quinta-feira, 23 de julho de 2026

DA GENEALOGIA APLICADA

Há uma boa dúzia de anos, bebia uma imperial de fim de tarde na esplanada sobre a praia quando reparei no velho banheiro sentado no muro com um pequeno grupo de antigos companheiros de faina piscatórica que o tinham vindo visitar. 
De entre eles, há um que em tom desconfiado atira:
-- Ouve lá, eles aqui tratam-se todos por tio e tia!?... 
O velho banheiro, que tem sempre réplica para tudo, mesmo quando não sabe a resposta, abarca toda a praia com um grande gesto e remata:
-- É que eles aqui são todos primos. 
Lembro-me que lancei uma gargalhada interior, selada com um golo de deliciosa cerveja gelada.

Passado todo este tempo, fruto das minhas consabidas investigações histórico-genealógicas, estou em condições de afirmar (salvo uma ou duas excepções, as quais, como é consagrado, confirmam a regra) o seguinte: naquela famosa praia do Oeste, as famílias que lá veraneiam, acantonadas desde sempre em toldos e barracas, são, de facto, mais ou menos remotamente, consoante os casos, parentes entre si; e, mais interessante ainda, além de outras ligações, todas entroncam em antepassados comuns daquela mesma Zona Saloia da histórica Província da Estremadura. 

CLUBE DOS BIBLIÓFILOS COM BIBLIOTECA

À medida que a vida avança vou trocando o convívio com as pessoas pela intimidade com os livros. Será a idade da sabedoria a chegar ou apenas uma fase de misantropia? Contudo, contrariando esta tendência e tentando conciliar as coisas, e seguindo o meu velho impulso para lançar pontes entre iguais e fazer sínteses de ideias, pretendo fundar finalmente o -- por mim há muito imaginado e anunciado -- Clube dos Bibliófilos com BibliotecaEspero que esta tertúlia venha a ter uma existência tão longa e proveitosa quanto a do Clube dos Amigos da Sétima Arte, a qual, desde que foi por mim  fundada em 2004,  já vai em 22 anos bem contados e melhor passados.

DOS LIVROS

Em tempos que já lá vão, iniciei no blogue uma série de mensagens intitulada «LIVRO PARA HOJE». Cheguei a passar a centena dessas publicações. Depois, fartei-me (coisa boa desta brincadeira muito séria da blogosfera é escrever sobre o que quero e quando me apetece). Essa rubrica tinha uma dupla utilidade (uma externa e outra interna): os meus caros leitores tinham assim acesso a fichas técnicas dos livros e, ainda, em alguns casos, a pequenos esquissos, da minha autoria, à laia de recensão crítica, sobre os mesmos volumes; e, este vosso escriba ficava com fichas bibliográficas online (mais fáceis de guardar que em papel) dos livros da biblioteca. Toda esta arengada serve para anunciar que sinto vontade de ressuscitá-la, continuando a construção da referida coluna.

quinta-feira, 16 de julho de 2026

UMA SÉRIE QUE TODOS OS QUE VÊEM O VÍDEO COMO ARTE VÃO COMEÇAR A VER

quarta-feira, 15 de julho de 2026

UMA SÉRIE QUE TODOS OS COLECCIONADORES DE ARTE CONTEMPORÂNEA ANDAM A VER (2)

segunda-feira, 13 de julho de 2026

A QUEM POSSA INTERESSAR

UMA SÉRIE QUE VAI DAR QUE FALAR

sexta-feira, 10 de julho de 2026

OS DOIS LADOS DA MENTALIDADE PORTUGUESA

Os portugueses alternam ao longo da vida entre um estado de espírito lírico — contemplativo, bucólico, poético — e um estado de espírito épico — activo, aventureiro, conquistador. Características estas que bem harmonizadas entre si têm como resultado uma extraordinária sinergia criativa. 

quarta-feira, 8 de julho de 2026

TRILOGIA «O ESPÍRITO DAS CASAS»

Trilogia O Espírito das Casas:
Parte I  À Luz das Raparigas em Flôr (2022).
Parte II  Solstício de Verão (2024).
Parte III — Fiat Lux (2026) [título provisório e ano provável].

quinta-feira, 2 de julho de 2026

A SÉRIE QUE TODOS OS PROGRAMADORES CINEMATOGRÁFICOS ANDAM A VER

quarta-feira, 1 de julho de 2026

A SÉRIE QUE TODOS OS INTERESSADOS EM FOTOGRAFIA ANDAM A VER

A SÉRIE QUE TODOS OS ESTUDIOSOS DO CINEMA ANDAM A VER

segunda-feira, 29 de junho de 2026

UMA SÉRIE QUE TODOS OS COLECCIONADORES DE ARTE CONTEMPORÂNEA ANDAM A VER (1)

domingo, 28 de junho de 2026

A SÉRIE QUE TODOS OS BIBLIÓFILOS ANDAM A VER

quinta-feira, 25 de junho de 2026

A SÉRIE QUE TODOS OS CINÉFILOS ANDAM A VER

quarta-feira, 24 de junho de 2026

FUNDAMENTOS PARA UMA TRILOGIA ARTÍSTICA

Exponho em casas outrora vividas mas agora fechadas, para poder habitá-las e abri-las de novo. Desta feita, habitadas por imagens de personagens femininas por mim imaginadas e fotografadas. 
Este conceito já deu origem às exposições À Luz das Raparigas em Flôr (2022) e Solstício de Verão (2024). Em breve haverá uma terceira exposição. Assim fechando, e revelando na sua plenitude, a trilogia O Espírito das Casas.

DO PERFIL NO BLOGGER

Actualizei o Perfil no Blogger após o douto parecer sobre a matéria dado pelo meu advogado de direitos de autor e propriedade intelectual.

DIA DE SÃO JOÃO E NÃO SÓ

2 A. C. — Nascimento de São João Baptista.
1128 — Batalha de São Mamede: Fundação Nacional.
1360 — Nascimento de Dom Nuno Álvares Pereira / São Nuno de Santa Maria.

domingo, 21 de junho de 2026

EXPOSIÇÃO SOLSTÍCIO DE VERÃO

Fez ontem dois anos que foi inaugurada a minha exposição individual Solstício de Verão (clicando neste link podereis ver no site todas as respectivas 20 fotografias). Como os mais atentos terão reparado, decidi apresentar no próprio dia do Solstício de Verão de 2024 o resultado do projecto artístico homónimo que fui desenvolvendo durante um longo ciclo anual que atravessou Outono, Inverno e Primavera. E, entretanto, dediquei recentemente três vídeos do meu canal no Youtube a esta mesma exposição: um, dois e três (clicai e visionai). 

sexta-feira, 19 de junho de 2026

REVELAÇÃO DA MINHA OBRA PREFERIDA EM CADA DÉCADA

Décadas:
1980 - Uma Paixão Diferente (vídeo, 1989).
1990 - Eu Desejo I (fotografia n.º 3 da exposição individual Noite Americana, 1999).
2000 - My Private Peep-Show (3 fotografias montadas numa caixa-de-luz, exposição colectiva 19 Sentidos Contemporâneos, 2004).
2010 - Fotografar (fotografia n.º 4 da exposição individual Foto-Síntese, 2012).
2020 - Euterpe V (fotografia n.º 15 da exposição individual Solstício de Verão, 2024).

Nota: Amanhã podem ser outras, mas hoje são estas. 

Adenda (21.06.2026) : A obra Eu Desejo I, que tem uma edição de 3, está numa grande colecção particular portuguesa (1/3), que a comprou, e numa grande colecção institucional internacional (2/3), que a comprou.  A obra My Private Peep-Show, que é peça única, está na colecção particular do autor (1/1). A obra Fotografar, que tem uma edição de 3, está numa grande colecção institucional internacional (1/3), que a comprou. A obra Euterpe V, que tem uma edição de 5, está numa colecção particular portuguesa (1/5).

RECORDANDO UMA EXPOSIÇÃO DE HÁ 26 ANOS

A Galeria Monumental publicou a sua lista de Exposições 1986-2026 (em actualização) ali [é só clicar que vão lá dar].
Recordo com nostalgia e alegria a minha exposição individual de fotografia intitulada Vídeos Privados nessa histórica galeria no mágico e já distante ano de 2000 (vide post alusivo aqui). 
E é com honra e prazer que passo os olhos pela plêiade de excelentes artistas que também lá expuseram ao longo destes 40 anos.

ELOGIO DA ARTE DA MÚSICA EM FORMATO ÁLBUM DE VINIL

Com o fim do álbum de vinil perdemos uma obra de arte completa: o belo grafismo das capas; o som quente; a hora de música seguida, em duas partes, que contava uma história, qual livro ou filme; e, as letras das canções, escritas em papel. 
Haja esperança, pois parece que está definitivamente a voltar.

domingo, 14 de junho de 2026

DAS NOVAS FORMAS DE CONSERVAR A TRADICIONAL ARTE DE CONVERSAR

Durante anos a fio — os da saída da adolescência e de entrada na idade teoricamente adulta —, andei sempre com um caderno de bolso de capa preta dura e folhas brancas lisas metido na algibeira do blazer, ou do blusão de cabedal, ou na mão, estivesse eu num café, num cinema, numa tertúlia, num concerto, num fim-de-semana alucinante, ou numa viagem distante. Na sequência deste hábito, possuo dezenas deles guardados; mas, não convenientemente organizados. Tenho a clara sensação que ganharei em lê-los com bastante distância temporal, e sei que me surpreenderei quando o fizer. Só espero não me assustar com o que lá vier a ver quanto lhes puser de novo os olhos em cima. Anseio sim por lá encontrar registadas sínteses das melhores conversas que tive nesses anos.
Aqui no blogue — bloco de apontamentos dos novos tempos digitais —, a coisa processa-se de diferente maneira; pois, todos os santos dias pomos a escrita em dia e deitamos conta à vida, através das mensagens anteriores e do arquivo (sempre à mão de semear). Acresce ainda a isto, muito especialmente, a interacção com amigos que nos enriquecem com oportunas trocas de opiniões feitas por computador, telemóvel, ou ditas de viva voz — por vezes até ao vivo e a cores (as melhores, porque mais saborosas). Desta forma, lançando pontes, trata-se já de conversar — essa superior arte que permite estabelecer e definir afinidades.
À laia de remate, posso dizer que consegui assim colocar ao meu serviço os modernos canais de comunicação à distância, tendo no entanto a certeza de ser o tradicional contacto directo e de proximidade o fim que justifica a utilização destes novos meios.

DO URBANISMO E DO PAISAGISMO DE LISBOA

Urge que as alvas calçadas da bela cidade branca avancem em largura sobre considerável parte do negro alcatrão das estradas e que nelas sejam plantadas árvores.

DA FILOSOFIA PRÁTICA

Releio a obra Die Spatziergänge oder die Kunst spatzieren zu gehen, de Karl Gottlob Schelle, na edição francesa, da Rivages Poche / Petit Bibliothèque, intitulada l'Art de se Promener, e prefaciada e traduzida por Pierre Deshusses.
A propósito: quando é que em Portugal se começam finalmente a fazer edições boas para o bolso e para a bolsa? Por enquanto, de um modo geral, costumam ser feíssimas e caríssimas.
Este livrinho, escrito em 1802 por um amigo de Kant e correspondente de Goethe, permanece para mim como o mais útil manual da arte de bem passear (não confundir com as famigeradas caminhadas e corridas, tão na moda entre as novas burguesias urbanas). Dúvidas houvesse e ficaria demonstrado neste pequeno ensaio que a simples prática física do passeio, de preferência feito em boa companhia, propicia prazer estético, ao mesmo tempo que nos transporta a uma elevada dimensão espiritual.