sábado, 18 de abril de 2026

VOU ALI E JÁ VENHO

A MINHA RESPOSTA À PERGUNTA ANTERIOR

Eu gostava de viver dentro de uma exposição de Magritte. 

PERGUNTA PARA ESTETAS

Gostava de viver dentro de uma exposição de que artista?

A MINHA RESPOSTA À PERGUNTA ANTERIOR

Eu gostava de viver dentro de um livro de Somerset Maugham.

PERGUNTA PARA BIBLIÓFILOS

Gostava de viver dentro de um livro de que escritor? 

PRINCIPAIS TEMAS DO AUTOR DO BLOGUE NO BLOGUE E EM TODA A PARTE

Arte | Literatura | Cinema | Televisão | Vídeo | Fotografia | Música | História | Estética | Genealogia | Cultura

AS DUAS PRINCIPAIS COISAS PARA UM HOMEM CULTO

Uma biblioteca e um jardim.

quarta-feira, 15 de abril de 2026

SURPRESA E EXPECTATIVA

Recebi a notícia de que alguém está a desenvolver uma tese sobre o meu trabalho partindo da seguinte poética premissa:
A arte de João Marchante é sempre subliminarmente erótica e simbólica.
Parece-me bem. Vamos lá a ver o que daí sai.

O QUE É UM POETA VISUAL?

Um poeta visual é um criador que consegue transmitir uma ideia universal usando apenas uma só imagem.

A MINHA RESPOSTA À PERGUNTA ANTERIOR

Eu gostava de viver dentro de um filme de Éric Rohmer. 

PERGUNTA PARA CINÉFILOS

Gostava de viver dentro de um filme de que realizador? 

domingo, 12 de abril de 2026

DO VENTO VIRIL

Na Primavera, para que as plantas se eternizem, o vento fecundador sopra com força.

quinta-feira, 9 de abril de 2026

DO CHEIRO DOS LIVROS

Tenho o hábito de cheirar os meus livros. São quase todos antigos. Portanto, os seus aromas transportam-me no tempo e no espaço. Fragrâncias de tabacos, lareiras, madeiras, flores... Assim se vão recordando, ou imaginando, pessoas e lugares.

sábado, 4 de abril de 2026

MENSAGEM DE PÁSCOA

O autor deseja uma Santa Páscoa a todos os seguidores do blogue.

DAS PALAVRAS E DAS OBRAS

Para falar ao vento bastam palavras, para falar ao coração são necessárias obras. 

PADRE ANTÓNIO VIEIRA
(1608 — 1697)

SINAIS DO APOCALIPSE CULTURAL

Os alfarrabistas tornaram-se tão raros quanto as raridades que outrora lá encontrávamos e não faltará muito para que desapareçam pois estes tempos vulgares não gostam de coisas raras.

quinta-feira, 2 de abril de 2026

À ATENÇÃO DOS BIBLIÓFILOS

ABRIR ABRIL

Já está.

sábado, 28 de março de 2026

DA SÉTIMA ARTE

A expressão «Sétima Arte» anda na boca de todo mundo. Falemos, então, sobre a origem dessa — feliz — designação para o Cinema.


Foi o escritor, jornalista, crítico e dramaturgo italiano Ricciotto Canudo (Bari, 1879 — Paris, 1923) quem baptizou o Cinema de Sétima Arte. Canudo fundou a revista Montjoie! (1913-1914), sedeada em Paris, e manteve uma tertúlia com — entre outros — Léger, Apollinaire e D’Annunzio. Em 1920, cria o «Clube dos Amigos da 7.ª Arte», que é, assim, precursor do movimento do cine-clubismo. Edita, finalmente, em 1923, a Gazette des Sept Arts, revista fundamental como suporte teórico das vanguardas estéticas da época.

Se, por esta altura, os meus leitores já perceberam que estamos perante um teórico da Arte, não estranharão saber que Canudo lança, em 1923, o Manifeste des Sept Arts, após uma série de outros textos preparatórios, o primeiro dos quais data de 1908; e, num deles, em 1912, cunhou a nossa expressão. Esta publicação definitiva das suas inovadoras ideias, surge como legitimação estética do Cinema, elevando-o à categoria das restantes Artes.

Em primeiro lugar, chama a atenção, no seu Manifesto, para o facto de o Cinema ser muito mais do que apenas indústria e comércio, resgatando-o à mera tentação material e convocando-o para as fileiras da espiritualidade criadora. De facto, o Cinema é — antes de tudo — Arte.

Depois, Canudo diz-nos, do seu ponto-de-vista, quais são as seis Artes que antecedem cronologicamente o Cinema. Desde a Antiga Grécia que as Artes têm andado numa roda-viva, no que diz respeito à sua catalogação (convém nunca perder de vista as nove musas inspiradoras). Ainda bem que se trata de uma conversa (ou debate, como agora se diz) em aberto, pois isso representa um sinal da vitalidade dos nossos pensadores. Para este escritor italiano, muito activo no primeiro quartel do século XX, as Sete Artes são: 
ArquitecturaEsculturaPinturaMúsicaDançaPoesia e Cinema.
Se as três primeiras — artes plásticas, porque do espaço — aparecem, segundo Canudo, por necessidades materiais (abrigo, no caso da Arquitectura, com as suas complementares Pintura e Escultura), para, no entanto, logo depois se afirmarem artisticamente, já a Música é fruto duma vontade espiritual de elevação e vai irmanar-se com os fundamentos rítmicos da Dança e da Poesia. Curiosamente, no pensamento do teórico italiano, a Dança e a Poesia antecedem a Música, que só se autonomizará destas quando se liberta e chega à sinfonia, como forma de música pura.

É óbvio que a génese das Artes aqui descrita tem de ser contextualizada na época em que foi criada — início do século XX, em toda a sua pujança Futurista (Graças a Deus!) — e entendida como visão pessoal do seu autor. No entanto, se aqui a trago, é porque sem ela não poderemos compreender a expressão «Sétima Arte».

Por fim, entramos naquilo que me parece ter resistido ao crivo do tempo (esse destruidor de mitos de vão de escada) e manter, ainda hoje, enorme actualidade.

Canudo apresenta o Cinema como síntese de todas as Artes e como Arte Total — ao que não é alheio o pensamento de Wagner; assim, na plenitude da sua linguagem estética, a Sétima Arte integra elementos plásticos da Arquitectura, da Pintura e da Escultura e elementos rítmicos da Música, da Dança e da Poesia, que se vão todos revelar nos filmes nas seguintes áreas técnicas (podendo nós tentar fazer um jogo de concordâncias): imagem ou fotografia (ainda a preto-e-branco, em vida de Ricciotto Canudo); som ou, mais tarde, banda sonora (note-se que, quando o italiano teorizou, o Cinema era Mudo e os filmes eram acompanhados, apenas, pela interpretação ao vivo de uma partitura musical durante a sua projecção nas salas); montagem, que confere um sentido às imagens; cenografia, que entretanto evolui para direcção de arte, alargando o seu campo de intervenção; realização, que tem como missão a planificação do filme, a orquestração dos vários elementos aqui referidos, assegurados por outras tantas equipas técnicas, e a direcção dos actores; e, por último, sendo no entanto o princípio de tudo, argumento.

Mais ainda: como grande síntese criadora — para além de fusão —, o Cinema une Ciência e Arte, num casamento feliz, e produz uma novíssima Linguagem, para a qual as outras Artes tenderam desde sempre, de imagens em movimento e som — formas e ritmos à velocidade da luz!

É, portanto, a última das Artes, fechando o ciclo da Estética. E, acima de tudo, aquela que, incorporando todas as outras, melhor transporta o nosso Património histórico, estético e cultural — projectando-o no futuro —, através da permanente reformulação e actualização das ancestrais e intemporais narrativas da nossa matriz identitária.

Haja sempre cineastas portugueses à altura desta missão universal.

Nota: Texto à especial atenção dos meus alunos do Curso Livre de História e Estética do Cinema do Clube dos Amigos da Sétima Arte.

terça-feira, 24 de março de 2026

DA GENEALOGIA

Aos interessados em Genealogia e História das Famílias em geral e História do Alentejo em particular, faço saber por este meio que acabei de actualizar uma publicação sobre estas matérias aqui (clicai e espreitai). 

domingo, 22 de março de 2026

O QUE É QUE AS CEREJEIRAS TÊM?

As Cerejeiras (nome de árvore que é árvore grafa-se com maiúscula) dão flôr (assim mesmo, como deveria ser, com acento circunflexo e tudo) antes das folhas. São mistérios assim que nos levam à contemplação da Natureza. Saibamos retirar ensinamentos dos simbólicos sinais da Flora.

Nota: Este fenómeno verifica-se especialmente na Cerejeira-do-Japão (Prunus campanulata). 

AS NOVE MUSAS INSPIRADORAS

Nome — Significado — Associação

Calíope — Bela Voz — Poesia Épica
Clio — Fama — História
Érato — Encanto — Poesia Lírica
Euterpe — Alegria — Música
Melpómene — Canto — Drama Trágico
Polímnia — Muitas Canções — Mímica e Lírica Sagrada
Terpsícore — Dança Alegre — Dança
Tália — Bom Humor e Abundância — Drama Cómico
Urânia — Celestial — Astronomia

DA INTEMPORAL E ETERNA SABEDORIA DOS CLÁSSICOS

Horácio ensina na sua Arte Poética que um texto antes de ser publicado deverá ficar guardado pelo menos durante nove anos. Talvez seja esse o tempo necessário para as inspiradoras Nove Musas o conferirem e se for caso disso sugerirem alguma alteração. Penso cada vez mais nisto antes de escrever alguma coisa.

sexta-feira, 20 de março de 2026

DA PRIMAVERA

Hoje começa oficialmente a Primavera, pois é o dia do seu Equinócio. Contudo, não se sentem ainda os seus sinais, na fauna e na flora. As aves de arribação ainda não deram à costa e as flores da época ainda não se mostraram. Porém, este atraso costuma significar que a Estação chegará com redobrada intensidade e concomitante esplendor. Assim seja. Nós, os estetas, agradecemos.

terça-feira, 17 de março de 2026

VENHAM MAIS SEGUIDORES NAS REDES SOCIAIS

Blog  113X   393 | Spotify  27YouTube  71

Agradeço a todos estes que se comprometeram de forma permanente a serem meus seguidores nestas plataformas (com vantagens de que assim usufruirão, como receberem notificações das novas publicações, presumo eu) e aproveito o momento para desafiar os mais de 1.000 visitantes que passam diariamente neste blog, e que ainda não o fizeram, a fazerem o mesmo.

Nota: No YouTube o equivalente aos seguidores são os subscritores.

Adenda: Este post foi, excepcionalmente, reeditado aos 18.04.2026.