sábado, 23 de outubro de 2021

DA NOVA RECONQUISTA

A Conquista de Lisboa aos mouros (muçulmanos, islâmicos, sarracenos, árabes   chamem-lhes como quiserem), inserida no grande movimento europeu da Reconquista Cristã, foi aos 21 de Outubro de 1147. Só por isso se afigura possível estarmos aqui e agora na nossa pátria livres de «submissão» a professar a nossa fé e a falar a nossa língua. Contudo, ninguém nos me(r)dia referiu esta tão fundamental quão fundacional data. Ainda para mais, numa época em que o islão está outra vez de forma ameaçadora às portas da Europa, quando não já de maneira ostensivamente agressiva dentro de vários dos países do Velho Continente. Valha-nos por cá a certeza — toda ela lusitana intuição — de que não faltará muito para a chegada de um novo D. Afonso Henriques.

quinta-feira, 7 de outubro de 2021

LEPANTO

Há exactamente 450 anos, aos 7 de Outubro de 1571, teve lugar a batalha naval de Lepanto. A Cristandade (Veneza e seus aliados, entre os quais estavam Portugueses) alcançou contra os Turcos um triunfo que parou a expansão otomana na Europa.
Este sucesso do cristianismo contra o islamismo marca o estabelecimento da festa de Nossa Senhora do Rosário, a quem o Papa S. Pio V rezou para obter a vitória em Lepanto.

terça-feira, 5 de outubro de 2021

AINDA O 5 DE OUTUBRO: DEPOIS DE 1143, 1520

O Rei Dom Manuel I, tendo em vista os serviços dos moradores da Vila de Estremoz, e a ser ela uma das mais populosas do Reino, e habitada de muita Nobreza, a honrou, dando-lhe o título de Vila Notável, por Carta passada em Évora a 5 de Outubro de 1520.


RECORDANDO HOJE E SEMPRE A FUNDAÇÃO NACIONAL

Portugal nasceu a 24 de Junho de 1128,  na Batalha de S. Mamede; foi baptizado a 25 de Julho de 1139, na Batalha de Ourique; e, foi registado a 5 de Outubro de 1143, no Tratado de Zamora.

segunda-feira, 4 de outubro de 2021

CLUBE DOS CAVALHEIROS COM BIBLIOTECA

À medida que a vida avança, vou trocando o convívio entre as pessoas pela intimidade com os livros. Será a idade da sabedoria a chegar ou apenas uma fase de misantropia?
Contudo, contrariando esta tendência e tentando conciliar as coisas, e seguindo o meu velho impulso para fazer sínteses e lançar pontes, acabei de relançar definitivamente, após o pandemónio pandémico e suas respectivas condicionantes, o, por mim há muito congeminado, 
Clube dos Cavalheiros com Biblioteca.
Espero que esta tertúlia venha a ter existência tão longa quanto o 
Clube dos Amigos da Sétima Arte, a qual já vai em 17 anos bem contados e melhor passados!

COSTA PINTO — SUBSÍDIOS PARA A GENEALOGIA DESTA FAMÍLIA ALENTEJANA

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

BLOGUE DO MÊS

DO OUTONO

Todas as Estações do Ano têm qualquer coisa de mágico-simbólico. São, portanto, reveladoras. No caso do Outono, este reconduz à Primavera. Por consequência, no mês de Outubro - supra-sumo, cá para mim, do Outono - sinto-me sempre com renovados 20 anos. 

quarta-feira, 29 de setembro de 2021

DIA DO ARCANJO S. MIGUEL — PADROEIRO DESTE BLOGUE

A Escritura apresenta-O como Príncipe das Milícias Celestes e Defensor da Glória de Deus:

Houve uma batalha no Céu: Miguel e os seus Anjos guerrearam contra o Dragão. O Dragão batalhou, juntamente com os seus Anjos, mas foi derrotado e não se encontrou mais um lugar para Ele no Céu.
Ap 12, 7-8
Miguel é o Anjo do povo de Deus, o seu Defensor no tempo de angústia.
Dan 10, 12-21

terça-feira, 28 de setembro de 2021

QUEM PLANTA NO OUTONO, LEVA UM ANO DE ABONO

Jardim: estrumar, semear flores, como no mês anterior, e plantar roseiras, crisântemos, tulipas, jacintos e as flores da Primavera.

In Borda D'Água.
Nada há de tão puro e certeiro como a boa e tradicional sabedoria popular nacional que é transmitida de geração em geração com amor e simplicidade.
Por outro lado, estas maravilhosas palavras, desta histórica publicação, têm sempre algo de alegórico e metafórico; ou, às tantas, o meu olhar estético e poético sobre o mundo é que tem essa visão... 

domingo, 26 de setembro de 2021

DE PÉ ENTRE AS RUÍNAS

Nunca, como nestes estranhos tempos mundialistas e covidistas, este mote evoliano foi tão oportuno. Ergamo-nos e esperemos que os novos «Loucos Anos 20», que já se pressentem, sejam, desta feita, de cumprimento integral dos ancestrais desígnios de Portugal e da Europa. Porque a Tradição é o Futuro. E vice-versa.

sexta-feira, 24 de setembro de 2021

DO CARÁCTER E DA EDUCAÇÃO

A diferença entre o sarcasmo e a ironia é igual à distância que vai entre um arroto e um suspiro.

DA RESISTÊNCIA PASSIVA

A resistência passiva é a arma dos ignorantes e manhosos. Incapazes de debater ideias, usam essa cobarde táctica, toda ela à base de silêncio e inércia, para levar a sua avante. Diga-se de passagem que, por desgaste, conseguem algumas vitórias. Contudo, quase todas elas se revelam, mais tarde ou mais cedo, de Pirro, porquanto lhes sairão caras.

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

DO BOM GOSTO DOS ESPIÕES

No século passado, muito especialmente nas décadas de 30 e 40, os melhores espiões do mundo tinham como seu lugar preferido o Estoril. 

ETERNA DÚVIDA SOBRE O MÊS DE SETEMBRO

Sendo Setembro mês de Equinócio, por que razão cheirará sempre tanto a recomeço e regeneração, qual ponto extremo de partida ou chegada, como se de um Solstício se tratasse?


DA LITERATURA E DO CINEMA OU PARA QUEM É ALGUÉM

Para alguém que tem mundo, a Literatura é muito mais interessante do que o Cinema (o que eu fui dizer...!); porque, onde o Cinema nos mostra imagens, a Literatura, com base nos múltiplos lugares em que vamos vivendo e nas diversas pessoas que vamos conhecendo, permite-nos imaginar.


DAS COISAS BELAS E DOS SUBLIMINARES ACASOS

As melhores coisas da vida não se procuram, encontram-se; e, só assim, através  das agradáveis surpresas do destino, nos deliciamos verdadeiramente com elas. Contudo, há que saber sentir o mágico momento da convergência, e reagir de imediato, para não as deixarmos fugir.

PRIMEIRO PRAZER DE SETEMBRO

Como habitualmente, o meu primeiro prazer de Setembro consistiu em pôr o carimbo de posse nos livros comprados no extremo ocidental da Europa na banca de alfarrabista com vista para o Atlântico e de seguida colocar cada um na estante da biblioteca correspondente ao seu género literário (porque os livros têm género — múltiplos — e as pessoas têm sexo — masculino ou feminino).

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

LIVROS ADQUIRIDOS E LIDOS À BEIRA-MAR

Já se sabe que tenho a sorte de não vir carregado para férias com livros pois veraneio numa estância balnear de forte tradição piscatória mas também cultural onde desde sempre houve vendas de livros manuseados em diversos lugares mais ou menos secretos e portanto só acessíveis a bibliófilos persistentes ou experientes. Também os fiéis leitores do blogue já sabem que prometo todos os anos revelar no regresso à Capital do Quinto Império os títulos dos livros adquiridos, com nomes de autores, indicações de editoras, locais e anos de publicações, etc. e tal; enfim, uma autêntica empreitada de bibliotecário-arquivista, mas feita a gosto. No entanto, bem sabeis que, em 15 Verões, raramente cumpri esta intenção. Ora pois desta vez aqui vai uma pequena parte do que por cá descobri e comprei, e é já:
- Irreflexões, de Y. K. Centeno, Edições Ática, Lisboa, 1974.
- Razões Reais, de Mário Saraiva, Edição do Autor, colecção Biblioteca do Pensamento Político, N.º 2, Lisboa, 1970.
- Sete Relances. Para uma Antropologia Cultural da Expansão Portuguesa, de Carlos Eduardo de Soveral, Hugin Editores, Lisboa, 2004. 
- Don Camilo e o seu Pequeno Mundo, de Giovanni Guareschi, tradução de Francisco Costa, Livros Unibolso, Biblioteca Universal, N.º 10, Lisboa, s/ data.
- Anátema, de Camilo Castelo Branco, Publicações Europa-América, colecção Livros de Bolso Europa-América, N.º 77 (volume duplo), Mem Martins, 1974.
- O Táxi N.º 9297, de Reinaldo Ferreira, edição do Círculo de Leitores, impresso e encadernado por Printer Portuguesa, s/ local, 1986.
- Aparição, de Vergílio Ferreira
edição do Círculo de Leitores, impresso e encadernado por Printer Portuguesa, s/ local, 1973.
- O Mestre, de Ana Hatherly, prefácio de Maria Alzira Seixo, Moraes Editores, colecção Círculo de Prosa, Lisboa, 1976 ( 2.ª edição).
- Rio Turvo, de Branquinho da Fonseca, Editorial Verbo, Livros RTP / Biblioteca Básica Verbo, N.º 26, Lisboa, s/ data.

sábado, 14 de agosto de 2021

DOS LIVROS DE FÉRIAS ESTIVAIS

Os Pescadores, de Raul Brandão.

Para se ler de janela aberta, deixando o som do mar e o cheiro a maresia entrar.

AGOSTO COM ESPECIAL GOSTO NACIONAL

14 de Agosto de 1385  — Derrotámos os Castelhanos em Aljubarrota, reafirmando a nossa Independência.
É hoje!

21 de Agosto de 1415  — Conquistámos Ceuta aos Islâmicos, iniciando a nossa Expansão.
É para a semana!

Portugal sempre!

domingo, 8 de agosto de 2021

AINDA E SEMPRE A PROPÓSITO DO LUGAR ONDE VERANEIO

Já aqui atrás referi a sábia observação de cariz sociológico do grande escritor e dandy Ramalho Ortigão a propósito do lugar onde veraneio; e, na sequência disso, não posso deixar de recordar e confessar que é a seguinte certeira frase (a qual pode ser lida na badana da capa do livro Ericeira - uma fotobiografia, de José Constantino Costa, com esquissos de Rui Pinheiro, Mar de Letras Editora, Ericeira, 2004) que melhor traduz o meu mais íntimo sentimento em relação a esta mística terra: «A Ericeira não tem banhistas, tem devotos». O grande historiador e comunicador José Hermano Saraiva dixit.

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

AINDA A PROPÓSITO DOS JOGOS OLÍMPICOS

As modalidades desportivas moldam os corpos das atletas. Desse facto resultam por exemplo as elegantes e bem-lançadas jogadoras de voleibol. São as minhas preferidas.

DOS RENASCIMENTOS NACIONAIS

Tenho tido um grande prazer em ver as Nações saídas da totalitária e internacionalista URSS — após a queda desta libertadas finalmente do seu tirânico e cruel jugo — competirem com força e alegria nos Jogos Olímpicos.

ESTAÇÕES DO ANO E ESTADOS DE ALMA

Veraneio num lugar onde se sucedem as quatro Estações do ano num só dia. Um sítio assim faz com que se vivam quatro estados de Alma em vinte e quatro horas. Experiência só aconselhável a pessoas com Espírito forte.