domingo, 1 de março de 2026

SINAIS SENSORIAIS DA ESTAÇÃO QUE SE AVIZINHA

Sei que a Primavera se aproxima porque os longos e sedosos cabelos das belas lisboetas já refulgem sob a luz dourada do subido Sol, ainda intermitente mas já forte, que anuncia o Equinócio. 

DA LITERATURA

A literatura pura e dura (sem ilustrações nem nada) é por excelência a arte da meia-idade e da consequente maturidade porque só nessa fase da vida já vimos e vivemos o suficiente para podermos traduzir em pessoalíssimas imagens mentais as palavras que lemos.

DOS LIVROS DE HISTÓRIA AOS ROMANCES HISTÓRICOS

Existe o hábito -- entre vários de nós outros, os bibliófilos que lemos os nossos livros (espécie duplamente rara) -- de usarmos os volumes de História apenas e só para consulta. Isto leva a que sejam percorridos pela rama, mesmo que passados sob o rápido olhar atento de quem pesquisa com um objectivo definido. Por outro lado, lendo-os de fio a pavio, como quem devora um romance, encontrar-se-iam muito provavelmente os dados procurados que escaparam à detectivesca lupa aplicada na diagonal pelo investigador. Dito isto (a despropósito, ou como introdução), ocorre-me agora partilhar, com os seguidores deste blogue, o facto de estar a reler um delicioso romance histórico -- género literário de síntese -- que não consumi quando veio a lume, vai para quase quarenta anos: A Casa do Pó, de Fernando Campos, edição Difel, Lisboa, 1986. Uma secreta obra-prima da literatura portuguesa.

DOS DELICIOSOS PARADOXOS

Quanto menos aqui escrevo, mais leitores aqui tenho (diz o contador do blogue que passam pelo Eternas Saudades do Futuro mais de mil pessoas todos os dias). 

DO FASCÍNIO DA LITERATURA E DO CINEMA

Um conto e uma longa-metragem têm em comum o facto de serem formatos narrativos que se podem e devem consumir do princípio ao fim, sem interrupções, em deliciosas viagens interiores de hora e meia.

A CADA MÊS A SUA ÁRVORE

Olaia florida rima com Março.

LIÇÕES DA TERRA, DOS MORTOS E DOS PAPÉIS

Metido em trabalhos de pesquisa genealógica sobre os meus antepassados, investigações cujos resultados disponibilizo em vários posts do blog Da Genealogia, chego a uma conclusão — na linha do pensamento de Maurice Barrès —, toda ela límpida e cristalina: é com a terra, os mortos e os papéis (livros de assentos paroquiais, com os seus registos de baptismos, casamentos e óbitos, e outras fontes primárias) que mais se aprende. 

DAS SÍNTESES

Só vale a pena fazer-se uma síntese quando esta supera a tese e a antítese.

MARÇO

Marçagão.

MÊS DE MARTE, MEU MÊS

Sinto-me sempre entre o épico e o lírico neste marcial mês das frias noites de Inverno e das quentes tardes de Verão, que é também o Março do suavemente sensual Equinócio da Primavera.