quarta-feira, 21 de novembro de 2007

DUPLAS PERFEITAS NA TELA (1)

Meryl Streep e Clint Eastwood
em The Bridges of Madison County (E. U. A., 1995)
de Clint Eastwood.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

AINDA O WESTERN

Passa hoje, na Cinemateca Portuguesa, às 19:30 horas, na Sala Luís de Pina, um dos melhores e mais mal-amados Westerns da História do Cinema: The Outlaw Josey Wales/«O Rebelde do Kansas» (E. U. A., 1976), de Clint Eastwood. Vão lá vê-lo, para perceber porquê. Obrigatório.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

A VIDA É FEITA DE DETALHES ASSIM

Faz hoje um ano que publiquei esta mensagem. E a RTP acabou agora mesmo de exibir a fita. A vida presenteia-nos com estas coincidências. Algumas almas eleitas há ainda que são especialmente sensíveis a elas.
É neste filme que Clint Eastwood diz a Meryl Streep que «uma certeza como esta só se tem uma vez na vida». Numa das mais simples e belas declarações de amor da História do Cinema. E a frase repetida adquire a força de um poderoso leitmotiv. Ganhei ao perder horas de sono a rever esta belíssima e triste história de amor proibido e frustrado.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

PARA A COMPREENSÃO DA VERDADEIRA AMÉRICA

Cinematografia é o conjunto de filmes produzidos por um País e filmografia é o conjunto de fitas realizadas por um cineasta. Contudo, certas filmografias são mais reveladoras da identidade cultural de um Povo do que as suas cinematografias. Assim, a matriz profunda dos Estados Unidos da América encontra-se toda esplanada na obra completa de três autores, respectivamente do Cinema Mudo, Sonoro e Moderno: D. W. Griffith, John Ford e Clint Eastwood.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

PARA A COMPREENSÃO DA VERDADEIRA AMÉRICA

Cinematografia é o conjunto de filmes produzidos por um País. Filmografia é o conjunto de fitas realizadas por um cineasta. Contudo, certas filmografias são mais reveladoras da identidade cultural de um Povo do que as suas cinematografias. Assim, a matriz profunda dos Estados Unidos da América descobre-se toda visionando apenas — com olhos de ver —  a obra completa de sòmente três autores; respectivamente, do Cinema Mudo, Sonoro e Moderno: D. W. Griffith, John Ford e Clint Eastwood. Está lá tudo.

segunda-feira, 30 de abril de 2007

DESPORTOS NO CINEMA COM SURPREENDENTE CHARME FEMININO (III)

Hilary Swank em Million Dollar Baby (2004) de Clint Eastwood.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

CINEASTA PARA HOJE (6)

O último grande autor do cinema clássico americano. O cineasta que afirmou ser o Western a grande forma de arte americana. O actor que encarna o espírito americano. O realizador que revela a alma americana.

domingo, 14 de abril de 2019

SÉTIMA ARTE E IDENTIDADES NACIONAIS

Já se sabe que acredito no Cinema enquanto revelador da eterna identidade das Nações — embora de forma subtil, subliminar ou simbólica, não se tratasse de uma forma de Arte — e indicador dos consequentes caminhos políticos e geoestratégicos dos respectivos Estados. Assim, quando vi Tropa de Elite, percebi que o Brasil estava à espera de alguém como Bolsonaro. Também aqui escrevi em tempos que as marcas identitárias dos Estados Unidos da América se encontravam todas nas obras completas de três cineastas —  David W. Griffith, John Ford e Clint Eastwood — e que, estando o anterior Presidente a leste dessas referências, mais tarde ou mais cedo surgiria um novo Chefe de Estado para as cumprir; e, de facto, chegou Trump. Afigura-se-me igualmente claro que para a compreensão do Reino Unido se torna necessário conhecer a sua cinematografia; contudo, para facilitar o trabalho aos meus queridos leitores, aponto apenas as filmografias (com as suas fitas americanas e tudo) de três autores britânicos  — Alfred Hitchcock, David Lean e Ridley Scott —,  os filmes realizados por Stanley Kubrick desde que se mudou para Inglaterra, e ainda a série fílmica James Bond. 

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

EXPRESSO DO OCIDENTE

Segunda-feira, 19 de Setembro
O estado a que chegou a Nação não é famoso. Ao almoço, relata-me um conhecido recém-chegado da Grécia que a diferença entre Lisboa e Atenas, pelo menos ao nível anímico, é colossal. E, pasmem… a favor dos gregos que, ao que me é dito, não vivem na lusa depressão de se fixar constantemente na crise talvez mesmo aumentando-a. Nem de propósito, na televisão entrevistam-se jovens recém-chegados aos estudos universitários que confessam o sonho que é também antevisão do futuro que têm mais certo: a licenciatura seguida da fuga para o estrangeiro. E fossem apenas os licenciados… não sei se também acontece com o estimado leitor mas a mim surpreende-me constantemente o número de pessoas conhecidas que vão declarando a intenção de tentar a sorte lá por fora - e note-se que não me surpreende porque não tenham razão, mas apenas porque são de facto em número significativo e, o que é talvez pior, em doses crescentes. Sem pingo de soberania, governados por inaptos que pretendem ir mesmo mais longe do que aquilo que exigem os tutores, acorrentados por entre interesses económicos em circuito fechado e influências maçónicas (e outras igualmente obscuras) que quase tudo controlam e, não menos relevante, sem que se perceba a quantos anos de recessão (ou estagnação, dirão os optimistas) estamos condenados, será lícito condenar os que partem mesmo sabendo que desta vez são os mais qualificados? Ou dito de outro modo: pode um país ter um futuro decente num quadro destes?

Terça-feira, 20 de Setembro
Há coisas que demonstram a verdadeira confiança das pessoas nos governos, muito para além das sondagens e dos estudos de opinião, sinais que não deixam dúvidas. E estando a falar daquilo com que se compram os melões, diminui a margem de erro. Pois bem, conta-nos o i que um número cada vez maior de portugueses transfere as suas poupanças para o Deutsche Bank mesmo perante taxas menos atractivas, agora que o banco alemão é mera sucursal da casa mãe e já não uma sociedade de Direito português. A explicação é simples e deve-se naturalmente à maior procura de garantir a integridade dos depósitos, à nenhuma confiança no Euro e, sobretudo, à escassa confiança de que possamos manter-nos por muito tempo dentro do dito. Apesar da sua importância e de se constituir como importante barómetro da confiança dos portugueses na embrulhada em que estamos metidos, a verdade é que a comunicação social, por estes dias totalmente concentrada no alvo da Madeira, fez pouco eco da notícia. Foi pena. Eu, pelo menos, gostaria de ter visto alguém a questionar o dr. Passos Coelho ou o ministro Gaspar sobre esta pequeno comprovativo da confiança que cada vez mais patrícios realmente depositam nessas criaturas.
Por falar no alvo da Madeira, verifico que o dr. Jardim dispara mais uma vez rumo às desvergonhas continentais. Desta feita, por entre uma poncha e um naco daquele fantástico Bolo do Caco, o líder madeirense desafiou "o Estado português a pôr cá fora, desde o 25 de Abril, qual foi o montante que perdoou de dívida aos países africanos que hoje são independentes". Pergunta certeira a que os destinatários fizeram, naturalmente, orelhas moucas. Arrisco que tivesse o perdão sido nenhum e talvez hoje houvesse um menor número de portugueses a sentir maior conforto nos balcões do Deutsche Bank.

Sexta-feira, 23 de Setembro
Ficamos a saber pelo Jornal de Negócios que as testemunhas já arroladas para o julgamento da "Face Oculta" são já cerca de oitocentas, sendo que o prazo para indicar mais umas quantas ainda não terminou. Eis a Justiça lusa no seu melhor, a antecipar garantias de rapidez nas vésperas de mais esta "Casa Pia" anunciada. Será preciso não ser licenciado em Direito para ver que este tipo de longa-metragem só aproveita aos culpados?

Sábado, 24 de Setembro
O i informa que o número de maçons do Grande Oriente Lusitano duplicou em seis anos. Olhando ao estado do país, não só não estranho o crescimento como ainda deduzo que os noviços tenham todos eles abichado importantes cargos na estrutura do Estado continental e nas suas empresas. Digo continental porque me dizem que na Madeira esta malta não faz farinha. No mesmo quiosque recebo o Expresso. E desta feita não me arrependo de carregar o saco visto que os quilos de papel acompanham o DVD de Gran Torino, obra essencial de Clint Eastwood que cobre de (muito) largo a absoluta inutilidade do pasquim.

Domingo, 25 de Setembro
Em entrevista ao Jornal de Notícias, D. José Policarpo alinhava frase certeira: tal e qual ela está "ninguém sai da política com as mãos limpas". Bingo!

Pedro Guedes da Silva