DO MEU PESSOALÍSSIMO PROGRAMA ARTÍSTICO-CULTURAL
Em vídeo ou em fotografia procuro criar imagens que histórica e esteticamente atinjam a intemporalidade. Só essas me interessam.
Em vídeo ou em fotografia procuro criar imagens que histórica e esteticamente atinjam a intemporalidade. Só essas me interessam.
- EM.
- AA.
- PTM*.
- LG*.
- MD.
- JV.
- MDF.
- SB.
- GM.
- MJR.
- RB.
- TRO.
*Modelo numa fotografia nunca exposta.
Nota: Fotografias feitas e expostas desde 1998 até 2024.
Comentário do Autor: Serão estas as minhas 12 deusas do Olimpo?
Portugal nasceu a 24 de Junho de 1128 na Batalha de São Mamede.
Foi baptizado a 25 de Julho de 1139 na Batalha de Ourique.
E foi registado a 5 de Outubro de 1143 no Tratado de Zamora.
Bloguista rima com aforista, contista, cronista, diarista, memorialista, etc. e tal.
Há uma boa dúzia de anos, bebia uma imperial de fim de tarde na esplanada sobre a praia quando reparei no velho banheiro sentado no muro com um pequeno grupo de antigos companheiros de faina piscatórica que o tinham vindo visitar.
De entre eles, há um que em tom desconfiado atira:
-- Ouve lá, eles aqui tratam-se todos por tio e tia!?...
O velho banheiro, que tem sempre réplica para tudo, mesmo quando não sabe a resposta, abarca toda a praia com um grande gesto e remata:
-- É que eles aqui são todos primos.
Lembro-me que lancei uma gargalhada interior, selada com um golo de deliciosa cerveja gelada.
Passado todo este tempo, fruto das minhas consabidas investigações histórico-genealógicas, estou em condições de afirmar (salvo uma ou duas excepções, as quais, como é consagrado, confirmam a regra) o seguinte: naquela famosa praia do Oeste, as famílias que lá veraneiam, acantonadas desde sempre em toldos e barracas, são, de facto, mais ou menos remotamente, consoante os casos, parentes entre si; e, mais interessante ainda, além de outras ligações, todas entroncam em antepassados comuns daquela mesma Zona Saloia da histórica Província da Estremadura.
À medida que a vida avança vou trocando o convívio com as pessoas pela intimidade com os livros. Será a idade da sabedoria a chegar ou apenas uma fase de misantropia? Contudo, contrariando esta tendência e tentando conciliar as coisas, e seguindo o meu velho impulso para lançar pontes entre iguais e fazer sínteses de ideias, pretendo fundar finalmente o -- por mim há muito imaginado e anunciado -- Clube dos Bibliófilos com Biblioteca. Espero que esta tertúlia venha a ter uma existência tão longa e proveitosa quanto a do Clube dos Amigos da Sétima Arte, a qual, desde que foi por mim fundada em 2004, já vai em 22 anos bem contados e melhor passados.
Em tempos que já lá vão, iniciei no blogue uma série de mensagens intitulada «LIVRO PARA HOJE». Cheguei a passar a centena dessas publicações. Depois, fartei-me (coisa boa desta brincadeira muito séria da blogosfera é escrever sobre o que quero e quando me apetece). Essa rubrica tinha uma dupla utilidade (uma externa e outra interna): os meus caros leitores tinham assim acesso a fichas técnicas dos livros e, ainda, em alguns casos, a pequenos esquissos, da minha autoria, à laia de recensão crítica, sobre os mesmos volumes; e, este vosso escriba ficava com fichas bibliográficas online (mais fáceis de guardar que em papel) dos livros da biblioteca. Toda esta arengada serve para anunciar que sinto vontade de ressuscitá-la, continuando a construção da referida coluna.
Os portugueses alternam ao longo da vida entre um estado de espírito lírico — contemplativo, bucólico, poético — e um estado de espírito épico — activo, aventureiro, conquistador. Características estas que bem harmonizadas entre si têm como resultado uma extraordinária sinergia criativa.
Trilogia O Espírito das Casas:
Parte I — À Luz das Raparigas em Flôr (2022).
Parte II — Solstício de Verão (2024).
Parte III — Fiat Lux (2026) [título provisório e ano provável].
Exponho em casas outrora vividas mas agora fechadas, para poder habitá-las e abri-las de novo. Desta feita, habitadas por imagens de personagens femininas por mim imaginadas e fotografadas.
Este conceito já deu origem às exposições À Luz das Raparigas em Flôr (2022) e Solstício de Verão (2024). Em breve haverá uma terceira exposição. Assim fechando, e revelando na sua plenitude, a trilogia O Espírito das Casas.
Actualizei o Perfil no Blogger após o douto parecer sobre a matéria dado pelo meu advogado de direitos de autor e propriedade intelectual.
2 A. C. — Nascimento de São João Baptista.
1128 — Batalha de São Mamede: Fundação Nacional.
1360 — Nascimento de Dom Nuno Álvares Pereira / São Nuno de Santa Maria.
Fez ontem dois anos que foi inaugurada a minha exposição individual Solstício de Verão (clicando neste link podereis ver no site todas as respectivas 20 fotografias). Como os mais atentos terão reparado, decidi apresentar no próprio dia do Solstício de Verão de 2024 o resultado do projecto artístico homónimo que fui desenvolvendo durante um longo ciclo anual que atravessou Outono, Inverno e Primavera. E, entretanto, dediquei recentemente três vídeos do meu canal no Youtube a esta mesma exposição: um, dois e três (clicai e visionai).
Décadas:
1980 - Uma Paixão Diferente (vídeo, 1989).
1990 - Eu Desejo I (fotografia n.º 3 da exposição individual Noite Americana, 1999).
2000 - My Private Peep-Show (3 fotografias montadas numa caixa-de-luz, exposição colectiva 19 Sentidos Contemporâneos, 2004).
2010 - Fotografar (fotografia n.º 4 da exposição individual Foto-Síntese, 2012).
2020 - Euterpe V (fotografia n.º 15 da exposição individual Solstício de Verão, 2024).
Nota: Amanhã podem ser outras, mas hoje são estas.
Adenda (21.06.2026) : A obra Eu Desejo I, que tem uma edição de 3, está numa grande colecção particular portuguesa (1/3), que a comprou, e numa grande colecção institucional internacional (2/3), que a comprou. A obra My Private Peep-Show, que é peça única, está na colecção particular do autor (1/1). A obra Fotografar, que tem uma edição de 3, está numa grande colecção institucional internacional (1/3), que a comprou. A obra Euterpe V, que tem uma edição de 5, está numa colecção particular portuguesa (1/5).