quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

BLOGO, LOGO EXISTO

Faz, por estes dias, 8 anos que me estreei no Blogger. Quem diria que, passados 2920 jornadas, ainda por aqui andaria.  

domingo, 14 de dezembro de 2014

A FILOSOFIA DA MONARQUIA PORTUGUESA

Se a Monarquia Portuguesa tem uma Filosofia chama-se Sebastianismo. É uma Filosofia de Pensamento e Acção porque só tem Saudades do Futuro. Levou-nos assim a descobrirmos o Mundo e a criarmos a Cultura Lusíada. Permitiu-nos ainda resistir e vencer durante os trágicos tempos da ocupação espanhola e das invasões francesas. Saibam agora os Portugueses de hoje senti-la e estudá-la.
É a Hora! 

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

PARA UM 1.º DE DEZEMBRO SEM FALÁCIAS

Quando vejo a malta republicana toda entusiasmada com o 1.º de Dezembro, pergunto-me se em 1640 terá sido implantada a República ou restaurada a Monarquia... 

sábado, 29 de novembro de 2014

DA LÍNGUA PORTUGUESA

Ao longo de muitos e bons séculos, durante a Monarquia, a Língua Portuguesa cresceu bem e evoluiu ainda melhor, de forma natural e orgânica. Depois, veio a República e tentou «reformá-la», logo em 1911. De lá para cá, tem sido um desvario: 1945, 1973, 1975, 1986, 1990; enfim, a famosa pulsão igualitária e unificadora, da Revolução, que quer fazer  — à força  — tábua-rasa da Tradição. 

DOS LIVROS

Mostra-me a tua biblioteca, dir-te-ei quem és.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

NOVO FÔLEGO

Compilados ali quase todos os aforismos que aqui fui semeando ao longo de sete anos, este blogue retomará em breve a publicação regular de novas mensagens. Cheira-me que não será ao ritmo acelerado dos bons velhos tempos; mas, volta e meia, haverá por cá, certamente, quentes e boas notícias.  

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

ADENDA 7: MAIS UM AFORISMO

Sobre a famosa competitividade só me ocorre dizer que não se pode confiar numa palavra que contém em si titi.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

ADENDA 6: CAMINHADA PELA VIDA 2014


Informações no site:
http://www.caminhadapelavida.org/

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

ADENDA 5: MELHOR NOTÍCIA BLOGOSFÉRICA DE 2014

Carteira de Senhora, de Leonor Martins de Carvalho.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

ADENDA 4: SITE

terça-feira, 22 de julho de 2014

ADENDA 3: EDUCAÇÃO SENTIMENTAL

Educação Sentimental de João Marchante vista por Duarte Branquinho.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

ADENDA 2: EDUCAÇÃO SENTIMENTAL

Educação Sentimental de João Marchante vista por Diogo Leote.

terça-feira, 15 de julho de 2014

ADENDA 1: EDUCAÇÃO SENTIMENTAL

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

SETE ANOS DE ETERNAS SAUDADES DO FUTURO

Fim.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

TRILOGIA INSPIRADORA DO BLOGUE

Árvores, livros e mulheres.

O BELO SEXO NO CINEMA

Todos os países têm o seu cineasta das mulheres. Encontrá-lo, e beber-lhe da filmografia pessoal, é meio caminho andado em direcção aos mistérios do eterno feminino. Curiosamente, ou talvez não, esses autores são sempre simultaneamente os maiores trágicos das respectivas cinematografias nacionais. Caracterizam-se ainda por superarem, nos seus filmes, as limitações mortais do erótico amor físico e do inocente amor platónico, através da redenção propiciada pelo amor louco, o qual é todo ele síntese — de corpo e alma —, porque fruto da força transgressora e libertadora — logo, criadora — da paixão, no seu profundo significado etimológico (passio), que nos convoca para a sacrificial dimensão do sofrimento pelo outro.

NOTA EDITORIAL

Amanhã o blogue completará sete anos.
Nesse mesmo dia será publicada a última mensagem.
No Outono os aforismos que aqui escrevi sairão em livro.

sábado, 18 de janeiro de 2014

RELATÓRIO & CONTAS [3 DIAS ANTES DO ENCERRAMENTO]

— 6.134 mensagens publicadas.
— 229.844 visitas.
— 14.040 visualizações do perfil do autor.

Dizem que para um blogue independente, e que não faz salamaleques ao sistema, não está nada mal.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

DA LITERATURA

Os meus livros estão actualmente dispersos por três sítios diferentes: uma casa e dois apartamentos. Isto não acontece por ser rico; mas, muito pelo contrário, por não possuir um lugar suficientemente grande para os reunir. O meu sonho é um dia tê-los todos junto de mim, à mão de semear, numa labiríntica  biblioteca forrada a estantes de cima a baixo. Assim, cercado e perdido, encontraria a felicidade.

DO CINEMA

Fundei há exactamente 10 anos o Clube dos Amigos da Sétima Arte — CASA. Fica aqui registado para memória futura.

DO FUTURO

Tradicionalista é o que constrói o futuro com o passado bem estudado.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

DO PARADOXO

Os pequenos detalhes geram as grandes decisões.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

SETE ANOS DE ETERNAS SAUDADES DO FUTURO

Dentro de sete dias o blogue completará sete anos. Cheira-me que será um óptimo dia para lhe pôr um ponto final.

EXPOSIÇÃO «A LUZ DA NOSSA IDENTIDADE»

ARTE E COMUNICAÇÃO

Ouço os álbuns do princípio ao fim, como leio os livros. Dizem-me que aqueles têm os dias contados, assim como estes, porque as novas gerações saltam de música em música na rede. Lembro-me de quando se afirmava que a televisão acabaria com o cinema e também da canção em que o vídeo matava a rádio. Para já não falar dos profetas que anunciaram o fim da pintura devido ao aparecimento da fotografia. Afinal, todas estas notícias eram manifestamente exageradas. Graças a Deus.

DA INTERNET

A Internet tem à partida todas as condições para veicular conteúdos ignorados pelos meios de comunicação social convencionais. Não acreditando eu que o meio seja a mensagem, creio porém que certos meios são mais adequados para passar certas mensagens. Até porque o sistema está montada para os mesmos de sempre; isto é, televisões e jornais não dão abébias a quem reme contra a maré. Quero com isto dizer que quem navegue contra a corrente só mesmo aqui na net conseguirá fazer-se ler. No entanto, verifica-se estranhamente que os sítios e os blogues de autores com ideias alternativas ao pensamento dominante não só são poucos como não têm adesão expressiva. Inexplicável e triste paradoxo este.   

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

PRÓXIMA EXPOSIÇÃO

O meu novo trabalho fotográfico será apresentado numa exposição individual na Sala do Veado do Museu Nacional de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa em Julho de 2014.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

AINDA E PARA SEMPRE «A LUZ DA NOSSA IDENTIDADE»

Agradeço do fundo do coração à Francisca Couceiro da Costa, ao Lourenço de Almada e à Sociedade Histórica da Independência de Portugal terem-me propiciado expor o meu trabalho no Palácio da Independência. O meu Pai, que tinha uma íntima relação com essa Instituição e esse Lugar, será certamente a pessoa mais contente. Espero que tenha visto tudo lá de Cima.

PENSAMENTO SÁBIO

Quem não vive para servir, não serve para viver.

Ditado popular português que serviu de inspiração para os anteriores três aforismos da minha autoria.

PENSAMENTO SOLIDÁRIO

O mundo divide-se entre aqueles que desaparecem quando os chamamos e os que encontramos mesmo sem procurá-los. Os segundos são os primeiros.

PENSAMENTO À SOLTA

Quem pensa em si em primeiro lugar, tem um solitário final.

PENSAMENTO SOLTO

Quem só recebe e nada dá, não dá valor ao que recebe.

DO PODER MAGNÉTICO DO ETERNO FEMININO

Troco uma erudita tertúlia masculina por um passeio com uma mulher bonita.

AFINIDADES DE FACTO

As afinidades ideológicas nada são ao pé das afinidades estéticas. Por estas é que vou.

ESTUDO COMPARADO

A vantagem de conhecermos pessoas estúpidas é darmos mais valor às inteligentes.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

A LUZ DA NOSSA IDENTIDADE

 
Programa de Encerramento - Quinta-Feira, dia 9 de Janeiro de 2014:

17h: Visita orientada pelo Prof. Dr. Jorge Pereira Sampaio ao Palácio Almada ou do Rossio, hoje Palácio Da Independência, de acordo com sua história e arquitectura.

18h: Visita à exposição com a presença dos artistas plásticos e suas obras.

19h: Festa de Encerramento da Exposição:

Leilão* das 37 obras expostas e 3 obras da exposição anterior a esta, "Restaurar Portugal", intimamente interligado com o mesmo projecto.
Momento musical com o duo Catarina de Almada e Pedro de Faro.

Será servido um beberete graciosamente patrocinado, que embora ligeiro se espera do vosso agrado pela qualidade e categoria oferecida do mesmo, especialmente executado para brindarmos satisfeitos a futuras realizações e iniciativas, do género, no próximo ano e vindouros, cada vez melhores.

Artistas participantes na exposição e leilão:
Álvaro Leite Siza; Ana Cosme; Américo Filipe; Ana Cristina Leite; Ana Pérez-Quiroga; Ângela Belindro; António Flor; Carlos Cordeiro; Clo Bourgard; Fernando Quartin; Francisca Couceiro da Costa; Graça Cabral Moncada; Graça Delgado; Inês de Barros Baptista; Isabel Cristina; João Galrão; João Marchante; João Vilhena; Lourenço de Almada; Luís Camacho; Luísa Soeiro; Maria del Mar; Maria Ribeiro Telles; Marta Gaspar; Natércia Caneira; Paulina Evaristo; Paulo Pereira Gomes; Pedro Charters d´Azevedo; Rita Burmester; Salomé Nascimento; Sebastião Lobo; Sofia Aguiar; Susana Bravo; Teresa Almeida e Silva; Tiago Taron; Tomás Colaço; Vera Pyrrait; Vitor Pomar; Wilson Galvão.


Artista convidado para o Leilão:
Gastão Brito e Silva
Ruin'Art - Exposição Restaurar Portugal, SHIP, Novembro 2013

Coordenador do Leilão, a título gracioso:
Miguel Cabral Moncada


*25‰ do valor da venda das obras reverterá a favor da Sociedade Histórica da Independência de Portugal

Comissão do 1.º de Dezembro de 1640
Sociedade Histórica da Independência de Portugal (SHIP)
Palácio da Independência
Largo de São Domingos, 11
1150-320 Lisboa
Telef.: 21 324 14 70  /  Fax: 21 346 07 54

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

CADERNOS INTERATLÂNTICOS (50)

Este vem a ser o 50.º texto que alinhavo nas Eternas Saudades do Futuro.  Infelizmente não conto com o fôlego da Leonor Martins de Carvalho, que acaba de completar a sua 100.ª crónica semanal.  É, pois, com o número redondo e não desprezível de meia centena que despeço-me desta Ilustre Casa de Marchante, agradecendo ao querido Amigo João a amabilidade do seu convite para aqui escrever o que me passasse pela alma – fosse o que fosse, fosse como fosse –, e aos estimados leitores a atenção que dispensaram a este escrevinhador semanal.  A tónica destes Cadernos foi sempre o entranhado amor a Portugal e o carinho especial à terra argentina de adopção. E neles foi feita a defesa – directa ou indirecta – de um conjunto de princípios e valores que estão na base da nossa formação e que o mundo moderno tem como missão abater.  Muitas vezes custa-nos escrever não porque faltem temas ou esmorece a criatividade, mas – justamente – porque ficamos perplexos perante a sua diversidade e esmagados sob o seu peso, a sua gravidade.  Dizer que Portugal vive uma hora sombria não é ser apóstolo do pessimismo mas observador capaz de enxergar pelo menos um palmo à frente do nariz. A hora é grave para a nacionalidade, pois quatro décadas de traição, de metódica demolição do corpo físico e moral da Pátria, pagam-se muito caro. Dizia o Mestre Maurras que o desespero em política é uma estupidez.  E, de facto, assim é. Na vida dos povos não existe sempre nem nunca; não há nada definitivo, não há nada inevitável. Portugal pode e deve ser restaurado, e  para isso basta querer e obrar com uma força de vontade inquebrantável.  

Até sempre!

Marcos Pinho de Escobar

sábado, 4 de janeiro de 2014

DO FAZER A TEMPO E HORAS

Mais vale feito hoje do que perfeito amanhã.

POSOLOGIA — II

Um passeio por dia dá saúde e alegria.

POSOLOGIA — I

Um livro por dia dá saúde e sabedoria.

CERTEZAS DE ANO NOVO (2)

Vejo cada vez pior ao perto e melhor ao longe. Antes assim, que o tempo presente é nevoeiro. E destarte talvez consiga vislumbrar o futuro. 

CERTEZAS DE ANO NOVO (1)

Este ano é par mas não é bissexto. Assim sendo, não teremos Jogos Olímpicos. Portanto, o circo não está assegurado. Quanto ao pão, também não está garantido.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

CARTEIRA DE SENHORA

DIA 100

Decidimos ambas que a centésima crónica seria a última. Porque é um número redondo e porque chegar até aqui nos soube a vitória. 

Assuntos não faltam, ideias também não, mas às vezes é preciso um ponto final ou um ponto e vírgula, senão ninguém respira. Chegou ao fim esta aventura. Posso sempre dizer que se trata de decisão irrevogável, pois, neste país, os prefixos de negação perderam a validade.

Numa crónica a valer, escrita por pessoas a sério, deveria discorrer sobre um tema qualquer e tratar das despedidas em nota, mas esta é a crónica de uma carteira de senhora, a minha, e não quero. Se é uma despedida, que seja à grande e tema principal.

Acabámos de atracar em 2014 e tenho grandes esperanças. Grandes esperanças nas pequenas coisas, porque o pequeno David também venceu Golias. Anseio ver os portugueses fazerem finalmente algo em prol do seu país. Algo como interessarem-se por grandes, médias e até minúsculas causas, percebendo o valor desses combates e dignando-se abraçar aquilo que é importante com vontade e com paixão. Algo como deixarem de ter sempre o umbigo ou os pés no seu campo visual e levantarem a cabeça. Algo que mostre não serem afinal uns parasitas, eternamente refilões mas apenas guerreiros de sofá com a garganta em punho, numa dependência crónica do outro.

Durante cem semanas, quase dois anos, falámos de tudo um pouco, brincámos, ironizámos, criticámos, exortámos e até chorámos. Imaginava também poder estar a contribuir para relembrar o que fomos, somos e seremos, aquilo que verdadeiramente importa nas nossas vidas e no país, a amar a terra, as gentes, a paisagem e o património, ajudando assim a criar cavaleiros que os defendam. Não sei se cumpri. Tentei.

Ao João Marchante agradeço, do fundo do coração, ter-me lançado este desafio (sem sequer me conhecer!) e arranjado um cantinho no seu blogue. Aos amigos e leitores um bem-haja pela paciência, apoio e carinho sempre demonstrados.

Continuaremos, a carteira e eu, a vogar nas Eternas Saudades do Futuro. Vou ter saudades, sem dúvida, mas quem sabe se, de quando em vez, não poderei vir aqui matá-las? 

Saio a correr, fugindo das lágrimas que previsivelmente atacam esta piegas em todas as ocasiões.

Bem hajam! Até sempre!

Leonor Martins de Carvalho

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

PARA VER OBRIGATORIAMENTE ATÉ AO DIA 9 DE JANEIRO DE 2014

[Clicar na imagem para aumentar e ler informações.]

Artistas participantes:
Álvaro Leite Siza; Ana Cosme; Américo Filipe; Ana Cristina Leite; Ana Pérez-Quiroga; Ângela Belindro; António Flor; Carlos Cordeiro; Clo Bourgard; Fernando Quartin; Francisca Couceiro da Costa; Graça Cabral Moncada; Graça Delgado; Inês de Barros Baptista; Isabel Cristina; João Galrão; João Marchante; João Vilhena; Lourenço de Almada; Luís Camacho; Luísa Soeiro; Maria del Mar; Maria Ribeiro Telles; Marta Gaspar; Natércia Caneira; Paulina Evaristo; Paulo Pereira Gomes; Pedro Charters d´Azevedo; Rita Burmester; Salomé Nascimento; Sebastião Lobo; Sofia Aguiar; Susana Bravo; Teresa Almeida e Silva; Tiago Taron; Tomás Colaço; Vera Pyrrait; Vitor Pomar, Wilson Galvão.

Concepção:
Francisca Couceiro da Costa

Coordenação:
Francisca Couceiro da Costa
Manuel Pessôa-Lopes


quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

DA TRADIÇÃO

Entrei mais uma vez no novo ano num jantar com o mesmo grupo de amigos de sempre. Tem sido assim desde que este blogue existe e até já o era uns outros tantos anos antes. Deve ser por estas e por outras que sou tradicionalista não só por pensamento mas também por acções. A conclusão a retirar é que não se deve mudar o que está bem. Conservemos portanto o essencial e alteremos apenas o acessório.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

PROLEPSE

Passo de seguida a revelar os meus dois principais projectos para 2014:
1. Realização da minha quinta exposição individual de Fotografia.
2. Publicação do meu primeiro Livro.
Deus me dê engenho e arte para tanto.

ANALEPSE

Faz agora um ano, enunciei e anunciei aqui as seguintes sete intenções. Com a ajuda de poucos, mas muito bons, todas foram cumpridas.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

CADERNOS INTERATLÂNTICOS (49)

Julgo que Utopia of Usurers é a primeira e única obra que Chesterton escreve com a raiva a queimar-lhe a alma. Nas suas páginas o Príncipe do Paradoxo não apenas critica mas profetiza. É a pobreza física dos permanentemente pobres, é a pobreza moral e espiritual de uma classe média cada vez mais reduzida, é a responsabilidade dos muito ricos - os novos senhores, "reis que não prestaram juramento nem nos conduziram a nenhuma batalha". O capitalismo pode ser tão ateu, tão desalmado e tão perverso quanto o comunismo: mastiga as pessoas antes de as expelir. Ao dissociar "corpos" e "almas" o sistema esvazia o conteúdo autêntico da vida humana, transformando-a em mera rotina para o incremento da lucratividade do capital. Não é por acaso que este foi o único livro de Chesterton não publicado inicialmente em Inglaterra – ai daqueles que ousam condenar o supremo "casal" capitalismo/comunismo e propor uma alternativa superadora! Ao contrário do que as pessoas normalmente pensam, muito capitalismo não significa muitos capitalistas – significa, sim, poucos. O processo de concentração do capital materializado na hegemonia das mega-empresas e dos mega-bancos que controlam os mercados, com estes, por sua vez, cada vez mais unificados, trazem à mente o Distributismo concebido Chesterton e Belloc. A partir da condenação simultânea do capitalismo liberal e do socialismo colectivista, os dois apologistas católicos formularam uma alternativa baseada na pequena propriedade familiar, no trabalho do artesão, no regresso ao campo e à natureza. E por falar em capitalismo liberal e socialismo colectivista, parece que a História vai confirmando que tanto um como o outro são, de facto, irmãos, filhos do mesmo papá e da mesma mamã. Com o primeiro suga-se tudo, com o segundo envenena-se. Esta tem sido a receita infalível de uma certa elite mundial animada por aquilo a que o grande Padre Meinvielle chamou “um desejo insolente de dominação”. Conhecer bem o inimigo é a primeira lição. Não ter medo de o enfrentar é a segunda.

Até para a semana, se Deus quiser.

Marcos Pinho de Escobar

domingo, 29 de dezembro de 2013

2014 D. C.

Bom Ano Novo com Saúde e Trabalho para todos os meus leitores e suas famílias.

LIVRO PARA HOJE E SEMPRE

Juízo Final, Franco Nogueira, Civilização, Porto, 1992.