sexta-feira, 8 de maio de 2026

REVISITAR OBRAS PASSADAS PARA PREPARAR AS FUTURAS (6)

Revisito a exposição individual Solstício de Verão, Águas Furtadas, Rua Pinheiro Chagas, Lisboa, 2024.
E recordo com carinho a simultaneamente modelo, musa e cúmplice nestas obras: TRO (em todas as vinte fotografias).

REVISITAR OBRAS PASSADAS PARA PREPARAR AS FUTURAS (5)

Revisito a exposição individual À Luz das Raparigas em Flôr, Cave, Avenida da Liberdade, Lisboa, 2022.
E recordo com carinho a simultaneamente modelo, musa e cúmplice destas obras: RB (em todas as vinte fotografias).

REVISITAR OBRAS PASSADAS PARA PREPARAR AS FUTURAS (4)

Revisito a exposição individual Foto-Síntese, Sala do Veado, Museu Nacional de História Natural e da Ciência, Lisboa, 2012.
E recordo com carinho a simultaneamente modelo, musa e cúmplice destas obras: MD (em todas as dez fotografias).

REVISITAR OBRAS PASSADAS PARA PREPARAR AS FUTURAS (3)

Revisito a exposição individual Vídeos Privados, Galeria Monumental, Lisboa, 2000.
E recordo com carinho a simultaneamente modelo, musa e cúmplice destas obras: AA (em catorze fotografias).

REVISITAR OBRAS PASSADAS PARA PREPARAR AS FUTURAS (2)

Revisito a exposição individual Peixe Fora d'Água, Galeria da Ordem dos Arquitectos, Lisboa, 1998.
E recordo com carinho as simultaneamente modelos, musas e cúmplices destas obras: EM (em cinco fotografias) e AA (em vinte e quatro fotografias).

quinta-feira, 7 de maio de 2026

REVISITAR OBRAS PASSADAS PARA PREPARAR AS FUTURAS (1)

Revisito a exposição individual Educação Sentimental, Sala do Veado, Museu Nacional de História Natural e da Ciência, Lisboa, 2014.
Faço-o através do acima visível link, que dá para as respectivas imagens no site (é só clicar, que vão lá dar).
Tudo isto porque as obras da exposição, bem com as das outras individuais (que destacarei de seguida), têm despertado novos e renovados interesses, principalmente em gente de vinte e tal anos, o que constitui uma honra e um prazer, pois é o sinal definitivo de que as referidas fotografias estão vivas e são intemporais.
Recordo com carinho as simultaneamente modelos, musas e cúmplices destas obras: EM (numa fotografia), MDF (em duas fotografias), SA (numa fotografia), GM (numa fotografia), JV (numa fotografia), MJR (numa fotografia) e AA (em duas fotografias).

terça-feira, 5 de maio de 2026

SUSPENSE

Alfred Hitchcock (1899 — 1980) nasce em Londres. Sendo, pois, à partida, um homem directamente herdeiro do espírito vitoriano do século XIX, revela, no entanto, um extraordinário sentido de utilização dos modernos meios de marketing e publicidade (antecipando-os), para divulgar as suas obras. Cedo irá transformar em marca icónica o seu nome, tornando-o reconhecível e apetecível para toda a comunidade mundial de cinéfilos, e, mesmo, para os grandes e despersonalizados públicos generalistas. Revela-se, ainda, e dentro desta estratégia de comunicação global, um especialista nas relações públicas; especialmente com a imprensa, com o objectivo de se promover profissionalmente.


Dito isto, há que afirmar, de imediato, que toda esta comunicação eficaz era apenas a ponta-de-lança de uma obra complexa e profunda. Vamos a ela, que é o fulcro da questão!

Hitchcock, oriundo de uma família de classe média-baixa, é instruído pelos jesuítas. Se refiro este facto é porque os seus filmes virão a reflectir uma série de conhecimentos que terá assimilado nos seus estudos feitos numa escola católica destes, bem conhecidos pela vasta cultura que forneciam; terá, também, através dos referidos jesuítas, tomado contacto com G. K. Chesterton (1874 — 1936), que lerá entusiasmado na juventude. Outras influências literárias que o marcaram, mais tarde, como erudito auto-didacta que era, foram Edgar Allan Poe (1809 — 1849) e Oscar Wilde (1854 — 1900).

Por outro lado, devorava jornais e lia revistas de criminologia e de cinema. Curioso é constatar o casamento entre estas fontes de inspiração para o seu despertar como autor de filmes. Os seus temas serão, principalmente, os seguintes: falsos culpados, assassínios, trocas de identidade, medo, voyeurismo, paixões frias mas arrebatadoras.

Porém, antes de chegar à realização de fitas, começa por desenhar intertítulos para filmes mudos, escrever argumentos e trabalhar como assistente de realização. Esta conjugação, de conhecimento prático da técnica cinematográfica com a cultura que ia adquirindo pela leitura, possibilita uma mestria na criação das suas narrativas fílmicas, apimentadas com o tão apregoado suspense.

Na sétima arte, Hitch (gostava de ser assim tratado) bebeu de várias fontes: Fritz Lang (1890 — 1976) e F. W. Murnau (1888 — 1931) — esses dois mestres do mudo alemão — foram determinantes para a estruturação da sua linguagem estética. Esteve na UFA — os grandes estúdios de Berlim — e conheceu-os pessoalmente. Lá trabalhou e lá filmou. Esta marca será visível, claramente, nos seus filmes mudos; e, mais subtilmente, nos sonoros.

O seu género eleito será o melodrama policial, pontuado de fantástico e de mistério. Esbate, pois, assim, as fronteiras de vários géneros convencionais, criando uma abordagem própria, com elementos retirados de todos eles.

No que toca à realização, o seu estilo é essencialmente visual, dando-nos a sensação de que aquelas histórias só fazem sentido em cinema; ou seja, por escrito não teriam o mesmo impacto. Sabia de tal forma o que queria que a montagem das suas películas seguia ao milímetro o que ele próprio tinha definido na planificação (última fase do argumento, em que este fica pronto a ser filmado). A esta atitude chama-se trabalhar com «guião de ferro». Hitch dizia que o acto de rodar era uma maçada, pois já sabia exactamente como seria o filme ao tê-lo definido na planificação. Esta ideia traduz uma inabalável confiança do cineasta em si próprio, enquanto director de actores, e uma invulgar capacidade de visualização.

Hitchcock assentava a sua estética numa cumplicidade com o espectador. Dava-lhe alguns conhecimentos secretos sobre a acção, mantendo-o ansioso pelo desfecho da narrativa. Esta tensão psicológica pode até levar o espectador a querer comunicar com a personagem ameaçada na tela, para a avisar do perigo... Eis a força manipuladora do suspense.

Não havendo, no entanto, técnica que resista à falta de ideias, é preciso deixar bem explícito que o cinema de Hitch assenta em temas fortes, já atrás referidos. Recapitulando, e desenvolvendo: culpa — com o inocente falso culpado como fio-condutor da narrativa, entrando aqui, por vezes, a troca de identidades; medo — pontuado pelo susto, e nas margens do terror; desejo — com simbologia e alegorias sexuais; ansiedade — mantida pelo suspensevoyeurismo — peeping-tom, em bom inglês, espreitando e violando a esfera privada e íntima; autoridade — que assegura a investigação criminal, mas também pode ser desafiada (detestava polícias vulgares, de «ronda»); morte — sob a forma de assassínio, o crime mais grave, e que os espectadores, morbidamente, gostam de ver no recatado conforto da sala escura. Todos eles temas de identificação e projecção psicológica do espectador. Eis o cinema, na sua mais poderosa forma alquímica, servido pela mão do mestre Hitchcock.

Importante é vencer o medo, esperar para ver o desfecho, e perceber que a chave dos seus filmes é o triunfo final da luz sobre as trevas. Toda a sua obra é uma variação sobre este principal grande tema.

E, se não menciono um único filme do realizador, a justificação é simples: devem ser vistos todos, cronologicamente — dos mudos aos sonoros, dos ingleses aos americanos, dos filmados a preto-e-branco aos rodados a cores —, com o objectivo de se conseguir captar, na sua plenitude, agora em 2026 mais do que nunca, toda a sua temática de fundo, e todo o seu estilo visual e sonoro profundo; enfim, todas as suas indeléveis marcas autorais. 

Nota: Texto à especial atenção dos meus alunos do Curso Livre de História e Estética do Cinema do Clube dos Amigos da Sétima Arte.

sexta-feira, 1 de maio de 2026

MÊS DE MAIO, MÊS DE MAIA

Na mitologia grega, Maia é uma das sete filhas de Atlas e Plêione. Para que escapassem do gigante Órion, Zeus tranformou-as no aglomerado estelar das Plêiades, integrantes da constelação de Touro. Com Zeus, Maia teve Hermes, o belo mensageiro dos deuses
Na mitologia romana, Maia é a deusa da fecundidade, da projecção da energia vital, da Primavera e da maternidade. Filha de Fauno, Maia era mulher de Vulcano. Maia está intimamente ligada à feminilidade, à beleza, à sexualidade e ao amor.

terça-feira, 28 de abril de 2026

RENOVADO DESAFIO

Blog  — 113 | X —  397 | Spotify  — 27 | YouTube  — 75

Agradeço a todos estes que se comprometeram de forma permanente a serem meus seguidores nestas plataformas (com vantagens de que assim usufruirão, como receberem notificações das novas publicações, presumo eu) e aproveito o momento para desafiar os mais de 700 visitantes que têm passado diariamente no início deste mês de Maio neste blog, e que ainda não o fizeram, a fazerem o mesmo.

Nota 1: No YouTube o equivalente aos seguidores são os subscritores.

Nota 2: Mensagem actualizada aos 08.05.2026.

quinta-feira, 23 de abril de 2026

DA ARTE DE VIAJAR

Ter mundo não se consegue viajando muito. Ter mundo advém de se viajar bem.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

NOTA EDITORIAL SOBRE GENEALOGIA E HISTÓRIA DA FAMÍLIA

Aos meus leitores especialmente interessados na matéria em epígrafe volto a recordar que todas as publicações que fiz neste blogue resultantes dos meus estudos na área de Genealogia e História da Família foram transcritos para o Da Genealogia embora continuem igualmente a figurar neste.  É nesse meu outro blogue que os referidos posts serão actualizados e é também aí que publicarei em exclusivo novas mensagens na sequência de novos trabalhos sobre o tema acima indicado. 

sábado, 18 de abril de 2026

VOU ALI E JÁ VENHO

A MINHA RESPOSTA À PERGUNTA ANTERIOR

Eu gostava de viver dentro de uma exposição de Magritte. 

PERGUNTA PARA ESTETAS

Gostava de viver dentro de uma exposição de que artista?

A MINHA RESPOSTA À PERGUNTA ANTERIOR

Eu gostava de viver dentro de um livro de Somerset Maugham.

PERGUNTA PARA BIBLIÓFILOS

Gostava de viver dentro de um livro de que escritor? 

PRINCIPAIS TEMAS DO AUTOR DO BLOGUE NO BLOGUE E EM TODA A PARTE

Arte | Literatura | Cinema | Televisão | Vídeo | Fotografia | Música | História | Estética | Genealogia | Cultura

AS DUAS PRINCIPAIS COISAS PARA UM HOMEM CULTO

Uma biblioteca e um jardim.

quarta-feira, 15 de abril de 2026

SURPRESA E EXPECTATIVA

Recebi a notícia de que alguém está a desenvolver uma tese sobre o meu trabalho partindo da seguinte poética premissa:
A arte de João Marchante é sempre subliminarmente erótica e simbólica.
Parece-me bem. Vamos lá a ver o que daí sai.

O QUE É UM POETA VISUAL?

Um poeta visual é um criador que consegue transmitir uma ideia universal usando apenas uma só imagem.

A MINHA RESPOSTA À PERGUNTA ANTERIOR

Eu gostava de viver dentro de um filme de Éric Rohmer. 

PERGUNTA PARA CINÉFILOS

Gostava de viver dentro de um filme de que realizador? 

domingo, 12 de abril de 2026

DO VENTO VIRIL

Na Primavera, para que as plantas se eternizem, o vento fecundador sopra com força.

quinta-feira, 9 de abril de 2026

DO CHEIRO DOS LIVROS

Tenho o hábito de cheirar os meus livros. São quase todos antigos. Portanto, os seus aromas transportam-me no tempo e no espaço. Fragrâncias de tabacos, lareiras, madeiras, flores... Assim se vão recordando, ou imaginando, pessoas e lugares.

sábado, 4 de abril de 2026

MENSAGEM DE PÁSCOA

O autor deseja uma Santa Páscoa a todos os seguidores do blogue.