sábado, 1 de agosto de 2015

PRIMEIRO SLOW DE AGOSTO


sexta-feira, 31 de julho de 2015

SANTO DO DIA

Santo Inácio de Loiola
(1491 — 1556)
Fundador

«Tinha alma maior que o mundo.»
Papa Gregório XV

PORTUGAL NA VANGUARDA DAS ALIANÇAS DA EUROPA CRISTÃ

Para a sua defesa e sobrevivência, a Europa Cristã precisa de congregar aliados; mesmo, e muito especialmente, entre certas facções do Islão. Os Reis de Portugal foram sempre dos primeiros a percebê-lo, e a praticá-lo. Neste sentido, saúda-se o estabelecimento no nosso País da residência oficial — bem como da sede da sua Fundação — do Príncipe Aga Khan, chefe espiritual dos Ismaelitas (um ramo Xiita dos Muçulmanos). Facto este que trará ao nosso Estado um forte poder negocial do ponto-de-vista geopolítico. É bom constatar que, passados muitos anos, Portugal poderá voltar a estar na vanguarda geoestratégica mundial.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

A PROPÓSITO DOS 600 ANOS DA CONQUISTA DE CEUTA

No próximo dia 21 de Agosto completar-se-ão 600 anos sobre a Conquista de Ceuta aos Muçulmanos pelos Portugueses. Foi com felicidade que entretanto já vi nos escaparates dois livros sobre o tema. Igualmente com alegria vi o assunto ser abordado no excelente programa Visita Guiada da RTP 2. Contudo, parece-me ainda pouco para o épico evento em questão. Aguardam-se, portanto, mais novidades culturais, para assinalar condignamente a data.    

LISBOA NA LITERATURA

As Confissões de Félix Krull, Cavalheiro de Indústria, Thomas Mann, tradução Domingos Monteiro, colecção Ficções, edição Relógio D'Água Editores, Lisboa, 2003.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

TODA A VERDADE SOBRE O EXTREMISMO NA EUROPA

A Europa está dominada há décadas por ideologias de extremo-centro. É isto. E é tudo.

domingo, 26 de julho de 2015

LISBOA NA LITERATURA

O Assírio, William Saroyan, tradução João Alves das Neves, colecção As Grandes Novelas, n.º 1, edição Editorial Organizações, Lisboa, 1956.

INFORMAÇÃO TAURINA NA INTERNET

DA VIDA EM SOCIEDADE

Quando conheço alguém que não bebe vinho, coloco logo três hipóteses: será uma questão de religião, estará com um problema de saúde ou terá falta de gosto?

sábado, 25 de julho de 2015

SLOW DE SEXTA À NOITE


DESPORTO ENQUANTO ARTE DE RITMO E ESPAÇO

Uma tenista é estética quando é balética.

terça-feira, 21 de julho de 2015

DO EFEITO ESCULTÓRICO DO DESPORTO NO CORPO FEMININO

As modalidades desportivas moldam os corpos das atletas. Desse facto resultam por exemplo as elegantes e bem-lançadas jogadoras de voleibol. São as minhas preferidas.

A PROPÓSITO DO MELHOR ESPECTÁCULO TELEVISIVO DA SAISON


sábado, 18 de julho de 2015

EXPOSIÇÃO INDIVIDUAL «EDUCAÇÃO SENTIMENTAL» FAZ UM ANO

quarta-feira, 15 de julho de 2015

O REGRESSO DAS RELIGIÕES E DAS NAÇÕES

No século passado, a democracia liberal combateu e derrotou todas as outras ideologias.
Será que neste século o demo-liberalismo conseguirá conquistar todos os países?
Resta a resistência das religiões e das nações ao projecto demo-liberal de criação dos Estados Unidos do Mundo. 

SETE MARES


terça-feira, 14 de julho de 2015

AINDA E SEMPRE O LUAR


DO TRISTE TRIUNFO DA MATÉRIA SOBRE O ESPÍRITO

Cada vez mais me acontece olharem-me para o dedo quando aponto para a Lua.

DA DEGENERAÇÃO LUSITANA E DA DECADÊNCIA LUSÍADA

Se os Portugueses de hoje fossem feitos da mesma fibra dos que outrora foram à Índia e ao Brasil, estaríamos agora a partir à descoberta e à conquista da Lua e de Marte. O paralelo, metafórico, é este. O paradigma, infelizmente, é outro.

DO LUAR

O luar é azul em Chateaubriand e Victor Hugo, mas é amarelo em Beaudelaire e Leconte de Lisle. Cá para mim — crescente, cheia ou minguante —, a luz da Lua será sempre prateada.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

PARADOXO NACIONAL

O Português é  dos Povos mais comodistas da Europa. Perante esta indesmentível triste característica psicológica, pergunta-se, por exemplo, como foi capaz de levar a cabo os Descobrimentos...? Pela simples razão de que se move  — e de que maneira! —  sempre que tem a comandá-lo um Chefe de carácter simultaneamente visionário e pragmático. Assim era o Infante D. Henrique.

domingo, 12 de julho de 2015

DO MUNDO ME(R)DIÁTICO E DO REGRESSO ÀS CATACUMBAS

Os meios de distracção social continuam a reger-se pela sinistra cartilha que é aviada aos alunos dos cursos de intoxicação do ensino inferior pelos seus falsos gurus feitos a foice e martelo nos idos anos revolucionários. Esses rapazolas, chegados aos meios de desinformação, aplicam a seguinte linda regra: «o que não aparece na televisão não existe». Vai daí, com a cachimónia feita pelas ideias tortas, não dão tempo de antena a quem pensa pela sua própria cabeça. Ficam assim todos contentinhos por exercerem o seu poder de silenciamento, a bem do politicamente correcto. Mal sabem eles que essa ditadura do pensamento único só ajuda a gerar uma subterrânea contra-corrente cultural que cresce sem se ver e que um dia dará lugar a um enorme movimento nacional.

sábado, 11 de julho de 2015

NOVA ARRANCADA DA CONSTRUÇÃO CIVIL

Atendendo ao que vamos vendo e ouvindo, a construção civil nacional poderá vir a ter, muito em breve, um novo grande impulso, se decidir especializar-se na edificação de estabelecimentos prisionais.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

CULTURA E POLÍTICA

Saibamos transmitir pelas artes e letras os valores que queremos ver aplicados na coisa pública.

DA ARQUITECTURA E DO PAISAGISMO DE LISBOA

Urge que as alvas calçadas da bela cidade branca avancem em largura sobre o negro alcatrão das estradas e que naquelas sejam plantadas árvores.

TRADIÇÃO E MODERNIDADE

Tenho constatado, com prazer, que várias famílias portuguesas fizeram blogues (fechados ao público, e bem) só para os seus membros poderem comunicar entre si: trocar memórias, mostrar documentos, esclarecer genealogias, marcar encontros, mandar postais de viagens, conhecer primos, e partilhar fotografias de festas — são alguns dos resultados práticos. Enfim, a mais moderna tecnologia, ao serviço da melhor tradição; assim, sim.

DAS NOVAS FORMAS DE CONSERVAR A TRADICIONAL ARTE DE CONVERSAR

Durante anos a fio — os da saída da adolescência e de entrada na idade teoricamente adulta —, andei sempre com um caderno de bolso de capa preta dura e folhas brancas lisas metido na algibeira do blazer, ou do blusão de cabedal, ou na mão, estivesse eu num café, num cinema, numa tertúlia, num concerto, num fim-de-semana alucinante, ou numa viagem distante. Na sequência deste hábito, possuo dezenas deles guardados; mas, não convenientemente organizados. Tenho a clara sensação que ganharei em lê-los com bastante distância temporal, e sei que me surpreenderei quando o fizer. Só espero não me assustar com o que lá vier a ver quanto lhes puser de novo os olhos em cima. Anseio sim por lá encontrar registadas sínteses das melhores conversas que tive nesses anos.
Aqui no blogue — bloco de apontamentos dos novos tempos digitais —, a coisa processa-se de diferente maneira; pois, todos os santos dias pomos a escrita em dia e deitamos conta à vida, através das mensagens anteriores e do arquivo (sempre à mão de semear). Acresce ainda a isto, muito especialmente, a interacção com amigos que nos enriquecem com oportunas trocas de opiniões feitas por computador, telemóvel, ou ditas de viva voz — por vezes até ao vivo e a cores (as melhores, porque mais saborosas). Desta forma, lançando pontes, trata-se já de conversar — essa superior arte que permite estabelecer e definir afinidades.
À laia de remate, posso dizer que consegui assim colocar ao meu serviço os modernos canais de comunicação à distância, tendo no entanto a certeza de ser o tradicional contacto directo e de proximidade o fim que justifica a utilização destes novos meios.

terça-feira, 7 de julho de 2015

DA POESIA NA FILOSOFIA TOMISTA

Costuma-se dizer que S. Tomás de Aquino, ao contrário de S. Francisco de Assis, não permitiu na sua obra o elemento indescritível da poesia, uma vez que, por exemplo, nela existem poucas referências a quaisquer prazeres nas flores e frutos reais das coisas naturais, embora ali esteja toda a preocupação com as raízes da natureza. Mesmo assim, confesso que, ao ler a sua filosofia, tive uma impressão muito peculiar e intensa, análoga à produzida pela poesia. É bastante curioso que essa filosofia se assemelhe mais, em alguns aspectos, à pintura, lembrando-me bastante do efeito produzido pelos melhores pintores modernos quando lançam uma estranha e quase crua luz sobre objectos escuros e rectangulares, ou quando parecem estar antes tacteando do que apreendendo as próprias colunas da mente subconsciente. Isso provavelmente ocorre porque há na obra de S. Tomás de Aquino uma qualidade primitiva, no melhor sentido de uma palavra tão desgastada; mas, seja como for, o prazer é claramente não só da razão mas também da imaginação.
In S. Tomás de Aquino, de G. K. Chesterton.

FALEMOS DE MIOSÓTIS

Visto que Você não quer que as coisas continuem
Assim
Nesse caso
Falemos de miosótis
Flor sobre a qual não sabemos
Nada
ALBERTO DE LACERDA
(1928 — 2007)

segunda-feira, 6 de julho de 2015

DO DESPERTAR DAS NAÇÕES EUROPEIAS

As sucessivas crises económico-financeiras provocadas na decadente Europa pelo ganancioso sistema demo-liberal dos EUA, bem como as pressões internas e externas a que o Velho Continente é sujeito por parte do agressivo expansionismo do Islão, levam a que as diversas Nações europeias se fechem sobre si próprias para melhor resistirem. O Reino Unido, que sabe da póda há séculos, já o fez, até porque sempre gostou de ter um pé de fóra dos utópicos «projectos europeus», os quais são geralmente feitos contra os Povos e as Pátrias da Europa.  Ninguém diria é que seria a Grécia a primeira, à sua maneira, a seguir os sábios passos da Velha Albion.  

domingo, 5 de julho de 2015

CULTURA E DEMOGRAFIA

Gramsci, no século passado, chamou a atenção para a importância da Cultura. Maomé, in illo tempore, definiu o papel decisivo da Demografia. Ambos, hábeis políticos que eram, tinham razão; e, na realidade, a combinação dos dois factores revelou-se sempre determinante, ao longo da História Universal, para o sucesso de qualquer projecto Geopolítico. Todos os Impérios se expandiram enquanto dominaram estes vectores e caíram quando deixaram de o fazer.
Atendendo a que «o fim da História» afinal ainda não aconteceu, nem tampouco se deu «o choque das Civilizações», as lições deles voltam a estar na ordem do dia.
E a conclusão é, portanto, simples: a Civilização que tiver mais crianças e que conseguir educá-las nos seus Valores acabará, mais tarde ou mais cedo, inevitavelmente, por triunfar; e, desta, vez, talvez seja para todo o presente milénio . É uma óbvia constatação de realpolitik.
Para mal dos nossos pecados, a Europa Cristã definha, dia após dia, a olhos vistos, em ambas as coordenadas.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

DA PODEROSA RECENTE OBRA DUM ESCRITOR INSUBMISSO

Oxalá a política fosse tão criativa e dinâmica como acontece em Submissão de Michel Houellebecq. Islâmicos e Identitários, mais o pensamento económico de Chesterton, aliados no poder, em nome do combate ao inimigo comum, e maior, que se chama mundialismo (ateu, individualista, materialista, demo-liberal ou socialista). Uma ficção aparentemente surreal, para quem nada conhece de História, Religião, Filosofia e Política; mas, híper-real, em potência, para quem aprofunda as referidas matérias. Já se sabia que Houellebecq era o maior romancista francês no activo, só não se conhecia ainda que é também um génio visionário — na linha de Aldous Huxley e H. G. Wells —, pois apenas alguém assim conseguiria combinar os dados ideológicos, desta extraordinária maneira, a fim de nos dar um espantoso regime novo! Esta ficção política tem sido recebida por disparates ditos pelos críticos (a cartilha kulturalmente correcta, por onde se guiam, não tem clichés prontos a aplicar a uma obra assim) e pelo silêncio dos comentadores (formatados pela ditadura de pensamento único, do sistema, não encontram chavões para debitar sobre este livro). E, porém, pelo que se vai vendo, um pouco por toda a Europa, irá, certamente, num futuro não muito longínquo, dar bastante que falar... 

EU CÁ PARA MIM...


quinta-feira, 2 de julho de 2015

AVISO AOS RAPAZES POR CAUSA DOS LIVROS E DAS RAPARIGAS

Deitei os olhos a alguns trechos do Livro do Desassossego, de Bernardo Soares, e deixei-me adormecer, escabeceando, sentado no sofá. Estranho soporífero esse. Lembro-me bem dos tempos da adolescência em que a sua leitura me provocava febril vigília, pela noite dentro, impedindo-me de conciliar o sono. Depois, chegaram as primeiras namoradas à séria; e, com elas, o verdadeiro desassossego dos sentimentos e dos sentidos. E os livros foram às urtigas. Tenho cá para mim — aqui que ninguém nos ouve — que as raparigas podem ser, em determinadas fases da vida, as principais inimigas dos livros. Assegurem-se pois de ter lido o essencial antes de se lançarem nos seus braços, até para não serem tomados por parvos.

DA FILOSOFIA PRÁTICA

Releio a obra Die Spatziergänge oder die Kunst spatzieren zu gehen, de Karl Gottlob Schelle, na edição francesa, da Rivages Poche / Petit Bibliothèque, intitulada l'Art de se Promener, e prefaciada e traduzida por Pierre Deshusses.
A propósito: quando é que em Portugal se começam finalmente a fazer edições boas para o bolso e para a bolsa? Por enquanto, são feíssimas e caríssimas.
Este livrinho, escrito em 1802 por um amigo de Kant e correspondente de Goethe, permanece para mim como o mais útil manual da arte de bem passear (não confundir com as famigeradas caminhadas e corridas). Dúvidas houvesse e ficaria demonstrado neste pequeno ensaio que a simples prática física do passeio, de preferência feito em boa companhia, propicia prazer estético, ao mesmo tempo que nos transporta a uma elevada dimensão espiritual.

VIVER HABITUALMENTE

Ultimamente, tenho vindo a perder um hábito que alimentei durante muito tempo (os costumes têm de ser cultivados, como as plantas; senão, como estas, morrem). Todos os dias transcrevia factos da agenda do ano anterior para a actual. Desta forma, nunca me esquecia dos anos das pessoas, nem dos santos de cada dia. Era ainda uma boa oportunidade para recordar acontecimentos que tinham sido importantes, e que lá registava. Vai-me valendo a memória, que, contrariamente o que se apregoa, no meu caso, tem aumentado com a idade.

QUANDO CERTAS COISA MUDAM JÁ NADA FICARÁ NA MESMA

Duas coisas se perdem neste meio de comunicação. Sim, meio de comunicação porque é de pôr em comum que se trata; pois, embora escreva estas notas soltas, ao correr do teclado, como se de um diário pessoal secreto se tratasse, sei bem que os meus queridos leitores estão aí desse lado. Afinal, é como se deixasse o caderno de apontamentos propositadamente esquecido na mesa do café, ou no compartimento do comboio, para poder ter, duplamente, o perverso prazer voyeur de ver alguém pegar nele e lê-lo — atitude  que, vice-versa, por educação e pudor, nunca teria em relação ao de outrém.
Dizia eu que duas coisas se perdem nesta «escrita à máquina» na «rede global»: são o tom e a caligrafia.
O primeiro, vai todo pelo som e é o núcleo fundamental da linguagem oral, na medida em que reforça — ou cria, até, em certos casos — o verdadeiro significado das palavras.
A derradeira, será a caligrafia. Sobre esta, múltiplas análises podem os especialistas produzir. Para já, constato com tristeza que está em vias de extinção. É portanto com nostalgia que deito os olhos a cartas escritas à mão, redigidas ainda na boa tradição epistolar —  registo literário por onde passou tanta correspondência dos nossos antepassados: assim se namorou, se relataram viagens, se fizeram negócios, se participaram casamentos e nascimentos, se tomaram decisões privadas e públicas. Assim se fez História. E a grafologia não deixava mentir...
Vem tudo isto a propósito (ou a despropósito) de ter descoberto, não sem estranheza, que a minha letra está a mudar.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

ACTUAL BIZANTINISMO E NOVO CALIFADO

Enquanto os actuais líderes dos povos europeus perdem tempo a discutir interminavelmente as fúteis matérias do deus dinheiro, a guarda avançada do Estado Islâmico infiltra a Europa, e os seus exércitos cercam-na, com o objectivo claro de integrá-la, a curto prazo, no seu novo Califado.

DO CHEIRO DOS LIVROS

Tenho o hábito de cheirar os meus livros. São, quase todos, velhos. Alguns, muito antigos. Portanto, os seus aromas transportam-me, longamente e largamente, no tempo e no espaço. Fragrâncias de tabacos, lareiras, madeiras, perfumes, flores, vinhos... Assim se vão recordando, ou imaginando, pessoas e lugares.

DA ARTE DE BEM CONVERSAR

Tenho cá para mim como certo e sabido que a coisa que melhor distingue as pessoas entre si — sim, porque não somos todos iguais — é a sua capacidade de boa conversação.
Nesta matéria, geração após geração, os que passam o crivo do bom senso e do bom gosto são cada vez menos. Nas actuais reuniões sociais, o panorama é desolador: uns, entram mudos e saem calados; outros, debitam estéreis banalidades (quando não são inconveniências); finalmente, há um pequeníssimo escol — infelizmente, mais pequeno de dia para dia — que ainda cultiva a arte de bem conversar.

SANTOS DO DIA

S. Pedro e S. Paulo.

domingo, 28 de junho de 2015

SLOW DE FIM DE FESTA


sexta-feira, 26 de junho de 2015

DO PRAZER DA LEITURA

O Prazer da Leitura, de Marcel Proust, é um livro sobre livros. Proust parte das sensações propiciadas pela leitura e acaba formulando um elogio dos Clássicos. O autor da monumental obra que inaugura o romance moderno dá-nos desta forma a sua pessoalíssima visão da História da Literatura. Tudo isto num delicioso volumezinho que se consome de um só fôlego. Ensaio feito por um homem culto, e não um erudito, que aqui, contrariando as deliciosas diletâncias da sua magistral Recherche, é conciso nas referências a obras e escritores. Porém, deixa-se também por vezes divagar, pintando o retrato — com as cores das suas memórias pessoais — duma infância iniciática nestas coisas da bibliofilia. Por isso, este livro se consome de um só trago, como um shot; e, depois, sobe, como estes, provocando-nos variadas experiências. Leva-nos por caminhos sedutores e seguros, ora sensoriais — apelando às nossas próprias recordações, a partir das suas —, ora racionais — todos eles pontuados por referências bibliográficas, devidamente explicadas —, fazendo-nos assim finalmente chegar ao (seu) porto de abrigo: os Clássicos, relidos e reescritos pelos Românticos.

AINDA SOBRE A FUNDAÇÃO DE PORTUGAL

1128 é sem dúvida alguma o ano da Fundação Nacional porque se houvéssemos aguardado por Zamora para proclamarmos Portugal independente também teríamos tido que esperar pelo reconhecimento de Espanha, em 1668, para considerarmos realizada a Restauração da Independência Nacional.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

FUNDAMENTAIS DATAS FUNDACIONAIS

Portugal nasceu no dia 24 de Junho de 1128 (na Batalha de S. Mamede), foi baptizado no dia 25 de Julho de 1139 (na Batalha de Ourique) e foi registado no dia 5 de Outubro de 1143 (no Tratado de Zamora).

quarta-feira, 24 de junho de 2015

DIA DE S. JOÃO E NÃO SÓ

24 de Junho:
2 A. C. — Nascimento de S. João Baptista.
1128 — Batalha de S. Mamede, Fundação Nacional.
1360 — Nascimento de D. Nuno Álvares Pereira / S. Nuno de Santa Maria.

terça-feira, 23 de junho de 2015

SETE MARES — SÉTIMA LEGIÃO


A GLÓRIA DO MUNDO — HERÓIS DO MAR


segunda-feira, 22 de junho de 2015

ACTUALIZAÇÃO DOUTRINÁRIA

1. Integralismo Lusitano no centenário da sua fundação. Acção Realista Portuguesa nos noventa anos da sua fundação. Projecção no futuro.
2. Espiritualidade/identidade versus materialismo/mundialismo na História Universal. Ponto da situação.
3. Bem-Comum versus capitalismo e comunismo (duas faces da mesma moeda). Terceira-Via política, social e económica.
4. Comunidade tradicional orgânica: associativismo e municipalismo. Trabalho e território em Portugal.
5. Cultura Lusíada e Língua Portuguesa. Últimos redutos da identidade nacional.
6. Família como célula-base da sociedade. Resistir e transmitir.
7. Vida como valor. Princípio para pôr fim ao genocídio mundial.
Lancei aqui, no final do ano de 2012, estes sete temas. Tiveram acolhimento por parte de múltiplas pessoas de bem. Têm sido tratados em diversas tertúlias e variados grupos. Publicarei aqui uma síntese das conclusões, antes do final deste ano de 2015. Por Deus, Pátria e Rei.

A FILOSOFIA DA MONARQUIA PORTUGUESA

A Monarquia Portuguesa tem uma Filosofia que se chama Sebastianismo (que nasceu antes de D. Sebastião e vive para além dele). É uma Filosofia de Pensamento e Acção, porque só tem Saudades do Futuro. Levou-nos a descobrir o encoberto Mundo, em nome de Deus, Pátria e Rei, e a criar assim a Cultura Lusíada. Permitiu-nos ainda resistir e vencer, durante os trágicos tempos da ocupação espanhola e das invasões francesas. Saibam agora os Portugueses de hoje em dia senti-la e estudá-la. É a Hora? 

AINDA E SEMPRE A UNIVERSAL FILOSOFIA PORTUGUESA

FILOSOFIA PORTUGUESA. (...) Em 1957, a filosofia portuguesa como núcleo de teses e como movimento de ideias estava formulada para o exercício da bondade, da beleza e da verdade. Influenciados por Álvaro ou por Marinho, já no grupo da Cidade Nova (1950-1958) aparecem escritores motivados ou doutrinados para a compreensão do ideário monarquista e personalista pelo prisma da filosofia portuguesa. (...) O centenário do nascimento de Sampaio Bruno (1957) ficaria assinalado pelo aparecimento do jornal 57 que dimensionava a problemática da filosofia portuguesa em termos de movimento de intervenção social e cultural. O 57 reivindica uma genealogia espiritual (Aristóteles, a Bíblia, Dante, Conimbricences, Hegel, Bruno, Leonardo Coimbra...) e congrega jovens pensadores todos eles, cada um a seu modo, destinados a uma presença consistente. Mencionando apenas os discípulos da primeira geração, entre eles dispomos dos exemplos patentes nas obras de Francisco da Cunha Leão (antropologia cultural), António Quadros (crítica filosófica e estética e historiologia), Orlando Vitorino (filosofia do direito, da política e da liberdade), Afonso Botelho (estética e simbólica), António Braz Teixeira (filosofia do direito e história da filosofia), Francisco Sottomayor (filosofia das ciências e das matemáticas), João Ferreira (história da filosofia portuguesa), Fernando Sylvan (antropologia política e teoria da portugalidade), António Telmo (filologia e simbologia) e Luís Zuzarte. O 57 tem um vector polemizante: quer suscitar o debate das ideias, e este debate provocará algum radicalismo, mas sem ele o movimento teria ficado fechado em si mesmo. (...) O escopo do 57 não era o radicalismo: este era um meio para induzir as consciências à reflexão do que mais importava, o que ficou patente no colóquio sobre o tema «O que é o Ideal Português?» (1962) cujo patrono foi Álvaro Ribeiro, e que de algum modo encerra a actividade do 57 como movimento colectivo. (...)
Pinharanda Gomes, Dicionário de Filosofia Portuguesa, Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1987.

A FILOSOFIA PORTUGUESA EXISTE?

Enquanto existirem sítios como o seguinte, quero crer que sim: Homo Viator.

DO PODER ENSAÍSTICO DAS NARRATIVAS LITERÁRIAS

Quanto mais leio mais concluo que as melhores teses são transmitidas por fascinantes ficções (não me refiro aos famigerados —  e felizmente já ultrapassados — «romances de tese», mas sim aos clássicos).

sábado, 20 de junho de 2015

SLOW DE SÁBADO À TARDE


DO SOLSTÍCIO DE VERÃO

A partir de amanhã, e até ao dia do Solstício de Inverno — momento do anti-clímax —, as noites vão crescendo e os dias diminuindo, muito lentamente. A simples observação diária desta regra da Natureza sempre constituiu para mim um suave deleite. Nada melhor do que seguir e sentir o Sol, e a sua presença entre nós, iluminando-nos e aquecendo-nos. Vindas estas palavras de um noctívago, são ainda mais verdadeiras. Gosto das longas noites; mas, também admiro os intermináveis dias banhados pela luz quente do Astro-Rei, para viver em plena sintonia com a equilibrada harmonia da Natureza.

CELESTIAL MÚSICA SOLSTICIAL


SENSUALIDADE À FLOR DO PÉ

As senhoras das melhores famílias portuguesas deram, de há uns anos para cá, em andar de chinelas. Pela amostra, falta-lhes ainda imenso tempo para conseguirem atingir a graciosidade e a sensualidade do chinelar das mulheres do povo. Só estas, por enquanto, conseguem ter movimentos felinos nesses ligeiros preparos. Porque tudo o que é superior leva várias gerações a ser edificado. E, portanto, o longo corpo bamboleante deslizando sobre chinelas, que demorou séculos a esculpir e a coreografar, de uma sensual rapariga de um bairro tradicional e popular, não será ultrapassado do pé para a mão, ou, neste caso, da mão para o pé, sem mais nem menos e de um dia para o outro, por arrivistas aristocratas. Está visto que as lindíssimas mulheres do povo português não abdicam dos seus históricos pergaminhos. Não fossem elas as mais belas mulheres do mundo.

SLOW DE SEXTA À NOITE


quarta-feira, 17 de junho de 2015

DE BANCO A BANDO

Pelo que se vai vendo e ouvindo, a sigla BES deixou de designar o Banco Espírito Santo e passou a significar Bando Espírito Santo.
Maldita usura.

DA INCONSISTÊNCIA CONSTITUCIONAL

Portugal nasceu saudável e cresceu robusto, durante 700 pujantes anos, sem Constituição. Nos últimos 200, desataram a fazê-las, revê-las, desfazê-las e fazê-las de novo. Qualquer dia já não há País, mas certamente ainda existirão umas luminárias a produzir belos textos constitucionais.

terça-feira, 16 de junho de 2015

FUNDAMENTOS DA CONSISTÊNCIA DOUTRINÁRIA

Um católico tem de ser nacionalista e monárquico, um nacionalista tem de ser católico e monárquico, um monárquico tem de ser católico e nacionalista. Para qualquer dúvida, consulte-se a História de Portugal e estudem-se as biografias dos santos, sábios e heróis que edificaram a Nação Portuguesa e expandiram o Império Português. As raras e honrosas excepções servem para confirmar a regra.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

CONSERVADORISMO VERSUS TRADICIONALISMO

Não sou conservador, pois não quero conservar o presente. Sou tradicionalista, porque quero construir o futuro com o passado bem estudado.

sábado, 13 de junho de 2015

O FACTOR PONTIFEX

Em recente simpática reunião social, na qual irrompi de passagem, a dona da casa, às tantas, disse que não compreendia como certa pessoa da minha geração tinha carisma e liderança desde os tempos da adolescência. Isto depois de se terem contado extraordinárias histórias  sobre o meu liceu, várias das suas inesquecíveis personagens e muitos dos seus originalíssimos grupos. A autora da afirmação, que não andou na mesma escola, estranhava o facto de haver uma mulher que, segundo ela, não sendo bonita nem simpática, tinha esse poder. Ora a figura mencionada, da minha idade e do meu liceu, limitava-se a fazer aquele pequeno nada que é tudo, e aí residia o segredo do seu sucesso: lançava pontes entres as referidas personagens e entre os respectivos grupos; todos eles, à partida, aparentemente, inconciliáveis. Estamos assim perante um moderno exemplo de alguém a quem já na antiguidade pré-cristã se chamava pontifex. Em português traduz-se por pontífice e é precisamente por definição um construtor de pontes. Nas comunidades tradicionais, desde tempos ancestrais, os povos escolhiam as pessoas com esta qualidade para chefes.   

sexta-feira, 12 de junho de 2015

GALICISMOS QUE FAZEM PENDANT COM ANGLICISMOS

As coquettes são mulheres de flirt e as cocottes de fling.

DA MÚSICA ENQUANTO MÁQUINA DE MEMÓRIA



PORQUE HOJE É SEXTA-FEIRA


quinta-feira, 11 de junho de 2015

MISTÉRIOS DA MEIA-IDADE

Chegados à meia-idade surge uma súbita claridade que ilumina as coisas que deixámos para trás devido às opções que tomámos nas encruzilhadas da vida.

terça-feira, 9 de junho de 2015

DAS AFINIDADES NA SOCIEDADE

Ultimamente, tenho andado muito mais interessado nas pessoas que conheço (refiro-me especialmente aos amigos de sempre) do que curioso em relação às que não conheço. Fases houve em que procedi exactamente ao contrário. Talvez seja esta uma conclusão lógica à qual se chega com o advento da maturidade própria da «meia-idade». Verdade se diga que, aqui e ali, vão surgindo raríssimos casos que nos fazem furar esta regra — são as luminosas excepções.     

DO FUTURO DOS LIVROS

Alertam-me frequentemente, com alguma preocupação, para o facto material de a marca de posse — carimbo com o meu nome completo como consta no CC da RP — que aplico em todos os meus livros poder «desvalorizar» os respectivos volumes. O parecer técnico é certamente bem verdadeiro e bem intencionado. Porém, não tendo eu os livros para vendê-los, mas sim para lê-los, conservá-los e deixá-los aos meus descendentes, não vislumbro razão para ficar inquieto. Antes pelo contrário. Todos ficarão assim, no futuro, a saber a quem pertenceram e de onde vieram os referidos livros, facilitando desta forma a vida aos vindouros. Contudo, tenho a clara noção de que, nestes tempos ferozmente individualistas, isto soa a excentricidade. Pensar nos outros (ainda para mais, em alguns que ainda nem nasceram, como seja o caso dos netos) é uma tolice...!

segunda-feira, 8 de junho de 2015

AS CINCO ORDENS RELIGIOSO-MILITARES QUE FIZERAM PORTUGAL

Templo, Hospital, Santiago, Avis e Cristo.
A pedido de vários interessados, na sequência duma proveitosa conversa, darei aqui notícias históricas de todas, sob a forma de fichas, com indicações bibliográficas e tudo.

LAST NIGHT I DREAMT THAT SOMEBODY LOVED ME — THE SMITHS



Dizem que Johnny Marr afirmou em tempos ser esta a sua canção preferida dos seus Smiths.
Para o fã Johnny Mar também esta é a sua canção favorita da mítica banda.

SWEET AND TENDER HOOLIGAN — THE SMITHS


domingo, 7 de junho de 2015

DO FUTEBOL APÁTRIDA E DA IDENTIDADE NACIONAL

Espera-se que ao fim de múltiplas trocas e baldrocas de treinadores e jogadores, e outras tantas andanças com sinistros fundos financeiros que só servem para para afundar o futebol, o Povo finalmente acorde e transforme a sua estéril paixão pelos clubes em fecundo amor pela Pátria. Tanta energia desperdiçada tem de ser urgentemente canalizada. Quando esse momento chegar, Portugal (e as restantes nações europeias) poderá finalmente despertar da triste letargia que o entorpece. Caso contrário, acordaremos todos um dia, na Europa, na curiosa qualidade de súbditos do novo califado islâmico (porque estes não dormem em serviço). É a Hora? 

sexta-feira, 5 de junho de 2015

CLUBES DE SWING

Os clubes desportivos decidiram acrescentar às modalidades tradicionais o swing.

DO DESGRAÇADO DESPORTO-REI

Os ingleses dizem, com graça e bem, que o rugby é um jogo inventado por proletários, mas jogado por cavalheiros, e que o  football é um jogo inventado por cavalheiros, mas jogado por proletários.
Porém, atendendo ao que se vai vendo cada vez mais, infelizmente já de há muito tempo para cá, este clássico aforismo britânico precisa hoje de ser actualizado com um remate: o futebol é um jogo inventado por cavalheiros, jogado por proletários e estragado por usurários.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

A REFORMA DE JORGE JESUS

Jorge Jesus atingiu o seu auge profissional na Luz, irá agora gozar uma merecida e bem remunerada reforma em Alvalade.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

A MODELO (II)


A MODELO


terça-feira, 2 de junho de 2015

DAS ESTATÍSTICAS DO ETERNAS SAUDADES DO FUTURO

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Não tenho palavras...!

VENTO REDENTOR E TÍLIAS EM FLOR

A nortada que habitualmente varre Lisboa em Junho, além de purificar o poluído ar da cidade, transporta, desde o Campo Grande até às Avenidas Novas, o delicioso aroma das tílias em flor.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

CONTEMPLAR EM MAIO E PASSEAR EM JUNHO

Mais do que ver os jacarandás em flor no mês de Maio, confesso que tenho um especial prazer em esperar por Junho para poder finalmente caminhar sobre os tapetes de cor azul-lilás feitos das suas flores caídas.

A RAIZ DO MAL

O mundo é (des)governado por indivíduos que não gostam de árvores nem de livros. Em Portugal é igual. Quando é que os erradicamos?

DAS ÁRVORES SIMBÓLICAS

A pedido de vários leitores, escrevo esta mensagem para revelar que a árvore do cabeçalho do blogue se chama paineira (Chorisia speciosa). Esteticamente belíssima a cor das suas flores. Especialmente simbólico o facto de os seus troncos e ramos serem cobertos de cónicos espinhos afiados que ajudam a conservar a água para posteriores períodos de seca.

DAS ÁRVORES MÁGICAS

Nesta época pré-solsticial, a mais bela árvore da cidade é a monumental tipuana do Jardim Botânico da Universidade de Lisboa. Estará já certamente em flor; e, quando assim é, estende-nos um tapete amarelo para nos receber. Além disso, acolhe-nos e abriga-nos, generosamente, à sua sombra. Este ano ainda não fui lá visitá-la. Já tenho saudades dela.  

DAS ÁRVORES E DAS PÁTRIAS

As Árvores e as Pátrias querem-se antigas e grandes.

EM HARMONIA COM A NATUREZA

No mês das tílias em flor bebo chá de tília para dormir melhor.

DAS ESTATÍSTICAS DO ETERNAS SAUDADES DO FUTURO

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domingo, 31 de maio de 2015

CONTEMPLAR EM PAZ

Ó crua
luz vegetal
da minha rua
natal...

Contemplo os jacarandás,
que me olham com apego...
(Que negro
carrego
traz,
às costas, esse mancebo...!

A flor dos jacarandás
cobre-o de paz
e sossego...)

Tudo o que fui, de rapaz
sem ter cura nem conserto,
de boémio, ferrabrás
e estoira-vergas faceto:

tudo o que fui, de rapaz,
aqui jaz,
quando aqui chego...

No meio deste lilás,
o Sol dá comigo em cego.

Que sossego
tu me dás,
túnel de jacarandás...!

Que véu de paz
e sossego!...

RODRIGO EMÍLIO
(1944 — 2004)

sábado, 30 de maio de 2015

SANTA DO DIA

sexta-feira, 29 de maio de 2015

NOSSA SENHORA DA ROCHA E D. MIGUEL

No dia 28 de Maio de 1822 apareceu uma Imagem de Nossa Senhora da Conceição  a uns jovens que brincavam numa gruta junto à ribeira do Jamor no lugar da Rocha (freguesia de Carnaxide, concelho de Oeiras, distrito de Lisboa).
Transcrevo de seguida o texto dum folheto da época sobre a referida Aparição:
«Sempre acontece em todos os tempos à Nação Portuguesa, nas épocas em que a mesma precisa de protecção superior, para se levantar dos precipícios a que se tem visto exposta! Então, a Divina Providência agracia esta Nação, com um singular, ou particular, prodígio: tal é a fé com que muitas almas boas, conservando-se firmes, e constantes, no bem estar da Religião, oram incessantemente a Deus pelas necessidades da Pátria.»
Acrescente-se, a título de curiosidade, que, no ano seguinte, precisamente na véspera do aniversário desta Aparição, o futuro Rei D. Miguel fará a sua primeira grande arrancada nacional com a Vilafrancada. Nestas coisas de Deus e da Pátria, não há coincidências —  existem, isso sim, convergências.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

28 DE MAIO DE 1926

É costume esquecer que os futuristas são contemporâneos dos integralistas e dos rapazes do CADC, de quem já nos ocuparemos adiante: em Fevereiro de 1912 aparece em Coimbra o «Imparcial» dos jovens católicos, em Abril de 1914 é a «Nação Portuguesa» dos integralistas que inicia a sua marcha, em Abril de 1915 surge o «Orpheu»; António Sardinha nasce em 1887, Fernando Pessoa em 1888, Oliveira Salazar em 1889. Quer dizer que se processam simultaneamente essas três reacções nacionais — a que havia de seguir-se, na década imediatamente posterior, a dos «seareiros» —, uma de tipo sobretudo estético, outra de carácter principalmente político e uma terceira de índole essencialmente religiosa, contra a decadência, o estrangeirismo, e a fragmentação partidária que o liberalismo instalara entre nós, processaram-se ao mesmo tempo e fatalmente se influenciaram e interpenetraram (Pessoa colabora no «Eh Real!» do integralista João do Amaral, Sardinha colabora na «Contemporânea» do futurista José Pacheko, Salazar vem a encontrar apoios fundamentais no integralista Manuel Múrias e no futurista António Ferro).
In História do 28 de Maio, Eduardo Freitas da Costa, Edições do Templo, Lisboa, 1979.

DEUS, PÁTRIA E REI

Sem Deus e a Pátria, para a Filosofia política portuguesa, o Rei é um fantasma, uma sombra, carimbo ou chancela, títere ou absurdo.
Onde falta Deus, o Rei é como uma árvore sem raíz, casa sem alicerce, poder sem legitimidade; onde falta a Pátria, o Rei não tem razão de ser, porque precisamente o conceito de Pátria é incompleto, se lhe falta aquilo que torna indispensável a existência da Realeza hereditária.
Estas três verdades são irredutíveis; porque se, sem Deus, a Pátria é um mito, sem o Rei, nem o poder de Deus encontra o seu legítimo executor, no mundo da Política, nem a Pátria possui o elo que prende eficazmente, através dos tempos, as gerações, e as torna solidárias ou colaboradoras na procura normal dos seus destinos. É por isto que me oponho sempre ao lugar-comum estafado da «Pátria ao alto!», muito da predilecção de certos pataratas, e não considero doutrinariamente monárquico o que o repete e aplaude.
(...)
E rejeito o lugar-comum, não porque subalternize a Pátria, é evidente; mas porque não distingo a Pátria da Realeza, visto a Pátria portuguesa ter sido obra da Realeza hereditária.
Há quem não goste de que se diga isto e de que se escreva isto. Mas os que não gostam fariam melhor se, em vez de não gostarem, estudassem a História do seu País...
ALFREDO PIMENTA
(1882 — 1950)

quarta-feira, 27 de maio de 2015

DO ETERNO RETORNO E SUAS VANTAGENS

Andarmos em círculos propicia podermos descobrir algo que nos tenha escapado nas voltas anteriores.

terça-feira, 26 de maio de 2015

DO MISTÉRIO DA RAZÃO

Quanto mais pratico o pensamento racional mais ele me reconduz à minha congénita mentalidade mítica.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

MONARQUIA PORTUGUESA E CINEMA NACIONAL

Manuel Maria da Costa Veiga inicia a sua actividade cinematográfica como exibidor de filmes estrangeiros em Lisboa. Embora residente em Algés, era uma típica figura da Capital na viragem do século XIX para o XX — dandy alto e espadaúdo, de farta mas cuidada barba à moda. Além do mais, era um curioso e especialista em mecânica e electricidade, o que lhe conferia uma aura de mágico, nesses tempos da iluminação a gaz.

Costa Veiga ajudou Edwin Rousby na primeira exibição em Portugal de imagens em movimento, que decorreu no Real Coliseu da Rua da Palma (hoje desaparecido, para dar lugar a tristes pseudo-arquitectónicos caixotes pós-modernos); sessão essa que teve na assistência o Infante D. Afonso, irmão do Rei D. Carlos I, o que revela o empenho da Casa Real nas novidades científicas e artísticas que estavam a surgir, na Europa, na sequência da primeira apresentação pública — em Paris, a 28 de Dezembro de 1895 — de imagens captadas, reveladas e projectadas pelos irmãos Lumière, com a sua maravilhosa máquina Cinématographe.

A referida estreia lisboeta aconteceu em Junho de 1896 e nela foram projectadas fitas rodadas à volta do Mundo por operadores do pioneiro londrino Robert-William Paul. Foi um sucesso público, esta iniciativa do misterioso exibidor itinerante (húngaro ou americano, ninguém sabe) Edwin Rousby, «o electricista de Budapeste». Este, em Setembro, propicia nova sessão pública em Lisboa, agora com películas já filmadas no nosso País, pelo operador Harry Short, que Paul mandara para o sul da Europa à caça de imagens. A Cinemateca Portuguesa possui dois destes filmes: A Boca do Inferno e A Praia de Algés na Ocasião dos Banhos. Em Janeiro de 1897, Rousby parte definitivamente de Portugal, mas deixa em Lisboa a semente da cinefilia.

Depois deste flashback, para enquadramento histórico da aparição do Cinema («Animatógrafo», nas palavras de então) em Lisboa, vamos ao nosso pioneiro: Costa Veiga, após várias tentativas falhadas nesse sentido, conseguiu estabelecer-se como exibidor, inaugurando o Éden Concerto, aos Restauradores, e a Esplanada D. Luiz Filipe, em Cascais. Não tardou, no entanto, a dar o salto para a produção de filmes. Assim, aproveitando a estada sazonal do Rei D. Carlos em Cascais, no Verão de 1899, filma a Pessoa Real na praia, capta mais algumas vistas da então famosa estância balnear, e, finalmente, apresenta a sua primeira película: Aspectos da Praia de Cascais.

Foi o início de uma carreira de grande actividade como documentarista (palavra e conceito inexistentes à época, mas é disso que se trata), que atravessará toda a primeira década do século XX, registando os principais acontecimentos sociais e políticos, com a sua câmara inglesa Urban.

As vindas a Portugal de Chefes de Estado, e outras altas figuras, não lhe escaparam; e, temos, assim, a Série — interessante e fundamental para a compreensão da História da Europa — «Visitas a Lisboa»: Eduardo VII (1903), Afonso XIII (1903), Duques de Connaught (1903) Imperador da Alemanha Guilherme II (1905), Presidente de França Émile Loubet (1905), Rei de Saxe (1908).

Por este motivo, ficou conhecido por «Cineasta dos Reis», em oposição jocosa ao seu contemporâneo Aurélio da Paz dos Reis, «o Reis Cineasta», do Porto — primeiro português a dar à manivela uma câmara de filmar; e, revolucionário republicano, por sinal… Deste, falaremos noutro dia.

Entretanto, Costa Veiga fundou uma empresa produtora de Cinema — Portugal Filme —, continuando ainda a sua actividade profissional nos ramos da exibição e distribuição de fitas. Descobriu também, para o Cinema Português, Artur Costa de Macedo, que viria a ser um dos nossos melhores directores de fotografia, decisivo na Época de Ouro do Cinema Português (décadas de 1930 e 1940), e que trabalhava antes na garagem Auto-Palace, ao Rato.

Num tempo muito anterior ao advento da Televisão, era através do Cinema que os Estados comunicavam com os seus cidadãos e passavam para o exterior as imagens do País. Neste contexto, os filmes de Costa Veiga fizeram parte de uma grande e última ofensiva diplomática da Monarquia Portuguesa. A já referida Série «Visitas a Lisboa» foi distribuída por toda a Europa, com o apoio do Rei D. Carlos, mostrando Lisboa, como capital cosmopolita, acolhendo as principais figuras políticas do Mundo.

Note-se que os filmes, embora numa fase embrionária da Sétima Arte — em formato de curtas-metragens, a preto-e-branco, mudos —, eram um negócio rentável; e, Costa Veiga pôde enriquecer com a produção, distribuição e exibição de fitas, despertando, desta maneira, o apetite de muitos outros para esta indústria, os quais não tardaram a aparecer, em força, em Lisboa.

Sendo Costa Veiga «O Cineasta dos Reis», de facto, pode também dizer-se que a sua carreira sofre um grande abalo com o horrível Regicídio de 1 de Fevereiro de 1908 no Terreiro do Paço. Temos assim — simbolicamente — como uma das últimas obras do realizador: Os Funerais de S. M. El-Rei D. Carlos I e do Príncipe Real D. Luiz Filipe (1908).

Agora, em 2015, depois de passados 107 anos sobre o cobarde crime que foi o assassinato à traição do Chefe de Estado no Terreiro do Paço, não será a hora de se desenterrarem e exibirem os filmes do pioneiro lisboeta — do Cinema Nacional — Manuel Maria da Costa Veiga?

PELA LEI E PELA GREI

Trono e Altar continuam a sofrer ataques diários. Não vale a pena dar exemplos, há-os aos pontapés nos merdia. Agora, parece que a última especialidade é bater em mortos reais assassinados violentamente à traição. Perante isto, católicos e monárquicos, volta e meia, quando a coisa passa os limites da decência, perdem a paciência e lá reagem. Mas assim não vamos a lado nenhum. Só quando houver uma renovada aliança entre as variadas forças vivas da Tradição poderemos fazer frente à imparável ofensiva ateia e republicana. E contra-atacar. Por Deus, Pátria e Rei.

sábado, 23 de maio de 2015

DA AMIZADE

Mais ainda do que partilharem recordações únicas de momentos que viveram juntos, o que une para a vida os verdadeiros amigos é possuírem um sentido de humor inacessível aos demais.

DO SENTIDO DO HUMOR

Considero a ironia como a mais elevada forma de humor. Infelizmente, esta arte é totalmente estranha aos tristes portugueses de hoje em dia. Pequeno-burgueses e grandes burgessos à deriva nestes tempos pós-modernos e pré-apocalípticos. Esses tão betos quão semi-analfabetos indivíduos só soltam o riso com larachas brejeiras. Porém, volta e meia, vale a pena insistir na purificadora ironia. Água mole... 

HÁ LETRAS E LETRAS

Os jornais mostram o efémero e os livros guardam o eterno.

JÁ BAIXÁMOS AO 3.º MUNDO?

Será impressão minha ou — atendendo a design, cores, caras e mensagens —  os outdoors desta pré-campanha eleitoral têm como target criaturas semi-analfabetas do 3.º mundo? Depois venham-me cá falar da geração portuguesa «mais qualificada de sempre».