segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

DO ÁLBUM DE FAMÍLIA [TETRAVÔ CARLOS]

Carlos da Costa Pinto da Fonseca
(Fronteira, 24.11.1794 — Fronteira, 01.04.1857)

Foi, simultaneamente, o primeiro a nascer na Província Transtagana e o primeiro a usar o apelido Costa Pinto, nesta Família do Alentejo.
Filho do Capitão José da Costa Ramos (Cinfães, Santiago de Piães, bp. 08.07.1759 — Fronteira, Fronteira, 04.09.1811).
É bisneto paterno-paterno de Domingos Pinto da Fonseca (Cinfães, Souselo, bp. 18.02.1700) e bisneto paterno-materno de Manuel da Costa Ramos (Cinfães, São Cristóvão de Nogueira, bp. 11.04.1683).
Costa Pinto resulta pois da contracção dos apelidos destes seus dois Bisavôs.
Por varonia é trineto, tetraneto e pentaneto de, respectivamente, António Pinto da Fonseca, Bartolomeu Pinto da Fonseca e Gaspar Pinto da Fonseca.
Casou duas vezes e teve 13 Filhos.
Lavrador e Proprietário em Fronteira.
Miguelista, participou na Aclamação d'El-Rei D. Miguel I na referida Vila e assinou o respectivo Auto (16.07.1833).

Arquivos:
Arquivo-Museu da Diocese de Lamego.
Arquivo Distrital de Portalegre.
Arquivo Particular de João Miguel Costa Pinto Marchante (Autor do blogue Eternas Saudades do Futuro e desta breve síntese biográfico-genealógica sobre Carlos da Costa Pinto da Fonseca, onde se fala também da origem da Família Costa Pinto).

domingo, 28 de fevereiro de 2016

DO ÁLBUM DE FAMÍLIA [PRIMO-AVÔ MÁRIO]

Mário Lopes da Costa Pinto de Castro
(Avis, 08.04.1901 — Lisboa, 11.05.1977)
Advogado e Escritor.
Filho de Luís Sérgio Lopes de Castro e D. Ana Teresa Moreira da Costa Pinto (Irmã de Mariano Moreira da Costa Pinto e de Carlos Moreira da Costa Pinto).
Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra (1926).
Membro do Conselho Superior da Ordem dos Advogados.
Membro do Conselho Regional da Casa do Alentejo.
Colaborador da revista Seara Nova.
Activo e destacado regionalista e republicano.
Etc.
Escreveu e publicou, entre outros, os seguintes Livros:
Uma Questão Académica na Faculdade de Direito de Lisboa, Gráfica Eborense, Évora, 1925.
Ideário Republicano, Tipografia da Seara Nova, Lisboa, 1931.
Alentejo, Terra de Promissão Linha Geral de um Pensamento Agrário, Tipografia da Seara Nova, Lisboa, 1933.
Ensaio de Ensaio sobre a Ética do Arbítrio Judicial como Função Adjuvante da Lei na Criação do Direito.
Bibliografia e Arquivos:
Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Editorial Enciclopédia, Lisboa e Rio de Janeiro, 1936-1960.
Dicionário de Maçonaria Portuguesa, A. H. Oliveira Marques, Editorial Delta, Lisboa, 1986.
A Maçonaria no Distrito de Portalegre (1903-1935), António Ventura, Caleidoscópio — Edição e Artes Gráficas, Portugal, 2007.
Arquivo Particular de João Miguel Costa Pinto Marchante (Autor do blogue Eternas Saudades do Futuro e desta síntese biográfica sobre Mário Lopes da Costa Pinto de Castro).

DA GENEROSIDADE NA BLOGOSFERA

Há pessoas que disponibilizam publicamente, sem qualquer intenção comercial, trabalhos que lhes tomaram décadas de investigação. Indico aqui, com um enorme bem-haja, dois excelentes exemplos:
Alengenea.
Genealogia FB.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

SLOWS DE SEXTA À NOITE


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

DA VIDA VIVIDA

Momentos fugazes vividos intensamente produzem recordações duradoras e suaves. Daquelas que quando vêm à memória provocam um doce ardor no estômago. Bastaria isso para valer a pena tê-los.

DA VIDA SOCIAL

Há gente que desperdiça a vida a dizer mal dos outros pelas costas. Coisa feia que acaba sempre por se virar contra quem o faz. Perfeito boomerang. Graças a Deus.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

LEITORA ATENTA


terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

DA GENEALOGIA

Já não é a primeira nem a segunda vez que me dizem que é óptimo quando ligamos («entroncamos», na gíria profissional) um antepassado aqui ou ali e vamos por aí fora recuando gerações e gerações e concomitantes décadas. Pois cá para mim isso tira-me a piada toda à coisa porque o que me fascina na pesquisa genealógica (qual investigação de detective) é precisamente ser eu próprio a descobrir um a um os avoengos e a compor assim as peças do puzzle.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

DO ÁLBUM DE FAMÍLIA [TRISAVÔ JOAQUIM E TRISAVÓ LEONOR COM OS FILHOS]

De pé: Carlos Moreira da Costa Pinto (Sousel, 18.02.1871 — Lisboa, 28.03.1944) e D. Ana Teresa Moreira da Costa Pinto (Sousel, 16.02.1873 — Lisboa, 28.12.1954).
Sentados: D. Leonor do Carmo Moreira (Sousel, 26.02.1835 — Sousel, 31.08.1892), Joaquim Pereira da Costa Pinto (Fronteira, 29.11.1835 — Sousel, 05.11.1891) e Mariano Moreira da Costa Pinto (Sousel, 31.10.1868 — Monforte, 26.04.1930).
Arquivos e Iconografia:
Arquivo Distrital de Portalegre.
Arquivo Particular da Família Costa Pinto.
Arquivo Particular de João Miguel Costa Pinto Marchante (Autor do blogue Eternas Saudades do Futuro e desta evocação biográfica sobre a Família Costa Pinto).

sábado, 20 de fevereiro de 2016

UM SOM VALE MAIS DO QUE MIL PALAVRAS


INTO THE NIGHT


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

SOLEIL D'HIVER


DO ÁLBUM DE FAMÍLIA [REMOTO PARENTE ANTÓNIO]

António Felizardo Porto
(Sousel, 27. 06.1793  —
 — Lisboa, 01.10.1863)

Cantor, Professor de Canto, Compositor, Empresário.

Estudou Música no Seminário de Vila Viçosa.
Completou a sua formação musical no Seminário Patriarcal de Lisboa.
Foi um dos melhores baixos da época. Era conhecido na Europa por «voce di testa».
Cantor da Capela Real, partiu com a Corte Portuguesa para o Rio de Janeiro em 1808 e lá permaneceu até 1821.
Mestre de Canto de D. Maria II em Londres (1828-1834). Mestre igualmente de D. Fernando.
Professor de Canto do Conservatório desde 1835.
Nomeado Director Técnico do Teatro de S. Carlos em 1843.
Empresário deste e do Teatro de S. João no Porto.
Voltou ainda ao Brasil para dirigir o Teatro Lírico do Rio de Janeiro e da Baía.
Regressou a Lisboa e aqui morreu.

Nota: Meu remoto parente, pois seu avô Felizardo da Silveira é irmão do meu 6.º avô Francisco Rodrigues da Silveira.

Bibliografia e Arquivos:
Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Editorial Enciclopédia, Lisboa e Rio de Janeiro, 1936-1960.
Cantores de Ópera Portugueses, Mário Moreau, Bertrand Editora, Lisboa, 1998.
Arquivo Distrital de Portalegre.
Arquivo Particular de João Miguel Costa Pinto Marchante (Autor do blogue Eternas Saudades do Futuro e desta síntese biográfica sobre António Felizardo Porto).

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

DA ONTOLOGIA DO RETRATO FOTOGRÁFICO AO LONGO DOS TEMPOS

Como os meus caros leitores já deduziram, tenho andado a lidar com dezenas de fotografias da segunda metade do século XIX e da primeira do século passado.
Quedo-me fascinado a observar a seriedade dos rostos e a profundidade dos olhares nesses retratos.
E, pergunto-me: por que razão, nos dias de hoje, as pessoas sorriem estupidamente para a câmara?

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

DO ÁLBUM DE FAMÍLIA [TRISAVÔ JOAQUIM]

Joaquim Pereira da Costa Pinto
(Fronteira, Fronteira, 29.11.1835 —
— Sousel, Sousel, 05.11.1891)

Grande Lavrador e Proprietário,
Senhor da Herdade da Revenduda.
Tronco da Família Costa Pinto, do Alentejo.
Jaz sepultada no jazigo de seu Filho Carlos no Cemitério de Sousel:
«Jazigo de Carlos Moreira Costa Pinto e de sua Esposa D. Joana Chaveiro Costa Pinto».

Arquivos e Iconografia:
Arquivo Distrital de Portalegre.
Arquivo Particular da Família Costa Pinto.
Arquivo Particular de João Miguel Costa Pinto Marchante (Autor do blogue Eternas Saudades do Futuro e desta evocação biográfica sobre Joaquim Pereira da Costa Pinto).


OPÚSCULO NA CALHA (PARA PRIMOS E AMIGOS) [INFORMAÇÃO ACTUALIZADA]

Atendendo aos estimulantes pedidos de várias pessoas, e à preciosa ajuda de outras tantas, decidi-me finalmente a organizar, sob a forma de um volumezinho, para consumo essencialmente familiar, os dados que fui compilando nas minhas, demasiado longas mas muito amadoras e intermitentes, pesquisas genealógicas. Para já, ainda ando aos papéis... Por isso, enquanto não os ordeno definitivamente (os dados e os papéis, mais as fotografias), nem encontro o tom certo do discurso para narrar a história, e porque se temos que começar por algum lado podemos sempre fazê-lo pelo início, redefini o título  provisório do livrinho, do qual deixo aqui publicadas e ligadas as que muito provavelmente serão as suas linhas iniciais:
Mariano Moreira da Costa Pinto — Vida, Antepassados e Descendentes dum Grande Lavrador Alentejano.   

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

BELO DIA PARA SE PASSEAR NA PRAIA

Praia de Cascais, 1906
D. CARLOS DE BRAGANÇA (1863 — 1908)
[D. Carlos I, Rei de Portugal]
Aguarela sobre Papel, 24 x 16,5 cm
Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves, Lisboa.

DA PERMANÊNCIA DO CÓDIGO DE CAVALARIA NA PRIMEIRA GUERRA MODERNA

La Grande Illusion (França, 1937), de Jean Renoir.

SÉTIMA ARTE E IDENTIDADE NACIONAL

Ingénua e laboriosamente, esforçava-me por imitar os meus mestres americanos; não tinha compreendido que um francês, vivendo em França, bebendo vinho tinto Bordeaux e comendo queijo Brie, não pode fazer obra de qualidade senão apoiando-se nas tradições das pessoas que vivem com ele.
JEAN RENOIR
(1894 — 1979)

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

I DON'T LIKE MONDAYS


sábado, 13 de fevereiro de 2016

DO ÁLBUM DE FAMÍLIA [TETRAVÔ CARLOS E TIOS-TETRAVÔS RODRIGO, HENRIQUE E PEDRO]

Leio com honra e prazer na Gazeta de Lisboa (n.º 178, 24 de Julho de 1833) que Carlos da Costa Pinto da Fonseca, Rodrigo José da Costa Ramos, Henrique José da Costa Ramos e Pedro José da Costa Ramos participaram na Aclamação de Sua Majestade Fidelíssima El-Rei D. Miguel I na Vila de Fronteira e assinaram o respectivo Auto.
O primeiro, meu Tetravô; os seguintes, meus Tios-Tetravôs — sendo o último deles, à época, Vereador da Câmara Municipal de Fronteira.
Filhos dos meus Pentavós Capitão José da Costa Ramos (Cinfães, 1759 — Fronteira, 1811), Capitão agregado a um dos Regimentos de Ordenanças da Corte (01.12.1806),  e de D. Josefa Joaquina do Loreto (Lamego, 1761 — Fronteira, 1844).
Durante esta mesma Guerra Civil, os seus remotos, mas próximos ideologicamente, Primos nortenhos — 1.º Marquês de Chaves e 2.º Conde de Amarante, Manuel da Silveira Pinto da Fonseca; 2.º Visconde da Várzea, João da Silveira Pinto da Fonseca; Francisco da Silveira Pinto da Fonseca; Pedro da Silveira Pinto da Fonseca —  bateram-se heroicamente pelo Senhor Dom Miguel.

Bibliografia e Arquivos:
Gazeta de Lisboa, N.º 178, 24 de Julho de 1833.
Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Editorial Enciclopédia, Lisboa e Rio de Janeiro, 1936-1960.
As Guerras Liberais em Portalegre (Junho/Julho de 1833), António Ventura, Assembleia Distrital de Portalegre, Portalegre, 1982.
Os Oficiais d'El-Rei Dom Miguel, Luiz Pereira Carrilho [1.ª edição 1856), introdução e índices de Nuno Borrego e António de Mattos e Silva, Edições Guarda-Mor, Lisboa, 2002 (2ª edição).
As Ordenanças e as Milícias em Portugal — Subsídios para o seu estudo. Volume I, Nuno Gonçalo Pereira Borrego, Guarda-Mor, Lisboa, 2006.
— Arquivo-Museu da Diocese de Lamego.
— Arquivo Distrital de Portalegre.
— Arquivo Particular de João Miguel Costa Pinto Marchante (Autor do blogue Eternas Saudades do Futuro e desta evocação biográfica sobre Carlos da Costa Pinto da Fonseca e seus Irmãos, onde se fala também de seus Pais e ainda dos seus remotos e históricos Primos).

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

BOM FIM-DE-SEMANA!


DO ÁLBUM DE FAMÍLIA [PRIMO-BISAVÔ ANTÓNIO]

António Moreira Beato
(Sousel, Sousel, 01.06.1860 —
— Lisboa, Camões, 22.06.1937)
Professor Catedrático.
Pentaneto de Jerónimo Moreira de Carvalho (médico em Sousel, Físico-Mór do Algarve e Médico dos Exércitos do Alentejo no reinado de D. João V), terá certamente herdado dele a veia científica.
Professor Catedrático da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa (desde 1903).
Director da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa (de 1926 até à sua aposentação).
Membro do Senado Universitário.
Estudou Medicina e tirou os Cursos de Química  e de Farmácia.
Regeu a Cadeira de Farmacotecnia e os Cursos de Zoologia Farmacêutica, Análise Bromatológia e Física Farmacêutica na Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa.
Foi ainda Professor no Liceu Camões e em vários colégios de Lisboa.
Deve-se a ele a introdução do uso do Iodo em Portugal.
Escreveu: Iodo — Estudo de algumas das suas preparações farmacêuticas e de alguns processos de o obter, Tipografia do Comércio, Lisboa, 1903.
Bibliografia e Arquivos:
Álbum Alentejano, Pedro Muralha, Imprensa Beleza, Lisboa, 1931.
Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Editorial Enciclopédia, Lisboa e Rio de Janeiro, 1936-1960.
Arquivo Distrital de Portalegre.
Arquivo Particular de João Miguel Costa Pinto Marchante (Autor do blogue Eternas Saudades do Futuro e desta síntese biográfica sobre António Moreira Beato).


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

POR FALAR TANTO DO BRASIL LEMBREI-ME DA...


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

DO ÁLBUM DE FAMÍLIA [TIO-7.º AVÔ ANTÓNIO]

Padre António Moreira
(Lisboa, Castelo, 28.05.1710 —
— Almeida, Almeida, 01.05.1760)

Jesuíta, Missionário, Professor, Naturalista, Escritor.

Filho do Doutor Jerónimo Moreira de Carvalho, Médico dos Exércitos da Província do Alentejo e Físico-Mór do Reino do Algarve, e de Rosa Maria da Silveira.
Afilhado de Baptismo de D. Manuel José de Castro, 8.º Conde de Monsanto e 3.º Marquês de Cascais, do Conselho de Guerra de D. João V, General de Batalha.
Ingressou na Companhia de Jesus, em 19.02.1728.
Nesse mesmo ano, deixou a Capital do Império, como Irmão Estudante e membro da 46.ª Missão dos Jesuítas para o Maranhão e Grão-Pará, e rumou ao Brasil.
Aos 15 de Agosto de 1745 fez a sua Profissão Solene na Igreja do Maranhão.
Serviu como Missionário no rio Tapajós.
Foi Professor de Filosofia e de Prima de Teologia no Colégio Jesuíta do Maranhão.
Escreveu Declaração das Raridades do Maranhão, de Peixes, Aves, etc. É um dos raros textos setecentistas sobre a Fauna do Brasil e ainda hoje de superior interesse para a Zoologia. O manuscrito encontra-se em depósito na Torre do Tombo.
Na sequência da confiscação dos bens e expulsão dos Jesuítas de Portugal, decretada pelo Marquês de Pombal, foi forçado a voltar ao Reino com um grupo de outros padres, logo separados e encarcerados em lugares remotos.
Usou a «língua geral brasileira» (derivada do tronco tupi), que conhecia bem, como «língua secreta» para comunicar com os outros padres jesuítas presos.
Acabou por morrer prisioneiro no Forte de Almeida, sendo enterrado na própria fortaleza.

Bibliografia e Arquivos:
História da Companhia de Jesus no Brasil, Padre Serafim Soares Leite, Imprensa Nacional, 1938-1950.
Memórias de um Jesuíta Prisioneiro de Pombal, Anselm Eckart, Edições Loyola, São Paulo, 1987 [1.ª edição 1779].
Relação de algumas coisas que sucederam aos religiosos da Companhia de Jesus no Reino de Portugal..., Lourenço Kaulen, 1874.
Arquivo Paroquial do Castelo (Lisboa).
Arquivo Nacional da Torre do Tombo.
Arquivo Particular de João Miguel Costa Pinto Marchante (Autor do blogue Eternas Saudades do Futuro e desta síntese biográfica sobre o Padre António Moreira).

O MELHOR DO MUNDO NUMA SÓ IMAGEM: ÁRVORES, MULHERES E LIVROS


DO ÁLBUM DE FAMÍLIA [7.º AVÔ MANUEL]

Manuel Moreira de Carvalho
(Vila Viçosa, Nossa Senhora da Conceição, bp. 31.01.1704  —
— Estremoz, Santa Maria, 01.10.1741)

Engenheiro-Militar e Escritor.

Filho do Doutor Jerónimo Moreira de Carvalho, Médico dos Exércitos da Província do Alentejo e Físico-Mór da Gente de Guerra do Reino do Algarve, e de Rosa Maria da Silveira.
Afilhado de Baptismo de Pedro de Melo de Castro, 2.º Conde das Galveias, Tenente-General.
Casou com D. Luísa Teresa Leonor, filha do Coronel Francisco Cordeiro Vinagre, engenheiro, Quartel-Mestre-General do Exército Português, e de D. Maria Ana Teresa Furtado, em Lisboa, Santa Engrácia, 04.10.1722.
Testemunhas de Casamento foram o  Coronel José da Silva Pais, engenheiro, administrador colonial, fundador da cidade de Rio Grande, 1.º Governador da Capitania de Santa Catarina e João Bressane Leite, Superintendente da Contadoria Geral da Guerra.
Estudou Gramática, Aritmética e Geografia, em que foi eminente.
Serviu na Corte d'El-Rei D. João V como Soldado.
Foi Ajudante-Engenheiro na Província do Alentejo.
Traduziu do Castelhano para Português: História das Fortunas de Sempriles e Generodano, de Doutor João Henriques de Zuniga (edição por António de Sousa da Silva, Lisboa, 1735).
Deixou vários manuscritos inéditos.
Jaz sepultado na Igreja Matriz de Santa Maria de Estremoz.

Bibliografia e Arquivos:
Biblioteca Lusitana, História, Crítica e Cronologia, Diogo Barbosa Machado, Oficina de António Isidoro da Fonseca, Lisboa, 1741.
Dicionário Bibliográfico Português: Estudos Aplicáveis a Portugal e ao Brasil, Inocêncio Francisco da Silva, Imprensa Nacional, Lisboa, 1858.
Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Editorial Enciclopédia, Lisboa e Rio de Janeiro, 1936-1960.
Arquivo Distrital de Évora.
Arquivo Paroquial de Santa Engrácia (Lisboa).
Registo Geral das Mercês do Reinado de D. João V.
Arquivo Particular de João Miguel Costa Pinto Marchante (Autor do blogue Eternas Saudades do Futuro e desta síntese biográfica sobre Manuel Moreira de Carvalho).


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

BAILE DE MÁSCARAS


domingo, 7 de fevereiro de 2016

DO ÁLBUM DE FAMÍLIA [8.º AVÔ JERÓNIMO]

Jerónimo Moreira de Carvalho
(Estremoz, c. 1673 — c. 1748) 

Médico, Cirurgião, Médico-Militar e Escritor.

Filho de Francisco Carvalho e de D. Maria Ferreira (que também é referida como D. Maria Ribeira, na Biblioteca Lusitana de Diogo Barbosa Machado e no registo de casamento de Jerónimo Moreira de Carvalho), que casam em Estremoz, Santa Maria, no ano de 1657.
Casa em Sousel, aos 22.02.1699, com D. Rosa Maria da Silveira (Sousel, Sousel, bp. 11.09.1673 — Sousel, Sousel, 09.02.1715), filha de Manuel Madeira Gil (Sousel, Sousel — Sousel, Sousel, 28.10.1717), cirurgião, e de D. Beatriz da Silveira ( — Sousel, Sousel, 19.11.1712),  fidalga, com quem tem geração em Sousel, Vila Viçosa e Lisboa.
Desta descendência, destacam-se Manuel Moreira de Carvalho, engenheiro-militar e escritor, e o padre jesuíta António Moreira, missionário, professor, naturalista e escritor.
Uma filha sua, também fruto da acima mencionada aliança, D. Leonor Joana da Silveira, casa com o seu amigo, compadre, camarada de armas (o atrás referido seu filho Manuel já tinha casado com uma filha dele e de sua primeira mulher D. Maria Ana Teresa FurtadoD. Luísa Teresa Leonor), e agora genro, coronel Francisco Cordeiro Vinagre, engenheiro-militar e quartel-mestre-general.

Formado em Medicina pela Universidade de Coimbra (1697).
Bacharel e Licenciado em Artes pela Universidade de Coimbra (1692 e 1694).
Médico do Partido da Universidade de Coimbra.
Médico dos Exércitos da Província do Alentejo.
Físico-Mór da Gente de Guerra do Reino do Algarve.
Médico em Sousel.
Compôs uma misteriosa massa com que curou várias doenças.
Deve-se a ele o primeiro tratamento para problemas da uretra.
Escreveu e traduziu vários livros de Medicina, História e Romances de Cavalaria.

Nesta última categoria literária, a sua História do Imperador Carlos Magno e dos Doze Pares de França (Lisboa, 1728), tradução e livre adaptação dum autor anónimo espanhol, onde Jerónimo Moreira de Carvalho também se inspira em Ariosto e Boiardo, e nas gestas medievais, tem sido objecto de inúmeras reimpressões, reedições e continuações, em diversos países, até aos dias de hoje, como atesta uma recente edição em inglês no Reino Unido, bem como alvo de variados estudos académicos, à semelhança do sua mística História do Grande Roberto, duque da Normandia e imperador de Roma: em que se trata da sua conceição, nascimento e depravada vida, por onde mereceu ser chamado Roberto do Diabo: e do seu grande arrependimento, e prodigiosa penitência, por onde mereceu ser chamado Roberto de Deus: e prodígios, que por mandado de Deus obrou em batalhas (Lisboa, 1733). Um e outro foram dos livros mais lidos em Portugal (incluindo o Brasil) durante o século XVIII.

Bibliografia e Arquivos:
Biblioteca Lusitana, História, Crítica e Cronologia, Diogo Barbosa Machado, Oficina de António Isidoro da Fonseca, Lisboa, 1741.
Dicionário Bibliográfico Português: Estudos Aplicáveis a Portugal e ao Brasil, Inocêncio Francisco da Silva, Imprensa Nacional, Lisboa, 1858.
Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Editorial Enciclopédia, Lisboa e Rio de Janeiro, 1936-1960.
Estudos de Cultura Medieval, Mário Martins (S.J.), Editorial Verbo, 1972.
A Guide to Studies on Chanson de Roland, Joseph J. Duggan, 1976.
Dicionário do Folclore Brasileiro, Luís da Câmara Cascudo, Edições Melhoramentos, 1979.
Estremoz e o seu Termo Regional, Marques Crespo, Centro Social Paroquial Santo André —  Estremoz, Vila Viçosa, 1987 (2.ª edição — fac-similada).
New Trends and Developments in African Religions, Peter Bernard Clarke, 1998.
Reinventing Religions: Syncretism and Transformation in Africa and the Americas, Sydney M. Greenfield e A. F. Droogers, 2001.
Nova História de Portugal: Portugal  — da Paz da Restauração ao Ouro do Brasil, Joel Serrão, Artur Boavida Madeira e A. H. de Oliveira Marques, Editorial Presença, 2001.
História da Companhia de Jesus no Brasil, Serafim Leite (S.J), Edições Loyola, 2004.
Ocidente: Revista Portuguesa de Cultura, N.º 285, Janeiro, 1962.
Revista Brotéria, 1987.
Revista Estudos Ibero-Americanos, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Departamento de História, 1999.
Gazeta de Lisboa, N.º 7, 18 de Fevereiro de 1723.
Jornal de Coimbra, 1815.
Arquivo da Universidade de Coimbra.
Arquivo Distrital de Évora.
Arquivo Distrital de Portalegre.
Arquivo Particular de João Miguel Costa Pinto Marchante (Autor do blogue Eternas Saudades do Futuro e desta síntese biográfica sobre Jerónimo Moreira de Carvalho).
 
 

sábado, 6 de fevereiro de 2016

SURREALISTA E TUDO!

Rapto na Paisagem Povoada, 1946
ANTÓNIO PEDRO
(1909 — 1966)
Óleo sobre tela
121 x 122 cm
 
Recordando o muito nosso surrealista, no ano em que passam cinquenta anos sobre a sua morte física, com uma sua pintura de há setenta anos. Nunca ninguém se lembra dele. Porque será?

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

CULTIVANDO O TRADICIONALISMO EM SOCIEDADE

«Quem não aparece, esquece», diz, sabiamente, o nosso povo. Circunstâncias obrigatórias várias, de braço dado com outras tantas energias convergentes, ou apenas acasos, fizeram-me reaparecer em algumas ocasiões sociais, e aí retomar conversas interropidas há muitos anos; contrariando, desta maneira, uma tendência misantrópica que se vinha agravando ao longo dos últimos tempos. Assim, uma das mais recentes actividades a que compareci, foi o lançamento dum interessante livro, num antiquíssimo clube privado (só para cavalheiros). Mais uma vez, reencontrei figuras — desta feita, eminentes — que marcaram os meus anos de formação intelectual, e recordei factos de combates político-culturais pelos meus valores de sempre. No meio das meias-tintas em que subvivemos, ainda há Grandes Senhores em Portugal. Distinguem-se pela sua capacidade de fazer corar os conservadores e empalidecer os progressistas. Chamam-se: Tradicionalistas.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

SANTO DO DIA

S. João de Brito (1.3.1647 — 4.2.1693). Mártir.
Missionário Lisboeta no Ultramar Português.

Aproveite-se a maravilhosa pausa pós-prandial deste luminoso dia para ler o delicioso livrinho sobre a sua fascinante Vida: João de Brito — Herói da Fé e do Império, de João Ameal.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

VIDAS E OBRAS DO ROMÂNTICO SÉCULO XIX

Olympia, 1863
ÉDOUARD MANET
(1832 — 1883)
Óleo sobre tela,
130,5 x 190 cm

Um olhar de 19 anos — Victorine, modelo e amante do Pintor — desafia o público burguês dos salões, e das salinhas, de Paris. O corpo nu — ou despido —, descontraído mas firme, impõe-se, como centro de uma composição, só aparentemente académica.

Aqui, a novidade encontra-se, duplamente, na forma e no tema. Não é um nu clássico, de uma qualquer odalisca, que vemos. É uma mulher mundana que nos encara. Os acessórios, adereços e figurantes são escolhidos para — por detrás de um aparente naturalismo — nos desassossegarem: as jóias sobre a nua pele branca, a flor no cabelo e as flores oferecidas, os sapatos-de-quarto anunciando o abandono de alcova, e, ainda, as desconcertantes presenças de uma criada africana — num gritante alto-contraste cromático e social — e de um gato preto eriçado — contra todas as convenções da representação dos animais domésticos na História da Pintura, qual figuração diabólica.

Em três palavras: romântico, inovador e provocador. Por outras palavras: eterno.

Confesso que esta tela me veio à cabeça porque tenho andado deliciado a rever uma extraordinária série de ficção que a BBC produziu a propósito do fascinante grupo dos Pré-Rafaelitas e que a RTP 2 exibiu em tempos nos serões de segunda-feira. Estranhas ligações feitas pelo subconsciente. Serve portanto também esta mensagem de lembrete para me obrigar a vir aqui falar sobre a referida série Desperate Romantics. E, já agora, também irei meter a vida e a obra de Charles Dickens ao barulho.

Afinal, são tudo coisas com mais ou menos dois séculos de idade e que vieram para ficar.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

A LIÇÃO DA TERRA E DOS MORTOS

Metido que ando em trabalhos de investigação genealógica sobre os meus antepassados, com vista à publicação de um livrinho para consumo essencialmente familiar, chego a uma conclusão — na linha do pensamento de Maurice Barrès e António Sardinha — límpida e cristalina: é com a terra e com os mortos que mais temos a aprender nesta vida.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

AFINIDADES ELECTIVAS

Quando as conversas entre pessoas que não se encontram há anos começam como se tivessem sido interrompidas no dia anterior, estamos perante uma comunhão espiritual só acessível a amigos que se fizeram nos tempos puros da desinteressada e desinteresseira — mas mil vezes interessante — idade da adolescência.