domingo, 21 de julho de 2019

IDENTIDADE NACIONAL VERSUS ICONOCLASTAS

É conhecida a pulsão iconoclasta dos ateus, republicanos e socialistas que (des)governam Portugal e Lisboa. Já tinham suprimido freguesias que correspondiam a paróquias históricas e que, como estas, tinham nomes de Santos. Todo um programa, portanto. Agora, à sorrelfa, apagaram os ícones com touros e toureiros que constavam das placas de sinaléctica indicando o Campo Pequeno. O Povo não gosta, mas finge que não vê e vai comentando à boca pequena. Até ao dia...  

domingo, 14 de julho de 2019

DA ABERRANTE REVOLUÇÃO FRANCESA E DA IGNORANTE REVOLUÇÃO POMBALINA

Passam hoje 230 anos sobre a tristemente célebre Revolução Francesa. A partir desta sinistra data, França deixou de ser, com a queda do seu magnífico e fértil Ancien Régime, uma referência para todas as monarquias católicas das nações ocidentais; e, pior ainda para ela, nunca mais voltou a ter a mesma grandeza.
Em Portugal, a desgraça chegou mais cedo, com a nomeação do futuro Marquês de Pombal para o governo, em 1750. Entre os seus conhecidos bárbaros desvarios, destaco a menos referida consequência de um deles: a machadada mortal que deu no sistema de ensino português, assegurado exemplarmente em universidades e colégios pelos Jesuítas, desde o século XVI, ao expulsar estes do Reino em 1759. 

quinta-feira, 11 de julho de 2019

SANTO DO DIA

Ora et labora.

quarta-feira, 10 de julho de 2019

POST EM DESTAQUE

Paisagens e Príncipes de Encantar, por Lady Jacarandá.

domingo, 7 de julho de 2019

DA BIBLIOTECA E DO BLOGUE

O que é que a biblioteca e o blogue têm em comum?
Estão permanentemente em construção, durante a vida do seu dono e do seu autor.

sexta-feira, 5 de julho de 2019

BLOGUE EM DESTAQUE

Alengenea — Genealogia do Alentejo, de Luís Miguel Projecto Calhau.
À atenção dos que trazem no sangue e no coração a belíssima província portuguesa do Alentejo.

[Ver a versão da Web]


quinta-feira, 4 de julho de 2019

NO DIA DE SANTA ISABEL, INFANTA DE ARAGÃO, RAINHA DE PORTUGAL E PADROEIRA DE ESTREMOZ

Leiam-se a propósito três belos posts alusivos no blog Spe Deus.

quarta-feira, 3 de julho de 2019

DOS BLOGUES

Há quem diga que «o tempo dos blogues já passou». Essa afirmação dá-me vontade de rir. Destaco portanto hoje, à atenção dos meus queridos leitores, um blogue no activo cuja dinâmica certamente fará inveja aos iluminados que repetem o supradito estribilho da moda. Ei-lo: Delito de Opinião. E, aproveito ainda para indicar especialmente o notável post de ontem  — Burrice apenas —, do meu caro confrade Pedro Correia. 

terça-feira, 2 de julho de 2019

DAS LETRAS

O melhor site de genealogia do mundo, Geneall, feito por portugueses, para nosso orgulho, destaca hoje dois escritores, porque mortos nesta data: Sophia de Mello Breyner Andresen (+ 2004) e Ernest Hemingway (+ 1961). Ambos muito cá de casa, são presenças incontornáveis na biblioteca doméstica. Não referidos neste blogue tanto quanto influenciam o seu autor, em breve voltarei a eles.

segunda-feira, 1 de julho de 2019

OBSERVATÓRIO DO IMPÉRIO PORTUGUÊS [9]

Faz hoje 600 anos que foi oficialmente descoberta a Madeira. Esta data marca o início dos descobrimentos e da expansão, na sequência dos quais Portugal viria a ser a cabeça do primeiro e último império ultramarino moderno do mundo.
Recordemos este, para sempre fechado, glorioso ciclo da nossa História, por dever de memória; e, muito em especial, para tomarmos balanço para o Futuro.   

domingo, 30 de junho de 2019

DA VANTAGEM DA INTERNET SOBRE OS MEDIA CONVENCIONAIS

Quando quero conhecer a opinião de alguém leio essa pessoa directamente no seu site, blogue ou Twitter e dispenso o espectáculo dado pelos jornalistas da imprensa ou da televisão a explicarem-me o que essa personalidade pensa ou a fazerem-lhe perguntas — tão intermináveis quanto estúpidas — para depois rematarem com imbecis conclusões.

DO ESTADO DA ARTE

O Barroco foi o último grande estilo artístico integralmente europeu. Manifestou-se em todas as Artes. Religioso e mundano, monumental e intimista, alegórico e cómico, resplandecente e ascético — riquíssimo nas suas contradições e complexidades, variando de formas e conteúdos consoante a Nação de origem, é esteticamente sublime. Que os europeus o conheçam pior do que a um género cinematográfico americano, como o Western, diz tudo sobre a lenta decadência da Europa desde o século XVIII.

LET'S DANCE

Cyd Charisse e Gene Kelly
em Singin' in the Rain (EUA, 1952)
de Stanley Donen e Gene Kelly.

sexta-feira, 28 de junho de 2019

LISBOA, CIDADE BRANCA

Em 1 de Abril de 1930, estreia simultaneamente no São Luiz e no Tivoli (parece mentira, mas é verdade; bons tempos!), Lisboa, Crónica Anedótica, de Leitão de Barros. Este cineasta tem como marca principal um apurado sentido estético, partilhado com a extraordinária geração de que faz parte — Chianca de Garcia, Jorge Brum do Canto, António Lopes Ribeiro, Cottinelli Telmo, e outros de igual qualidade.
José Júlio Marques Leitão de Barros nasceu no Porto, filho de um Capitão-de-Mar-e-Guerra, mas foi registado em Lisboa, onde veio a morrer em 1967. Depois de tirar o Curso da Escola de Belas-Artes, foi Professor dos Liceus — o seu manual Elementos de História da Arte é ainda hoje uma referência —, e destacou-se como pintor, estando representado em vários Museus portugueses e estrangeiros. Por outro lado, como dramaturgo, escreveu várias peças que foram representadas no Teatro Nacional e noutras salas. Foi também jornalista em O Século, A Capital e ABC, e fundou e dirigiu Domingo Ilustrado, Notícias Ilustrado e Século Ilustrado; ficaram ainda célebres as suas crónicas semanais no Diário de Notícias, sob o título «Os Corvos» (publicadas em dois volumes, com ilustrações de João Abel Manta). Organizou os cortejos históricos das Festas da Cidade de Lisboa (1934-1935) e foi Secretário-Geral da Exposição do Mundo Português (1940). Tudo isto, e muitas outras actividades de idêntica relevância.
Recuando agora ao seu debute cinematográfico, há que referir 1918 como o ano dos seus primeiros (quatro!) filmes, de que se destaca o infelizmente desaparecido Sidónio Pais — Proclamação do Presidente da República. No entanto, é preciso esperar por 1930, para assistirmos ao seu arranque em duas frentes, ainda no Cinema Mudo, com duas obras de enorme beleza plástica: a já referida Lisboa e Maria do Mar — filme este que marca presença, com exibições habituais, nas principais cinematecas europeias e que a nossa Cinemateca Portuguesa em boa hora restaurou e exibiu, em 2005, numa sessão onde se perfilaram dez pessoas (sim, eu estava lá com um par de alunos e vi com os meus próprios olhos!). Esta película tinha sido antecedida por Nazaré, Praia de Pescadores (1929), que cativou, de imediato, público e crítica — uma característica deste cineasta ao longo da sua extensa carreira, que coincidiu com uma época de profunda identificação dos portugueses com o seu Cinema.
O viveiro de todo este Novo Cinema, em pleno Estado Novo, seria a Brasileira do Chiado, os escritórios do São Luiz e do Trindade, e os estúdios da Tobis no Lumiar, de cuja fundação Leitão de Barros viria a ser um dos principais impulsionadores.
No início de 1929, Leitão de Barros e António Lopes Ribeiro partem em viagem, à descoberta dos principais estúdios de Cinema da Europa, onde conhecem e convivem com os maiores cineastas desse tempo — da Alemanha à Rússia…! Regressados à Pátria, Leitão de Barros lança-se na rodagem de Lisboa, Crónica Anedótica, a fita que hoje aqui trazemos, e que é um marco mundial na tendência europeia dos documentários poéticos, de matriz futurista, sobre a vida das grandes cidades, que tinha até aí em Berlim, Sinfonia de uma Capital (1926), de Walter Ruttmann, o seu mais alto expoente.
Lembremos aqui que Leitão de Barros, que trabalhava como professor de Desenho e Matemática (mais uma das suas aparentes contradições, mas expressão máxima da sua versatilidade criativa), era um nacionalista puro, sempre em busca da exaltação estética dos valores tradicionais de Portugal; conseguia extrair beleza da nossa Terra e do nosso Povo, numa linguagem moderna e apelativa. O seu apurado sentido de humor fazia-o evitar o ridículo e o mau-gosto (tão comuns na nossa burgessa e deslumbrada burguesia de hoje).
Homem de várias Vidas — pintor, professor, cineasta, jornalista, criador de grandes espectáculos —, foi no Cinema, porém, que encontrou o meio para explanar totalmente a sua Arte: estão aí A Severa (1930) — primeiro filme sonoro português —, As Pupilas do Senhor Reitor (1935), Bocage (1936), Ala-Arriba! (1942) — premiado no Festival de Veneza —, Inez de Castro (1944), Camões (1946), Vendaval Maravilhoso (1949), para o demonstrar, além de vários documentários, que são peças fundamentais para estudar a época histórica do Estado Novo.
Vamos então a Lisboa, Crónica Anedótica, que se faz tarde. Este filme é o mais autêntico documentário feito até hoje sobre a Capital; mas é também, ainda, muito mais do que isso: é uma fita onde aparecem os maiores actores da época — e de sempre?… — do Teatro e do Cinema de Portugal (Nascimento Fernandes, Beatriz Costa, Vasco Santana, Erico Braga, Chaby Pinheiro, Estevão Amarante, Josefina Silva, Eugénio Salvador, Adelina Abranches, Costinha, Alves da Cunha, e muitos outros… — caramba!). Todos eles interpretam personagens típicas de Lisboa, misturadas com as figurais reais do quotidiano da cidade.
Esta convincente articulação de realidade e ficção, de linguagem documental e fantasia, fazem desta obra um caso sério de inovação, qual precursora de fenómenos cinematográficos do pós-II Guerra Mundial, como o neo-realismo italiano. No caso da nossa Lisboa, o verismo antropológico conjuga-se com um requinte formal de artista sofisticado — Leitão de Barros era um esteta — e surge livre de visões marxistas, habitualmente transformadoras dos tipos sociais em estereótipos.
O filme avança em animado ritmo, com uma montagem que assegura a colagem dinâmica dos fragmentos — pitorescos, mas ao mesmo tempo poéticos — e cria um sentido para as imagens (magníficas, do grande operador Artur Costa de Macedo), ao som da Música de Frederico de Freitas, Juan Fabre e António Melo — interpretada ao vivo, pelas melhores orquestras, durante as projecções (Cinema Mudo oblige).
O que seria apenas um documentário, eleva-se, assim, à categoria de grande peça «cinegráfica» (na feliz expressão do meu Saudoso Mestre Luís de Pina, na sua História do Cinema Português).
Ao vermos este filme, sentimos a nostalgia de uma cidade branca, monumental, simples, luminosa, alegre, dinâmica, viva, habitada — com seus tipos genuínos —, com Alma! E, apetece-nos perguntar: — Por que será que agora Lisboa aparece sempre cinzenta e triste no Cinema Português a que temos direito e que pagamos com os nossos impostos?…
Lisboa, Crónica Anedótica apresenta-se, assim, como mais uma prova de que é possível alinhar Portugal com o «ar dos tempos» — a par de Ruttmann e Vertov, neste caso — sem abdicar da Identidade Nacional.
Veja-se e faça-se, em 2019, de novo!

Nota: Artigo escrito em 2007 para a revista Alameda Digital. Republicado em novas versões nos blogues Eternas Saudades do Futuro e Jovens do Restelo e no jornal O Diabo. Reedito-o agora novamente.

quarta-feira, 26 de junho de 2019

DOS MEUS PESSOALÍSSIMOS QUADRANTES POLÍTICO-DOUTRINÁRIOS

Ortodoxo na doutrina, pragmático na política.

segunda-feira, 24 de junho de 2019

DIA DE SÃO JOÃO E NÃO SÓ

2 AC — Nascimento de São João Baptista.
1128 — Batalha de São Mamede, Fundação de Portugal.
1360 — Nascimento de Dom Nuno Álvares Pereira / São Nuno de Santa Maria.

domingo, 23 de junho de 2019

PORTUGAL É HOJE UM PAÍS EXTREMISTA?

Sim, de extremo-centro, o extremo mais triste que existe.

sexta-feira, 21 de junho de 2019

DA VITÓRIA DA LUZ SOBRE AS TREVAS

Os longos crepúsculos solsticiais estivais têm, em Portugal, muito por causa da presença a poente do Atlântico, infinitas e indizíveis matizes cromáticas.

SOLSTÍCIO DE VERÃO

A partir de hoje, e até ao dia do Solstício de Inverno — momento do anti-clímax —, as noites vão crescendo e os dias diminuindo, muito lentamente. A simples observação diária desta regra da Natureza sempre constituiu para mim um suave deleite. Nada melhor do que seguir e sentir o Sol, e a sua presença entre nós, iluminando-nos e aquecendo-nos. Vindas estas palavras de um noctívago, são ainda mais verdadeiras. Gosto das longas noites; mas, também admiro os intermináveis dias banhados pela luz quente do Astro-Rei, para viver em plena sintonia com a equilibrada harmonia da Natureza.

FRASE À ATENÇÃO DE QUEM QUER ACABAR COM AS MAIÚSCULAS

Eles verão que um Verão assim só existe em Portugal.

CINEMA DE VERÃO

Excelentes soirées de westerns spaghetti na Fox Movies. Cinema de culto para cinéfilos da velha guarda.

POEMA DE VERÃO

Donc, ce sera par un clair jour d'été ;
Le grand soleil, complice de ma joie,
Fera, parmi le satin et la soie,
Plus belle encor votre chère beauté ;

Le ciel tout bleu, comme une haute tente,
Frissonnera somptueux à longs plis
Sur nos deux fronts heureux qu'auront pâlis
L'émotion du bonheur et l'attente ;

Et quand le soir viendra, l'air sera doux
Qui se jouera, caressant, dans vos voiles,
Et les regards paisibles des étoiles
Bienveillamment souriront aux époux.

PAUL VERLAINE
(1844 — 1896)

quinta-feira, 20 de junho de 2019

PROPOSTA POLÍTICO-ECONÓMICA SOBRE OS FERIADOS RELIGIOSOS NO DIA DO CORPO DE DEUS

Os feriados religiosos deverão passar a ser gozados apenas pelos católicos, pois só estes cidadãos têm Algo (Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus; Sexta-Feira Santa; Páscoa; Corpo de Deus; Assunção de Nossa Senhora;  Todos os Santos; Imaculada Conceição; Natal do Senhor; etc.) a celebrar nesses dias.
Assim, além de acabar com a hipocrisia de um sistema que se diz laico, esta medida trará enormes vantagens para a produção nacional, porque a restante população (cada vez maior, infelizmente) trabalhará nessas datas.

DAS ARTES

Avant la Corrida / Before the Bullfight, 1912
AMADEO DE SOUZA-CARDOSO (1887 — 1918)
Óleo sobre Tela, 60 x 92 cm

quarta-feira, 19 de junho de 2019

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