terça-feira, 24 de março de 2015

POESIA DO DIA

Poesia Toda, de Herberto Helder, edição de Assírio & Alvim, Lisboa, 1990. 

DA MINHA PESSOALÍSSIMA ÉTICA CATÓLICA E MONÁRQUICA

Não discuto o Papa nem o Rei.

segunda-feira, 23 de março de 2015

SÉTIMA ARTE À SEGUNDA-FEIRA

Em 1953, ano em que apenas se produzem e estreiam cinco filmes em Portugal, anunciando assim uma tendência de empobrecimento, após os Anos de Ouro das décadas de 1930 e 1940, surge — como lufada de ar fresco e tiro no escuro — o melhor filme de sempre, da nossa cinematografia, sobre o Ultramar.

Chaimite, de Jorge Brum do Canto — autor maior da História do Cinema Português, completamente apagado nos dias de hoje pela historiografia oficial —, é a segunda longa-metragem nacional sobre a matéria. Facto estranho este, que confirma o inexplicável desinteresse dos nossos produtores pelo tema (que tem pano para mangas, aliás). É o primeiro filme da empresa de produção Cinal, dirigida pelo Professor Luís Pinto Coelho, que se caracteriza por películas de qualidade.

Jorge Brum do Canto atingiu, nesta obra, uma autenticidade nas reconstituições de época e militares, como nunca mais o nosso Cinema logrou alcançar. Se, no que diz respeito à imagem, ao som e à montagem, percebemos que estamos na presença de um esteta — Brum do Canto iniciou-se com a Geração de 1930, profundamente ligada à modernidade cultural portuguesa, onde também se perfilaram, como cinéfilos ou cineastas, Leitão de Barros, Cottinelli Telmo, António Lopes Ribeiro, Chianca de Garcia, Dr. Ricardo Jorge (médico, cinéfilo, escritor), João Ortigão Ramos, Dr. Félix Ribeiro (médico, cinéfilo, fundador e primeiro director da Cinemateca Portuguesa), Domingos Mascarenhas, e muitos outros, de igual calibre, que se constituíram como tertúlia cinematográfica no Cine-Teatro S. Luís (aberto em 1928) —, por outro lado, no que se refere à História, é um cineasta profundamente conhecedor do assunto abordado que avança para este arriscado registo épico de Chaimite.

O filme — na linha de Feitiço do Império (1940), de António Lopes Ribeiro — mostra o heróico esforço português para defender o Ultramar dos ataques estrangeiros — neste caso inglês, sendo assim premonitório das cobiças americana e soviética —, e não é, como muitas vezes erradamente se refere, uma fita contra a revolta vátua, nem, muito menos, contra a sua identidade enquanto povo. Digamos que é um filme pela positiva: eleva Portugal, respeitando os que se lhe opunham directamente; mas denuncia os ingleses, que pretendem levar os moçambicanos à revolta contra Portugal para alimentar os seus apetites imperiais.

Mouzinho de Albuquerque (interpretado por Jacinto Ramos) destaca-se como grande protagonista, herói e fio-condutor da narrativa, não apagando, note-se, os outros camaradas de armas — Caldas Xavier (Augusto Figueiredo) e Paiva Couceiro (o próprio Brum do Canto, num notável trabalho de actor).

É que este cineasta era o protótipo do artista-total: neste filme assina o argumento, os diálogos, a planificação, a realização, a montagem, e actua. Sabia-se ainda fazer rodear dos melhores: a demonstrá-lo encontramos na música Joly Braga Santos, e na fotografia — de belíssimos e ousados enquadramentos — César de Sá e Aurélio Rodrigues, para além de termos o Major Vassalo Pandayo como consultor militar.

A biografia de um criador contém, quase sempre, a chave para a sua Obra. Neste caso, a tradição familiar, em que Jorge Brum do Canto bebeu, revela-se fundamental. Nascido e criado numa família católica e monárquica — próxima da Família Real e amiga de Paiva Couceiro —, habituou-se a pensar pela sua própria cabeça — nunca se envolveu institucionalmente com o Estado Novo, embora dele fosse simpatizante — e foi um homem culto e livre. Sabemos que apreciava António Ferro, pelo projecto que este tinha para as Artes Nacionais, e, por sua vez, era admirado por Carmona.

Encontramos como tema principal do seu Cinema, nas suas próprias palavras, «a Terra e o Povo». Portugal e os Portugueses vão ser, assim, os protagonistas de uma filmografia que se esplana, entre 1929 e 1984, por 23 filmes — do vanguardista A Dança dos Paroxismos (1929) ao policial O Crime de Simão Bolandas (1984), passando por documentários e obras de ficção. Quem quiser encontrar a nação em toda a sua diversidade e plenitude, terá de ver A Canção da Terra (1938), Lobos da Serra (1942), Fátima, Terra de Fé (1943), Um Homem às Direitas (1945), e A Cruz de Ferro (1968).

Voltando a Chaimite: a acção desenrola-se, temporalmente, entre 1894, momento do ataque a Lourenço Marques pelos africanos, e 1897, altura em que Mouzinho, Comissário Régio de Moçambique, vence definitivamente os vátuas, derrotando Maguiguana, que tinha escapado durante a captura de Gungunhana. A fita alia este lado épico a um tom intimista, ao mostrar a Mulher de Mouzinho, presença discreta mas firme, verdadeira apoiante e companheira das empresas do herói. Paralelamente, o realizador dá-nos ainda uma história de amor entre um soldado e uma bela rapariga, com um final feliz. Cabe aqui destacar que Chaimite tem também valor como documento histórico para o estudo da vida colonial da época, que é retratada com verosimilhança e mestria, desde a da cidade até à do mato.

Para a «coisa militar», Brum do Canto baseou-se no livro A Guerra de África em 1895, de António Ennes, e em textos do próprio Mouzinho, o que assegura o rigor histórico-militar. Ainda no campo da autenticidade, é de realçar que os indígenas africanos falam nos seus dialectos próprios — muda a tribo, muda a língua —, criando assim um verdadeiro realismo, tão em voga nesses mesmos anos de 1950 noutras paragens. O difícil será, como neste caso, juntar, no mesmo filme, uma escala monumental, num registo de credível reconstituição histórica, a um intimismo de fino recorte humano. E, se termino falando na escala, é porque Chaimite atinge uma grandiosidade no tratamento do espaço e dos cenários, servindo o argumento na sua enorme dimensão épica, como nunca mais o Cinema Português — e, de um modo geral, a Arte Nacional — conseguiu fazer.

Saibam os jovens realizadores, activos em 2015, pôr os olhos em Chaimite, para se poderem aventurar em novas e belas criações, com som e imagens em movimento, nesta linguagem universal que o Cinema é — e que sai sempre enriquecida quando trata temas que dizem respeito aos Povos, como aqui bem se vê.

Veja-se, pois! 

DA MISTERIOSA COMPLEXIDADE DAS FLORES DE CEREJEIRA

Sei que chegou a Primavera porque vi, durante o fim-de-semana, o deslumbrante espectáculo das Cerejeiras em flor. Flores estas que possuem um duplo e contraditório significado: por um lado, simbolizam, liricamente, a beleza feminina; por outro, epicamente, estão associadas ao código samurai. Este paradoxo tem o condão de as tornar ainda mais atraentes, cá para mim.  

sábado, 21 de março de 2015

UMA LINHAGEM ESPIRITUAL DE CHEFES POLÍTICOS FRANCESES

Os povos precisam de chefes, como de pão para a boca; mais do que de programas políticos, cujos conteúdos dificilmente conseguem descodificar. E, para detectar os líderes, têm um faro invulgar. Há quem lhe chame «sabedoria popular». Com este ou outro nome, o facto é que possuem este dom. E, mais ainda, contrariamente ao que por vezes se afirma, os povos também têm memória. Assim sendo, conseguem olhar para uma pessoa e ver nela a reencarnação de outras que se distinguiram no comando da nação, estabelecendo deste modo um invisível fio-condutor entre elas.
Vem tudo isto a propósito do que se está a passar em França: os franceses, instintiva e intuitivamente, sentiram em Marine Le Pen a natural sucessora de Joana d'Arc, Napoleão Bonaparte e Charles de Gaulle. Poderá parecer estranho, e dificilmente explicável à luz da razão; contudo, a mim, e mesmo que a ciência política possa rebater esta tese, esta linhagem espiritual de chefes políticos franceses afigura-se-me clara como água.    

sexta-feira, 20 de março de 2015

NAS TERRAS DO FIM DO MUNDO


quinta-feira, 19 de março de 2015

RESSURREIÇÃO

É uma Pátria quebrando cadeias,
É um silêncio que volta a cantar,
É um regresso de heróis às ameias,
Da cidade que volta a lutar.
É um deserto que vemos florir,
É uma fonte jorrando de novo,
É uma aurora que volta a sorrir
Nos olhos cansados do Povo.
E já ardem bandeiras vermelhas,
Nos campos há gritos de guerra,
Nas trevas da noite há centelhas,
Das rosas em festa da terra.
Canta o vento nos trigos doirados,
Dançam ondas à luz das fogueiras,
E nas sombras guerreiros alados
Erguem espadas entre as oliveiras.
É uma Pátria de novo sagrada,
Acordada da morte esquecida,
Vitória da nova alvorada:
Lusitânia em giesta florida.

DIOGO PACHECO DE AMORIM
(1949 — )

ROSA DE ARMAS

Deus a cada Nação um anjo deu.
Porque n’Ele as Nações serão eternas,
Mesmo que o tempo as desbarate e coma.


Anjo de Portugal! Te imploro! Imploro!
Defende Portugal, e continua-o!
Mesmo oculto e assombrado pelo mundo,
Como um corpo sem alma ou como alma
Penada a vaguear, ausente, ausente.
Mesmo que sendo só quase memória.
Defende Portugal! E, sob as asas,
Guarda-o, não vá ele enregelar.
Acende-lhe lá dentro uma candeia,
Que um dia voltará a ser archote
E fogueira a cantar no acampamento
E uma bola de fogo, um sol no empíreo,
Um coração nas ondas do Império.


Anjo de Portugal! No mais recesso
De nós mantém ainda esta semente,
Esta migalha, este ínfimo estilhaço,
Esta saudade, esta esperança e fé.
Este globo partido, Anjo! Recobra-o!
Retira-o do abismo, recompõe-o,
Altaneiro refá-lo, alto desvela-o,
Desfralda-o pela glória e pelos ventos,
De norte a sul, de leste a ocidente,
Que volte Portugal ressuscitado.


FLORENTINO GOULART NOGUEIRA
(1924  — 2015)

DIA DO PAI

É Dia do Pai porque é Dia de São José, marido da Virgem Santa Maria.
E é hoje. Mas, por enquanto, pois os ateus que nos desgovernam, e que teimam em apagar sistematicamente todos os Fundamentos Cristãos da Europa, podem sempre lembrar-se, na sua fúria niilista e iconoclasta, de apagá-lo; ou, de o mudar, como fizeram com o Dia da Mãe, por mesquinhos interesses comerciais. Do que estes novos vendilhões do Templo precisam sei eu. 

segunda-feira, 16 de março de 2015

SÉTIMA ARTE À SEGUNDA-FEIRA

Cinema para Todos, de Luís de Pina, edição de Secretariado do Cinema e da Rádio, Lisboa, 1980.

MADRUGADA SEM SONO


QUATRO POETAS QUE ME FAZEM MUITA FALTA:

— Amândio César (1921 — 1987).
— António Manuel Couto Viana (1923 — 2010).
— Florentino Goulart Nogueira (1924 — 2015).
— Rodrigo Emílio (1944 — 2004).

sábado, 14 de março de 2015

1128 É O ANO DA FUNDAÇÃO NACIONAL

1128 é o ano da Fundação Nacional porque se tivéssemos tido que aguardar por Zamora para proclamarmos Portugal independente também teríamos havido que esperar pelo reconhecimento da Espanha em 1668 para considerarmos Portugal restaurado.

VANGUARDA TRADICIONALISTA

Os verdadeiros tradicionalistas portugueses nunca estão sós. Eles avançam —  em direcção ao futuro — na vanguarda do, invisível e invencível, exército dos seus avós. E, para isso, precisam conhecê-los, como de pão para a boca.
Hoje em dia, a maior parte da gente, infelizmente, não sabe, nem quer saber, que cada indivíduo, além de pai e mãe, tem 4 avós, 8 bisavós, 16 trisavós, 32 tetravós, 64 pentavós, 128 sextos-avós, 256 sétimos-avós e, por aí afora, sempre a duplicar, até à geração da Fundação Nacional, nascida por volta de 1100, onde cada um de nós contará com 2.147.483.648 trigésimos-avós (é claro que, devido à habitual consanguinidade, este número corresponde, de facto, a muitíssimo menos pessoas).
Esta enorme hoste de mortos constitui o sustento carnal e espiritual de qualquer tradicionalista que se preze. Por esta razão, faz-me imensa confusão que existam portugueses que se dizem nacionalistas, ou se afirmem patriotas, desconhecendo a sua genealogia; e, até, desprezando-a enquanto ciência. 

sexta-feira, 13 de março de 2015

DA IDENTITÁRIA E SIMBÓLICA ESTÉTICA BÉLICA

A Alma de um Povo manifesta-se na sua Cultura, já se sabe. Dentro desta, que é quase tudo — da gastronomia à poesia, das belas-artes às belas-letras —, existe uma área fundamental, mas muito esquecida, para a identificação da identidade das nações, toda ela simbólica: a spathologia (termo criado no século XIX para designar o estudo das espadas históricas).
Assim, os romanos usavam na peleja o seu clássico gládio; os francos e germanos combatiam, preferencialmente, com a frâncica (o belo machado-de-guerra de dois gumes simétricos); os lusitanos guerreavam com a acutilante e eficaz falcata (curta espada de gume côncavo, onde os romanos se basearam para melhorarem o seu, já falado, gládio); e, finalmente, os gregos tinham o kopis (quase igual à, atrás referida, lusitana falcata).
Por aqui se constata que todas as nações europeias são primas, mas umas mais primas do que outras; e, como Fernando Pessoa dizia, à sua genial maneira (na citação que anteriormente publiquei), há muitas e profundas afinidades entre um lusitano e um helénico.

AFINIDADES LUSO-HELÉNICAS NAS PALAVRAS DO POETA

Nada há de menos latino que um português. Somos muito mais helénicos — capazes, como os gregos, só de obter a proporção fora da lei, na liberdade, na ânsia, livres da pressão do Estado e da Sociedade. Não é uma blague geográfica o ficarem Lisboa e Atenas quase na mesma latitude.
FERNANDO PESSOA
(1888 — 1935)

SEBASTIANISMO AGORA

O miguelismo foi o sebastianismo do século XIX e o sidonismo o do século XX. Entretanto, já se pressente que o do século XXI está para chegar. Não se vê nem se ouve, por enquanto, mas afigura-se certo que este longo tempo de Interregno já gerou o Encoberto. Resta só revelar-se. Saibamos esperar, com saudades do futuro, para poder alcançá-lo. Na esperança de que (à terceira será de vez) este virá para ficar, a fim de realizar o V Império — que é do Espírito e só nosso, todo ele Cultura Lusíada — no III Milénio. Afinal, falta ainda cumprir-se Portugal! É a Hora? Não perderemos pela demora...

quarta-feira, 11 de março de 2015

O REINO DE PORTUGAL NA VANGUARDA SOCIAL

Em Portugal, os representantes dos municípios («homens-bons» das vilas e cidades, provenientes do «terceiro-estado» e escolhidos autarquicamente pelo povo dos concelhos) passaram a ter prioridade na elaboração das leis, em 1254, a partir das Cortes de Leiria, no reinado de D. Afonso III. Só no ano seguinte foi implementada em Inglaterra a Câmara dos Comuns, durante o reinado de Henrique III, dando assim semelhante voz à população. Remate-se a questão recordando que em França apenas com Filipe Augusto, em 1303, foram convocados os equivalentes representantes  populares.
Estes dados, que os interessados poderão confirmar e aprofundar nos manuais históricos, servem para recordar a matriz da Monarquia Portuguesa: o Bem Comum e a Justiça Social. Tendo estes dois altos desígnios nacionais em mente, Portugal criou a representação orgânica, corporativa e municipalista, expressa em Cortes Gerais com poderes legislativos. Desta forma, será para sempre o primeiro Estado da Europa a lançar o povo na construção das leis.  

DO COMBATE CULTURAL AO PODER POLÍTICO

Sempre tive para mim como certo que o combate cultural é decisivo na conquista do poder político e no condicionamento do seu exercício; nomeadamente, levando os governos a adoptar determinadas ideias e medidas. A partir dos anos 2000, esta função — toda ela de longo alcance e, por consequência, inacessível a gente de vistas curtas —, também designada por metapolítica, passou a contar com uma nova frente de batalha, que se veio a revelar a mais importante dos nossos dias — a blogosfera.
Senão, veja-se: o actual programa político liberal, aplicado por este governo, deve muitíssimo a uma jovem geração de pensadores liberais-conservadores que, durante toda a primeira década deste século, lançou os conceitos que o sustentam e preparou as mentalidades para a sua aceitação, através dos seus blogues (não vou nomeá-los, são por demais conhecidos).
Digo isto com todo o à-vontade de quem não tem a mesma visão para Portugal — muito pelo contrário —, mas sabe reconhecer um bom trabalho de confrades bloguistas. Quisesse Deus que a nossa gente, pelas nossas ideias, soubesse levar a cabo semelhante tarefa. A bem da Tradição. 

terça-feira, 10 de março de 2015

TRADICIONALISMO VERSUS LIBERALISMO EM PORTUGAL

Portugal está há 200 anos em liberalismo, quer seja político ou económico, revolucionário ou conservador, de direita ou de esquerda. Olhando com distanciamento e objectividade para os 900 anos de História, no seu conjunto, parece-me óbvio que foi imediatamente antes do arrivismo liberal, precisamente durante os 700 anos da catolicíssima, tradicionalista  e orgânica Monarquia Portuguesa, que vivemos os nossos maiores tempos de glória. Glória espiritual e material — realista, portanto.
Qualquer investigador académico, intelectualmente honesto, poderá entreter-se a confirmar isto, ponto por ponto, nas diversas disciplinas: das artes, ciências, diplomacia, direito, economia, filosofia, geografia, história, política, religião, etc. e tal; e, ainda, na coisa militar e também nas, hoje tão apregoadas, matérias marítimas e náuticas.  

segunda-feira, 9 de março de 2015

SÉTIMA ARTE À SEGUNDA-FEIRA

O Clube dos Amigos da Sétima Arte (CASA) — tertúlia cinéfila que fundei e animo desde 2004 — encontra-se prestes a arrancar com novas sessões para novos grupos. Ainda restam alguns lugares para pessoas interessadas em aprender ou recordar a História e Estética do Cinema.   

DA LUTA PELO POLEIRO NO CONTINENTE E ILHAS

A política praticada pelos partidos do sistema é tão tristemente previsível que nunca aqui falo dela. Apesar disso, há certas coisas que vale a pena referir, quanto mais não seja, a título de aviso, para que os meus leitores não sejam tomados por parvos.
Parece que arranjaram para aí, já há uns tempos, um novo tema, que anda na boca de políticos, comentadores e jornalistas, arvorado em questão nacional e feito «tabu» (velha técnica de comunicação rasteira, para entreter papalvos). Trata-se da coligação, para fins eleitorais, entre os dois partidos que descompõem o actual desgoverno da república portuguesa, outrora grande país chamado Portugal. Ora, obviamente, esse contrato só poderá ser feito após umas eleições de que, curiosamente, ninguém fala — as da Madeira, que se realizarão neste mesmo mês de Março. E é óbvio por uma simples razão: os dois partidos do desgoverno nacional vão entrar nessa corrida não só separadamente mas ferozmente um contra o outro; portanto, apenas depois de arrefecerem os calores dessa refrega sub-tropical os líderes dessas duas agremiações irão anunciar o seu casamento, qual profana aliança.
Já agora, por razões cómicas, vale a pena espreitar o panorama eleitoral do Arquipélago em causa e ver a bizarra coligação comandada pelos socialistas, prova evidente de que, quando cheira a poleiro, vale tudo.       

BEM-HAJAM

Agradeço a todos os bloguistas e leitores que simpaticamente me desejaram os Parabéns através do e-mail associado ao meu perfil no Blogger. Tentarei responder-lhes personalizadamente em breve.

domingo, 8 de março de 2015

PUXAR PELA CABEÇA COM SALAZAR EM MENTE

Salazar, nos seus escritos, discursos e entrevistas, raramente fazia citações. No entanto, na construção da sua doutrina — que foi, essencialmente, uma grande síntese  —, baseou-se noutros pensadores (de múltiplos países e séculos). Descobri-los, nas entrelinhas, constitui um estimulante jogo, para quem gosta de pesquisar.

sábado, 7 de março de 2015

TERROR NA AUTOESTRADA ABERTA PELA PRIMAVERA ÁRABE

As «Primaveras Árabes» foram congeminadas pelos iluminados especialistas de geoestratégia dos Estados Unidos da América e postas em prática pelos seus discretos agentes no terreno, quais aprendizes baratos de Lawrence da Arábia. De seguida, para melhor serem legitimadas, foram aplaudidas às mãos ambas pelos usuais idiotas úteis de serviço, ou seja, as chamadas opiniões públicas ocidentais, sempre facilmente instrumentalizadas por poderes invisíveis.
Finalmente, após mais de quatro anos de aplicação desta receita, o resultado geopolítico deste lindo serviço está bem à vista de todos: vastos territórios do Norte de África e do Médio Oriente foram gravemente desestabilizados e estão transformados numa enorme autoestrada aberta para exclusivo uso dos terroristas niilistas do Estado Islâmico no seu devastador avanço em direcção à Europa.       

sexta-feira, 6 de março de 2015

DA POLÍTICA INTERNACIONAL

No meio do habitual chorrilho de desinformação, e provavelmente por distracção ou engano, a RTP prestou recentemente verdadeiro serviço público. Refiro-me à entrevista com Bashar al-Assad. Apesar das preconceituosas e politicamente correctas perguntas do jornalista português, as respostas do Presidente da Síria merecem ser escutadas com toda a atenção (basta pesquisar na Internet, encontra-se online). Bem sei que a Europa anda desorientada, pelos actuais desgovernantes da desunião europeia, e já não sabe distinguir os amigos dos inimigos nem definir aliados; mas, pode ser que, indo directamente às fontes e ouvindo os injustamente diabolizados (como neste caso),  os europeus finalmente despertem.

NA MOEDA E NA CHEFIA DO ESTADO

Portugal carece urgentemente do regresso dos Reis.

quinta-feira, 5 de março de 2015

NEM TODOS OS AFORISMOS SÃO ETERNOS

No início do Século XIX, Joseph de Maistre, grande pensador católico e monárquico, proclamou um famoso aforismo: «Uma Contra-Revolução não é uma Revolução contrária; é o contrário de uma Revolução.» À época, os diferentes tradicionalistas europeus podiam e deviam levar esse anexim à letra, pois permaneciam ainda, nas suas diversas comunidades nacionais, muitas coisas intactas; e, portanto, quase tudo para conservar.
Agora, perante o actual panorama de dissolução nacional, em todas as pátrias da Europa, os tradicionalistas não poderão limitar-se a ser contra-revolucionários ou conservadores; mas, muito pelo contrário, deverão ser revolucionários e lutar — precisamente — por uma Revolução contrária. Só assim será reposta a Ordem e a Tradição.

quarta-feira, 4 de março de 2015

SINAIS SENSORIAIS DA ESTAÇÃO QUE SE AVIZINHA

Sei que a Primavera se aproxima porque os longos e sedosos cabelos das raparigas na flor da idade já refulgem sob a bela luz dourada do Sol do Equinócio.

ESTATÍSTICAS OFICIAIS DO ETERNAS SAUDADES DO FUTURO

Janeiro de 2015
Visualizações de páginas: 7 920.

Bem-hajam todos estes que visitaram o blogue neste momento crucial de nova arrancada do Eternas Saudades do Futuro.   

terça-feira, 3 de março de 2015

A EUROPA CRISTÃ ESTÁ CERCADA E AMEAÇADA

A Europa toda — de Lisboa a Moscovo — tem que rapidamente reencontrar-se com a sua raiz cristã; e, unida à volta dessa sua matriz —  fundacional e comum a todas as suas nações —, fazer frente aos que a ameaçam por (quase) todos os lados.  A saber: República Popular da China, a oriente; Estado Islâmico, a sul; Estados Unidos da América, a oeste.
Tudo o mais são conflitos criados artificialmente dentro dela —   com o sinistro triplo objectivo de dividi-la, enfraquecê-la e distraí-la (do essencial) — por estes mesmos seus inimigos.

segunda-feira, 2 de março de 2015

TRADIÇÃO E QUALIDADE NA INTERNET

Habitué destas andanças, há mais de uma década — primeiro como leitor, depois como autor —, cedo cheguei à conclusão de que estando hoje vedado, pelos donos do sistema, o acesso aos convencionais meios de comunicação (jornais, revistas, rádios, televisões) às  verdadeiras élites do pensamento, simplesmente porque têm uma diferente Weltanschauung, seria a Internet o meio privilegiado para divulgar ideias. Ideias antigas, velhas, tradicionais, mas muito actuais, pois são de sempre e para sempre.
Dito isto, é com júbilo que saúdo a aparição nesta rede de um espaço de qualidade feito por um grupo de brilhantes jovens académicos: Velho Critério. Como se já não bastasse esta lufada de ar fresco, e como isto está tudo ligado, vejo com alegria ser um dos excelentes autores o filho do meu amigo Carlos Bobone, sábio e rigoroso primeiro director da saudosa, também ela uma revista cultural online,  Alameda  Digital (link aqui ao lado, na coluna da direita). Eis a tradição em marcha, passando o sagrado legado da Cultura, de pai para filho, ao longo dos séculos. Se todos assim o fizermos, Portugal eterno viverá!

SÉTIMA ARTE À SEGUNDA-FEIRA

Fitas e Franjas, Domingos Mascarenhas, Edições Gama, Lisboa, 1948.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

DO PARADOXO PORTUGÊS E DA COERÊNCIA FRANCESA

Espera-se das organizações tradicionalistas que perdurem, no tempo e no espaço, através da transmissão do seu legado, de pensamento e acção, entre sucessivas gerações. Fatalmente, em Portugal, o Integralismo Lusitano e a Acção Realista Portuguesa passaram rapidamente, como luminosas e efémeras estrelas cadentes. Felizmente, em França, a Action Française, nascida em 1898 (parece mentira, mas é verdade!), está viva e recomenda-se.    

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

ROMANCE PARA O FIM-DE-SEMANA

Um Estranho Encontro, Ernst Jünger, Difel, Lisboa, 1987.
Romance escrito aos 89 anos de idade por um autor que supera qualquer adjectivo possível para o qualificar. Quem não conhece a sua obra, pode começar por este livro. Às vezes, ler certas bibliografias do fim para o princípio ajuda a cativar e faz-nos chegar à raiz dos temas que habitam o imaginário dos escritores de uma forma mais profunda. Penso que este método se pode aplicar com vantagem a Jünger, que atravessou todo o século XX com a sua vida e obra.
Esta edição portuguesa tem tradução de Ana Maria Carvalho e revisão literária, posfácio e notas de Rafael Gomes Filipe. Leia-se, pois.     

PORTUGAL PERMANECE NAS PALAVRAS DOS SEUS POETAS

Com o poeta em mente, vou à estante dos poetas, tiro um livro de poesia, escolho um poema e sento-me ao computador a passá-lo. As costas ficam num oito e os olhos queimados pela artificial luz do ecrã desta danada máquina. Porém, depois duma trabalheira não remunerada e consequente inglória canseira, como esta, volta e meia, acontece-me ter recompensadoras surpresas, que me dão a agradável sensação de missão cumprida: por exemplo, agorinha mesmo, e não foi a primeira nem a segunda vez que aconteceu, acabei de receber um mail pedindo-me informações sobre um poeta aqui publicado, do qual o remetente nunca tinha ouvido falar. Pois, pudera, este agora pequeno e pobre País não está para Poetas! Principalmente para os Poetas que sempre puseram a Pátria acima de tudo!

TUDO

Em surdina chegaste
E em surdina te vais:
— Oh felicidade que baste,
Que nunca bastas de mais!
E eu queria que ficasses,
De tal maneira ficada,
Que nunca mais me trocasses
— Por nada!

AMÂNDIO CÉSAR
(1921 — 1987)


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

SOMBRA

No cimo dum rochedo hostil e obscuro,
Eu náufrago há que tempos, muitos anos,
Espero algum navio nos oceanos
Descobrir, lento e longe, quase obscuro.
Quando passa, afinal, o que procuro,
Lento e longe esvaindo..., quase ufanos
Os maus braços levanto, em surto abano-os,
A chamá-lo, esse vulto de futuro!
Mas ele passa ao largo, lento e longe,
Solitário e tristonho tal um monge,
Na distância esfumando os traços frios.
Madrugada. Nem sol e nem tormentas.
Ao rochedo, só águas vêm, lentas,
Que roçaram as quilhas dos navios.

FLORENTINO GOULART NOGUEIRA
(1924  — )

MONARQUIA REALISTA

A Monarquia Portuguesa tem um Rei que governa, à frente dum governo escolhido e presidido por ele próprio, é hereditária, católica, nacional, patriótica, tradicionalista, orgânica, e tem Cortes Gerais, com poderes consultivos e deliberativos, sendo compostas pelos representantes eleitos de todas as corporações (associações profissionais) e regiões (províncias e municípios). Simples e eficaz. Foi assim no passado, durante sete séculos a fio (de 1128 a 1834), e voltará a ser assim no futuro; ou então não valerá a pena restaurá-la. 

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

ONDE A TERRA SE ACABA E O MAR COMEÇA

Onde a terra se acaba e o mar começa
É Portugal;
simples pretexto para o litoral,
verde nau que ao mar largo se arremessa.
Onde a terra se acaba e o mar começa
a Estremadura está,
com o Verde pino que em glória floresça,
mosteiros, castelos, tanta pátria ali há!
Onde a pátria se acaba e o mar começa
há uma casa onde amei, sonhei, sofri;
encheu-se-me de brancura a cabeça
e, debruçado para o mar, envelheci...
Onde a terra se acaba e o mar começa
é a bruma, a ilha que o Desejo tem;
e ouço nos búzios, 'té que o som esmoreça,
novas da minha pátria — além, além...

AFONSO LOPES VIEIRA
(1878 — 1946)

PORTUGAL É GRANDE

Portugal é grande,
cai co'a alma doída,
mas a mudança pedida avança,
e renasce a terra caída
— da lembrança havida
cria-se, ainda criança,
a lusitana, antiga verdade.
Cai, co'a alma dorida,
mas cresce e avança, sentida,
a perdida esperança.

JOSÉ VALLE DE FIGUEIREDO
(1942 — )

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

SÉTIMA ARTE À SEGUNDA-FEIRA

A expressão «Sétima Arte» anda na boca de toda a gente. Falemos, então, sobre a origem dessa — feliz — designação para o Cinema.

Foi o escritor, jornalista, crítico e dramaturgo italiano Ricciotto Canudo (Bari, 1879 — Paris, 1923) quem baptizou o Cinema de Sétima Arte. Canudo fundou a revista Montjoie! (1913-1914), sedeada em Paris, e manteve uma tertúlia com — entre outros — Léger, Apollinaire e D’Annunzio. Em 1920, cria o «Clube dos Amigos da 7.ª Arte», que é, assim, precursor do movimento do cine-clubismo. Edita, finalmente, em 1923, a Gazette des sept arts, revista fundamental como suporte teórico das vanguardas estéticas da época.

Se, por esta altura, os meus leitores já perceberam que estamos perante um teórico da Arte, não estranharão saber que Canudo lança, em 1923, o Manifeste des Sept Arts, após uma série de outros textos preparatórios, o primeiro dos quais data de 1908; e, num deles, em 1912, cunhou a nossa expressão. Esta publicação definitiva das suas inovadoras ideias, surge como legitimação estética do Cinema, elevando-o à categoria das restantes Artes.

Em primeiro lugar, chama a atenção, no seu Manifesto, para o facto de o Cinema ser muito mais do que apenas indústria e comércio, resgatando-o à mera tentação material e convocando-o para as fileiras da espiritualidade criadora. De facto, o Cinema é — antes de tudo — Arte.

Depois, Canudo diz-nos, do seu ponto-de-vista, quais são as seis Artes que antecedem cronologicamente o Cinema. Desde a Antiga Grécia que as Artes têm andado numa roda-viva, no que diz respeito à sua catalogação (convém nunca perder de vista as nove musas inspiradoras). Ainda bem que se trata de uma conversa (ou debate, como agora se diz) em aberto, pois isso representa um sinal da vitalidade dos nossos pensadores. Para este escritor italiano do século XX, as Sete Artes são: Arquitectura, Escultura, Pintura, Música, Dança, Poesia e Cinema. Se as três primeiras — artes plásticas, porque do espaço — aparecem, segundo Canudo, por necessidades materiais (abrigo, no caso da Arquitectura, com as suas complementares Pintura e Escultura), para, no entanto, logo depois se afirmarem artisticamente, já a Música é fruto duma vontade espiritual de elevação e vai irmanar-se com os fundamentos rítmicos da Dança e da Poesia. Curiosamente, no pensamento do teórico italiano, a Dança e a Poesia antecedem a Música, que só se autonomizará destas quando se liberta e chega à sinfonia, como forma de música pura.

É óbvio que a génese das Artes aqui descrita tem de ser contextualizada na época em que foi criada — início do século XX, em toda a sua pujança Futurista (Graças a Deus!) — e entendida como visão pessoal do seu autor. No entanto, se aqui a trago, é porque sem ela não poderemos compreender a expressão «Sétima Arte».

Por fim, entramos naquilo que me parece ter resistido ao crivo do tempo (esse destruidor de mitos de vão de escada) e manter, ainda hoje, enorme actualidade.

Canudo apresenta o Cinema como síntese de todas as Artes e como Arte Total — ao que não é alheio o pensamento de Wagner; assim, na plenitude da sua linguagem estética, a Sétima Arte integra elementos plásticos da Arquitectura, da Pintura e da Escultura e elementos rítmicos da Música, da Dança e da Poesia, que se vão todos revelar nos filmes nas seguintes áreas técnicas (podendo nós tentar fazer um jogo de concordâncias): imagem ou fotografia (ainda a preto-e-branco, em vida de Ricciotto Canudo); som ou, mais tarde, banda sonora (note-se que, quando o italiano teorizou, o Cinema era Mudo e os filmes eram acompanhados, apenas, pela interpretação ao vivo de uma partitura musical durante a sua projecção nas salas); montagem, que confere um sentido às imagens; cenografia, que entretanto evolui para direccção artística, alargando o seu campo de intervenção; realização, que tem como missão a planificação do filme, a orquestração dos vários elementos aqui referidos, assegurados por outras tantas equipas técnicas, e a direcção dos actores; e, por último, sendo no entanto o princípio de tudo, argumento.

Mais ainda: como grande síntese criadora — para além de fusão —, o Cinema une Ciência e Arte, num casamento feliz, e produz uma novíssima Linguagem, para a qual as outras Artes tenderam desde sempre, de imagens em movimento e som — formas e ritmos à velocidade da luz!

É, portanto, a última das Artes, fechando o ciclo da Estética. E, acima de tudo, aquela que, incorporando todas as outras, melhor transporta o nosso Património histórico, estético e cultural — projectando-o no futuro —, através da permanente reformulação e actualização das ancestrais e intemporais narrativas da nossa matriz identitária.

Haja sempre cineastas portugueses à altura desta missão universal.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

REFLEXÕES PARA A CRIAÇÃO DUMA RENOVADA E GRANDE EUROPA

Todo o mundo já percebeu que a desunião europeia que nos desgoverna, e nos faz a vida negra, está por um fio. Também toda a gente já pressentiu que os povos europeus vão passar a escolher de forma livre e consciente, muito em breve, pessoas patriotas para liderar e governar, como deve ser, os seus diversos países. Digamos que o que estamos a assistir na Grécia é, apenas, uma antecâmara e um anti-clímax do que se aproxima a passos largos. Escusado seria acrescentar que os políticos do sistema e os seus papagaios de serviço nos meios de comunicação para enganar as massas, formatados ainda, uns e outros, no já morto e enterrado marxismo cultural, estão completamente a leste do busílis da questão.
É portanto chegada a hora de construir uma Europa a sério; e, nesse sentido, para assegurar uma verdadeira e sólida Aliança entre os vários futuros renovados Estados do Continente Europeu, há que criar rapidamente uma Ideia que seja uma Síntese transcendente e superadora dos contrários. Esta nova Doutrina terá de levar em conta o actual mapa-múndi geopolítico — perigosíssimo, porque pleno hoje de estranhos actores não-convencionais — e deverá ser elaborada por pensadores com sólidas bases ideológicas e apurada visão geoestratégica, a fim de poder ser aplicada globalmente, num quadro de realpolitik, no interesse de todas as Nações europeias mas unicamente em nome da renovada  e grande Europa.    

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

OS POETAS DA PÁTRIA NÃO MORREM: RODRIGO EMÍLIO (1944 — 2004)

— Tu conheces bem a História...
— Sou Tradicionalista, do ponto-de-vista Histórico.
— Afinal, não estás agarrado à cultura da tourada e do fado...
— Sou Vanguardista, do ponto-de-vista Cultural.
— Como é que consegues ser desprendido das coisas materiais?
— Sou Aristocrático, do ponto-de-vista Espiritual.
— É estranho... Tens referências de que eu gosto...
— Sou Cosmopolita, do ponto-de-vista Estético.
— Mas tu não és pelos ricos e contra os pobres?
— Sou Justicialista, do ponto-de-vista Social.
— Eu pensava que tu eras conservador...
— Sou Revolucionário, do ponto-de-vista Ontológico.

Diálogo imaginário, em que crio as perguntas e transcrevo, sob a forma de respostas, a famosa declaração de princípios de Rodrigo Emílio. Evoco assim, desta respeitosa e pessoalíssima maneira, a sua Memória, no dia dos 71 anos do seu nascimento.

TRISTE CRISE DE IDENTIDADE NACIONAL QUE URGE ULTRAPASSAR

Torna-se confrangedor assistir às manifestações carnavalescas que hoje em dia têm lugar neste agora desgraçado pequeno jardim à beira-mar plantado. Não passam de tristes cópias dos delírios carnais vindos dos trópicos. Não se aperceberá o nosso povo do ridículo que é macaquear hábitos estrangeiros? Arrepia ver importadas bailarinas de segunda categoria bambolearem-se semi-nuas debaixo da chuva do nosso Inverno.
Pergunta-se se não haverá alternativa. Há. Portugal é fértil em ancestrais cultos pagãos próprios desta época profana que antecede a Quaresma e que a Igreja Católica sempre soube respeitar, na medida em que são três dias de festa imediatamente antes de quarenta dias de espiritualidade. Portanto, felizmente, basta desligar as televisões, voltar as costas às cidades e ir por essas aldeias fora para encontrar lugares onde ainda existe gente que resiste ao novo-riquismo do mundo moderno e cultiva de forma viva as suas mais antigas tradições locais. São estas mulheres e estes homens, profundamente enraizados nas suas terras, que asseguram o futuro de Portugal.
Tudo isto é preocupante porque uma Nação que corta os seus laços com o seu passado não tem futuro. Aliás, as páginas da História Universal estão cheias de povos, culturas, países, reinos, impérios e civilizações que, pura e simplesmente, por esta mera razão, desapareceram.         

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

SÉTIMA ARTE À SEGUNDA-FEIRA

Histoire du cinéma, de Maurice Bardèche e Robert Brasillach, edição Le livre de poche (dois volumes duplos — I: Le cinéma muet e II: Le cinéma parlant), Paris, 1964 e 1965.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

SANTOS E COMANDANTES

Em 1431, a poucos meses e quilómetros de distância, morriam dois europeus excepcionais. Dos maiores chefes guerreiros do seu tempo, e de sempre. Heróis eternos, portanto. Hoje, são ambos santos venerados pela Igreja Católica. Uma francesa e um português. Possam França e Portugal  estar de novo à altura de honrar as suas memórias e seguir os seus exemplos. Que Santa Joana d'Arc e São Nuno de Santa Maria nos iluminem e guiem.    

AOS QUE QUEREM ACABAR COM AS MAIÚSCULAS

Eles verão que Verão assim só aqui.

ESCRITORES MUITO MEUS

Sete escritores franceses fundamentais com apelidos começados pela letra B:
— Jacques Bainville.
— Honoré de Balzac.
— Georges Bernanos.
— Louis de Bonald.
— Abel Bonnard.
— Paul Bourget.
— Pierre Boutang.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

GEOPOLIÍTICA E GEOESTRATÉGIA PARA O FUTURO DA EUROPA

Mais tarde ou mais cedo, a Europa terá de unir-se — verdadeiramente — se quiser sobreviver. Leia-se por união, do meu ponto-de-vista, uma sincera e eficaz aliança político-militar entre Estados, correspondendo estes às dezenas de Nações que compõem o nosso Continente.  Depois, há que olhar para o Mundo e, seguindo os ensinamentos de Carl Schmitt, identificar, definir e hierarquizar os inimigos políticos. Finalmente, teremos de nos defender deles ou, se necessário, contra-atacá-los no momento certo, atendendo aqui às lições de Carl von Clausewitz, cada um de sua vez, evitando abrir frentes simultâneas, para obter a vitória final. Mas, com os EUA de um lado, a China do outro, e o Islão por toda a parte, não vai ser fácil. Porém, com uma Grande Europa das Nações, forte e solidamente unida, de Portugal à Rússia, com todos e tudo, venceremos.
E é claro que tenho a perfeita noção de que, por enquanto, isto por mim aqui escrito parece chinês para os passageiros pequenos leaders da actual (des)União Europeia que nos desgoverna. Contudo, cheira-me que muito em breve terão de pensar no assunto; e, no entanto, já será tarde para eles.   

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

ANTI-POESIA E ETIMOLOGIA

O dinheiro divide, como o diabo.

MONARQUISMO VERSUS ROYALISME

Royalisme precisa urgentemente de ser vertido para Português e transposto para Portugal. Realismo é, porque dúbio e equívoco, fraca tradução. E, não, royalisme não é o mesmo do que monarquismo. São duas doutrinas diferentes.

FUTURISTICAMENTE FALANDO

Terceiro Milénio da Cristandade,
Quarta Dinastia Lusíada,
Quinto Império — do Espírito.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

PROCESSO CRIATIVO

A falar, parte-se pedra.
A escrever, edifica-se obra.

NOTA EDITORIAL

A pedido de várias famílias, passarei a escrever regularmente sobre História do Cinema neste meu eterno blogue. Sendo o Homem um animal de hábitos, há que definir um dia certo para a coisa, a fim de os meus queridos leitores melhor fixarem como lembrete a data, e passarem por cá com o fito de ler a referida prosa, que este vosso servo escrevinhador tentará alinhavar para a ocasião. Sobre Cinema Mudo, Clássico ou Moderno, corrente estética, género ou autor, e etc. e tal, um curto aforismo ou um texto mais longo virá sempre a lume.  Existindo à partida logicamente sete hipóteses, veio-me contudo logo à cabeça a Segunda-Feira. Esta, faz-me lembrar os saudosos anos 80 do Século passado, quando as salas de cinema de Lisboa decidiram descer os preços dos bilhetes para metade do valor, com o saudável intuito de facilitar a vida à jovem clientela cinéfila da época. Bons tempos, em que se visionavam belas fitas, em animados grupos de amigos. Assim, sob o mote da recordação, mas com os pés assentes no presente e os olhos postos no futuro, passaremos a ter «Sétima Arte à Segunda-Feira» no Eternas Saudades do Futuro.    

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

DO IMPÉRIO DA RAZÃO

Não sou monárquico por tradição, sou monárquico pela Tradição.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

DA HISTÓRIA E ESTÉTICA DO CINEMA

O Clube dos Amigos da Sétima Arte (CASA) — tertúlia cinéfila que fundei em 2004 e que desde aí animo — encontra-se prestes a arrancar com novas sessões para novos grupos. Ainda restam alguns lugares para pessoas interessadas... 

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

DAS ÁRVORES

As árvores de folha caduca são as mais amigas do Homem: dão-nos sombra no Verão e deixam passar a luz e o calor do Sol no Inverno.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

NA COUTADA DOS NOVOS-RICOS

As luminárias que (des)governam a Câmara Municipal de Lisboa decidiram agora proibir o acesso à Baixa de carros anteriores ao ano de 2000. Estas criaturas detestam tudo quanto não seja moderno, não fossem eles uns perfeitos arrivistas. Depois de já se terem destacado a arrancar árvores antigas e a demolir edifícios históricos, chegou o momento de se lançarem na caça aos carros clássicos. Parece que ainda por cima estes crimes estéticos propiciam umas belas negociatas. 

domingo, 1 de fevereiro de 2015

EM MEMÓRIA DE DOIS GRANDES PORTUGUESES ASSASSINADOS

No primeiro quartel do século passado, Portugal teve dois Chefes de Estado míticos: Dom Carlos e Sidónio. Suscitaram enormes amores e também ódios mesquinhos, e ambos foram cobardemente assassinados. Um fez avançar a Arte, a Ciência e o Desporto, e conservou e promoveu as suas muito queridas tradições nacionais. Outro passou tão rapidamente e luminosamente como um relâmpago, mas ainda assim semeou Obra indelével e apontou o caminho da Esperança. Deixaram imensas saudades no Povo. Assinalam-se hoje 107 anos sobre o assassinato do primeiro. E, continua por apurar toda a verdade dos factos em relação aos discretos e secretos mandantes das suas mortes, para finalmente podermos chamar os bois pelos nomes.    

sábado, 31 de janeiro de 2015

A GRÉCIA NA VANGUARDA DA EUROPA TRADICIONAL

Rio-me ao ouvir as galimatias dos políticos, comentadores e jornalistas cá do burgo a propósito da aliança entre patriotas de esquerda e nacionalistas de direita na Grécia. Intoxicaram-nos intelectualmente nas universidades do sistema de forma a repetirem sempre a mesma lengalenga politicamente correcta nos me(r)dia. Gramsci explicou como se fazia.  Só que agora existem dados novos. Ninguém lhes tinha dito que ainda há gente que ama apaixonadamente a Pátria e a Nação, a Terra e o Povo, o Solo e o Sangue, o Território e a Cultura. Ah, pois há. E que essas pessoas põem esses valores espirituais à frente dos interesses materiais. E gente honrada, leal e valente, como esta, mais tarde ou mais cedo acabará por vencer por toda a Europa. Vão-se habituando... 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

SANTO DO DIA

S. Tomás de Aquino (28.1.1225 — 7.3.1274). Doutor da Igreja.
Patrono especial de todas as Universidades e Escolas Católicas.

LIVRO DO DIA

O mapa e o território, Michel Houellebeck, tradução de Pedro Tamen, Editora Objectiva, Carnaxide, 2011.

FORA DE CENA QUEM NÃO É DE CENA

No Eternas Saudades do Futuro não há caixas-de-comentários pela simples razão de que o seu autor se recusa a dar de mão-beijada aos maluquinhos um palco para virem para aqui fazer os seus tristes números perante um público que pretendem alcançar mas o qual não merece a maçada de ter de levar com eles. 

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

LEITURA DO DIA

O Diabo de hoje traz uma entrevista com Marcos Pinho de Escobar — antigo colunista semanal do Eternas Saudades do Futuro — a propósito da sua tese de doutoramento sobre a influência de Maurras no pensamento político de Salazar. 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

DA LITERATURA

Poucos escritores merecem que se leia a sua obra toda e contudo aprende-se mais com esses do que com todos os outros juntos.

DOS NACIONALISMOS NA EUROPA

Lembro-me de ter dito, num habitual almoço de 1.º de Janeiro, em 2001, que o século XXI iria ser o do regresso dos Nacionalismos à Europa. Recordo-me também de que apenas uma pessoa — um jovem académico, atento e inteligente — me questionou sobre a afirmação; e, pude, assim, discorrer com ele sobre a matéria — analisando diversos casos, Estado a Estado. Agora, posso acrescentar novo palpite: este segundo lustro da década de 10, corresponderá à chegada ao Poder de partidos políticos dessa área ideológica, em várias Pátrias do Eterno Continente. Fica aqui escrito, para mais tarde confirmar.       

domingo, 25 de janeiro de 2015

DA ARTE DE CONVERSAR

Tenho cá para mim como certo que a coisa que melhor distingue as pessoas entre si — sim, porque não somos todos iguais — é a sua capacidade de boa conversação.
Nesta matéria, geração após geração, os que passam o crivo do bom senso e do bom gosto são cada vez menos. Nas actuais reuniões sociais, o panorama é desolador: uns, entram mudos e saem calados; outros, debitam estéreis banalidades (quando não são inconveniências); finalmente, há um pequeníssimo escol — infelizmente mais pequeno de dia para dia — que ainda cultiva a arte de bem conversar.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

OS CHATOS

Aldous Huxley, num dos seus geniais romances, define e caracteriza magistralmente dois tipos psicológicos de indivíduos: o maçador activo e o maçador passivo; os sujeitos do primeiro grupo, saturam-nos com a sua inesgotável e estéril verborreia; os do segundo, incomodam-nos, quais emplastros, apenas com a sua silenciosa presença.
Observo as transmissões televisivas das sessões do nosso hemiciclo par(a)lamentar e vejo lá plasmados os exemplares vivos desses dois géneros de personagens: os deputados da primeira fila, correspondem ao tipo activo; os da segunda, ao passivo. Enfim, uma maçada.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

COISAS QUE ALIMENTAM O ESPÍRITO

Recentemente tive a honra de ser convidado a participar numa sessão duma tertúlia. Fui, porque se me afigurou triplamente especial. Era literária e gastronómica — ingredientes apelativos, mas comuns a várias outras que frequento desde sempre. Porém, juntava-lhes uma deliciosa diferença: realizava-se na residência dos mentores; e, os meus queridos leitores sabem bem, descobrir uma casa com bom gosto é para mim um prazer tão grande como ler um livro bem escrito ou deglutir um opíparo repasto. Foi o caso.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

OITO ANOS DE ETERNAS SAUDADES DO FUTURO

Cada vez mais me convenço de que um ano dum blogue equivale a vários duma pessoa. Eu diria que vale por 7, como afirmam que acontece em relação aos cães. Por esta ordem de ideias, este já é muito mais velho do que o seu dono: completa hoje a provecta idade de 56 anos.
A acrescentar a isto, note-se que os blogues têm também qualquer coisa de gatos; assim, possuem várias vidas. Consta que 7 (novamente o número mágico). E este já vai na sua segunda... Mas essa é outra história.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

PARA UMA ACTUALIZAÇÃO ICONOGRÁFICA DA SIMBOLOGIA NACIONAL

Tendo Portugal definitivamente desistido do seu espiritual desígnio universalista, e desde há décadas enveredado pelo mais rasteiro materialismo, proponho, em conformidade, que se retire da Bandeira Nacional a Esfera Armilar (de qualquer forma, também já ninguém conhece o seu significado) e que esta seja substituída por uma bola de futebol (com um belo e moderno design). 

sábado, 17 de janeiro de 2015

MUNDO ANTIGO VERSUS MUNDO MODERNO

A Filosofia nasce do ócio e a corrupção do negócio.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

TRADIÇÃO E FUTURO DA EUROPA

A Europa criou uma milenar Identidade própria, assente em três sólidos Pilares: a Filosofia grega, o Direito romano e a Teologia cristã. Saibam hoje as Nações europeias estar de novo à altura desta Herança, para a poderem transmitir no Futuro.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

DE KUNDERA A HOUELLEBECK

Para além dos «clássicos», que já atingiram a eternidade, consagrados pelo facto de passados cem anos sobre a sua morte continuarem a ser lidos, há os escritores do nosso tempo. Destes, é sempre um tiro no escuro apontar para os que pensamos se irão juntar àqueles. Não gasto muito tempo com esse exercício, mas cheira-me que o meu faro não me engana. Assim, considero ter sorte por alguns dos meus escritores contemporâneos preferidos, dos quais fui lendo os livros à medida que iam sendo publicados, darem sinais de virem pelas suas obras a tornar-se imortais.
Dito isto, confesso que o prazer que tenho retirado, no início deste milénio, da leitura de Houellebeck só é comparável ao que tive, nos anos 80 do século passado, com Kundera. São romancistas de mão cheia, bom gosto e fino — mas mui cortante — humor; enfim, senhores de um estilo próprio, inconfundível e incomparável.
Mas há mais: Se Kundera foi premonitório na implosão do totalitarismo comunista a leste, Houellebeck perfila-se como visionário da queda do mundialismo demo-liberal a ocidente. Escritores do espírito, vivem, testemunham e inteligentemente criticando aceleram — à sua maneira, e de que maneira!— o fim do materialismo na Europa. 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

NO PRINCÍPIO ERA O TERROR E NO FIM TAMBÉM

O Terror jacobino gerou a França laica, republicana e socialista. O Terror islâmico matou-a. 
Seria uma boa sinopse para um romance de História alternativa, mas afinal parece que é realidade.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

QUADRANTES LITERÁRIOS

Fui queirosiano na juventude e tenho sido camiliano na maturidade. O que virei a ser na terceira idade?

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

DAS MINHAS SOLITÁRIAS E PESSOALÍSSIMAS INVESTIGAÇÕES GENEALÓGICAS

Sendo eu de origem essencialmente burguesa — e também popular —, mais do que ter encontrado em tempos duas ou três linhas  de antepassados com remota nobreza (em Portugal, quase toda a gente acaba por ter pelo menos uma), deu-me um especial prazer descobrir agora um avoengo toureiro no século XVII.

domingo, 21 de dezembro de 2014

DA POLÍTICA QUE SE SEGUE

As futuras revoluções e contra-revoluções serão feitas por massas constituídas por pessoas oriundas da extinta classe média. Importante é perceber que estas não caíram no proletariado (desaparecido, aliás, há muito). Os homens que souberem interpretar o sentimento e falar a linguagem desta (re)nova(da) gente serão os leaders do futuro.

DA PSICOLOGIA HUMANA

Quem é forte é calmo, quem é fraco é excitado.

QUEM, DO NATAL?

Quem esperamos? Quem,
No silêncio, na sombra, no deserto?
O menino divino de Belém,
Ou o rei Encoberto?
Esperamos alguém:
Qualquer que tenha o coração aberto.

É demais esta ausência, este vazio!
Quem adorar, servir, como Deus e senhor?
— O que estender a ponte sobre o rio
Da miséria e pavor!
O que apascente e semeie em desafio!
O que disser: — Eu sou! E for.

ANTÓNIO MANUEL COUTO VIANA
(1923 — 2010)

SOLSTÍCIO DE INVERNO

Hoje.

FÉ VERSUS FEZADAS

Quem começa por não acreditar em Algo, acaba a acreditar em tudo. Qualquer coisa lhes serve, compram toda a banha da cobra new age, é um vê-se-te-avias!

DO MUNDO

O rumo da História Mundial é definido há séculos pelo resultado duma infindável guerra invisível entre Igreja e Maçonaria. Saber isto é fundamental para perceber o mundo em que vivemos. Ver quem está a ganhar é muito fácil.

DA FAMÍLIA E DA NAÇÃO

Ao princípio era a lareira. Depois, a lareira foi substituída pela televisão, sem nenhuma vantagem cultural, como elemento agregador das famílias e das comunidades. Finalmente, a Internet, de utilização individual e individualista, veio fragmentá-las. Invertamos isto, usando-a para levar a toda a parte o Bom Combate!

LUTAR POR PORTUGAL NA REDE ELECTRÓNICA

O que é que se pode fazer pelo nosso País na rede electrónica? Pode e deve começar-se por escrever como deve ser e ignorar olimpicamente o aborto ortográfico que nos querem impor ditatorialmente. Porque a resistência cultural é a primeira forma de afirmação da identidade nacional dos Povos.

URGE O REGRESSO À POLÍTICA NO MUNDO

Os agiotas, especuladores e usurários, de várias sinistras firmas internacionais, estão a transformar as nossas vidas num inferno. Fazem-nos agora, neste início de século, o mesmo que já nos tinham feito no princípio do século passado, com os tristes resultados económicos e sociais conhecidos. Não será chegada a hora dos Povos das Pátrias serem firmes, dizerem basta!,  e verem-se livres desses indivíduos apátridas?

DA CONVERGÊNCIA DAS CATÁSTROFES NA PÁTRIA

Ao fim de novecentos anos de História, aconteceu pela primeira vez a fatal convergência de três factores: Portugal está sem Soberania, sem Moeda e sem Ultramar. Se a Pátria vier a sobreviver a isto, será só porque ainda há Heróis; mas, para já, não estão à vista...

DA CONVERGÊNCIA POLÍTICA EM PROL DA PÁTRIA

Certa vez houve alguém que me disse:
— Não sou monárquico, mas sou miguelista.
Respondi-lhe:
— E eu não sou republicano, mas sou sidonista.

AINDA E SEMPRE O MESTRE MANOEL DE OLIVEIRA

Manoel de Oliveira completou há dias 106 anos de vida. Cá para mim — bem sei que digo coisas estranhas para os ouvidos politicamente e culturalmente correctos —, inscrevo-o na genealogia espiritual e identitária que tem as suas profundas raízes em Luiz Vaz de Camões, o seu sólido tronco no Padre António Vieira e os seus criativos ramos em Fernando Pessoa. Não me apetece agora falar sobre isto; mas, fica aqui o registo, para memória futura, porque é precisamente de Saudades do Futuro que se trata. Até lá, tentemos ver todos os seus filmes — por ordem cronológica, como deve ser —, para depois passarmos à lição seguinte (que é só para iniciados) e ficarmos assim devidamente preparados para o III Milénio Lusíada, que há-de vir um dia — numa manhã de nevoeiro, ou numa tarde de Sol, ou numa noite de Lua Cheia; ninguém sabe.

ESTUDAR O PASSADO E PROJECTAR O FUTURO

Nos anos 10 do século passado nasceu o Integralismo. Na mesma década surgiu o Futurismo. Desejo vivamente que, agora, 100 anos volvidos, se comecem a desenhar rapidamente novos movimentos — éticos e estéticos — do mesmo calibre. A bem de Portugal, Itália e toda a Europa.

A RESTAURAÇÃO E NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO

8 de Dezembro é dia da Imaculada Conceição ou de Nossa Senhora da Conceição. Padroeira de Portugal a partir das Cortes de 1645-1646 do Reinado de D. João IV, 8.º Duque de Bragança, em cujas veias corria o sangue de D. Nuno Álvares Pereira / S. Nuno de Santa Maria. Este Rei devolveu aos Portugueses uma Pátria livre, na sequência da Restauração da Independência Nacional levada a cabo pelos 40 Conjurados no 1.º de Dezembro de 1640.
Este é também o verdadeiro Dia da Mãe.
E é ainda o dia em que se deve fazer o Presépio em Família.

DO FUTURO DOS LIVROS

Volta e meia alertam-me,  com alguma preocupação, para o facto material de a marca de posse — carimbo com o meu nome completo como constava outrora no BI e agora no CC — que aplico em todos os meus livros «desvalorizar» os respectivos volumes. O parecer técnico é certamente bem verdadeiro e bem intencionado.
Porém, não tendo eu os livros para vendê-los mas sim para lê-los, conservá-los e deixá-los aos meus descendentes, não vislumbro razão para ficar inquieto. Antes pelo contrário. Todos ficarão assim no futuro a saber a quem pertenceram e de onde vieram os referidos livros, facilitando desta forma a vida aos vindouros.
E, contudo, tenho a clara noção de que nestes tempos ferozmente individualistas isto soa a excentricidade. Pensar nos outros (ainda para mais, em alguns que ainda nem nasceram) é uma tolice.

O QUE É QUE É A TRADIÇÃO?

Tradição é uma infinita corrida de estafetas levada a cabo por sucessivos Pais de Família.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

BLOGO, LOGO EXISTO

Faz, por estes dias, 8 anos que me estreei no Blogger. Quem diria que, passados 2920 jornadas, ainda por aqui andaria.  

domingo, 14 de dezembro de 2014

A FILOSOFIA DA MONARQUIA PORTUGUESA

Se a Monarquia Portuguesa tem uma Filosofia chama-se Sebastianismo. É uma Filosofia de Pensamento e Acção porque só tem Saudades do Futuro. Levou-nos assim a descobrirmos o Mundo e a criarmos a Cultura Lusíada. Permitiu-nos ainda resistir e vencer durante os trágicos tempos da ocupação espanhola e das invasões francesas. Saibam agora os Portugueses de hoje senti-la e estudá-la.
É a Hora! 

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

PARA UM 1.º DE DEZEMBRO SEM FALÁCIAS

Quando vejo a malta republicana toda entusiasmada com o 1.º de Dezembro, pergunto-me se em 1640 terá sido implantada a República ou restaurada a Monarquia... 

sábado, 29 de novembro de 2014

DA LÍNGUA PORTUGUESA

Ao longo de muitos e bons séculos, durante a Monarquia, a Língua Portuguesa cresceu bem e evoluiu ainda melhor, de forma natural e orgânica. Depois, veio a República e tentou «reformá-la», logo em 1911. De lá para cá, tem sido um desvario: 1945, 1973, 1975, 1986, 1990; enfim, a famosa pulsão igualitária e unificadora, da Revolução, que quer fazer  — à força  — tábua-rasa da Tradição. 

DOS LIVROS

Mostra-me a tua biblioteca, dir-te-ei quem és.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

NOVO FÔLEGO

Compilados ali quase todos os aforismos que aqui fui semeando ao longo de sete anos, este blogue retomará em breve a publicação regular de novas mensagens. Cheira-me que não será ao ritmo acelerado dos bons velhos tempos; mas, volta e meia, haverá por cá, certamente, quentes e boas notícias.