegre.
Arquivo Particular da Família Costa Pinto.
Arquivo Particular de João Miguel Costa Pinto Marchante (Autor do blogue Eternas Saudades do Futuro e desta evocação biográfica sobre a Família Costa Pinto).

sábado, 20 de fevereiro de 2016

UM SOM VALE MAIS DO QUE MIL PALAVRAS


INTO THE NIGHT


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

SOLEIL D'HIVER


DO ÁLBUM DE FAMÍLIA [REMOTO PARENTE ANTÓNIO]

António Felizardo Porto
(Sousel, 27. 06.1793  —
 — Lisboa, 01.10.1863)

Cantor, Professor de Canto, Compositor, Empresário.

Estudou Música no Seminário de Vila Viçosa.
Completou a sua formação musical no Seminário Patriarcal de Lisboa.
Foi um dos melhores baixos da época. Era conhecido na Europa por «voce di testa».
Cantor da Capela Real, partiu com a Corte Portuguesa para o Rio de Janeiro em 1808 e lá permaneceu até 1821.
Mestre de Canto de D. Maria II em Londres (1828-1834). Mestre igualmente de D. Fernando.
Professor de Canto do Conservatório desde 1835.
Nomeado Director Técnico do Teatro de S. Carlos em 1843.
Empresário deste e do Teatro de S. João no Porto.
Voltou ainda ao Brasil para dirigir o Teatro Lírico do Rio de Janeiro e da Baía.
Regressou a Lisboa e aqui morreu.

Nota: Meu remoto parente, pois seu avô Felizardo da Silveira é irmão do meu 6.º avô Francisco Rodrigues da Silveira.

Bibliografia e Arquivos:
Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Editorial Enciclopédia, Lisboa e Rio de Janeiro, 1936-1960.
Cantores de Ópera Portugueses, Mário Moreau, Bertrand Editora, Lisboa, 1998.
Arquivo Distrital de Portalegre.
Arquivo Particular de João Miguel Costa Pinto Marchante (Autor do blogue Eternas Saudades do Futuro e desta síntese biográfica sobre António Felizardo Porto).

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

DA ONTOLOGIA DO RETRATO FOTOGRÁFICO AO LONGO DOS TEMPOS

Como os meus caros leitores já deduziram, tenho andado a lidar com dezenas de fotografias da segunda metade do século XIX e da primeira do século passado.
Quedo-me fascinado a observar a seriedade dos rostos e a profundidade dos olhares nesses retratos.
E, pergunto-me: por que razão, nos dias de hoje, as pessoas sorriem estupidamente para a câmara?

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

DO ÁLBUM DE FAMÍLIA [TRISAVÔ JOAQUIM]

Joaquim Pereira da Costa Pinto
(Fronteira, Fronteira, 29.11.1835 —
— Sousel, Sousel, 05.11.1891)

Grande Lavrador e Proprietário,
Senhor da Herdade da Revenduda.
Tronco da Família Costa Pinto, do Alentejo.
Jaz sepultada no jazigo de seu Filho Carlos no Cemitério de Sousel:
«Jazigo de Carlos Moreira Costa Pinto e de sua Esposa D. Joana Chaveiro Costa Pinto».

Arquivos e Iconografia:
Arquivo Distrital de Portalegre.
Arquivo Particular da Família Costa Pinto.
Arquivo Particular de João Miguel Costa Pinto Marchante (Autor do blogue Eternas Saudades do Futuro e desta evocação biográfica sobre Joaquim Pereira da Costa Pinto).


OPÚSCULO NA CALHA (PARA PRIMOS E AMIGOS) [INFORMAÇÃO ACTUALIZADA]

Atendendo aos estimulantes pedidos de várias pessoas, e à preciosa ajuda de outras tantas, decidi-me finalmente a organizar, sob a forma de um volumezinho, para consumo essencialmente familiar, os dados que fui compilando nas minhas, demasiado longas mas muito amadoras e intermitentes, pesquisas genealógicas. Para já, ainda ando aos papéis... Por isso, enquanto não os ordeno definitivamente (os dados e os papéis, mais as fotografias), nem encontro o tom certo do discurso para narrar a história, e porque se temos que começar por algum lado podemos sempre fazê-lo pelo início, redefini o título  provisório do livrinho, do qual deixo aqui publicadas e ligadas as que muito provavelmente serão as suas linhas iniciais:
Mariano Moreira da Costa Pinto — Vida, Antepassados e Descendentes dum Grande Lavrador Alentejano.   

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

BELO DIA PARA SE PASSEAR NA PRAIA

Praia de Cascais, 1906
D. CARLOS DE BRAGANÇA (1863 — 1908)
[D. Carlos I, Rei de Portugal]
Aguarela sobre Papel, 24 x 16,5 cm
Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves, Lisboa.

DA PERMANÊNCIA DO CÓDIGO DE CAVALARIA NA PRIMEIRA GUERRA MODERNA

La Grande Illusion (França, 1937), de Jean Renoir.

SÉTIMA ARTE E IDENTIDADE NACIONAL

Ingénua e laboriosamente, esforçava-me por imitar os meus mestres americanos; não tinha compreendido que um francês, vivendo em França, bebendo vinho tinto Bordeaux e comendo queijo Brie, não pode fazer obra de qualidade senão apoiando-se nas tradições das pessoas que vivem com ele.
JEAN RENOIR
(1894 — 1979)

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

I DON'T LIKE MONDAYS


sábado, 13 de fevereiro de 2016

DO ÁLBUM DE FAMÍLIA [TETRAVÔ CARLOS E TIOS-TETRAVÔS RODRIGO, HENRIQUE E PEDRO]

Leio com honra e prazer na Gazeta de Lisboa (n.º 178, 24 de Julho de 1833) que Carlos da Costa Pinto da Fonseca, Rodrigo José da Costa Ramos, Henrique José da Costa Ramos e Pedro José da Costa Ramos participaram na Aclamação de Sua Majestade Fidelíssima El-Rei D. Miguel I na Vila de Fronteira e assinaram o respectivo Auto.
Meu Tetravô o primeiro, Tios-Tetravôs os seguintes, sendo que o último é à época Vereador da Câmara Municipal de Fronteira.
Filhos dos meus Pentavós Capitão José da Costa Ramos (Cinfães, 1759 — Fronteira, 1811) e Josefa Joaquina do Loreto (Lamego, 1761 — Fronteira, 1844).
Durante esta mesma Guerra Civil, os seus remotos, mas próximos ideologicamente, Primos nortenhos — 1.º Marquês de Chaves e 2.º Conde de Amarante, Manuel da Silveira Pinto da Fonseca; 2.º Visconde da Várzea, João da Silveira Pinto da Fonseca; Francisco da Silveira Pinto da Fonseca; Pedro da Silveira Pinto da Fonseca —  bateram-se heroicamente pelo Senhor Dom Miguel.

Bibliografia e Arquivos:
Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Editorial Enciclopédia, Lisboa e Rio de Janeiro, 1936-1960.
As Guerras Liberais em Portalegre (Junho/Julho de 1833), António Ventura, Assembleia Distrital de Portalegre, Portalegre, 1982.
Os Oficiais d'El-Rei Dom Miguel, Luiz Pereira Carrilho [1.ª edição 1856), introdução e índices de Nuno Borrego e António de Mattos e Silva, Edições Guarda-Mor, Lisboa, 2002 (2ª edição).
Gazeta de Lisboa, N.º 178, 24 de Julho de 1833.
Arquivo-Museu da Diocese de Lamego.
Arquivo Distrital de Portalegre.
Arquivo Particular de João Miguel Costa Pinto Marchante (Autor do blogue Eternas Saudades do Futuro e desta evocação biográfica sobre Carlos da Costa Pinto da Fonseca e seus Irmãos, onde se fala também de seus Pais e ainda dos seus remotos e históricos Primos).

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

BOM FIM-DE-SEMANA!


DO ÁLBUM DE FAMÍLIA [PRIMO-BISAVÔ ANTÓNIO]

António Moreira Beato
(Sousel, Sousel, 01.06.1860 —
— Lisboa, Camões, 22.06.1937)
Professor Catedrático.
Pentaneto de Jerónimo Moreira de Carvalho (médico em Sousel, Físico-Mór do Algarve e Médico dos Exércitos do Alentejo no reinado de D. João V), terá certamente herdado dele a veia científica.
Professor Catedrático da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa (desde 1903).
Director da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa (de 1926 até à sua aposentação).
Membro do Senado Universitário.
Estudou Medicina e tirou os Cursos de Química  e de Farmácia.
Regeu a Cadeira de Farmacotecnia e os Cursos de Zoologia Farmacêutica, Análise Bromatológia e Física Farmacêutica na Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa.
Foi ainda Professor no Liceu Camões e em vários colégios de Lisboa.
Deve-se a ele a introdução do uso do Iodo em Portugal.
Escreveu: Iodo — Estudo de algumas das suas preparações farmacêuticas e de alguns processos de o obter, Tipografia do Comércio, Lisboa, 1903.
Bibliografia e Arquivos:
Álbum Alentejano, Pedro Muralha, Imprensa Beleza, Lisboa, 1931.
Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Editorial Enciclopédia, Lisboa e Rio de Janeiro, 1936-1960.
Arquivo Distrital de Portalegre.
Arquivo Particular de João Miguel Costa Pinto Marchante (Autor do blogue Eternas Saudades do Futuro e desta síntese biográfica sobre António Moreira Beato).


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

POR FALAR TANTO DO BRASIL LEMBREI-ME DA...


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

DO ÁLBUM DE FAMÍLIA [TIO-7.º AVÔ ANTÓNIO]

Padre António Moreira
(Lisboa, Castelo, 28.05.1710 —
— Almeida, Almeida, 01.05.1760)

Jesuíta, Missionário, Professor, Naturalista, Escritor.

Filho do Doutor Jerónimo Moreira de Carvalho, Médico dos Exércitos da Província do Alentejo e Físico-Mór do Reino do Algarve, e de Rosa Maria da Silveira.
Afilhado de Baptismo de D. Manuel José de Castro, 8.º Conde de Monsanto e 3.º Marquês de Cascais, do Conselho de Guerra de D. João V, General de Batalha.
Ingressou na Companhia de Jesus, em 19.02.1728.
Nesse mesmo ano, deixou a Capital do Império, como Irmão Estudante e membro da 46.ª Missão dos Jesuítas para o Maranhão e Grão-Pará, e rumou ao Brasil.
Aos 15 de Agosto de 1745 fez a sua Profissão Solene na Igreja do Maranhão.
Serviu como Missionário no rio Tapajós.
Foi Professor de Filosofia e de Prima de Teologia no Colégio Jesuíta do Maranhão.
Escreveu Declaração das Raridades do Maranhão, de Peixes, Aves, etc. É um dos raros textos setecentistas sobre a Fauna do Brasil e ainda hoje de superior interesse para a Zoologia. O manuscrito encontra-se em depósito na Torre do Tombo.
Na sequência da confiscação dos bens e expulsão dos Jesuítas de Portugal, decretada pelo Marquês de Pombal, foi forçado a voltar ao Reino com um grupo de outros padres, logo separados e encarcerados em lugares remotos.
Usou a «língua geral brasileira» (derivada do tronco tupi), que conhecia bem, como «língua secreta» para comunicar com os outros padres jesuítas presos.
Acabou por morrer prisioneiro no Forte de Almeida, sendo enterrado na própria fortaleza.

Bibliografia e Arquivos:
História da Companhia de Jesus no Brasil, Padre Serafim Soares Leite, Imprensa Nacional, 1938-1950.
Memórias de um Jesuíta Prisioneiro de Pombal, Anselm Eckart, Edições Loyola, São Paulo, 1987 [1.ª edição 1779].
Relação de algumas coisas que sucederam aos religiosos da Companhia de Jesus no Reino de Portugal..., Lourenço Kaulen, 1874.
Arquivo Paroquial do Castelo (Lisboa).
Arquivo Nacional da Torre do Tombo.
Arquivo Particular de João Miguel Costa Pinto Marchante (Autor do blogue Eternas Saudades do Futuro e desta síntese biográfica sobre o Padre António Moreira).

O MELHOR DO MUNDO NUMA SÓ IMAGEM: ÁRVORES, MULHERES E LIVROS


DO ÁLBUM DE FAMÍLIA [7.º AVÔ MANUEL]

Manuel Moreira de Carvalho
(Vila Viçosa, Nossa Senhora da Conceição, bp. 31.01.1704  —
— Estremoz, Santa Maria, 01.10.1741)

Engenheiro-Militar e Escritor.

Filho do Doutor Jerónimo Moreira de Carvalho, Médico dos Exércitos da Província do Alentejo e Físico-Mór da Gente de Guerra do Reino do Algarve, e de Rosa Maria da Silveira.
Afilhado de Baptismo de Pedro de Melo de Castro, 2.º Conde das Galveias, Tenente-General.
Casou com D. Luísa Teresa Leonor, filha do Coronel Francisco Cordeiro Vinagre, engenheiro, Quartel-Mestre-General do Exército Português, e de D. Maria Ana Teresa Furtado, em Lisboa, Santa Engrácia, 04.10.1722.
Testemunhas de Casamento foram o  Coronel José da Silva Pais, engenheiro, administrador colonial, fundador da cidade de Rio Grande, 1.º Governador da Capitania de Santa Catarina e João Bressane Leite, Superintendente da Contadoria Geral da Guerra.
Estudou Gramática, Aritmética e Geografia, em que foi eminente.
Serviu na Corte d'El-Rei D. João V como Soldado.
Foi Ajudante-Engenheiro na Província do Alentejo.
Traduziu do Castelhano para Português: História das Fortunas de Sempriles e Generodano, de Doutor João Henriques de Zuniga (edição por António de Sousa da Silva, Lisboa, 1735).
Deixou vários manuscritos inéditos.
Jaz sepultado na Igreja Matriz de Santa Maria de Estremoz.

Bibliografia e Arquivos:
Biblioteca Lusitana, História, Crítica e Cronologia, Diogo Barbosa Machado, Oficina de António Isidoro da Fonseca, Lisboa, 1741.
Dicionário Bibliográfico Português: Estudos Aplicáveis a Portugal e ao Brasil, Inocêncio Francisco da Silva, Imprensa Nacional, Lisboa, 1858.
Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Editorial Enciclopédia, Lisboa e Rio de Janeiro, 1936-1960.
Arquivo Distrital de Évora.
Arquivo Paroquial de Santa Engrácia (Lisboa).
Registo Geral das Mercês do Reinado de D. João V.
Arquivo Particular de João Miguel Costa Pinto Marchante (Autor do blogue Eternas Saudades do Futuro e desta síntese biográfica sobre Manuel Moreira de Carvalho).


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

BAILE DE MÁSCARAS


domingo, 7 de fevereiro de 2016

DO ÁLBUM DE FAMÍLIA [8.º AVÔ JERÓNIMO]

Jerónimo Moreira de Carvalho
(Estremoz, c. 1673 — c. 1748) 

Médico, Cirurgião, Médico-Militar e Escritor.

Filho de Francisco Carvalho e de D. Maria Ferreira (que também é referida como D. Maria Ribeira, na Biblioteca Lusitana de Diogo Barbosa Machado e no registo de casamento de Jerónimo Moreira de Carvalho), que casam em Estremoz, Santa Maria, no ano de 1657.
Casa em Sousel, aos 22.02.1699, com D. Rosa Maria da Silveira (Sousel, Sousel, bp. 11.09.1673 — Sousel, Sousel, 09.02.1715), filha de Manuel Madeira Gil (Sousel, Sousel — Sousel, Sousel, 28.10.1717), cirurgião, e de D. Beatriz da Silveira ( — Sousel, Sousel, 19.11.1712),  fidalga, com quem tem geração em Sousel, Vila Viçosa e Lisboa.
Desta descendência, destacam-se Manuel Moreira de Carvalho, engenheiro-militar e escritor, e o padre jesuíta António Moreira, missionário, professor, naturalista e escritor.
Uma filha sua, também fruto da acima mencionada aliança, D. Leonor Joana da Silveira, casa com o seu amigo, compadre, camarada de armas (o atrás referido seu filho Manuel já tinha casado com uma filha dele e de sua primeira mulher D. Maria Ana Teresa FurtadoD. Luísa Teresa Leonor), e agora genro, coronel Francisco Cordeiro Vinagre, engenheiro-militar e quartel-mestre-general.

Formado em Medicina pela Universidade de Coimbra (1697).
Bacharel e Licenciado em Artes pela Universidade de Coimbra (1692 e 1694).
Médico do Partido da Universidade de Coimbra.
Médico dos Exércitos da Província do Alentejo.
Físico-Mór da Gente de Guerra do Reino do Algarve.
Médico em Sousel.
Compôs uma misteriosa massa com que curou várias doenças.
Deve-se a ele o primeiro tratamento para problemas da uretra.
Escreveu e traduziu vários livros de Medicina, História e Romances de Cavalaria.

Nesta última categoria literária, a sua História do Imperador Carlos Magno e dos Doze Pares de França (Lisboa, 1728), tradução e livre adaptação dum autor anónimo espanhol, onde Jerónimo Moreira de Carvalho também se inspira em Ariosto e Boiardo, e nas gestas medievais, tem sido objecto de inúmeras reimpressões, reedições e continuações, em diversos países, até aos dias de hoje, como atesta uma recente edição em inglês no Reino Unido, bem como alvo de variados estudos académicos, à semelhança do sua mística História do Grande Roberto, duque da Normandia e imperador de Roma: em que se trata da sua conceição, nascimento e depravada vida, por onde mereceu ser chamado Roberto do Diabo: e do seu grande arrependimento, e prodigiosa penitência, por onde mereceu ser chamado Roberto de Deus: e prodígios, que por mandado de Deus obrou em batalhas (Lisboa, 1733). Um e outro foram dos livros mais lidos em Portugal (incluindo o Brasil) durante o século XVIII.

Bibliografia e Arquivos:
Biblioteca Lusitana, História, Crítica e Cronologia, Diogo Barbosa Machado, Oficina de António Isidoro da Fonseca, Lisboa, 1741.
Dicionário Bibliográfico Português: Estudos Aplicáveis a Portugal e ao Brasil, Inocêncio Francisco da Silva, Imprensa Nacional, Lisboa, 1858.
Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Editorial Enciclopédia, Lisboa e Rio de Janeiro, 1936-1960.
Estudos de Cultura Medieval, Mário Martins (S.J.), Editorial Verbo, 1972.
A Guide to Studies on Chanson de Roland, Joseph J. Duggan, 1976.
Dicionário do Folclore Brasileiro, Luís da Câmara Cascudo, Edições Melhoramentos, 1979.
Estremoz e o seu Termo Regional, Marques Crespo, Centro Social Paroquial Santo André —  Estremoz, Vila Viçosa, 1987 (2.ª edição — fac-similada).
New Trends and Developments in African Religions, Peter Bernard Clarke, 1998.
Reinventing Religions: Syncretism and Transformation in Africa and the Americas, Sydney M. Greenfield e A. F. Droogers, 2001.
Nova História de Portugal: Portugal  — da Paz da Restauração ao Ouro do Brasil, Joel Serrão, Artur Boavida Madeira e A. H. de Oliveira Marques, Editorial Presença, 2001.
História da Companhia de Jesus no Brasil, Serafim Leite (S.J), Edições Loyola, 2004.
Ocidente: Revista Portuguesa de Cultura, N.º 285, Janeiro, 1962.
Revista Brotéria, 1987.
Revista Estudos Ibero-Americanos, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Departamento de História, 1999.
Gazeta de Lisboa, N.º 7, 18 de Fevereiro de 1723.
Jornal de Coimbra, 1815.
Arquivo da Universidade de Coimbra.
Arquivo Distrital de Évora.
Arquivo Distrital de Portalegre.
Arquivo Particular de João Miguel Costa Pinto Marchante (Autor do blogue Eternas Saudades do Futuro e desta síntese biográfica sobre Jerónimo Moreira de Carvalho).
 
 

sábado, 6 de fevereiro de 2016

SURREALISTA E TUDO!

Rapto na Paisagem Povoada, 1946
ANTÓNIO PEDRO
(1909 — 1966)
Óleo sobre tela
121 x 122 cm
 
Recordando o muito nosso surrealista, no ano em que passam cinquenta anos sobre a sua morte física, com uma sua pintura de há setenta anos. Nunca ninguém se lembra dele. Porque será?

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

CULTIVANDO O TRADICIONALISMO EM SOCIEDADE

«Quem não aparece, esquece», diz, sabiamente, o nosso povo. Circunstâncias obrigatórias várias, de braço dado com outras tantas energias convergentes, ou apenas acasos, fizeram-me reaparecer em algumas ocasiões sociais, e aí retomar conversas interropidas há muitos anos; contrariando, desta maneira, uma tendência misantrópica que se vinha agravando ao longo dos últimos tempos. Assim, uma das mais recentes actividades a que compareci, foi o lançamento dum interessante livro, num antiquíssimo clube privado (só para cavalheiros). Mais uma vez, reencontrei figuras — desta feita, eminentes — que marcaram os meus anos de formação intelectual, e recordei factos de combates político-culturais pelos meus valores de sempre. No meio das meias-tintas em que subvivemos, ainda há Grandes Senhores em Portugal. Distinguem-se pela sua capacidade de fazer corar os conservadores e empalidecer os progressistas. Chamam-se: Tradicionalistas.